14 de maio de 2025, quarta-feira Atualizado em 20/01/2026 15:52:30
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HOJE NA;HISTóRIA
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Genealogy OnlineGenealogy Petroucic » Jerônimo Soares da RosaPersonal data Jerônimo Soares da Rosa Source 1He was born in São Paulo, São Paulo, Brasil.A child of Paulo João Damasceno and Rita Maria de AlmeidaThis information was last updated on July 14, 2024.Household of Jerônimo Soares da RosaHe is married to Maria Francisca de Jesus.They got married on August 21, 1826 at Sorocaba, São Paulo, Brasil.Child(ren):Paulino Soares da Rosa 1827-???? Notes about Jerônimo Soares da Rosa
Paulo Joao Damasceno (Nepomuceno, cf cc filho Jeronimo)Falecido(a) • MTJK-NXZ ??Casamento: 25 fevereiro 1786 Sorocaba, São Paulo, BrasilRita Maria de AlmeidaFalecido(a) • K83K-6QGhttps://www.familysearch.org/tree/person/details/KCCG-8HVccDo you have supplementary informationSebastiana Maria OliveiraPersonal data Sebastiana Maria Oliveira She was born in São Vicente, São Paulo, Brasil.This information was last updated on August 10, 2020.Household of Sebastiana Maria OliveiraShe is married to Manoel Luiz de Oliveira.They got marriedChild(ren):Luzia Leme ± 1720-???? Antonio da Rosa Pereira (1720-1796)Personal data Antonio da Rosa Pereira Source 1He was born in the year 1720 in Santa Luzia, Açores, Portugal.He died in the year 1796 in Sorocaba, São Paulo, Brasil, he was 76 years old.This information was last updated on August 7, 2020.Household of Antonio da Rosa PereiraHe is married to Luzia Leme.They got married in the year 1740, he was 20 years old.Child(ren):
Paulo João Damasceno ± 1740-???? Francisco Feliciano de Oliveira Rosa 1745-???? Maria da Graça do Espirito Santo Pereira ± 1746-????José Pedro de Oliveira ????-1796 Antonio Albano de Oliveira ± 1759-???? Bernardino de Sene de Oliveira ± 1776-????Ana Maria de Oliveira Rosa MenuGenealogy OnlineGenealogy Petroucic » José de Oliveira Rosa (± 1776-????)Personal data José de Oliveira Rosa Sources 1, 2He was born about 1776 in São Paulo, São Paulo, Brasil.A child of Paulo João Damasceno and Rita Maria de AlmeidaThis information was last updated on August 28, 2020.Household of José de Oliveira RosaHe is married to Umbelina Mendes de Almeida.They got married about 1818 at Porto Feliz, São Paulo, Brasil.Child(ren):Maria Luísa da Rosa 1818-???? Rita Mendes de Almeida 1819-???? Paulino Mendes da Rosa 1821-???? José Mendes da Rosa 1823-????Ana Maria Rosa 1827-????Antonio Mendes da Rosa ± 1832-????Floriana Oliveira Rosa 1835-????Benedito de Oliveira Rosa 1837-????Laurinda de Oliveira Rosa 1840-????Notes about José de Oliveira RosaNotes about José de Oliveira Rosa6 - 1. Umbelina Mendes de Almeida npv 1800 em São Roque, casada em 1818 em Porto Feliz com José de Oliveira Rosa npv 1776 f.º de Paulo João Damasceno e de Rita Maria de Almeida (Rita Maria Soares de Abreu) neto materno de Antonio Pedroso de Abreu e de Isabel Soares de Araujo. Faleceu em 05/03/1874.José de Oliveira Rosa e Umbelina Mendes de Almeida foram proprietários de um sítio no bairro Boa Vista, às margens da estrada de Piracicaba a Tietê e tinham casa na rua da Glória (esquina com a rua São José, com fundos para o riacho Itapeva), em Piracicaba.http://caminhodosul.blogspot.com.br/2012/04/proencas-abreus.htmlUmbelina Mendes de Almeida (1799-1874)Personal data Umbelina Mendes de Almeida She was born on March 8, 1799 in São Roque, São Paulo, Brasil.She died on March 5, 1874, she was 74 years old.A child of José Mendes de Almeida and Maria Paes de GodoyThis information was last updated on August 28, 2020.Household of Umbelina Mendes de AlmeidaShe is married to José de Oliveira Rosa.They got married about 1818 at Porto Feliz, São Paulo, Brasil.Child(ren):Maria Luísa da Rosa 1818-???? Rita Mendes de Almeida 1819-???? Paulino Mendes da Rosa 1821-???? José Mendes da