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História de Salto de Pirapora, consulta em saltodepirapora.sp.gov.br

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    5 de julho de 2022, terça-feira
    Atualizado em 24/10/2025 03:34:27
  
  
  
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Salto de Pirapora foi fundada por Lavradores e Operários, comandados por Antônio Maximiano Fidélis, mais conhecido como “Antonio Fogueteiro” e por Felício Lencione, que no dia 24 de Junho de 1906, apesar de virarem alvo de piadas para os companheiros, pois ninguém acreditava que levassem a idéia adiante, rezaram a primeira prece no local e demarcaram o lugar onde seria a sede do município.Lavradores e operários das caieiras (fornos de cal) se reuniam nas vizinhanças daquelas primeiras casas ainda não alinhadas e festejavam São João com fogueiras, mastro e reza ao ar livre.

O promotor da reza era justamente o fogueteiro, ajudado pelo negociante Antônio Goes, sendo a sua venda (comércio) o ponto de reunião, como em toda parte. Não faltava a Santa Cruz. Fogueteiro, Felício Lencione e João de Goes, fizeram uma carpida exatamente no terreno onde hoje está a Igreja Matriz e levantaram um mastro com uma bandeira do santo precursor, rezaram, soltaram fogos. Fogueteiro dizia, entre risos e zombarias dos mercadores e outros presentes: “aqui ainda vai ser uma cidade”. Ele é que estava certo. No ano seguinte, foi construída a primeira capela local (onde está a nossa Matriz), por João de Góis, que ainda ofertou uma imagem de São João Batista à pequena igreja.

O santo, desde então, ficou como padroeiro de Salto de Pirapora. No dia 6 de outubro de 1907, o Padre Luiz Sicluna celebrou a primeira missa na capela, com a presença de todos que moravam no pequeno povoado, e que ajudaram na construção da capela. Mais tarde, o mesmo padre, reuniu novamente esse pessoal e construiu no local a Matriz, que ainda funciona até os dias de hoje. Em 1911, Salto de Pirapora, foi elevada a vila e incorporada como distrito do município de Sorocaba, pela Lei nº 1250, de 18 de Agosto de 1911, que criava o Distrito de Paz pertencente à comarca de Sorocaba.

Em 1912 João Almeida Tavares foi nomeado o primeiro tabelião do nosso distrito. Em 1912 começaram a aparecer os primeiros carros, puxados por bois, que ajudaram muito no progresso do pequeno povoado, pois com eles iniciaram-se os transportes de madeira, produtos da agricultura local, como o arroz, algodão feijão e batata, para outras regiões. Em 1922 organizou-se uma comissão para construir a Igreja Matriz, sendo o seu chefe o coronel Manoel Ferreira Leão, que ao lado de sua esposa e tendo como auxiliares Silvino Dias Batista, Belarmino de Serqueira César, David Teixeira, Balduino Antunes de Oliveira, Pedro dos Santos e João Brizola de Almeida levaram a cabo a empreitada seguindo a planta do arquiteto e padre Luiz Sicluna. A tão batalhada emancipação chegou somente em 1953, através de um plebiscito, na qual votaram os 657 eleitores que ali residiam na época. Desses eleitores, 475 votaram a favor do desligamento político da vila, 174 votaram contra, 4 votaram em Branco e teve 4 votos Nulos.

Finalmente, no dia 30 de Dezembro de 1954, Salto de Pirapora se eleva à categoria de Município pela Lei 2456. E a partir dessa data, nosso município não parou de crescer, pois, aqui se instalaram varias indústrias buscando a grande riqueza que a extração de Minérios fornecia.

ORIGEM DO NOME

Um exemplo em que a geografia local define parte do nome do município, antigo distrito de Sorocaba.Há, com efeito, na região referida, uma cachoeira, ou salto (aliás, desde os primórdios da colonização, bastante notável por sua imponência), que se situa no Rio Pirapora, e no qual, por sua vez, acabou tendo o seu nome, “Pirapora”, relacionado exatamente com o da cachoeira.

