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Jesus viveu na india: sua vida desconhecida antes e depois da crucificação

mencio (10)

    2018
    Atualizado em 17/12/2025 05:01:50




JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\hoje\01-01total.txt

A Descoberta de Nicolai NotovitchEm 1887, o historiador russo Nicolai Notovitch!, então com 29 anos, emuma de suas numerosas viagens ao Oriente, chegou a Caxemira, no norteda índia, de cuja capital, Srinagar, pretendia alcançar o Ladakh peloHimalaia. Tinha à disposição recursos suficientes para se equiparadequadamente, contratar um intérprete e dez carregadores, além de estaracompanhado de um criado particular. Após uma jornada cheia deaventuras, superando muitos desafios e provações com bravura, a caravanaavistou o desfiladeiro de Zoji-la, a 3 500 metros de altitude, fronteiranatural entre o "vale feliz" de Caxemira e a árida "paisagem lunar" deLadakh.

Ainda hoje, o desfiladeiro de Zoji-la é a única via de acesso para se chegar,através de Caxemira, até aquela estranha e longínqua região. Notovitchescreveu em seu diário: "Quando deixei Caxemira senti um grandedesânimo diante do contraste entre sua natureza exuberante e seu belopovo e às nuas e ásperas montanhas de Ladakh com seus rudes e imberbeshabitantes”. Em breve, porém, a população de Ladakh provou ser gentefraterna e "muito sincera" e, assim, Notovitch bateu, finalmente, às portasde um mosteiro budista, onde foi recebido com uma cordialidade maior,por exemplo, que aquela esperada por um muçulmano. Ao perguntar omotivo de ter sido recebido melhor que um islamita, ouviu esta resposta:— — Osmuçulmanos nada têm em comum com nossa religião. Para falara verdade, há pouco tempo, após uma vitoriosa campanha, eles coagiramum grande número de budistas à fé islâmica. Tivemos a maior dificuldadepara reconduzir ao caminho real que leva ao Deus verdadeiro estes novosmuçulmanos que haviam se desviado das trilhas do budismo. Os europeusdiferem, essencialmente, dos muçulmanos. Não somente reconhecem oprincípio fundamental do monoteísmo, como também respeitam Buda, ecom isso se aproximam muito dos lamas do Tibete. À única diferença entrenós e os cristãos é que estes, após terem aceito os sublimes ensinamentosde Buda, afastaram-se dele, adotando seu próprio Dalai Lama. Só em[p. 11]

Finalmente o manuscrito foi publicado, mas sem causar muito impacto, porque a Igreja usa seu grande poder, influência e autoridade para impedir o questionamento da autenticidade de seus ensinamentos canónicos. Os críticos e céticos são condenados como ateus e heréticos, sendo amordaçados ou simplesmente repudiados. Notovitch não tinha meios de reunir material suficiente para provar cientificamente sua descoberta. Por conseguinte, não foi levado a sério.

Entretanto, hoje em dia as pesquisas fornecem dados suficientes para acreditarmos na presença de Jesus na índia. Nenhuma fonte histórica confiável e nenhuma passagem do Novo Testamento faz menção à vida de Jesus no período que vai dos 12 aos 30 anos. Parece até que a vida de Jesus teve início somente depois de ter completado 30 anos e ser batizado por João. O único que toca no assunto é Lucas em um breve versículo: "E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens". (Lucas 2,52).

Os manuscritos que Notovitch descobriu não são os únicos documentos que atestam a passagem de Jesus pela índia. Em 1908, foi publicado nos Estados Unidos um trabalho isolado, intitulado O Evangelho Aquariano de Jesus Cristo*. O autor era um misterioso Levi. Este evangelho relata os anos vividos por Jesus na índia e corresponde exatamente à história da Vida do Santo Issa.

