30 de julho de 2019, terça-feira Atualizado em 11/01/2026 22:21:42
JUL.
30
HOJE NA;HISTóRIA
66
Sergipe Antigo. (Ciri-gy-pe – rio dos siris). (por Antônio Samarone)Sergipe foi descoberto por Américo Vespúcio, em 04 de outubro de 1501.A comitiva de Pedro Alvares Cabral, composta de dez caravelas e três navios redondos, partiu de Lisboa em 09 de março de 1500, chegando a Porto Seguro em 22 de abril. Ficaram na terra descoberta por oito dias. Em primeiro de maio, zarparam para o seu destino inicial, de estabelecer uma feitoria em Calecut. Portugal tinha uma população em torno de 1,8 milhões de habitantes.Na verdade, eles descobriram Porto Seguro, e seguiram viagem.Havia um cientista na Esquadra de Cabral, Mestre João (João Faras), considerado o primeiro cientista a estudar o Brasil. Era astrônomo, astrólogo, cosmógrafo e o médico da equipe. Cristão novo.A tarefa mais importante de Mestre João foi a de descobrir que terra era aquela, a que eles aportaram em abril de 1500. A medida da latitude foi tomada no dia 27 de abril de 1500, com um grande astrolábio de madeira. Obteve-se o valor de "aproximadamente 17º" que comparado com o valor aceito hoje de 16º, 21´22´´, pode ser considerada bem precisa.Na noite de 27 de abril Mestre João se deparou com uma constelação, que já era conhecida desde a antiguidade e servia de orientação para os navegadores ao ultrapassarem a linha do equador, mas que ainda não tinha nome. Ao ver o seu desenho no céu, Mestre João a comparou com uma cruz, batizando-a então de Cruzeiro do Sul. A carta escrita por mestre João em 1º de maio de 1500, dirigida a D. Manuel, ficou perdida até 1843.A carta de Pero Vaz Caminha, tão bem escrita, relatando de forma entusiasmada as descobertas do Brasil não teve repercussão à época. A carta de Caminha ficou nas gavetas dos arquivos portugueses por muito tempo, só sendo descoberta por Ayres Cabral em 1817.O comportamento dos portugueses ao chegarem ao Brasil era como se a nova terra fosse a eles destinada por Deus. Iniciaram dando nome às coisas, batizando e benzendo tudo que encontravam pela frente, serras, rios, lagoas, baias, numa atividade adâmica, como se para tomar posse bastasse nomeá-la.Antes mesmo do regresso da Armada de Cabral da Índia, em 13 de maio de 1501, por ordem do Rei D. Manuel, partiu do Tejo a primeira expedição de reconhecimento do território recém descoberto, comandada por André Afonso Gonçalves, chegando às costas brasileiras em 07 de agosto de mesmo ano. Só chegaram a Portugal de volta em julho de 1502.Foi uma expedição real com três caravelas. A descoberta do território de Sergipe ocorreu nessa viagem. O florentino Américo Vespúcio participou dessa expedição de 1501 como cosmógrafo e cronista. A glória da revelação do novo mundo descoberto coube a ele. No retorno à Europa, Américo Vespúcio publicou dois livros “Mundus Novus” e “Lettera” reproduzindo os relatos dessa viagem.Américo Vespúcio, o florentino que dar o nome as Américas, entra para a história do Brasil ao divulgar uma carta enviada a Lourenço de Medicis, tornada pública em 1503, conhecida como “Mundus Novus”, escrita em latim. O sucesso da publicação alcançou o mundo letrado europeu. Em 1505 editava-se em Florença uma nova carta de Vespúcio, destinada a Piero Soderini, a “Lettera”. Os relatos de Vespúcio encheram o mundo de novidades, sobres novas terras e nova gente, despertou os filósofos para a existência de um homem puro, fora da sociedade.O Mundus Novus descrevia a expedição enviada por D. Manuel ao Brasil, em 1501. Vespúcio morreu em 1512, pobre, mas coberto de glória pelos seus relatos sobre o Brasil e a sua gente.No desembarque dessa expedição de 1501, na Praia do Marco, no Rio Grande do Norte, os visitantes não foram bem recebidos pelos tapuias, ao contrário da recepção festiva dada pelos tupiniquins a Cabral um ano antes. O Rio Grande do Norte comemora o seu aniversário em 07 de agosto, data da chegada dos portugueses para tomarem posse do território.A descoberta de Sergipe.A expedição de 1501 chegou ao imponente rio Parapitinga (Opará para os nativos) em 04 de outubro de 1501, batizando-o com o nome de São Francisco, o santo do dia. É nessa data que se dá a descoberta de Sergipe, à margens direita do portentoso rio. Essa é a data histórica