Explica-se: em Tupi, PIRAPORA significa, literalmente, pulo do peixe, dos peixes (do tupi, pirá – peixe, e porá – saltar, pular, saltador) em referência à piracema, fenômeno natural comum no rio, mais particularmente na tal cachoeira, a qual os peixes buscavam transpor, saltando-a, em conformidade com seu ciclo de procriação.

Pouco se sabe sobre a possível autoria da denominação; o que se tem, com certeza, é que, quando em 1906, os primeiros colonos brasileiros chegaram à beira do rio Pirapora, e ali fizeram rezar uma primeira missa, já o nome do acidente, com o respectivo fenômeno natural, se tinha imposto tanto ao local, quanto ao curso d’agua.

CRIAÇÃO DO DISTRITO

Em 18 de agosto de 1911, através do Decreto Lei Estadual nº 1250, o Povoado é elevado à categoria de Distrito de Paz, com a denominação de Salto de Pirapora, pertencente ao município de Sorocaba.Em 1912, o senhor João Almeida Tavares foi nomeado o primeiro Tabelião do Distrito.

Em 1912, começaram a aparecer os primeiros carros, puxados por bois, que ajudaram muito no progresso do pequeno distrito, pois com eles iniciaram-se os transportes de madeira, produtos agrícolas, como arroz, feijão e batata para outras regiões. Em 1918, instalou-se no novo distrito o destacamento policial, encarregado da segurança do local.

A CONSTRUÇÃO DA IGREJA MATRIZ

Alguns anos mais tarde, o mesmo padre, reuniu novamente esse pessoal, para viabilizar a construção de uma Igreja Matriz. Já corria o ano de 1922, quando então organizou-se uma comissão para construir a Igreja Matriz, sendo o chefe desta comissão, o coronel Manoel Ferreira Leão, que ao lado de sua esposa e tendo como auxiliares os senhores Silvino Dias Batista, Belarmino de Serqueira César, David Teixeira, Balduino Antunes de Oliveira, Pedro dos Santos e João Brizola de Almeida, levaram a cabo a empreitada seguindo a planta do arquiteto e padre Luiz Sicluna. A tão aguardada Igreja Matriz, está presente no município até os dias de hoje.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO

A tão batalhada luta pela emancipação, chegou somente em 1953, através de um plebiscito, no qual votaram os 657 eleitores que ali residiam na época. Desses eleitores, 475 votaram a favor do desligamento político do Distrito, 174 eleitores votaram contra, 04 votaram em branco e houve 04 votos nulos.

Em 30 de dezembro de 1953, através do Decreto Lei Estadual nº 2456, o Distrito é elevado à categoria de Município, com o nome de Salto de Pirapora, desmembrado do município de Sorocaba. Sua instalação ocorreu solenemente no dia 01 de janeiro de 1955, com a posse da primeira gestão do Executivo, sendo o senhor Agenor Leme dos Santos empossado como primeiro prefeito, e o senhor Vicente Leme Soares como primeiro Vice Prefeito.

Nesta oportunidade também foi instalada a primeira Câmara Municipal do novo município, sendo o primeiro Legislativo formado pelos seguintes vereadores:

Alexandre de Góes Vieira (Didi), Amarilio Vieira de Proença (Lalau), Ariovaldo Rodrigues Simões, Durvalino Shuerman de Barros, Gentil Areias, Izidoro Gomes de Almeida, Lázaro Ferreira dos Santos, Newton Guimarães e Roberto Marcello. A partir deste acontecimento, o município não parou de crescer, pois, aqui se instalaram várias indústrias, buscando a grande riqueza que a extração de minérios fornecia..

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O fator predominante, na vida econômica do Salto de Pirapora é a extração e industrialização do calcário. Se voltássemos um pouco a nossa história, veríamos que o próprio povoado, que, no final do século XIX e início do século XX, deu origem à cidade, trabalhava nos fornos de cal e na extração do minério, evidentemente de forma bastante rudimentar.

Ainda é comum vermos, até no centro da cidade, ruínas de alguns fornos, porém, a atividade era bastante movimentada no bairro Piraporinha e no bairro Corvinho, onde, hoje, observam-se imensas jazidas, inclusive abandonadas, bem como fornos, o que comprova a origem desta importante atividade econômica.

