17 de junho de 1985, segunda-feira Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
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HOJE NA;HISTóRIA
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6 de Junho de 1871 Nascimento do primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunessaburo Makiguti
22 de Novembro de 1893 (há 128 anos) Nascimento de Masaharu Taniguchi, em Kobe, Japão
7 de Março de 1896 Nascimento de Teruko Taniguchi em Takaoka, Toyama, Japão
11 de Fevereiro de 1900 Nascimento de Jossei Toda em Kaga, Ishikawa, Japão
23 de Outubro de 1919 Nascimento de Seicho Taniguchi em Hiroshima, Província de Hiroshima, Japão
Nascimento de Emiko Taniguchi em Takaoka, Toyama, JapãoQuarta-feira, 10 de Outubro de 1923Filha de Masaharu Taniguchi e Teruko Taniguchi
5 de Junho de 1928 Jessei Toda e Makiguti foram apresentados ao budismo de Nitiren Daishonin*Mais tarde, em junho de 1928, Toda e Makiguti foram apresentados ao budismo de Nitiren Daishonin pelo diretor da Escola Comercial Mejiro. Ao se aprofundarem no estudo e na pesquisa do budismo, encontraram nele a expressão última da filosofia humanista de valor por eles defendida
1 de Março de 1930 (há 91 anos) Ver 1930 -Masaharu Taniguchi funda a Seicho-No-ie
18 de Novembro de 1930 Toda e Makiguti publicaram o primeiro volume de Sistema Pedagógico de Criação de ValorTerça-Em 18 de novembro de 1930, Toda e Makiguti publ
Ainda em 1930 um exemplar da quarta edição da Revista Seicho-No-Ie chega às mãos do Sr. Katsuzô Tanigaki, na cidade de Lins em São Paulo.
1932 (há 89 anos) Chega ao Brasil a 1ª edição do livro A Verdade da Vida, trazida pelo Sr. Hisae Sakiyama, que no interior da Amazônia forma um grupo de estudos da obra.
1933 Um exemplar do livro A Verdade da Vida (Seicho-No-Ie) chega as mãos do Sr. Kumejiro OoshiroDomingo, 1 de Janeiro de 1933Que o empresta ao jovem agricultor Miyoshi Matsuda, amigo da família
1934 Irmão de Miyoshi, Daijiro Matsuda, estava entre a vida e a morte, com grave disenteria amebiana. Curado após uma simples leitura, o Sr. Daijiro Matsuda decide divulgar o conteúdo do livro que o salvara
1935 – Neste ano, o Sr. Tatsuma Ito, da cidade de Bilac-SP, inicia um grande trabalho de divulgação
Em 1936, Em Guararapes-SP, surge o núcleo que seria reconhecido como a primeira Regional do Brasil. Tendo como responsáveis os irmãos Oomae, também atuaram de modo decisivo o Sr. Teramae, o Sr. Tamamoto, o Sr. Oobo e o Sr. Oohara.
Em 1937, destaca-se a atuação do Sr. Chusaku Takinami. Em dezembro desse ano é inaugurado, em Guararapes-SP, o primeiro núcleo da Associação Shirohato (ala do Movimento voltado para as senhoras), tendo como coordenadora a senhora Fumie Teramae.Movimento o sr. Tatsuo Kawasaki e o sr.
Movimento o sr. Tatsuo Kawasaki e o sr. Fujisaku Iwakibda da Seicho-No-Ie Domingo, 1 de Janeiro de 1939 1939 – No final da década de 30 foram nomes importantes dentro do Movimento o sr. Tatsuo Kawasaki e o sr. Fujisaku Iwaki.
7 de dezembro de 1941 Japão ataca Pearl HarborDomingo, 7 de Dezembro de 1941De repente, um golpe se abate sobre a crescente expansão da Seicho-No-Ie, ppós o Japão ataca Pearl Harbor.A Segunda Guerra Mundial e o fato de o Japão ser considerado inimigo do Brasil fizeram com que os japoneses aqui residentes perdessem direitos, até mesmo de falar o próprio idioma natal.
8 de Dezembro de 1941 EUA declarou guerra ao Japão, entrando de maneira definitiva na Segunda Guerra Mundial
11 de Fevereiro de 1942 Miyoshi Matsuda, então com 30 anos de idade, funda a primeira Associação Local (AL) de jovens do Brasil, denominada “Aurora”, em 11 de fevereiro de 1942, em Ibaiti no Paraná.
1943 – Em São Paulo, mesmo com uma vigilância policial muito severa, corajosamente a sra. Mitsue Tanigaki continuou dando aulas de idioma japonês para 60 crianças em sua casa, usando como livro-texto “A Verdade da Vida”.
