21 de novembro de 2013, quinta-feira Atualizado em 09/11/2025 16:36:27
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HOJE NA;HISTóRIA
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Francisco Xavier Paes de Barros, conhecido tambem como Capitão Chico de Sorocaba.Nasceu em 1795 e foi baptizado em dia 31.05.1795 em Itu. Era filho de Antonio de Barros Penteado e Maria Paula Machado. Francisco Xavier Paes de Barros era irmão do Barão de Itu (Bento Paes de Barros, *1788) e do Barão de Piracicaba (Antonio Paes de Barros * 1791), homens que tiveram um papel importante no decorrer do processo de independência do Brasil, quando o Brasil se separaou de Portugal, em 1822, sendo tambem todos irmãos de Genebra de Barros Leite c/c Luiz Antonio de Souza e cunhados do famoso Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar.Francisco Xavier Paes de Barros foi advogado, juiz, vereador, capitalista, lavrador. Dizem que dever hàver sido homem muito catolico, por não ser entre os nomes dos fundadores da maçoneria...Administrava os bens do seu cunhado, o brigadeiro Rafael Tobias, muitas casas na rua da Ponte e pàtio dos Lopes e suas casas proprias em Sorocoba. A "esquina do capitão Chico" ainda foi o nome lembrado em 1952 por causa do itinerario das procissões.No dia 14 de junho de 1842, em Sorocaba, o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar casou a Marquesa dos Santos, no oratório particular de sua mãe, Gertrudes Eufrosina de Ayres, sob as bênçãos do padre Romualdo José Paes, sendo testemunhas Francisco Xavier de Barros e o senador padre Diogo Antonio Feijó.Em 1817 embarcou-se em Santos pela guerra da Cisplatina. Refere Alusio de Almeida que houve desde 1775 uma Legião de Voluntários Paulistas ou Legião Paulista que continuou pràticamente nas guerras do Prata até 1827. Era de 1.a linha. A esta pertenceram o capitão Francisco Xavier de Barros, embarcando em Santos em agôsto de 1817Em 1827 refere Alusio de Almeida que ele casou-se em Sorocaba a primeira vez com Rosa Cândida de Aguiar, irmã das esposas dos seus irmãos, Bento e Antonio Paes de Barros, futuros barões de Itu e Piracicaba. Foi lhe doado em essa occasiâo por o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar o seu cunhado, o casarão que hoje abriga o museu Sorocabano. E como seu cunhado Rafael ele se mudou para São Paulo no ano seguinte. Em 1842 ao lado de Diogo Antonio Fejo foi testemunha do casamento do brigadeiro Rafale Tobias de Aguiar com a Marquesa de Santos. Lutou com o seu irmão Bento, futuro Barão de Itu na revolouçao 1842, liderado por o cunhado Rafael Tobias. .Em 1847 faleceu a primeira esposa Rosa Candida de Aguiar de Barros, em dia 24.06.1847 na fazenda Passa-Tres em Sorocaba.Aluísio de Almeida relata que a casa grande da fazenda Passa-Tres, que pertenceu a dona Gertrudes Aires de Aguirre e depois ao filho, o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, é do começo do século XIX, por volta de 1780. Foi costruida por Padre Rafael Tobias de Aguiar, tio-avô paterno do Brigadeiro Rafael Tobias e tambem seu padrinho de baptismo.Perto dela tive uma série de pequenas casas que teriam servido de senzala para os escravos da fazenda. Foram demolidas por ocasião da restauração do Casarão, em 1980.O sítio do Passa-Três destinado à plantação da cana-de-açúcar e a casa grande a sede desse engenho. Com o passar dos anos, e já propriedade do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e suas irmãs, transformou-se o Passa Três em plantação de café. Atualmente abriga o Centro de Estudos do Tropeirismo em Sorocaba.Refere Aluisio de Almeida que Francisco Xavier Paes de Barros aminstrava muitas casas da familia do Brigadeiro. Seria por isso e por ser irmã do Brigadeiro que a sua esposa, Rosa Candida, faleceu em este casarão em 1847..Sempre em 1847, Francisco Xavier Paes de Barros, casou de novo somente 3 meses apos o falecimento de Rosa, em dia 27.09.1847 com a sua a cunhada, Anna Fausta Maria de Jesus de Aguiar, irmã mais velha de Rosa, com a qual -segundo Aluisio de Almeida- em 1817 