Vale lembrar, ainda, que, entre os primeiros moradores e até fundadores desta cidade, existiam, também, aqueles cuja atividade econômica se dava no campo (agricultura e pecuária).Apesar de existirem muitas jazidas abandonadas, ainda e certamente por muito tempo, o minério é a base de nossa economia, quer pelo cimento produzido pelo Grupo Votorantin, quer pela pedra beneficiada pelas grandes empresas como a Cominge, Britamax, Guapiara, Mineração e Hidrocal, que fornecem material para a construção civil e infraestrutura urbana, para centenas de municípios deste País.

Praticamente quase 70% da renda do município estão baseadas nesta importante atividade.Outras empresas, com certa diversidade de atividades, exercem também uma forte influência na economia local, como, por exemplo, a indústria química, com destaque para a Hokko do Brasil que, sozinha, contribui para mais de 15% do ICMS local. Ainda há de se destacar as indústrias de embalagem de móveis, lavanderia, rações diversas, cerâmica e frigorifica.

São bastante consideráveis, no município, também os setores de serviços e comércio. Tem importantes empresas que, inclusive, empregam uma parcela importante da mão de obra existente.No setor de agropecuária, destacam-se a criação de gado de corte e leiteiro, o setor de reflorestamento com a Eucatex e a Suzano, a criação de suínos e aves de granja.

Vale também destacar, na agricultura, o cultivo do milho e do feijão, porém, observa-se um crescimento muito considerável na cultura de hortifrútis como: cenoura, alface, beterraba, laranja, maracujá e, com maior destaque, a uva “comum” ou “fina” para mesa.

REGISTROS DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO

1680/1693 – Os terrenos que em 1950 foram desmembrados do município de Sorocaba para constituírem o atual município de Salto de Pirapora pertenceram em 1693 ao tenente coronel João Antunes Maciel, que em 1680 fora enviado por dom Rodrigo de Castelo Branco, o Patarata (depois assassinado em Sabará) para descobrir minas em Curitiba. João Antunes Maciel foi um dos que abriram os rumos, pelos campos, do caminho São Paulo/Curitiba, que foi feito a pata de gado. Gostou dos campos de Pirapora, afluente do Sarapuí. Seus filhos aí residiram.

1750 – Dos filhos de João Antunes Maciel, o último, Felipe Antunes Maciel, foi tropeiro para Curitiba e Rio Grande. Tinham casas na Vila de Sorocaba e no sitio. Lavraram a terra com índios trazidos do Mato Grosso, principalmente das tribos Guali, Pareci e Bororó. A viúva do segundo filho João Antunes Maciel, morava em Pirapora, até o ano de 1750.

1792 – O bairro das Lavras velhas, desde 1792, já tinha esse nome conforme o mapa da Capitania de São Paulo. Quer dizer, onde houve mineração de ouro. A lenda da gruta e esconderijo dos jesuítas e seu ouro, é muito bonita, mas é lenda. Nesse bairro, em 1888 residiam, entre outros, sitiantes notáveis.

1799 – Depois de 1750, aqui se estabeleceu Salvador de Oliveira Leme, o “Sarutaiá” (cara feia), a cerca de seis quilômetros ao sudeste da atual sede do município e construiu uma linda e grande capela, a Nossa Senhora das Dores, com arco-cruzeiro e capela-mor, pintura no teto, imagens artísticas, como a de São Lourenço, diácono. Os sinos têm a data de 1799. Ele fez construir uma casa assobradada ao lado da capela. A festa mais popular que ele fazia, porém, não era a das Dores e, sim, a de São João Batista.

1828 – A topografia e o sub solo de Salto de Pirapora, foram estudados pela Comissão Geológica em 1928, cujo trabalho, então publicado aparecem as ruínas da Capela das Dores.

1830 – Os primeiros pés de café que plantou-se em grande quantidade em Sorocaba, foi nas terras de mata e altos espigões, entre o ribeirão Ipanema e o rio Pirapora nos idos de 1830, que atualmente pertencem a Salto de Pirapora. O agricultor Francisco Lopes de Oliveira plantou chá e café.

