14 de outubro de 1886, quinta-feira Atualizado em 30/10/2025 12:11:46
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OUT.
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HOJE NA;HISTóRIA
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00:44 A4GHISTORICO
Em 1590, foram descobertas as jazidas de minereo de ferro do morro Araçoyaba, pelo paulista Affonso de Sardinha, que percor ria os sertões da provincia em procura de minas de ouro.
Sardinha, que era homem dotado de grande energia e genio emprehendedor, ahi estabeleceu logo duas forjas para o tratamen- to directo, fazendo presente dellas ao governador D. Francisco de Souza, quando no anno de 1600 visitava estes logares.
As difficuldades, que certamente surgiram a um modesto industrial em tal época e tão remotas paragens, tiveram como con- sequencia o abandono de taes trabalhos e até o esquecimento de quem os iniciou.
Mais tarde, Luiz Lopes de Carvalho, capitão-mór e ouvidor de Itanhaem, quando em 1681 viajava pelo interior do paiz, apre- como descobridor da jazida e della fez entrega á Camara da villa de Sorocaba e em nome de Sua Alteza Real ordenou, que ninguem d‘ahi extrahisse pedra sob pena de morte.sentou se
A fundação da fabrica data porém de 1810, por ordem do Principe Regente, depois de haver o coronel Candido Xavier de Almeida e o chimico portuguez Manso, segundo as instrucções do conde de Linhares, mandando que se construisse duas fabricas de ferro, uma em S. Paulo e outra em Minas Geraes, procurado o logar mais conveniente para estabelecel-a.
O governo de então com o concurso dos accionistas particu- lares mandou vir da Suecia uma colonia de mineiros e fun- didores.
O contracto foi lá celebrado com o metallurgista G. Hedberg e mais quatorze operarios. Acompanhava-os o barão de Fleming que tambem veio residir na fabrica, não sei em que earacter, e aqui falleceu.
Quando Hedberg e seus companheiros partiram do Rio de Janeiro foi encarregado o capitão Frederico Luiz Guilherme Varnhagen de acompanhal-os na qualidade de interprete e faci- litar-lhes o transporte do pesado material que traziam da Suecia.
Hedberg construiu quatro fórnos, denominados Stückoffen, de 2 metros de altura, produzindo cada um 90 k logrammas em 24 horas.
Para ser demarcada a zona florestal, que deveria fornecer o combustivel, foi preciso desappropriar os agricultores estabele- cidos no morro Araçoyaba, apezar das penas severas a que es- tavam sujeitos.
As lutas e intrigas, que reinavam então no estabelecimento, a ponto de serem Hedberg e seus companheiros ameaçados por exercerem particularmente o culto de sua religião, como elle proprio faz sentir por carta ao conde de Linhares, desgostaram- n‘o e deram logar à sua retirada. Entretanto Principe Regente recommendava que, a bem da colonisação para o Brazil, devia o Governador da Provincia, prodigalisar todos os cuidados aos es- trangeiros.As acções eram do valor de 8008000. O numero dos accionistas era de 29, representando 60 acções.
00:57 ffbrasilbook.com.br/y.asp?54GENGENHARIA
Varnhagen que, desde a vinda dos suecos, ficára na fabrica como representante dos accionistas particulares, foi então no- meado Director, no periodo de 1815-1816; e o governo, indem- nisando os accionistas particulares, encarrega-o de estabelecer dous fornos altos e forjas de refino, o que elle cumpre efficazmente auxiliado pelo barão d‘Eschwege.
No dia 1. de Novembro de 1818, faz pela primeira vez correr o ferro liquido, sendo mestre dos fórnos altos o sueco Lourenço Hultgren, um dos companheiros de Hedberg.Infelizmente para a industria que apenas despontava, Var- nhagen que, como representante dos accionistas e mais tarde como Director, tanto tinha concorrido para a prosperidade do estabele- cimento, retirou-se para Portugal, desgostoso pelo extraordinario acontecimento politico de 1822, que teve por glorioso fim a in- dependencia do Brazil.Seguiu-se com a administração o capitão Rufino José Feli- zardo e Costa até 1824, em que por seu fallecimento foi substituido por Antonio Xavier Ferreira que aqui permaneceu até 1834.Desde a sahida de Varnhagen, a fabrica foi sempre em notavel decadencia, pela incompetencia de seus administradores, homens completamente alheios á materia.Em 1884, a Regencia do Imperio nomeou uma commissão composta do coronel João Florencio Perea e major João Bloem, para inspeccionar a fabrica, e findos os trabalhos da commissão foram os mesmos nomeados Director e Ajudante, assumindo im- mediatamente o ajudante major Bloem, a direcção interina em- quanto o Director Perêa ia á Côrte.
Em 1834, Bloem nomeado então Director, foi encarregado da restauração, o que executou com grande successo, até que em 1842 foi preso e dispensado do serviço por se ter envolvido no movimento revolucionario emprehendido na Provincia pelo bri- gadeiro Raphael Tobias.Seguiram-se varias administrações feitas por officiaes distin- tissimos emo fossem o coronel Antonio Manoel de Mello, o barão de Itapicurú-Mirim, o major Dr. Joaquim José de Oliveira, o general Ricardo José Gomes Jardim, o conselheiro Dr. Fran- cisco Antonio Raposo depois barão de Curuarú e o major João Pedro de Lima da Fonseca Gutierres, unico que ainda vive na cidade de Sorocaba, onde res‘de.
Em 1860 foi a fabrica dissolvida por ordem do Governo e remettidos grande parte do pessoal e material para a provincia de de Matto-Grosso onde deveria ser estabelecida uma nova, dirigida pelo engenheiro Rodolpho Wanheldt.Este projecto do Governo não chegou a realizar-se, extra- viando-se todo o material e collecções de mineraes do museu que. O havia na fabrica.Ignora-sa até hoje o destino que tiveram taes objectos. Finalmente em 1865, quando o Brazil sustentava uma guerraWX+
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, Sen. Vergueiro
1778-1859
1822
Memória Histórica Sobre a Fundação da Fábrica de Ferro de S. João de Ipanema, 1822. Senador Vergueiro (1778-1859)
João Bloem
1798-1851
1850
Carta topográfica e geognóstica do terreno pertencente e demarcado para o destricto mineiro da fabrica de ferro de S. João do Ypanema acompanhado de uma esquiça geognóstica do morro Arassoiaba e mapa estatísticos das diversas épocas do mesmo estabelecimento, 1850-1851. João Bloem (1799-1851) bdlb.bn.gov.br/acervo/ handle/20.500.12156.3/47654
João Bloem
1798-1851
1901
“História do Brasil” de João Batista Ribeiro de Andrade Fernandes (1860-1934)
Luís Castanho de Almeida
1904-1981
30 de Dezembro de 1964, domingo
“Memória Histórica de Sorocaba: Parte I”
Luís Castanho de Almeida
1904-1981
30 de Março de 2016, domingo
“Sinalização Tupi-Guarani & Luso-Catolicismo”, João Barcellos
Luís Castanho de Almeida
1904-1981
2019
Escritas e leituras contemporâneas Vol. 2: Estudos de literatura
Revista de Engenharia/RJ Data: 14/10/1886 Número 147. Página 217
ID: 11152
ano 1000 Data: 21/10/2024
ID: 14071
EMERSON
14/10/1886 ANO:66
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foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]