anconteceu algum romance de amor contrariado, pois entrou no convento de Santa Clara, de onde saiu por não ser a sua vocação. Em 1852 enviuvando pela segunda vez, o capitão Chico casou-se terceira vez com Andreza Lopes de Oliveira, filha de Antonio Lopes de Oliveira e Maria Laurina de Almeida.Refere Alusio de Almeida (Monsenhor Luiz Castanho de Almeida) que o capitão residia na esquina da praça Fajardo com a rua 15 e na chácara Quinzinho de Barros até morrer em 1875. A chacara Quizinho de Barros em Sorocaba pertenceu ao cunhado Brigadeiro Raphael Tobias que a comprou de João Tibiriça Piratininiga, que a herdou do sogro João de Almeida Pedroso.Refere Alusio de Almeida que O capitão Chico a administrou e recebeu pelo seu proprio casamento com a irmão do Brigadeiro. O casarão foi construído em 1780 e hospedou, entre outras personalidades ilustres, a Marquesa de Santos (Domitila de Castro) quandoda realização de seu casamento com o Brigadeiro Tobias, em 1842. Hoje abriga o Museu historico e geografico de Sorocaba.O Capitão Chico faleceu o 3 de outobre 1875 em Sorocaba e foi enterrado no cemiterio da Saudade em Sorocaba, perto da capela. Parece que o jazigo ainda existe !Correio Paulistano, ediçâo do 10 de outubro de 1875,fazendo referência a um jornal de Sorocaba, de onde veio a notícia.AscendenciaFrancisco Xavier Paes de Barros, capitão Chico de Sorocaba, 1795-1875, foi o terceiro filho masculino e septimo entre os nove filhos de Antonio de Barros Penteado e Maria Paula Machado.A descendência do capitão Francisco Xavier Paes de Barros se legou aos tradições dos Jorge Velho, aos Penteados e aos Paes de Barros. Por todos essos troncos, "os filhos de Antonio de Barros e Maria Paula Machado, participavam da nobreza paulista" , costituida da essa casta dos descendentes dos primeiros povoadores portugueses e das ´indias guaianazes´ que os desposaram. Como referem o historiadors, Carlos de Almeida Prado Bacellar e Eudes Campos, a familia Paes de Barros de Itu e a familia de Aguiar-Ayres de Sorocaba tiverem interesse comum em casar os filhos e filhas. Efeitivamente 3 filhos Paes de Barros (Bento, Antonio e Francisco) casaram com 4 filhas dos Aguiar-Ayres (Leonarda, Rosa, Anna e Gertrudes) Mentre o filho, o brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar casou em 1842 com a Marquesa de Santos. A familia Paes de Barros, natural de Itu, grande produtora de açucar era jà muito rica. A familia de Antonio Francisco de Aguiar de Sorocaba, arrematador de diversos impostos, amealhou considéravel patrimonio ao longo dos annos. Por radicar-se em Sorocaba, a família Aguiar tinha sua riqueza vinculada ao ciclo econômico do tropeirismo, que abarcava como atividades econômicas principais a comercialização de muares, criados na região sul do Brasil, a manutenção de um serviço de transportes baseado em tropas cargueiras e os negócios feitos com gêneros da terra para abastecimento de pontos remotos no interior do País. Enquanto a fortuna dos Paes de Barros, amealhada de início, no século XVIII, a partir de lavras de ouro, provinha agora das extensas terras dedicadas ao cultivo de cana-de-açúcar em Itu. Em razão da comercialização do gado muar, Sorocaba estava intimamente ligada às áreas mineradoras e às áreas açucareiras, estas situadas no Oeste paulista, entre as quais se destacava a vila de Itu, elevada à condição de cidade conjuntamente com Sorocaba em fevereiro de 1842. A estratégia de entrelaçar fortemente as duas famílias por meio da instituição do casamento tinha, portanto, como objetivo básico, reforçar o poder político e a abastança das famílias.Os casamentos realizados entre os Aguiar e os Paes de Barros também iriam facilitar o desenvolvimento das respectivas atividades econômicas, pois um lado da família se encarregaria de providenciar o meio de transporte apropriado para que a produção agrícola proveniente das fazendas que o outro lado da família explorava em Itu chegasse segura ao porto de Santos. Interessante é que documentos historicos parecem indicar que o Marquês de Monte