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    25 de abril de 2025, sexta-feira
    Atualizado em 06/11/2025 01:57:08
  


Manuel Preto (1583 - 1630)Nomes alternativos: "Manoel Preto"Data de nascimento: circa 1583Local de nascimento: São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 1630 (42-51)São Paulo, São Paulo, Brazil (Brasil) (vítima de uma flecha em uma emboscada)Família imediata: Filho de Antonio Preto e Antonia GonçalvesMarido de Maria da Cunha e Agueda RodriguesPai de Manuel Preto, o Moço; Antonia Fernandes dos Reis; Antonio Preto; Maria Antunes; Clara Parente; e Petronilha Rodrigues AntunesIrmão de Domingas Antunes Preto; José Preto; João Preto; Sebastião Preto; Inocencio Preto; e NN Preto

Domingas Antunes Preto (1582 - 1624)Inglês (padrão): Domingas AntunesData de nascimento: circa 1582Local de nascimento: São Vicente, São Vicente, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 1624 (37-46)Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de Antonio Preto e Antonia GonçalvesEsposa de Gaspar FernandesMãe de Sebastião Fernandes Preto; Manuel Fernandes Antunes; Innocencio Fernandes Preto; Maria Lucas; Gaspar Fernandes; Custódio Fernandes; Gabriel Fernandes e Isabel AntunesIrmã de Manuel Preto; José Preto; João Preto; Sebastião Preto; Inocencio Preto; e NN Preto

Gaspar Fernandes (1560 - 1600)Inglês (padrão): Gaspar Fernandes Pinto

Data de nascimento: circa 1560Local de nascimento: PortugalFalecimento: 1600 (34-44)Santo André, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata:

Filho de António Pinto e F PiresConsulta em Geni.comMarido de Domingas Antunes PretoConsulta em Geni.comPai de Sebastião Fernandes Preto; Manuel Fernandes Antunes; Innocencio Fernandes Preto; Maria Lucas; Gaspar Fernandes; Custódio Fernandes; Gabriel Fernandes e Isabel AntunesConsulta em Geni.comIrmão de Diogo Fernandes Pinto; Francisco Dias Pinto; Lucas Fernandes Pinto e Vitória Nunes Pinto

António Pinto (1510 - 1615)
Inglês (padrão): Antonio PintoData de nascimento: 1510Local de nascimento: PortugalFalecimento: circa 1615 (99-109) (morreu afogado, em viagem para Portugal)Família imediata: Filho de Fidalgo Francisco Pinto o Velho e Marta TeixeiraMarido de F PiresPai de Gaspar Fernandes; Diogo Fernandes Pinto; Francisco Dias Pinto; Lucas Fernandes Pinto e Vitória Nunes PintoIrmão de Francisco Pinto e Rui PintoMeio-irmão de Mór Teixeira, da Casa d‘AnteFidalgo Francisco Pinto o Velho (1470 - 1550)Inglês (padrão): Francisco Pinto, o VelhoData de nascimento: após 1470Local de nascimento: PortugalFalecimento: após 1550Fonte Longa vila de Ansiães (Bragança), vila de Ansiãess, BragançaFamília imediata: Filho de Pedro Aires Pinto e Clara da Fonseca CoutinhoMarido de Marta Teixeira; Catarina de Morais Pimentel e Martha TeixeiraPai de Francisco Pinto; António Pinto; Rui Pinto e Mór Teixeira, da Casa d‘AnteIrmão de Aires Pinto da Fonseca e Isabel Pinto Coutinho

Agueda Rodrigues (1583 - d.)Inglês (padrão): Águeda RodriguesData de nascimento: circa 1583Local de nascimento: Sao Paulo, SP, BrasilFalecimento: São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de Gonçalo Madeira e Clara ParenteEsposa de Manuel Preto e Gaspar CarneiroMãe de Manuel Preto, o Moço; Antonia Fernandes dos Reis; Antonio Preto; Maria Antunes; Clara Parente; Petronilha Rodrigues Antunes e Maria CarneiroIrmã de Maria Jorge; Clara Parente; Pedro Madeira e Feliciana Camacho

Maria da Cunha (1598 - 1670)Data de nascimento: circa 1598Local de nascimento: São Paulo, São Paulo, SP, Brazil (Brasil)Falecimento: circa 1670 (63-80)São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de João Gago da Cunha e Catharina do Prado do PradoEsposa de Jeronimo da Veiga e Manuel PretoMãe de Estácia da Veiga; Luciana; João da Veiga; Antonio da Veiga; Lourenço da Veiga; Gaspar; Maria da Cunha; Filippa da Veiga; Catarina da Veiga do Prado; Isabel da Cunha; Apolônia da Veiga; Luzia da Veiga; Baltazar da Costa da Veiga, Potentado em Arcos e Jeronimo da VeigaIrmã de Luzia da Cunha; Paula da Cunha; Antônia Gago da Cunha; Catarina do Prado; Isabel da Cunha; Joana da Cunha; Filipa da Cunha Gago; Thomaz; Ana da Cunha e João do Prado da Cunha

