12 de maio de 2025, segunda-feira Atualizado em 24/10/2025 04:08:30
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HOJE NA;HISTóRIA
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Maria de Almeida Lara, filha de Tomé de Lara de Almeida± 1643-< 1724 e Maria de Almeida Pimentel 1648-1701
Persoonlijke gegevens Maria de Almeida Lara Bron 1Zij is geboren in Sorocaba, São Paulo, Brasil.Een kind van Tomé de Lara de Almeida en Maria de Almeida PimentelDeze gegevens zijn voor het laatst bijgewerkt op 20 maart 2021.
Gezin van Maria de Almeida LaraZij is getrouwd met Antonio Rodrigues Penteado.Zij zijn getrouwdKind(eren):
Maria de Almeida Pimentel Francisco Rodrigues Penteado Tomé de Lara Penteado Potência Leite de Almeida 1708-1762 Amaro Rodrigues Penteado José Rodrigues Penteado Clara de Miranda Leite Inácia de Almeida Andresa Leite de Almeida ????-< 1722 Antonia de Almeida Leite Ana de Almeida Lara
Notities over Maria de Almeida Laraalias Maria de Almeida2-5 Maria de Almeida Lara, filha do § 4o, foi Cc Antonio Rodrigues Penteado, natural de Santana de Parnaíba, falecido em 1728 em Sorocaba, filho de Francisco Rodrigues Penteado e de Clara de Miranda V 3o pág 373, com geraçãoMaria de Almeida Pimentel (1648-1701)Persoonlijke gegevens Maria de Almeida Pimentel Bron 1Zij is geboren op 4 oktober 1648 in Brasil.Ze werd gedoopt op 4 oktober 1648 in Brasil.Zij is overleden op 22 mei 1701 in Sorocaba, São Paulo, Brasil, zij was toen 52 jaar oud.Een kind van Antonio de Almeida Pimentel en Lucrécia Pedroso de BarrosDeze gegevens zijn voor het laatst bijgewerkt op 28 maart 2021.Gezin van Maria de Almeida PimentelZij is getrouwd met Tomé de Lara de Almeida.Zij zijn getrouwd Kind(eren):
Maria de Almeida Pimentel e Lara Sebastiana de Almeida 1680-???? Branca de Almeida Lara 1680-1761 José Pompeu Ordonho de Almeida Antonio de Almeida Lara Fernando Paes de Barros ????-< 1752 Lucrécia Pedroso de Barros ????-1760 Maria de Almeida Lara Francisca de Almeida Lara 1674-???? Inácia de Almeida ????-1713 Luzia Leme 1687-1711
Notities over Maria de Almeida Pimentel1.ª mulher1-1 Maria de Almeida Pimentel, com um mês e meio de idade quando faleceu sua mãe, batizada em 1648 em São Paulo, Cc o Capitão-mor Tomé de Lara e Almeida e foram moradores em Sorocaba Com grande geração em Título Taques PompeusFrancisco Rodrigues Penteado I (± 1618-1673)Persoonlijke gegevens Francisco Rodrigues Penteado I Bronnen 1, 2Hij is geboren rond 1618 in Pernambuco, Brasil.Hij is overleden op 13 november 1673 in Santana de Parnaíba, São Paulo, Brasil.Een kind van Manoel Correia en Maria de AlvarengaDeze gegevens zijn voor het laatst bijgewerkt op 17 maart 2021.Gezin van Francisco Rodrigues Penteado IHij is getrouwd met Clara de Miranda.Zij zijn getrouwdKind(eren):Francisco Rodrigues Penteado ± 1652-1738 Antonio Rodrigues Penteado ????-1728 Manoel Corrêa de Barros Penteado ± 1668-1745 João Corrêa Penteado ± 1673-1726 Andresa Leite Pascoal Leite Penteado ????-1707 José Corrêa Penteado ????-1739 Notities over Francisco Rodrigues Penteado ITÍTULO PENTEADOSSegundo escreveu Pedro Taques: "A nobre família de Penteados teve origem em São Paulo em Francisco Rodrigues Penteado, natural de Pernambuco, para onde veio ser morador seu pai Manoel Corrêa com casa, saindo de Lisboa; e em Pernambuco se estabeleceu com negócio grande. Tendo este filho Francisco Rodrigues Penteado já bem instruído em artes liberais, sendo excelente e com muito mimo na de tanger viola, e destro na arte da música, seu pai o mandou a Lisboa sobre dependência de uma herança que ali tinha: o filho, porém, vendo-se em uma Corte das mais nobres da Europa e com prendas para conciliar estimação, cuidou só no estrago que fez do cabedal que recebeu, consumindo em bom tratamento e amizadesRefletindo depois que não estava nos termos de dar satisfação da comissão com que passara de Pernambuco a Lisboa, embarcou na frota do Rio de Janeiro com Salvador Corrêa de Sá e Benevides em 1648, o qual tendo de passar a Angola, como passou, para a restaurar dos holandeses, o deixou na cidade do Rio muito recomendado pelo interesse de instruir nos instrumentos músicos a suas filhas e ao filho mais velho Martim Corrêa com quem estava unido pela igualdade dos anos Do Rio de Janeiro, pela demora em Angola do dito Salvador Corrêa de Sá, que ficou feito general daquele