O Evangelho Aquariano

Levi H. Dowling nasceu em 1844, em Belleville, no Ohio. Era filho de umpastor protestante de origem escocesa e galesa e, ainda muito jovem,entregou-se à contemplação dos aspectos mais profundos da vida.Começou a pregar com a idade de 16 anos, aos 18 era pastor de umapequena comunidade e, aos 20, capelão do Exército americano. Mais tardeestudou medicina e, durante alguns anos, trabalhou como clínico geral,antes de se devotar, inteiramente, ao estudo de obras espirituais. Quandoantes de se devotar, inteiramente, ao estudo de obras espirituais. Quandoainda jovem, em uma visão, foi incumbido de construir a "Cidade Branca",que na verdade era uma convocação simbólica a escrever a crônica da vidade Jesus. Levi Dowling preparou-se durante quarenta anos para cumpriressa missão por meio da oração e da meditação.Na única obra de Levi, O Evangelho Aquariano, encontramos dadosreferentes à vida de Jesus entre seus 12 e 29 anos.[p. 18]

O livro recebeu esse nome porque foi escrito pouco antes do início da Era de Aquário e,possivelmente, com a intenção de fazer uma ampla divulgação nessa"Nova Era".Elihu, dirigente de uma escola profética, em Zoan, no Egito, disse há 2 000anos: "O futuro pouco entenderá de pureza e amor, no entanto, não seperderá uma só palavra, nem um pensamento, nem qualquer açãoimportante. Tudo será conservado nas crônicas de Deus”. * Sintonizando-secom estas crônicas, conhecidas como Documentos de Akasba”, Levi,profundamente concentrado, recebeu nas horas quietas da noite, entre duase seis da madrugada, a revelação de um novo e mais completo evangelho.Akasha conserva a memória universal, tão discutida pelos metafísicos.Quando o espírito do homem encontra-se em perfeita harmonia com oEspírito cósmico, ele entra, conscientemente, em sintonia com osDocumentos de Akasha, que os mestres hebreus chamavam de Livro dasMemórias de Deus.Nos capítulos 6 e 7 do Evangelho Aquariano, Levi relata a presença deJesus na índia. Conta-nos que o nobre príncipe indiano Ravanna de Orissa” [p. 19]

|testemunhos realmente objetivos, mesmo entre as fontes leigas. Até hoje,os teólogos ainda não dataram precisamente o ano do nascimento de Jesus. E possível que tenha nascido sete ou quatro anos antes da datatradicionalmente reconhecida, durante o reinado de Herodes, que morreuquatro anos antes da nossa era cristã (4 a.C).

Os evangelhos ignoram quase totalmente a infância e adolescência de Jesus, um período extremamente importante na formação do caráter de uma pessoa. Quando narram sua vida pública, primam pela brevidade e pela ambiguidade. Os historiadores contemporâneos parece nunca terem ouvido falar de Jesus ou, pelo menos, não o consideram digno de menção. E difícil entender por que os historiadores silenciam sobre todos os milagres fantásticos e os fatos extraordinários citados nos Evangelhos.

Tácito” (55-120 d.C) faz referência a um homem chamado Cristo, crucificado por Pôncio Pilatos, durante o reinado do imperador Tibério. Esta alusão, baseada principalmente em histórias que circularam no segundo século, foi feita pelo grande historiador romano em 117 d.C, aproximadamente noventa anos depois da crucificação.

Suetônio" (65-135 d.C.) e Plínio, o Moço " (61-114 d.C.) mencionam a seita dos cristãos, mas não dedicam uma única linha a Jesus Cristo.

O historiador judeu Flávio Josefo publicou, por volta de 93 d.C, uma obra grandiosa, intitulada Antiguidades Judaicas, que cobre um espaço que vai desde a criação do mundo até a época de Nero, onde narra acontecimentos considerados mais importantes. Cita João Batista, Herodes e Pilatos; detalha, com minúcias, fatos políticos e sociais, mas não escreve uma só palavra sobre Jesus.

Noterceiro século, surgiu uma obra escrita por um cristão, intituladaTestimonium Flavianum”, onde o historiador judeu Josefo apareceinesperadamente, narrando e confirmando os milagres e a ressurreição deCristo. Os padres da Igreja, Justino, Tertuliano e Cipriano, nada sabiam aesse respeito e Orígenes” nos lembra, repetidas vezes, que Josefo nãoacreditava em Cristo. O escritor Justo, judeu contemporâneo de Jesus, quevivia em Tiberíades, próximo a Cafarnaum, onde se diz que Jesus estevepor várias vezes, nos legou uma extensa crônica, partindo do tempo deMoisés e chegando até sua época, mas não diz absolutamente nada sobre[p. 21]