1839 – O Campo Largo de Salto de Pirapora era também onde invernavam muitas tropas para a Feira Anual de Muares de Sorocaba e do Itinga. Nos bairros de Salto de Pirapora, Campo Largo e aquém e além, “Sarapuí”, o zeloso vigário Mendonça, arrolou em 1839 e 1840 “exatissimamente” 195 fogos (casas) e 853 moradores, dos quais 94 escravos e os restantes livres, quase todos brancos com alguns pardos libertos.

No Pirapora, lembramos: Capela de Nossa Senhora das Dores de Pirapora, João Antônio Dias, o agregado Antônio Fernandes Oliveira Leme e 15 escravos e 12 forros e os escravos eram de dona Ana de Jesus Maria.

No JUCURUPAVA havia 75 casas e 181 habitantes, dos quais 98 eram escravos. Entre os produtos antigos das terras do Salto, produzia-se, além do café, chá, algodão e ainda a cana de açúcar.1852 – Neste ano já residia em Salto de Pirapora o português José Antônio Ferreira Bastos, que deu ao seu sitio o nome de Olivais. Depois de 1873 ele montava, ao que consta, o primeiro forno de cal nas terras do atual município.

O calcário do bairro era igual ao da Fazenda dos MADUREIRAS, hoje município de VOTORANTIM.1863 – Neste ano foi plantado em Sorocaba o primeiro algodão herbácio, pelas mãos do agricultor Roberto Dias Batista, em sua fazenda, em caráter experimental. Em 1864 e 1865, ele colheu muito algodão, cerca de 20 mil arrobas, pois plantara em sete alqueires de terra. A fazenda ficou conhecida por “7 Alqueires”.

1912 – A partir deste período começaram a aparecer os primeiros carros, puxados por bois, que ajudaram muito no progresso do pequeno povoado, pois com eles iniciaram-se os transportes de madeira, produtos da agricultura local, como arroz, algodão, feijão e batata para outras regiões.

1918 – Neste ano, Benedito Ayres, conhecido por “Dito Maleiro”, foi o primeiro a cuidar das malas postais de Sorocaba a Pilar do Sul, passando por Salto de Pirapora. Ele organizou o primeiro transporte coletivo de passageiros entre estas cidades. Começaram então a circular os primeiros automóveis que se aventuravam pela tortuosa e quase intransitável estrada de terra.

1923 – Neste ano foi criada no distrito, a Agencia Postal dos Correios, sendo o seu primeiro agente o senhor Benedito de Camargo Teixeira.

1940 – O subprefeito Lauro Magno César mandou construir na praça principal, bem em frente da Igreja Matriz, um bonito coreto. Este coreto acabou sendo demolido depois de certo tempo.

1944 – No dia 27 de agosto, a luz elétrica ilumina a cidade. A São Paulo Eletric Company Limited estendeu os seus fios até Salto.

1950 – No dia 15 de agosto deste ano, foi inaugurado o Serviço Telefônico entre Salto de Pirapora e Sorocaba.

1951 – No dia 27 de fevereiro é criada a Paróquia de São João Batista do Salto de Pirapora, por ato do Bispo Dom José Carlos de Aguirre. Sua instalação ocorreu no dia 04 de março de 1952.

1955 – Na administração de Lauro Magno Cesar, a água encanada foi instalada na Vila, como primeira tentativa oficial.

1956 – Mas foi em primeiro de janeiro deste ano, que o prefeito Agenor Leme dos Santos conseguiu, definitivamente, a instalação de água e esgoto na cidade.

1957 – A Lei nº 6/57, de 02 de novembro instituí o Brasão de Armas do Município.

1960 – No dia 08 de junho deste ano, foi inaugurada a Santa Casa do município.

1974 – A Santa Casa recebe o nome de Dona Áurea Dias Batista, em homenagem a esta senhora, pessoa caridosa e protetora dos pobres e desamparados.

O edifício desta Instituição de Caridade foi uma doação dos cooperados da Cooperativa de Laticínios de Sorocaba.

2006 – No dia 24 de junho Salto de Pirapora comemorou 100 anos. Grandes foram as festividades comemorativas do Centenário da cidade.

memorialdosmunicipios.com.br/salto-de-pirapora



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EMERSON


05/07/2022
ANO:334
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]