6 de Julho de 1943 Makiguti e Toda, como principais líderes da Soka Kyoiku Gakkai foram presos
3 de Julho de 1945 Libertação de Jossei Toda
4 de Janeiro de 1946 Tai comete diversos assassinatosSexta-A Toko-Tai, ramificação da organização secreta japonesa Shindo Renmei, comete diversos assassinatos na colônia japonesa em São Paulo.Criada durante a Segunda Guerra para defender a fidelidade ao imperador e eliminar seus opositores, a Toko-Tai leva à morte 23 imigrantes e deixa cerca de 150 feridos.Durante a constituinte, Prestes fechou questão a favor da emenda nº 3 165, de autoria do deputado carioca Miguel Couto Filho, que dizia: "É proibida a entrada no país de imigrantes japoneses de qualquer idade e de qualquer procedência".[19]| EDITAR | | ATUALIZAR
ANODois atentados da Shindo RenmeiQuarta-feira, 31 de Julho de 1946Depois de dois atentados da Shindo Renmei, o assassinato de um caminhoneiro brasileiro cometido por um caminhoneiro japonês, em 31 de julho de 1946, fez com que a população de Osvaldo Cruz saísse às ruas disposta a linchar todos os nipo-brasileiros que encontrasse.O tumulto foi controlado apenas com a chegada de tropas do Exército chamadas pelo médico Oswaldo Nunes.Diante desse quadro, líderes da Seicho-No-Ie como o sr. Jitsumasa Saito e Masaharu Miyamoto, com o apoio do sr. Teiji Takaki, lutaram para unir os adeptos, acima de qualquer divisão na colônia.
14 de Agosto de 1947 1º encontro de Daisaku Ikeda com Jossei Toda
24 de Agosto de 1947 Conversão do presidente Ikeda ao budismo
1949 promove o lançamento do Seikyo Shimbun, jornal que atualmente tem circulação diária no Japão.[1]
20 de Abril de 1951 Lançamento da revista Daibyakurengue (Grande Flor de Lótus Branca)
Em 3 de maio de 1951, Toda torna-se o segundo presidente da Soka Gakkai, edifica organizações, realiza palestras por todas as partes do Japão, orienta os membros sobre diversos assuntos e faz visitas às famílias.
28 de Abril de 1952 Auxiliado por Ikeda, Toda publica o Gosho Zenshu (Coletânea dos Escritos de Nitiren Daishonin).
27 de Agosto de 1952 Soka Gakkai é reconhecida oficialmente pelo governo japonês como uma organização religiosa
1955 – 1ª Caravana de Seminaristas – Antigo Salão dos Pioneiros – Em 1955 a academia é inaugurada e vários fatos considerados milagrosos começam a acontecer. Nesse mesmo ano é realizada a primeira Convenção Nacional da Associação dos Moços da SEICHO-NO-IE DO BRASIL.Há também diversos objetos utilizados pelo Mestre Masaharu Taniguchi quando de sua estada no Brasil, em 1963 e
3 de Julho de 1957 Prisão de Daisaku Ikeda (1957) em virtude do "incidente de Osaka"
17 de Julho de 1957 Libertação do presidente Ikeda
16 de Março de 1958 Jossei Toda liderou pela última vez uma atividade
2 de Abril de 1958Falecimento de Jossei Toda em Chiyoda, Tóquio, Japão
3 de Maio de 1960 Daisaku Ikeda toma posse como terceiro presidente
19 de Outubro de 1960 Fundação da BSGI
Visita de Masaharu Taniguchi à Academia Sul- Americana de Treinamento EspiritualTerça-feira, 9 de Julho de 1963
Fundação do Distrito Brasil, composto de três subdistritos: Arujá, Campinas e São PauloQuinta-feira, 20 de Outubro de 1960
3 de Maio de 1964 Fundação da Sede da SGI América do Sul
3 de Maio de 1965 Publicação da primeira edição do jornal da BSGI, o Nova Era, predecessor do Brasil SeikyoSegunda
2 de Junho de 1973 (há 48 anos) Masaharu Taniguchi se hospeda em Marília
21 de Junho de 1973 (há 48 anos) Masaharu Taniguchi chega em Lima, no Peru
Cerimônia de Lançamento da Pedra Fundamental do Centro Cultural da BSGIDomingo, 12 de Setembro de 1976
Daisaku Ikeda recebe uma carta pessoal do presidente do BrasilSábado, 1 de Maio de 1982Além deste compromisso com os jovens do grupo Kirishima, o presidente Ikeda recebeu em maio de 1982 uma carta pessoal do presidente do Brasil da época, João Baptista Figueiredo, convidando-o para uma visita ao país.
1 de Julho de 1983Fonte: Filosofia da Vida Diária“— Sensei, por favor, visite o Brasil! (...)“— Não precisam dizer mais nada. Irei sem falta num futuro breve.”No diálogo entre Daisaku Ikeda e os jovens discípulos do grupo Kirishima do Brasil em julho de 1983, a terceira visita do Mestre ao país foi delineada.“Penso a todo momento nos membros do Brasil. Por mais que exista uma grande distância entre nossos países, v
Desembarcou em Congonhas e quando o avião abriu a porta, o líder despontou do alto da escada vestindo um terno azul escuro.
“Sejam muito bem-vindos ao Brasil”, disse Roberto Saito, então presidente da BSGI. “Não se preocupe mais. Vamos avançar juntos como leões”, respondeu o presidente Ikeda.
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 1984 O presidente da SGI e sua comitiva visitaram o Centro Cultural da BSGI um dia após sua chegada ao país, em 20 de fevereiro de 1984, por volta das 16 horas.