idealizada de Jesus. Seus escritos polêmicos nos fomecem algumasinformações que serão, mais tarde, analisadas. Enfim, a única fontedisponível para a pesquisa histórica sobre a vida de Jesus seria a coleçãodos textos do Novo Testamento.Os EvangelhosA palavra evangelho vem do grego evangelion e significa boas e alegresnovas. O conceito já era conhecido bem antes que o cristianismo oaplicasse à mensagem de Jesus. O imperador Augusto, por exemplo, foichamado de "salvador do mundo" e o dia de seu nascimento ficouconhecido como "o dia do evangelho".O Novo Testamento contém quatro evangelhos, atribuídos a Marcos,Mateus, Lucas e João. Constituem uma seleção arbitraria dentre uma sériede evangelhos que eram utilizados nas diversas comunidades e seitas docristianismo primitivo. Os textos rejeitados eram chamados apócrifos emuitos deles foram destruídos, mas alguns daqueles que restaram lançamuma estranha e misteriosa luz sobre a personalidade de Jesus de Nazaré. Àmultiplicidade de interpretações ameaçou dividir as antigas comunidadescristãs em inúmeras facções e suscitar uma verdadeira revolução no seio docristianismo. O romano Ammianus Marceli-nus tece o seguinte comentárioa respeito da situação: "Nem mesmo animais selvagens, sedentos desangue, se lançariam uns contra os outros como muitos cristãos o fizeramcontra seus irmãos na fé." Também Clemente de Alexandria, mestre daIgreja, viu nessa discordância o maior obstáculo à difusão da fé"º. Celso,sincero crítico do cristianismo, escreveu, no século 2, que o nome"cristão" era a única coisa em comum que aqueles grupos apresentavam.Com toda essa gama desconexa de opiniões expressas sobre a vida, gestose ditos de Cristo, alguns líderes da Igreja primitiva chegaram à conclusãode que a única mancira de evitar o caos que levaria à destruição dessascomunidades em conflito seria a colação de um grupo selecionado decomunidades em contlito seria a colação de um grupo selecionado detextos aceitos por todos.

Por volta de 140 d.C, Papias, um Padre da Igreja, tentou fazer essa colação, mas falhou devido à resistência das diversas comunidades. Foi com a ameaça da ira divina que no fim do século 2 Irineu conseguiu "canonizar" os quatro evangelhos, hoje considerados válidos para todos. Para isso ele sustentava que eles haviam sido escritos por discípulos do próprio Jesus. Logicamente, isto não foi muito fácil.

Ainda hoje é impossível determinar com exatidão quando e como surgiram esses evangelhos, uma vez que se desconhecem os originais e que não há indícios de que esses originais tenham, efetivamente, existido. Nem mesmo uma data aproximada lhes pode ser conferida, tal o grau de incerteza. Os resultados da última pesquisa realizada nessa área indicam que o evangelho de Marcos foi escrito pouco antes de 70 d.C; logo depois, o evangelho de Mateus; e o evangelho de Lucas, entre 75 e 80 d.C.

Outros evangelhos surgiram pelo ano 100 d.C. Quanto ao evangelho de João, parece não ter sido escrito antes das primeiras décadas do século 2. Se Jesus foi crucificado em 30 d.C, os primeiros textos sobre sua vida só foram escritos após duas ou três gerações (com exceção das cartas de Paulo que merecem uma atenção especial).

Os Evangelhos de Lucas e Mateus parecem ter, em grande parte, derivado do evangelho de Marcos. Portanto, o evangelho de Marcos deve, seguramente, tê-los precedido. O evangelho canónico, atribuído a Marcos, contém trechos não encontrados em Mateus ou Lucas. Eles foram substituídos por outras passagens, muitas vezes em contradição com Marcos, ou narrados de modo muito diferente, dando margem a suspeita de que tenham se baseado em uma fonte anterior a Marcos e que poderia tratar-se do primeiro esboço de seu evangelho.

Um grande número de teólogos acredita na hipótese de que, realmente, deve ter existido um documento original, se bem que, na opinião de Gunther Bornkamm, "seria inútil a reconstrução de um esboço original do evangelho de Marcos”.