Alegre, 2° esposo de Genebra Leite de Barros (4a tia-avó de Tiffany), irmã mais velha dos irmãos Paes de Barros, nunca mereceu simpatia dos de Barros de Itu, os quais foram cunhados do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar que chefiara a revoluçâo do 1842 acompanhado dos seus cunhados.O marques de Monte Alegre casou com Genebra de Barros Leite em 1819, Após a abdicação de D. Pedro I, em 1831, foi eleito para a Regência Trina Permanente, com o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva e João Bráulio Muniz.Francisco Xavier Paes de Barros foi irmão de:Angela Ribeiro de Cerqueira batizada 03.04.1779 em Itu, casada em 1795 com José Manuel de Mesquita. Este ultimo falecido em Itu 30.12.1812 (ver mais embaixo)Anna Joaquina de Barros, baptizada 27.01.1781, casada 19.09.1797 em Itu com João Xavier da Costa Aguiar, membro do clã Santista. Moraram em Santos onde ela faleceu em 11.03.1837.Genebra de Barros Leite, nasceu em 1782 e faleceu 1736 em Lisboa, casada em 1797 a 1° vez com o Brigadeiro Luis Antonio de Sousa e em 1819 pela 2a vez com o Marquês de Monte Alegre;Escholastica Joaquina de Barros, nascida em cerca. 1786, casada com o ouvidor géral Miguel Antonio de Azevedo Veiga Barão de Itu, Bento Paes de Barros, 4° avô de Tiffany tambem, nasceu em 1788 e faleceu em 1858; casado com Leonarda de Aguiar , filha do Coronel Antonio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Euphrosina Ayres ), irmã do Brigadeiro Raphael Tobias de Aguair, de Rosa de Aguiar (esposa do capitão Chico que foi irmão do Barao de Itu),de Gertrudes de Aguiar (esposa do primeiro Barão de Piracicaba) e de Ana de Aguiar. 1° Barão de Piracicaba, Antonio Paes de Barros, nascido em Itu 1791 e falecido 1876 em São Paulo, casado com Gertrudes Eufrosina de Aguiar, nascida cerca 1798. Joaquim Floriano de Barros, nascido em 1796, falecido em 1831, casado com sua prima Eliza Guilhermina de Mesquita, avôs do Dr. Francisco Fernando Paes de Barros, o Pai de Salto. Maria de Barros Leite , (Maria de Paula Souza é o sobrenome da casada), batizada 02.11.1804 em Itu, SP, e falecida em 1898, casou em 1819 em Itu SP com seu primo, o conselheiro e senador Francisco de Paula Sousa e Mello, nascido em 1791 e falecido em 16.08.1851 em Rio de Janeiro.DescendenciaFrancisco Xavier Paes de Barros foi pai de 9 filhos da primeira esposa Rosa Candida de Aguiar, e pai de mais 4 filhos da terceira esposa Andreza. Teve da 1.ª mulher, Rosa Candida de Aguiar, os f.ºs. seguintes:1 Maria Candida, * 1829, casada com o tenente coronel Joaquim José de Oliveira, de Sorocaba,2 Dr. Francisco Xavier Paes de Barros, * 1831, o barão de Tatuí, (sou trisneta dele) casado 1. vez com sua prima Gertrudes Eufrosina de Aguiar Barros, filha do 1° Barao de Itu, Bento Paes de Barros) 2. vez casou com Cerina de Souza e Castro, viuva do Barao de Itapetininga). leia mais sobre ele aqui : Barao de Tatui3 Rafael Aguiar de Barros, nao sei a data de nascimento, casou-se em 1862 com Anna Leopoldina de Oliveira Lopes, filha de Andreza Lopes de Oliveira (terceira esposa do pai Chico de Sorocaba) e do 1.º marido dela José da Silva Guimarães,(leia mais aqui: Rafael Aguiar de Barros4 Dr. Antonio Francisco de Aguiar Barros, *1834, foi casado com Genebra de Sousa Queiroz, sua prima, f.ª do barão e baronesa de Limeira. Antonio Francisco foi vicepresidente do estado de Sao Paulo em 1878 e em 1883 (Genebra era irmã de link: Dona Paulina de Souza Queiroz e de Luiz Vicente fundador do ESALQ e de Alice, casada com Dr. Carlos Paes de Barros, nr. 10 embaixo )5 João Aguiar de Barros *1836, casado com Amelia Lopes de Oliveira f.ª do coronel Antonio Lopes de Oliveira. [os filhos: - 1) Rosa Amelia de Barros Lopes de Oliveira casada com Leonidas Lopes de Oliveira, seu tio, f.º do coronel Antonio Lopes de Oliveira; Rosa Amelia e Leonidas tiveram 1.1) -Maria Mercedes Lopes de Oliveira * 05.11.1896 em Sao Manuel e casada com seu primo o Dr. Francisco de Salles Vicente de Azevedo, foram pais de Migui e Marcelo Ruy - 1.2.) Dr. Leo Lopes de Oliveria - 1.3.) Synesio Lopes de Oliveira); 2) Antonio Lopes de Oliveira,-- 3) Amelia Rosa de Oliveira casada com João Rodrigues de Sousa Aranha f.