10 de maio de 2025, sábado Atualizado em 24/10/2025 03:12:50
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Rosa Cândida de Barros Oliveira (1853 - 1924)Data de nascimento: 24 de Maio de 1853Local de nascimento: Piracicaba, Piracicaba, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 04 de Novembro de 1924 (71)Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, State of Rio de Janeiro, Brazil (Brasil)Local de enterro: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, State of Rio de Janeiro, BrazilFamília imediata: Filha de Joaquim Antônio de Oliveira, Junior e Maria Cândida Paes de BarrosEsposa de Ministro Ubaldino do Amaral e Antônio de Oliveira MattosMãe de Joaquim do Amaral Fontoura; Letícia do Amaral Fontoura e Ubaldino do Amaral FilhoIrmã de Joaquim José de Barros Oliveira, Neto; Maria Cândida de Barros Oliveira; Regina de Barros Oliveira e Eugênia de Barros OliveiraRegina de Barros Oliveira (1857 - d.)Data de nascimento: 1857Local de nascimento: Piracicaba, Piracicaba, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de Joaquim Antônio de Oliveira, Junior e Maria Cândida Paes de BarrosIrmã de Joaquim José de Barros Oliveira, Neto; Rosa Cândida de Barros Oliveira; Maria Cândida de Barros Oliveira e Eugênia de Barros Oliveira
Isabel da Cunha Lobo (b. - 1726)Data de nascimento: estimado entre 1638 e 1674 Falecimento: 1726Mogi das Cruzes, São Paulo, BrasilFamília imediata: Filha de Salvador da Cunha Lobo e Catarina De de MendonçaEsposa de João Lopes de MirandaMãe de Antonio Lopes de Miranda e Catarina da Cunha LopesIrmã de Maria da Cunha da Cunha Lobo; Francisco da Cunha Lobo; Jose da Cunha da Cunha Lobo; Margarida da Cunha Lobo; Beatriz da Cunha Lobo; Ana Maria Maria da Cunha; Manoel da Cunha Lobo; Nazare da Cunha Lobo; João da Cunha Lobo e Mariana da Cunha
Maria de Freitas (1597 - 1629)Data de nascimento: circa 1597Local de nascimento: Santos, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 1629 (27-36)Sao Paulo, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de Sebastião de Freitas e Maria PedrosoEsposa de Henrique da Cunha Gago, o MoçoMãe de Mécia da Cunha Gago; João da Cunha Lobo; Izabel da Cunha Lobo; Salvador da Cunha Lobo; Henrique da Cunha Gago, o Neto; Antonio da Cunha; Manuel da Cunha Gago e Ana da CunhaIrmã de Antonio Pedroso de Freitas; Ana Ribeiro de Alvarenga; Catarina de Freitas; Isabel de Freitas; João de Freitas; Mecia de Freitas e Maria Pedroso
Salvador da Cunha Lobo (1629 - d.)Data de nascimento: 1629Local de nascimento: São Paulo, São Paulo, BrasilFalecimento: Piratininga, Piratininga, São Paulo, BrasilFamília imediata: Filho de Henrique da Cunha Gago, o Moço e Maria de FreitasMarido de Catarina De de MendonçaPai de Maria da Cunha da Cunha Lobo; Francisco da Cunha Lobo; Jose da Cunha da Cunha Lobo; Margarida da Cunha Lobo; Beatriz da Cunha Lobo; Ana Maria Maria da Cunha; Manoel da Cunha Lobo; Isabel da Cunha Lobo; Nazare da Cunha Lobo; João da Cunha Lobo e Mariana da CunhaIrmão de Mécia da Cunha Gago; João da Cunha Lobo; Izabel da Cunha Lobo; Henrique da Cunha Gago, o Neto; Antonio da Cunha; Manuel da Cunha Gago e Ana da CunhaMeio-irmão de Antonio Cardoso da Cunha; Manuel da Cunha Cardoso; Mariana da