Rosa 1823-????Ana Maria Rosa 1827-????Antonio Mendes da Rosa ± 1832-????Floriana Oliveira Rosa 1835-????Benedito de Oliveira Rosa 1837-????Laurinda de Oliveira Rosa 1840-????José Mendes de Almeida (1772-1823)Personal data José Mendes de Almeida Sources 1, 2He was born in the year 1772 in Sorocaba, São Paulo, Brasil.Source 3He died on November 15, 1823 in São Roque, São Paulo, Brasil, he was 51 years old.Source 3A child of Felix Mendes da Silva and Sebastiana de Almeida PimentelThis information was last updated on September 1, 2020.Household of José Mendes de AlmeidaHe is married to Maria Paes de Godoy.They got married on August 15, 1792 at Sorocaba, São Paulo, Brasil, he was 20 years old.Child(ren):Félix Mendes Camargo 1795-1862 Umbelina Mendes de Almeida 1799-1874 Inácio Mendes da Silva Jesuíno Mendes 1803-????Domiciano Mendes 1803-????Gertrudes de Almeida 1804-????Jesuíno de Almeida 1805-????Antonio Mendes de Almeida 1809-????Emidio Mendes de Almeida 1811-1871 Joaquim Mendes de Almeida 1812-????Jesuíno Mendes de Almeida 1813-????Antonio Mendes de Almeida 1814-????Senhorinha Mendes de Almeida 1815-????Gertrudes Mendes de Almeida 1817-????Maria Almeida 1819-????Catarina RibeiroPersonal data Catarina Ribeiro Source 1She was born in São Paulo, São Paulo, Brasil.A child of Brás Domingues Vidigal and Isabel PedrosoThis information was last updated on October 21, 2020.Household of Catarina RibeiroShe is married to João Domingues do Prado.They got married on July 6, 1687 at Sorocaba, São Paulo, Brasil.Child(ren):Manoel Rodrigues do Prado Inês Domingues de Oliveira Isabel Pedroso do Prado Amaro Rodrigues do Prado Clara Domingues ????-1720 Notes about Catarina Ribeiro2-4 Catarina Ribeiro, casou em 1687 em Sorocaba com João Domingues do Prado, natural de Santo Amaro, que esteve nas Minas de Cuiabá em 1728, filho de Manoel Rodrigues Góes, fal em 1676, e de Inês Domingues, n p do Capitão Álvaro Rodrigues do Prado (que foi filho de Clemente Álvares, o explorador de ouro, e de sua 1a mulher Maria Gonçalves) e de Maria Rodrigues Góes Teve pelo inventário de João Domingues em 1729 em Sorocaba:
Maria Paes de Godoy (????-1862)
Personal data Maria Paes de Godoy She was born in Indaiatuba, São Paulo, Brasil.She died on July 30, 1862.A child of Inácio de Godoy da Silva and Paula Maria de CamargoThis information was last updated on June 10, 2021.Household of Maria Paes de GodoyShe is married to José Mendes de Almeida.They got married on August 15, 1792 at Sorocaba, São Paulo, Brasil.Child(ren):Félix Mendes Camargo 1795-1862 Umbelina Mendes de Almeida 1799-1874 Inácio Mendes da Silva Jesuíno Mendes 1803-????Domiciano Mendes 1803-????Gertrudes de Almeida 1804-????Jesuíno de Almeida 1805-????Antonio Mendes de Almeida 1809-????Emidio Mendes de Almeida 1811-1871 Joaquim Mendes de Almeida 1812-????Jesuíno Mendes de Almeida 1813-????Antonio Mendes de Almeida 1814-????Senhorinha Mendes de Almeida 1815-????Gertrudes Mendes de Almeida 1817-????Maria Almeida 1819-????Paulino Mendes da Rosa (1821-????)Personal data Paulino Mendes da Rosa Source 1He was born in the year 1821 in Sorocaba, São Paulo, Brasil.He was christened on August 10, 1821 in Sorocaba, São Paulo, Brasil.A child of José de Oliveira Rosa and Umbelina Mendes de AlmeidaThis information was last updated on August 7, 2020.Household of Paulino Mendes da RosaHe is married to Mariana Cordeiro.They got married on November 13, 1843 at Sorocaba, São Paulo, Brasil, he was 22 years old.Child(ren):Benedito de Paula Rosa Carolina Mendes da Rosa 1843-???? Maria Mendes da Rosa 1844-????Laurinda Mendes da Rosa ± 1850-????João Antonio da Rosa ± 1862-????Notes about Paulino Mendes da RosaPaulino Mendes da Rosa batizado na Igreja de NªSrª da Ponte de Sorocaba aos 10 de Agosto de 1821 casou-se com Mariana Cordeiro (Mariana Rodrigues de Oliveira) batizada aos 02/10/1814 na Igreja de Nª Srª da Ponte de Sorocaba; filha