do aniversário de Sergipe, descoberto por Afonso Gonçalves e Américo Vespúcio, antes mesmo que a famosa Baía de Todos os Santos, onde posteriormente viria a ser a sede do Governo Geral do Brasil.Por isso que o São Francisco é chamado de Velho Chico, foi descoberto antes do Brasil. Sergipe também foi.Como o critério hagiológico era adotado pelos portugueses para denominar os topônimos encontrados, e o rio Parapitinga dos tupinambás foi batizado com o nome de São Francisco, em 04 de outubro (data do santo) de 1501.A expedição só batizou a Baia de Todos Santos em 01 de novembro, se deduz que nessa faixa da costa entre o São Francisco e a Baia de Todos os Santos, onde se encontra boa parte do litoral sergipano, eles levaram 26 dias, sendo bastante provável que tenham feito várias incursões costa adentro, entre elas os cinco dias ancorados na enseada do Vaza Barris.Em seguida, a expedição é arrastada pelas correntes marítimas para uma perigosa enseada.Relata Américo Vespúcio:“Chegados à costa, enfrentam os navios uma inopinada corrente que arrasta as águas para a praia, pondo em risco as embarcações. Naqueles dias longínquos de 1501, as caravelas tiveram que lutar com as forças da água e certamente tonéis de bordo se entrechocaram afrouxando juntas e barris vazaram os líquidos que haviam... A costa turbulenta, cuja curvatura dava lugar a uma espécie de enseada, foi apelidada pelos marujos de armada de Vaza barris, passando assim a cartografia (vaza barril).”Aqui cabe um explicação: a enseada do Vaza Barris citada por Vespúcio ficava entre a foz do São Francisco e o Rio Japaratuba, em Pirambu. Na cartografia portuguesa apareceu outra enseada com o nome de Vaza Barris (Irapiranga, para os tupinambás), como o nome de rio Cassia ou rio Canafístulas (atual Vaza Barris). O rio de Pereira (atual Cotinguíba) aparece nos mapas onde atualmente é a foz do Rio Sergipe. O registro da escala da comitiva de Américo Vespúcio na enseada do Vaza Barris está explicita em sua carta.A denominação seguinte dada pela expedição de 1501 é ao Rio Perera (Rio do Pereira), nome do capitão da caravela que o viu e nele penetrou. É o nosso Rio Cirigi (dos tupinambás), que se junta ao Rio Cotindiba (Cotinguíba) em sua foz. O Rio Cirigi é que vem dar nome ao Estado de Sergipe.A expedição também batizou uma serra, avistada a uma distância de 8 a 10 léguas, de Serra de Sta. Maria de Gracia (Serra de Santa Maria da Graça), que posteriormente foi denominada Serra de Itabaiana.Por último a expedição batizou o Rio Real, com duas versões para o nome. Uma como homenagem a data de nascimento de D. Manuel (25 de outubro), e a outra pela impressão que a largura da foz deixava, levando-se a impressão de tratar-se de um rio volumoso e de longo curso.A historiadora Maria Thetis Nunes nos conta que a expedição de Américo Vespúcio (1501) levou três Tupinambás de Sergipe para Portugal, afim de aprenderem o idioma. Os primeiros brasileiros a emigrarem para o Velho Mundo foram esses sergipanos.A Esquadra de Cabral passou 08 dias em Porto Seguro; a Expedição de Américo Vespúcio passou 21 dias em Sergipe.Sergipe estava descoberto.A expedição zarpou de Sergipe carregada de canafístula (uma fava medicinal usada na Europa), reforçando-se a versão que eles ficaram ancorados na enseda do Vaza Barris por cinco dias. A outra evidência é o longo tempo de percurso da expedição (26 dias) entre o Rio São Francisco e a Baia de Todos Santos. Só chegaram à Baia em 01 de novembro de 1501, que pelo significado religioso da data, a batizaram de Baia de Todos os Santos.Valendo-se do abandono, os franceses estabeleceram um comercio regular de pau-brasil com os índios de Sergipe. Neste período, a Terra de Santa Cruz foi um paraíso de degredados e piratas. Em Sergipe, além das relações comerciais, franceses e tupinambás firmaram relações de parceria e amizade.Os franceses estão em costas de Sergipe desde 1504, vinham em busca do pau de tinta, das favas medicinais da canafístula, de pimentas e algodão. Nas imediações do Rio Seregipe, encontravam-se vários mamelucos entre os tupinambás, aloirados, sardentos, tipos comum no meio do povo. Esses mamelucos eram os filhos de franceses com as tupinambás.Antônio Samarone.
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]