Cunha; Francisca Cardoso; Izabel Fernandes; e Ana Maria da CunhaCatarina De de Mendonça (Mendonça) (1629 - 1710)Data de nascimento: 1629Local de nascimento: São Paulo, São Paulo, BrasilFalecimento: 1710 (80-81)Família imediata: Filha de Francisco Mendonça e Maria de GóesEsposa de Salvador da Cunha LoboMãe de Maria da Cunha da Cunha Lobo; Francisco da Cunha Lobo; Jose da Cunha da Cunha Lobo; Margarida da Cunha Lobo; Beatriz da Cunha Lobo; Ana Maria Maria da Cunha; Manoel da Cunha Lobo; Isabel da Cunha Lobo; Nazare da Cunha Lobo; João da Cunha Lobo e Mariana da CunhaIrmã de Margarida de Mendonça; Domingos de Góes de Mendonça; João; Gaspar; Isabel de Mendonça; Manuel e MatiasMeia-irmã de Catarina de Mendonça de SiqueiraMaria de Góes (1605 - 1675)Data de nascimento: circa 1605Local de nascimento: Madeira, PortugalFalecimento: 1675 (65-74)Mogi das Cruzes, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de Domingos de Góis e Joana NunesEsposa de Francisco MendonçaMãe de Margarida de Mendonça; Catarina De de Mendonça; Domingos de Góes de Mendonça; João; Gaspar; Isabel de Mendonça; Manuel e MatiasIrmã de Ana de Góis; Isabel de Góes; Suzana de Góes; Catarina Nunes; Antonia Nunes de Gois; Maria Furtado; João Furtado; Maria de Gois; Manuel; Margarida e Duarte FurtadoMeia-irmã de Cecília Gois; Margarida Furtado; Francisca Furtado; Pedro e Aleixo
Domingos de Góis (1575 - 1662)Nomes alternativos: "Domingos de Goes"Data de nascimento: circa 1575Local de nascimento: Madeira, PortugalFalecimento: 19 de Agosto de 1662 (82-91)Fazenda Tajubuca, Mogi das Cruzes, São Paulo, BrasilFamília imediata: Filho de Domingos Gonçalves da Maia e Isabel de GóisMarido de Joana NunesParceiro de NN FurtadoPai de Ana de Góis; Maria de Góes; Isabel de Góes; Suzana de Góes; Catarina Nunes; Antonia Nunes de Gois; Maria Furtado; João Furtado; Maria de Gois; Manuel; Margarida; Duarte Furtado; Cecília Gois; Margarida Furtado; Francisca Furtado; Pedro e AleixoIrmão de Isabel de GóisMeio-irmão de Inês Rodrigues; Garcia Rodrigues; Izabel Bicudo de Mendonça; Jerônima de Mendonça; Antonio Gonçalves de Mendonça; Vicente Bicudo; Manoel Gonçalves; Sebastião Gonçalves de Barros e Maria GonçalvesJoana Nunes (1583 - 1625)Inglês (padrão): Joanna Nunes de MendonçaData de nascimento: circa 1583Local de nascimento: Sao Paulo, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 14 de Outubro de 1625 (37-46)Mogi das Cruzes, SP, Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de Diogo NunesEsposa de Domingos de GóisMãe de Ana de Góis; Maria de Góes; Isabel de Góes; Suzana de Góes; Catarina Nunes; Antonia Nunes de Gois; Maria Furtado; João Furtado; Maria de Gois; Manuel; Margarida e Duarte Furtado
Domingos de Góis (1525 - 1627)Data de nascimento: 1525Local de nascimento: Ilha da Madeira, Funchal, Arquipélago da Madeira, Região Autônoma da Madeira, PortugalFalecimento: 1627 (100-102)São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Marido de Catarina de MendonçaPai de Isabel de Góis e Francisco Mendonça