de Ignácio Rodrigues Cordeiro e de Josefa Joaquina de Oliveira. Foram testemunhas João Rodrigues Cordeiro e Jerônimo Soares da Rosa. Paulino era natural de Sorocaba e freguês de Porto Feliz e Mariana era viúva de José Antunes Maciel e natural da freguesia de Sorocaba. Para o registro foi necessária a dispensa de impedimento por consanguinidade em terceiro grau."Aos 19/11/1855 na igreja de NªSª da Ponte de Sorocaba foi batiza Joaquina, nascida em 10/10/1855, que teve por padrinhos Paulino Mendes da Rosa e sua esposa Mariana Rodrigues de Oliveira. O casal também batizou João filho de Prudente Rodrigues de Oliveira e Ana Thereza em 24 /12/1867 na igreja de Sarapuí."Mariana Cordeiro Rodrigues de Oliveira (1814-????)Personal data Mariana Cordeiro Rodrigues de Oliveira She was born in the year 1814 in Sorocaba, São Paulo, Brasil.She was christened on October 2, 1814 in Sorocaba, São Paulo, Brasil.A child of Inácio Rodrigues Cordeiro and Josefa Joaquina de OliveiraThis information was last updated on August 7, 2020.Household of Mariana Cordeiro Rodrigues de Oliveira(1) She is married to Paulino Mendes da Rosa.They got married on November 13, 1843 at Sorocaba, São Paulo, Brasil, she was 29 years old.Child(ren):Benedito de Paula Rosa Carolina Mendes da Rosa 1843-???? Maria Mendes da Rosa 1844-????Laurinda Mendes da Rosa ± 1850-????João Antonio da Rosa ± 1862-????(2) She is married to José Antunes Maciel.They got marriedNotes about Mariana Cordeiro Rodrigues de OliveiraMariana Cordeiro (Mariana Rodrigues de Oliveira) batizada aos 02/10/1814 na Igreja de Nª Srª da Ponte de Sorocaba; filha de Ignácio Rodrigues Cordeiro e de Josefa Joaquina de Oliveira.viúva de José Antunes Maciel e natural da freguesia de Sorocaba
Manoel Fernandes de Abreu o Cayacanga (????-1721) Persoonlijke gegevens Manoel Fernandes de Abreu o Cayacanga Bronnen 1, 2Hij is geboren in São Paulo, São Paulo, Brasil.Hij is overleden in het jaar 1721 in Itu, São Paulo, Brasil.Een kind van Baltazar Fernandes en Isabel de ProençaDeze gegevens zijn voor het laatst bijgewerkt op 1 september 2020.Gezin van Manoel Fernandes de Abreu o CayacangaHij is getrouwd met Maria Bicudo de Mendonça.Zij zijn getrouwdKind(eren):
Isabel de Proença de Abreu Luzia de Abreu ????-1743 Antonio Fernandes de Abreu ????-1717
Notities over Manoel Fernandes de Abreu o Cayacanga1-11 Manoel Fernandes de Abreu (o Caiacanga de alcunha), fal em 1721 em Itu no estado de viúvo de Maria Bicudo de Mendonça, fal em 1696 na mesma vila, filha de Antonio Bicudo Furtado e de Maria Ribeiro, Teve 3 filhos:Tit. Fernandes Povoadores Cap. 2.º § 11.º n.º 2-1Marina de LaraPersoonlijke gegevens Marina de Lara Bron 1Zij is geboren in São Paulo, São Paulo, Brasil.Een kind van Manoel Godinho de Lara en Maria de ChavesDeze gegevens zijn voor het laatst bijgewerkt op 26 januari 2021.Gezin van Marina de Lara(1) Zij is getrouwd met Januário Ribeiro.Zij zijn getrouwdKind(eren):Estevão Ribeiro ± 1621-????Maria Ribeiro Duarte ± 1627-???? João Ribeiro ± 1628-1661Francisca Ribeiro Duarte ± 1631-???? Antonio Ribeiro ± 1633-1664 Manoel Ribeiro ± 1636-????Ana Ribeiro Isabel Duarte ± 1637-????Pedro Ribeiro Jerônimo Fernandes (2) Zij is getrouwd met Antonio de Faria Albernaz.Zij zijn getrouwd in het jaar 1661.Notities over Marina de LaraMarina de Lara, filha de Manoel Godinho de Lara e Maria de Chaves, foi primeira vez casada com Januario Ribeiro, Estevão Ribeiro Baião e Maria Duarte, com geração na família "Manoel Godinho de Lara",--2- Marina de Lara foi casada com Januário Ribeiro, falecido com testamento escrito em 30-10-1638 e inventariado em 06-10-1639 (SAESP vol. 12º, neste site).Januário deixou sete fihos de seu casal e três filhos ilegítimos:Filhos ilegitimos:- Ana Ribeiro casada com Domingos de Paiva (ou Pereira)- Pedro Ribeiro, com 20 anos.- Jerônimo Fernandes, com 19 anos.
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]