O evangelho de Mateus revela, claramente, a existência de um mistério a respeito de Jesus como o Messias. Jesus não se apresenta como o Messias e, de fato, chega a proibir seus discípulos que o façam (Marcos 8,30). No entanto, Jesus é retratado por Mateus como o cumprimento da religião mosaica e como o Messias anunciado pelos profetas. Há muito, os teólogos concordam que este evangelho se refere a Jesus simplesmente como a Revelação encarnada, e com isso devemos dizer que quem escreveu o evangelho de Mateus não era nem um historiador, nem um biógrafo muito preciso.

Embora o redator do evangelho de Lucas associe fatos históricos a fatos da vida de Jesus, não resulta, daí, uma biografia coesa. Neste caso, como no dos outros evangelhos, falta, devido à escassez de dados biográficos, um alicerce histórico e cronológico, pois as antigas comunidades cristãs perderam logo os dados de fato sobre a vida de Jesus. A figura histórica de Jesus já havia sido relegada a um segundo plano, dando-se uma ênfase toda particular a sua figura religiosa. O evangelho de Lucas já parece sofrer menos a influência judaica que aquela greco-romana, pois nele Jesus não é mais descrito como um Messias nacional, mas como o Messias de todos ospovos.

Em um dado momento, o evangelho de Lucas entra em contradição com os evangelhos de Marcos e Mateus: eles não mencionam o convite de Jesus a seus discípulos para permanecerem em Jerusalém, ao passo que Jesus lhesseus discípulos para permanecerem em Jerusalém, ao passo que Jesus lhesdiz textualmente: "permanecei na cidade até que sejais revestidos da forçado Alto" (24,49).Também nos Atos dos Apóstolos, atribuídos a Lucas, encontra-se umaclara referência à presença dos discípulos em Jerusalém. O evangelista,sem dúvida, tenta mostrar que o cristianismo tinha como sede Jerusalém,apesar de naquela época já existirem comunidades cristãs em outroslugares. Ele apresenta o dia de Pentecostes como a explicação daexistência de seitas cristãs fora da Palestina; nesse dia, de repente,aconteceu um milagre que deu aos apóstolos o dom de falar várias línguasestrangeiras, e com isso superou-se facilmente o problema da barreiraidiomática.

O evangelho de João é, certamente, o último dos quatro documentos canónicos escritos sobre a vida de Jesus. Os antigos textos cristãos o mencionam pela primeira vez na metade do segundo século. Algumas linhas de um papiro em grego antigo, descoberto pelo historiador inglês Grenfell, provam que o evangelho de João não poderia ter sido escrito antes do começo do século 2. Trata-se de uma obra com conteúdo maisfilosófico que, embora baseada nos três primeiros evangelhos, pode ser considerada como sua complementação.

O Padre da Igreja Irineu atribui a João, discípulo favorito de Jesus, a autoria do evangelho, mas isto pode ser questionado, pois um simples pescador da Galileia dificilmente teria escrito sozinho uma obra que contém amplos conhecimentos de teologia, filosofia e do estilo epistolar grego.

O autor do evangelho de João apresenta todos os acontecimentos da vida de Jesus à luz de uma filosofia religiosa baseada nos ensinamentos de Cristo. Este fato, somado ao espaço de pelo menos oitenta anos entre a crucificação e a redação do evangelho, impede que uma pesquisa sobre a[p. 22, 23]

O Testemunho de Paulo

Os mais antigos documentos sobre Jesus são os escritos de Paulo. Ele provém de uma família judia religiosa, mas adquiriu a cidadania romana, pela qual seu pai teve que pagar um alto preço. Isto lhe permitiu mudar seu nome judeu Saulo para Paulo.

Pertencia à elite e foi educado dentro da rigorosa tradição farisaica. Recebeu uma vasta e esmerada instrução, conhecia muito bem a língua, a poesia e a filosofia gregas. Entre os 18 e 20 anos (após a crucificação de Jesus) foi a Jerusalém, onde se aprofundou no estudo da teologia, sob a orientação de Gamaliel 1. Nessa época, ele era um zelota fanático, intolerante, inflexível, um observador da lei e ferrenho inimigo das primeiras comunidades, por constituírem um obstáculo à sua carreira de fariseu.