reino, passou para a vila de Santos Francisco Rodrigues Penteado; e já, desta vila subia para São Paulo contratado para casar com uma sobrinha de Fernando Dias Paes, que foi quem o ajustou para este contrato" Depois de casado estabeleceu-se com fazenda de cultura no termo da vila de Santana de ParnaíbaCasou Francisco Rodrigues Penteado em São Paulo com Clara de Miranda, filha de Antonio Rodrigues de Miranda, natural de Lamego, e de Potência Leite, à pág 135 Faleceu Francisco Rodrigues Penteado em 1673 com seu testamento em Santana de Parnaíba e sua mulher Clara de Miranda em 1682 Teve (C O de São Paulo) os seguintes :Cap 1o Francisco Rodrigues PenteadoCap 2o Antonio Rodrigues PenteadoCap 3o Andresa LeiteCap 4o Manoel Corrêa PenteadoCap 5o Pascoal Leite PenteadoCap 6o João Corrêa PenteadoCap 7o José Corrêa Penteado------------Os Fundadores de AraçariguamaGuilherme Pompeu de AlmeidaRodrigo Bicudo ChassimFrancisco Rodrigues PenteadoClara de Miranda (± 1621-1682)Persoonlijke gegevens Clara de Miranda Bron 1Zij is geboren rond 1621 in Brasil.Zij is overleden op 5 juli 1682 in Brasil.Een kind van Antonio Rodrigues de Miranda en Potencia LeiteDeze gegevens zijn voor het laatst bijgewerkt op 15 oktober 2020.Gezin van Clara de MirandaZij is getrouwd met Francisco Rodrigues Penteado.Zij zijn getrouwd.Kind(eren):Francisco Rodrigues Penteado ± 1652-1738 Antonio Rodrigues Penteado ????-1728 Manoel Corrêa de Barros Penteado ± 1668-1745 João Corrêa Penteado ± 1673-1726 Andresa Leite Pascoal Leite Penteado ????-1707 José Corrêa Penteado ????-1739 Notities over Clara de Miranda2-5 Clara de Miranda, fal em 1682, filha do 5o, foi Cc Francisco Rodrigues Penteado Com geração em Título Penteados, neste V 3o Pedro Vaz Celestino (????-1781)Persoonlijke gegevens Pedro Vaz Celestino Hij is geboren in São Paulo, São Paulo, Brasil.Hij is overleden in het jaar 1781 in Itu, São Paulo, Brasil.Een kind van André de Sampaio Botelho en Maria Leite da EscadaDeze gegevens zijn voor het laatst bijgewerkt op 12 april 2021.Gezin van Pedro Vaz CelestinoHij is getrouwd met Joana de Almeida Paes.Zij zijn getrouwd in het jaar 1734 te Itu, São Paulo, Brasil.Kind(eren):
Isabel Maria Paes ± 1725-???? José Manoel Leite Castanho 1747-???? Ana Teresa Paes ????-< 1808 André de Sampaio Botelho ????-± 1819 Pedro Vaz de Barros Elias de Sampaio Botelho ± 1761-???? Maria Francisca Leite ????-< 1803 Joana Francisca Leite Josefa Antonia Leite ????-1790 Floriana Rosa de Sampaio Gertrudes Maria de Almeida Notities over Pedro Vaz Celestino
André de Sampaio Botelho Capitão (????-± 1819)
Persoonlijke gegevens André de Sampaio Botelho Capitão Bron 1Hij is geboren in São Paulo, São Paulo, Brasil.Hij is overleden rond 1819 in Itu, São Paulo, Brasil.Een kind van Pedro Vaz Celestino en Joana de Almeida PaesDeze gegevens zijn voor het laatst bijgewerkt op 8 april 2021.
Gezin van André de Sampaio Botelho Capitão(1) Hij is getrouwd met Florência de Jesus Freitas.Zij zijn getrouwd in het jaar 1770 te Itu, São Paulo, Brasil.(2) Hij is getrouwd met Mariana Dias Paes.Zij zijn getrouwd in het jaar 1777 te Itu, São Paulo, Brasil.Kind(eren):
Francisca Maria de Sampaio ± 1784-???? Florência Maria de Sampaio José Vaz de Sampaio Antonio Ferraz de Sampaio Ana Ferraz de Sampaio Reginalda Maria Ferraz 1795-????
Notities over André de Sampaio Botelho Capitãofoi juiz ordinário em ItuV. 4.º pág. 74.Manoela Dias de Arruda (1860-1925)Persoonlijke gegevens Manoela Dias de Arruda Zij is geboren op 8 april 1860 in Sorocaba, São Paulo, Brasil.Zij is overleden op 5 augustus 1925 in São Vicente, São Paulo, Brasil, zij was toen 65 jaar oud.Een kind van José Dias de Arruda en Inês Ferreira da SilvaDeze gegevens zijn voor het laatst bijgewerkt op 7 augustus 2020.Gezin van Manoela Dias de ArrudaZij is getrouwd met Francisco de Souza Pereira.Zij zijn getrouwd op 28 september 1878 te Sorocaba, São Paulo, Brasil, zij was toen 18 jaar oud. Kind(eren):
Eurico Souza Pereira 1879-???? Silvio de Souza Pereira 1881-1936 Francisco de Souza Pereira 1881-1923 Jordina Souza Pereira 1883-???? Arnaldo Souza Pereira 1885-???? Dulcidio Souza Pereira 1887-???? Orlando de Souza Pereira 1890-???? Idalia Souza Pereira 1892-???? Breno Souza Pereira 1895-???? Marcilia Souza Pereira 1899-???? Telmo de Sousa Pereira 1903-1974
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]