º de Rodrigo Dias Ferraz Aranha e de Izabel Franco; ---4) Francisco Lopes de Barros ]6 Gertrudes Brazilica de Aguiar Barros, * 1838, foi casada com Pedro Vaz de Almeida f.º do capitão Ignacio Dias de Arruda e de Manoela de Almeida.7 Bento de Aguiar Barros, * 1840, bacharel em direito, falecido em 1902 em S. Paulo foi casado com sua prima Francisca de Sousa Barros f.ª do dignitário Luiz Antonio de Sousa Barros e de sua 1.ª mulher Ilidia Mafalda de Sousa Barros.8 Francisca Aguiar de Barros, * 1842 , casou-se com o coronel Antonio Augusto de Padua Fleury.( Eles são os avós da autora Marie José Dupré - ( link postagem: Marie José Duprè,)- (Eravamos Seis) nascida na Fazenda Bela Vista em Botucatu)9 José Aguiar de Barros, * 1845, falecido muito provavelmente criança.Da 2.ª mulher Anna de Aguiar não teve o capitão Francisco Xavier f.º algum.Da 3.ª mulher Andreza Lopes de Oliveira teve os seguintes:10 Carlos Paes de Barros, * 1853, engenheiro civil pela universidade de Cornell, E. Unidos da América, é fazendeiro com cultura de café em Santa Rita do Passa Quatro, casado com sua prima Alice de Sousa Queiroz f.ª do barão e baronesa da Limeira. Tiveram - Carlos junior, - Alice, - Sergio, - Edith 11 Brasilico Lopes Paes de Barros, * 1854, bacharel em ciências, casado com sua parenta Izabel de Sousa Mesquita * 1860, f.ª de Luiz de Mesquita Barros e de Clara de Paula Sousa. (ver mais embaixo).12 Fernão Paes de Barros, *1856 e falecido solteiro em 1886 e sepultado em 05.04.1886 no cemiterio da Saudade em Sorocaba. 13 Maria Lopes de Barros, * 1857, casou-se com o doutor em medicina Manoel Lopes Monteiro, seu parente.Tiveram: - Mario, - Anna, - Carlos, - Phydias,- Olavo, -Jaime,- Maria Paula e - Frank.Brasilico (Lopes) Paes de Barros, faleceu em dia 08.01.1912. e foi filho do meu 4° avô capitao Francisco Xavier Paes de Barros e 3a mulher deste, Andreza Lopes de Oliveira, Sorocaba.Em dia 30.10.1904 refere o Diario Oficial da União (DOU) que ele foi coronel comandante de 135 brigada de InfanteriaBrasilico foi casado com sua prima-sobrinha, Izabel de Sousa Mesquita, filha de Luiz de Mesquita Barros e Clara de Paula Sousa.( Os Mesquitas são primos dos Paes de Barros por Angela Ribeiro Leite *1779 4a tia-avó de Tiffany e irmâ mais velha do barâo de Itu Bento Paes de Barros e do cap. Francisco Xavier Paes de Barros, o cap. Chico de Sorocaba, Angela era casada com Jose Manuel de Mesquita. Tiveram 11 filhos, um deles Luiz de Mesquita Barros, pais de Izabel).Brasilico Paes de Barros e Izabel de Souza Mesquita foram pais de 11 filhos: - 1) Dulcilla Paes de Barros *1895 casada em 1917 com Frederico Rudolpho Herminio Schroeder -2) Luiz Gonzaga Paes de Barros *1898 casado com Maria Augusta Tavares, - 3) Manuel Paes de Barros *1900 em Sao Manuel, casado com Euridiyce Hervey Costa; - 4) - Clarice de Barros, - 5) Brazilia de Barros, - 6), -Maria Olezia de Barros, - 7) -Angela Paes de Barros, casada em 1917 com José Guimarães de Couto, - 8) Anna Paes de Barros, casou em 1921 com Emilio Reichert Junior, - 9) Izabel de Barros, - 10) Eutalia Benedicta Paes de Barros, casou em 1918 com Adolfo Kilian Kesselring, - 11) Violeta Paes de BarrosRefere o jornal «O Paiz RJ» do 10.01.1912 annunciando o falecimento, que dois das filhas foram casadas em 1912: Infelizemente não é referido o nome delas. Ainda Brazilico tive 9 filhas e 2 filhos. No jornal é referido che uma filha foi casada com Musancor Martins de Almeida, fazendeiro em Sao Manoel e outra com Jovelino Lopes, chefe do escritorio Martins & Barros em Sao Paulo. Ainda podem ser as filhas Carlice, Brazilia Maria Olezia, Izabel ou Violeta..Refere a historia de Sao Manoel que o irmão mais velho de Brasilico, Joao Aguiar de Barros casado com Amelia Lopes de Oliveira tambem foi fazendeiro em Sao Manuel. Ainda temos a descobrir mais historia de familia (Lopes) Paes de Barros em Sao Manuel SP.
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]