Após uma chuva, o presidente Ikeda foi recebido no Centro Cultural com uma estrondosa salva de palmas e gritos de alegria. Ele respondeu a todos com um caloroso “Obrigado!”.
21 de Fevereiro de 1984 Uma de suas ações foi a viagem à Brasília no dia 21 para uma audiência com o presidente Figueiredo e os ministros das Relações Exteriores e da Educação e Cultura.
No encontro com o presidente da República, temas como armas nucleares e a importância do diálogo entre dois países para promover a paz foram tratados com muita seriedade.
Além dos diálogos oficiais, o presidente Ikeda incentivou calorosamente os membros. Um momento que ficou gravado no
25 de Fevereiro de 1984 Um dia antes do festival, inesperadamente, o presidente Ikeda muda sua programação e comparece ao ensaio geral do evento.
26 de Fevereiro de 1984 1º Festival Esportivo da SGI conta com a presença de Daisaku Ikeda
17 de Junho de 1985 (há 36 anos) Ver 1985 -Falecimento de Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-IeGalerias relacionadas Japão/Japoneses31 imagenshttps://brasilbook.com.br/f.asp?w=Taniguchi
Domingo, 24 de Abril de 1988 Falecimento de Teruko Taniguchi
Inauguração do Centro Cultural (Seicho-No-Ie)Sábado, 29 de Julho de 1989Após dois anos de construção, a inauguração se deu em 29 de julho de 1989.Construído em um terreno de cinco mil metros quadrados, com sete salas – das quais, um grande auditório com capacidade para mil pessoas, duas para 200 e as demais comportando de 100 a 20 –, o Centro Cultural Rio de Janeiro tornou-se um marco na cidade maravilhosa e um orgulho para os seus associados.
Daisaku Ikeda se encontra com Mikhail GorbachevSexta-feira, 27 de Julho de 1990
Proferida a palestra "A Era do Soft Power e a Filosofia Interiormente Motivada"Quinta-feira, 26 de Setembro de 199126 - Proferida a palestra "A Era do Soft Power e a Filosofia Interiormente Motivada" pelo presidente Ikeda na Universidade de Harvard (1991)select * from
Inauguração da Sede da Administração do Centro de Projetos e Estudos Ambientais da AmazôniaSábado, 25 de Junho de 199425 - Inauguração da Sede da Administração do Centro de Projetos e Estudos Ambientais da Amazônia (CEPEAM), em Manaus (1994)
Inaugurado o Centro Cultural de BrasíliaSábado, 7 de Dezembro de 1996Centro Cultural de Brasília foi inaugurado no dia 7 de dezembro de 1996 em uma área de 10 mil metros quadrados em área nobre da cidade. O prédio conta com quatro pavilhões. O primeiro é a ala administrativa, o segundo abriga o auditório com capacidade para 650 pessoas; no terceiro está um salão menor para cerca de 130 pessoas; e o quarto abriga outras salas para até 30 pessoas.
Inauguração do Palácio Memorial da Paz Eterna, em Itapevi, São PauloDomingo, 22 de Junho de 1997
Inauguração do Centro Cultural em LondrinaSexta-feira, 4 de Julho de 1997Mais seis anos se passaram e em 4 Julho de 1997, a organização de Londrina da BSGI inaugurou o seu Centro Cultural. Trata-se de um prédio de 1,5 mil metros quadrados, com um auditório para 800 pessoas; outro menor para 250; três salas com capacidade para 70 pessoas; sala de ensaios para 100 e demais dependências.
Convenção Cultural dos Jovens "Convenção da Chuva"Domingo, 17 de Outubro de 1999
Inaugurado o Centro Cultural do ParáDomingo, 26 de Maio de 2002Assim, em 26 de maio de 2002, foi inaugurado o Centro Cultural do Pará em um terreno de mais de doze mil metros quadrados, com área construída de dois mil metros quadrados, que abarca um auditório com capacidade para 750 pessoas; outro menor para 300; uma sala para 100; mais duas para 50, demais dependências e uma sala para instrumentos musicais dos grupos artísticos da localidade.
Falecimento de Seicho TaniguchiTerça-feira, 28 de Outubro de 2008
Convenção do Brasil Monarca do MundoDomingo, 28 de Novembro de 2010
Seicho-No-Ie possui cerca de 1.511.859 membros em todo o mundoQuarta-feira, 31 de Dezembro de 2014partir de dados apresentados em 31 de dezembro de 2014, a instituição religiosa alega que possui cerca de 1.511.859 membros em todo o mundo, sendo cerca de 521.100 aqueles que vivem no Japão[3].
noite. Muito obrigado! Paulo Akira Hiraoka às terça-
Kumejiro Ooshiro e Cho Tokui Data: 01/01/1933 Créditos/Fonte: Crédito/Fonte: SNI 01/01/1933
ID: 2882
Daisaku Ikeda e João Figueiredo Data: 01/02/1984 Créditos/Fonte: Crédito/Fonte: Terceira Civilização 01/02/1984
ID: 3407
EMERSON
17/06/1985 ANO:76
testando base
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foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]