Isabel de Góis (1540 - 1629)Nomes alternativos: "Isabel Raposo", "Isabel de Góes"Data de nascimento: circa 1540Local de nascimento: Funchal, Madeira, Madeira, PortugalFalecimento: 1629 (83-93)São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Local de enterro: São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, BrazilFamília imediata: Filha de Domingos de Góis e Catarina de MendonçaEsposa de Domingos Gonçalves da MaiaMãe de Isabel de Góis e Domingos de GóisIrmã de Francisco Mendonça
Francisco Mendonça (1570 - 1630)Inglês (padrão): Francisco de MendonçaData de nascimento: 1570Local de nascimento: Ilha da Madeira, PortugalFalecimento: 30 de Dezembro de 1630 (59-60)São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brazil (Brasil)Local de enterro: São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, BrazilFamília imediata: Filho de Domingos de Góis e Catarina de MendonçaMarido de Maria Diniz e Maria de GóesPai de Catarina de Mendonça de Siqueira; Margarida de Mendonça; Catarina De de Mendonça; Domingos de Góes de Mendonça; João; Gaspar; Isabel de Mendonça; Manuel e MatiasIrmão de Isabel de Góis
Catarina de Mendonça de Siqueira (1615 - 1654)Inglês (padrão): Catarina de MendonçaData de nascimento: circa 1615Local de nascimento: São Paulo, São Paulo, BrasilFalecimento: circa 1654 (30-47)Itu, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de Francisco Mendonça e Maria DinizEsposa de Belchior de GodoyMãe de Maria Diniz de Mendonça; Francisco de Godoy Moreira; Paula Moreira; Belchior de Godoi Moreira; Domingos Godoy; Baltazar de Godoy Mendonça; Beatriz Moreira; Isabel de Godoy Moreira; Lucrécia Moreira; Antonio Godoy Moreira e Mendonça e João MoreiraMeia-irmã de Margarida de Mendonça; Catarina De de Mendonça; Domingos de Góes de Mendonça; João; Gaspar; Isabel de Mendonça; Manuel e Matias
Dom Baltazar de Godoy (1561 - 1628)Inglês (padrão): Baltasar de GodóiNomes alternativos: "Balthazar de Godoy"Data de nascimento: circa 1561Local de nascimento: Albuquerque, CastelaFalecimento: circa 1628 (57-75)Santana de Parnaíba, São Paulo, BrasilFamília imediata: Marido de Paula MoreiraPai de Gaspar de Godoi Moreira; Sebastião Gil de Godói; Maria de Godoy; Belchior de Godoy; Capitão João de Godói Moreira; e Balthazar de Godoy Moreira
Belchior de Godoy (1595 - 1649)Data de nascimento: 1595Local de nascimento: Sao Paulo, São Paulo, SP, Brazil (Brasil)Falecimento: 1649 (53-54)Sao Paulo, São Paulo, SP, Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de Dom Baltazar de Godoy e Paula MoreiraMarido de Catarina de Mendonça de SiqueiraPai de Maria Diniz de Mendonça; Francisco de Godoy Moreira; Paula Moreira; Belchior de Godoi Moreira; Domingos Godoy; Baltazar de Godoy Mendonça; Beatriz Moreira; Isabel de Godoy Moreira; Lucrécia Moreira; Antonio Godoy Moreira e Mendonça e João MoreiraIrmão de Gaspar de Godoi Moreira; Sebastião Gil de Godói; Maria de Godoy; Capitão João de Godói Moreira e Balthazar de Godoy MoreiraMariana Rodrigues de Oliveira (deceased)Data de nascimento: estimado entre 1640 e 1732 Falecimento: Família imediata: Filha de João Rodrigues de Oliveira e Joana Rodrigues DamascenoEsposa de Antonio Lopes de MirandaMãe de Tereza Maria Lopes de Miranda; Joana Lopes; Francisca Xavier de Oliveira; Manoel Lopes de Oliveira; Paula Maria de Oliveira; Emerenciana Rodrigues de Oliveira e Escholástica Maria de Oliveira
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]