Essa obstinação acabou levando-o a pedir permissão ao sumo sacerdote para perseguir os cristãos fora de Jerusalém. Achava que, com esse zelo excessivo, poderia impressionar os sacerdotes. Numa ocasião, perto de Damasco, foi arrebatado pelo fascínio que emanava de Jesus e de seus ensinamentos. Empolgado, percebeu a força da posição que ocupava e acabou sendo atraído pela possibilidade de tornar-se líder espiritual de um imenso movimento que se projetaria no futuro.

Como no caso de Jesus e dos apóstolos, existem pouquíssimas referências históricas sobre Paulo. Tudo que sabemos dele é através das cartas, que lhe são atribuídas, e dos Atos dos Apóstolos, textos estes adulterados no todo ou em parte ou compilados de outros fragmentos de textos. As Cartas a Timóteo, a Tito e aos Hebreus são totalmente questionáveis. A autenticidade das Cartas aos Efésios e aos Colossenses, assim como a Segunda Carta aos Tessalonicenses, é uma questão muito debatida.

O que conhecemos hoje como cristianismo não passa de uma vasta e artificial doutrina de regras e preceitos criados por Paulo, e que pode ser melhor designado pelo nome de "Paulinismo". O historiador eclesiástico Wilhelm Nestle, comentando a questão, diz que: "o cristianismo foi a religião fundada por Paulo, que substituiu o evangelho de Cristo por um evangelho sobre Cristo.” Paulinismo, nesse sentido, significa desvirtuamento e mesmo falsificação dos verdadeiros ensinamentos de Jesus por Paulo. Há muito tempo os teólogos modernos e os estudiosos de história da Igreja vêm afirmando abertamente que o cristianismo da Igreja serao adam cane retnineendo sd iene, nx[p. 25, 26]

Jesus, com certeza, não pregou a institucionalização de uma igrejaorganizada, reduto de arrogantes neofariseus, sediados na infalibilidade;nem a conversão, sob ameaça de morte ou de eterna danação. Ele nuncaaconselhou nem autorizou ninguém a ocupar, na terra, importantes cargosdivinos; nunca se considerou a encamação de Deus; nunca perdooupecados ou conferiu a outros esse dom, nem nunca prometeu a vinda e apermanência de um Espírito Santo fora dele. Também não pediu a seusdiscípulos que escrevessem um evangelho; se quisesse ele mesmo o teriafeito. O que Jesus realmente desejava? E uma questão difícil de serresolvida, pois a tradição o apresenta a nós simplesmente como uma figurade grande integridade moral e possuidora de profundos sentimentoshumanos e espirituais.

Hoje, mais do que nunca, são atuais as palavras de Albert Schweitzer, pronunciadas em 1913: "O cristianismo moderno tem que encarar a possibilidade do passado histórico de Jesus ser revelado a qualquer momento." E Rudolf Butmann acrescenta: "Eu não ficaria nem um pouco chocado se os ossos de Jesus fossem encontrados hoje!"

As "lacunas" que caracterizam essa época canonizada pelas crônicas daIgreja poderiam ser providencialmente resolvidas com uma viagem aoOriente, que se tem demonstrado muito importante na compreensão dosatuais movimentos espirituais do mundo. Os muçulmanos semprepreservaram a história; isto, juntamente com os vinte séculos deacumulação de documentos hoje em acelerado processo de pesquisa, muitocontribuirá para os esclarecimentos desses pontos omissos.

A alma de Jesus está intimamente ligada ao espírito que impregna aatmosfera característica da antiga índia. Vamos, agora, ao encontro desseJesus Oriental, pois Ex Oriente Lux, do Oriente vem a luz e a promessa.Minhas Viagens pelo Himalaia [p. 29]



Curiosidades
Dinheiro$
Mulçumanos
Bíblia
Louis Albert Schweitzer
Roma/ITA
Jerusalém/MUN
Caio Cornélio Tácito
Flávio Josefo
37-100
Jesus Cristo
f.33
Holger Kersten
Índia/IN



Jesus Cristo*
Data: 01/01/500
Créditos/Fonte: Reprodução / Wikipedia


ID: 3910



EMERSON


01/01/2018
ANO:225
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]