Wildcard SSL Certificates

RecentesSéculosHoje na História

save:
<
I.D.:  Senha:  
História do Município de Ivaiporã, data da consulta em ivaipora.pr.gov.br
4 de fevereiro de 2024, domingo ver ano
  
  
  



No século XVII os guaranis, espanhóis e bandeirantes

Até por ser cortada pelo chamado Caminho do Peabiru, os primeiros registros históricos desta região do Vale do Ivaí, já remontam ao século XVI. Tais registros mostram que a região era ocupada por índios guaranis antropófagos, como escreveu o padre jesuíta Ruiz Montoya , que chegou às terras do cacique Yataobá em 1611 e empreendeu a instalação de Reduções como as de San Pablo e Los Angeles.

Destaca-se nesta região a instalação também de Villa Rica Del Espiritu Santu, na foz do rio Corumbataí, atual município de Fênix. Os espanhóis instalaram esta vila em 1592, escolhendo esta região pelo imenso número de índios, que poderiam ser convertidos nas reduções e explorados nas encomiendas. Vila Rica durou pouco tempo.

Em 1628 os bandeirantes paulistas, sob a liderança de Manoel Preto e Raposo Tavares e dois mil índios tupis, desceram a serra do Apucarana e destruíram as reduções jesuíticas, Villa Rica, colocaram os espanhóis batendo em retirada Ivaí abaixo e, índios aprisionados em fila indiana rumo à São Paulo.

No século XIX, a utopia às margens do Ivaí

Em meados do século XIX, Jean Maurice Faivre, francês de invejável biografia, médio do Imperador Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina, cria um vilarejo para funcionar dentro de preceitos de sociabilidade ideais. Nos moldes daquilo que proliferava na Europa e que passara a ser chamado de sociedades utópicas. A sociedade de Tereza Cristina, hoje distrito do município de Cândido de Abreu é um dos marcos da ocupação da região central do Paraná, mais precisamente do Vale do Ivaí.

No século XX, a colonização

A região do município de Ivaiporã iniciou seu ciclo colonizador por volta da década de 40, quando as terras, consideradas as mais férteis do País, passaram a atrair a atenção de desbravadores que vieram de todas as regiões brasileiras. Passamos pelos ciclos dos safristas de porcos, da madeira e desenvolvemos uma agropecuária das mais prósperas do país. No mapa político, Ivaiporã emancipou-se do município de Manoel Ribas, que emancipou-se de Pitanga, que emancipou-se de Guarapuava. Do sul vieram colonos, muitos deles de Santa Catarina, descendentes de italianos, alemães, ucranianos, poloneses. Por outro lado, do norte vieram paulistas, mineiros, baianos na abertura da fronteira do café. Ivaiporã é um ponto de encontro de culturas de sulistas e nortistas, onde se encontra o vanerão e o forró.

Com um plano de colonização moderno, adotado pela Colonizadora Ubá, com uma estrutura agrária estruturada em minifúndios, Ivaiporã foi um dos últimos eldorados do Paraná. Na década de 1970, chegou a ser referência como maior produtora nacional feijão, algodão, etc. Chegou mesmo a ser chamada de capital mundial do milho. Com a inserção de grandes cooperativas a região hoje tem níveis invejáveis de produção e produtividade agrícola. A pecuária, especialmente a bovinocultura de leite tem papel importante na economia rural da região. Ivaiporã hoje é pólo regional. Primeiramente pela dinamicidade de seu comércio e do setor de serviços. Muitos órgãos da administração estadual e federal têm escritórios em Ivaiporã. Tudo isso faz com que a cidade receba milhares de pessoas cotidianamente.

Etimologia

Tupi: Nome composto da justaposição de ybá, ‘fruta’ + y, ‘rio’ + porã, ‘habitante’; donde: ‘o habitante do rio das frutas’, o que o liga semanticamente à cultura Guarani: “Ivai” + “porã”. Ivaí – Vem do guarani e significa rio da flor ou da fruta bonita. Segundo Teodoro Sampaio, o termo derivou de “ü”ba”… frutas, flor e de “ü” (y)… rio: rio das frutas, ou “yiba”… flecha e “ü” (y)… água, rio: rio das flechas. Macedo Soares interpreta como “rio das ubás, rio das canoas, das flechas, das árvores, das frutas e das uvas”. (AN, FF). O termo porã significa bonito, belo, formoso.





EMERSON
4243
Aldeia de Los angeles
26 registros

735
Antônio Raposo Tavares
1598-1659
118 registros

2829
Antonio Ruiz de Montoya
1595-1652
81 registros

11246
Apucarana/PR
11 registros

2828
Cacique Tayaobá
1546-1629
128 registros

2736
Café
50 registros

2333
Caminho do Peabiru
501 registros

4614
Canibalismo
79 registros

3788
Canôas
17 registros

2330
Carijós/Guaranis
502 registros

2698
Estradas antigas
1339 registros

3070
Guaranis
94 registros

10706
Guarapuava/PR
49 registros

11153
Ivaiporã/PR
53 registros

2018
Manuel Preto
1559-1630
54 registros

3937
Milho
31 registros

2825
Missões/Reduções jesuíticas
101 registros

4150
Nheengatu
342 registros

4397
Rio Corumbataí
10 registros

4258
Rio Ivahy (Guibay, Hubay)
57 registros

10643
São Paulo/SP
4108 registros

1662
Teodoro Fernandes Sampaio
1855-1937
71 registros

11156
Villa Rica del Espiritu Santo/BRA
30 registros



ANO:59