João Gago da Cunha (1560 - 1636)Data de nascimento: 1560Local de nascimento: São Paulo, São Paulo, SP, Brazil (Brasil)Falecimento: 1636 (74-76)São Paulo, São Paulo, SP, Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de Henrique da Cunha e Filipa GagoMarido de Catharina do Prado do PradoPai de Luzia da Cunha; Paula da Cunha; Maria da Cunha; Antônia Gago da Cunha; Catarina do Prado; Isabel da Cunha; Joana da Cunha; Filipa da Cunha Gago; Thomaz; Ana da Cunha e João do Prado da CunhaIrmão de Henrique da Cunha Gago, o Velho; Maria da Cunha; Marta da Cunha e Isabel da Cunha

Filipa Vicente (1540 - 1627)Nomes alternativos: "Felipa Vicente", "Fellipa Vicente"Data de nascimento: 1540Local de nascimento: São Vicente, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 27 de junho de 1627 (86-87)São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil (Brasil) Local de enterro: Sao Paulo, São Paulo, BrazilFamília imediata: Filha de Pedro Vicente e Maria de FariaEsposa de João do Prado do PradoMãe de Domingos Gonçalves Maia; João do Prado o Moço, o moço; Martins do Prado; Catharina do Prado do Prado; Isabel do Prado; Helena do Prado; Felipa Vicente do Prado; Maria do Prado; Pedro do Prado; Anna Maria do Prado e Clara do PradoMaria de Faria (1520 - 1590)Data de nascimento: circa 1520Local de nascimento: PortugalFalecimento: circa 1590 (60-78)São Vicente, São Paulo, Brazil (Brasil)Local de enterro: São Vicente, São Paulo, BrasilFamília imediata: Esposa de Pedro VicenteMãe de Filipa Vicente

João do Prado do Prado (1543 - 1597)Inglês (padrão): João do PradoData de nascimento: circa 1543Local de nascimento: Portalegre, Portalegre District, PortugalFalecimento: 13 de Fevereiro de 1597 (49-58)São Vicente, São Vicente, São Paulo, Brazil (Brasil)Local de enterro: Arraial do Capitão mór João Pereira de Souza Botafogo - São Paulo - BrasilFamília imediata: Marido de Filipa VicenteParceiro de ÍndiaPai de João do Prado; Domingos Gonçalves Maia; João do Prado o Moço, o moço; Martins do Prado; Catharina do Prado do Prado; Isabel do Prado; Helena do Prado; Felipa Vicente do Prado; Maria do Prado; Pedro do Prado; Anna Maria do Prado e Clara do PradoFilipa Gago (1538 - 1575)Nomes alternativos: "Felippa Vicente Gago"Data de nascimento: 1538Local de nascimento: Santos, São Paulo, BrasilFalecimento: 1575 (36-37)São Paulo, Sao Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Esposa de Henrique da CunhaMãe de Henrique da Cunha Gago, o Velho; João Gago da Cunha; Maria da Cunha; Marta da Cunha e Isabel da Cunha

Henrique da Cunha (1506 - 1580)Data de nascimento: 1506Local de nascimento: Porto, PortugalFalecimento: 1580 (73-74)Sao Paulo, São Paulo, SP, Brazil (Brasil)Família imediata: Marido de Filipa GagoPai de Henrique da Cunha Gago, o Velho; João Gago da Cunha; Maria da Cunha; Marta da Cunha e Isabel da Cunha

Jeronimo da Veiga (1581 - 1660)Data de nascimento: 1581Local de nascimento: SantosFalecimento: 02 de Dezembro de 1660 (78-79)Sao Paulo, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de Belchior da Costa Veiga e Estácia AntunesMarido de Maria da Cunha e NNPai de Estácia da Veiga; Luciana; João da Veiga; Antonio da Veiga; Lourenço da Veiga; Gaspar; Maria da Cunha; Filippa da Veiga; Catarina da Veiga do Prado; Isabel da Cunha; Apolônia da Veiga; Luzia da Veiga; Baltazar da Costa da Veiga, Potentado em Arcos; Jeronimo da Veiga; Francisco da Veiga e M. da VeigaIrmão de Belchior da Veiga

Bartolomeu Rocha do Canto (1638 - 1685)Data de nascimento: 09 de Setembro de 1638Local de nascimento: São Gens, Guimarães, Braga, PortugalFalecimento: circa 1685 (42-51)São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de André Gonçalves do Canto e Maria da RochaMarido de Filippa de Camargo e Maria AntunesPai de João da Rocha do Canto, padre; Antonio da Rocha; Pedro da Rocha; André Gonçalves do Canto e Maria da RochaIrmão de João da Rocha do Canto; Antonio da Rocha do Canto; Francisco Martins da Rocha; André da Rocha do Canto; Maria da Rocha do Canto; Braz da Rocha do Canto e Pedro da Rocha do Canto



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EMERSON


25/04/2025
ANO:853
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]