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*Nova História de Lagoa Vermelha
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não se podia distingui-los dos bugres.Os dois meninos tanto se tinham habituado à vida selvagem, que queriam por força voltar aos matos, enquanto as mulheres não acabavam de narrar o muito que tinham sofrido durante o cativeiro.Cacique Doble, seu bando, juntamente com as duas mulheres e os dois meninos, foram apresentados ao Presidente da Província. O intérprete apontou o cacique Doble, que tanto se havia distinguido na morte de João Grande e extinção de sua horda. Então, o cacique, sabendo que estavam falando dele, meteu, todo faceiro, a mão no bolso das calças e, tirando um objeto que se parecia um tanto com um pedaço de couro seco, apresentou-o aos presentes, dizendo que se tratava da orelha direita de João Grande, guardada por ele como lembrança.As duas mulheres resgatadas e os dois meninos, mais tarde, transferiram-se para Santa Maria da Boca do Monte. Quando explodiu a Guerra do Paraguai, os dois rapazes alistaram-se como voluntários, tendo prestado, devido à sua agilidade, adquirida com os índios, bons serviços à Pátria.Durante a campanha do Paraguai, um deles, tendo subido a uma árvore para fazer um reconhecimento, foi avistado por um soldado paraguaio, sendo morto com um tiro. O outro regressou à casa paterna.Com a morte de João Grande, terminaram os assaltos dos índios, na região de Lagoa Vermelha, tendo havido outros na serra do Caí, como o que aconteceu com a família Versteg (1868), assunto dos meus livros “Prisioneiros dos Bugres” e “Luís Bugre”.Entretanto a morte de João Grande custou a vida de quase todos os integrantes do seu grupo. É Leopoldo Petry que nos narra: “Tendo sido presenteados pelo governo Provincial com fardamentos usados por soldados atacados de varíola, os pobres índios do cacique Doble, muito satisfeitos, vestiram-nos, sendo então [p. 29]

atacados igualmente do mesmo terrível mal.Não conhecendo, julgavam que com banhos de água fria poderiam curar-se; mas o contrário aconteceu. Quase todos morreram”.Os restantes, junto com o cacique Doble, retomaram para Lagoa Vermelha.O ASSALTO A FAMÍLIA PIMENTEL

No dia 5 de agosto de 1851, João Grande e sua horda assaltaram a estância do paulista João Mariano Pimentel, no Turvo, hoje distrito de André da Rocha, nas atuais fazendas de Sílvio d’Ávila Hoffmann e Adroaldo Hoffmann Paim, filho de Livino e neto de Adolfo Paim de Andrade, ex-Intendente Municipal de Lagoa Vermelha.

No assalto os índios mataram a Serafim, irmão de João Mariano, os filhos Marcos e Manuel e mais três peões, poupando milagrosamente a vida da esposa, D. Bárbara Borges Vieira, e mais da filha menor, Núncia que se encontrava na casa do tio, José Nunes da Silva, na Fazenda São José. Os índios levaram as filhas, já moças, Francisca e Perpétua, os filhos João Mariano, de 8 anos, e Antônio, de três, e mais uma escrava, os quais foram resgatados um mês após, no dia 6 de setembro, junto à barra do Carreiro com o rio das Antas, onde João Mariano fundou um povoado, dando-lhe o nome de sua esposa - Santa Bárbara, que é porto e passo ligando os municípios de Bento Gonçalves e Guaporé. O resgate foi facilitado com a valiosa ajuda do Cacique Doble e seu grupo, do Aldeamento do Pontão.

Na ocasião, João Mariano encontrava-se de viagem para a Feira de Sorocaba na sua profissão de tropeiro. Retornando, na altura de Campos Novos, teria ele perguntado a um tropeiro que novidades trazia de Lagoa Vermelha. O tropeiro, que não conhecia João Mariano, respondeu: Nenhuma novidade, a não ser que os Nova História de Lagoa Vermelha – Fidélis Dalci [p. 30]de: Constantino, João Batista, Inocência, c.c. Otaviano Flores Machado e Cirilo Melo c.c. Iracema Muliterno, pais de Paulo e Marisa que morreu tragicamente junto com o esposo Laércio Tigre, deixando a filha Rejane com um ano, em 6-3-1968.JOSÉ MULITERNO, natural de Nápoles, Itália, estabeleceu-se na Lapa e daí para Lagoa Vermelha, onde, sendo, viúvo de Alexandrina Maria de Jesus, casou com 25 anos em 16-12-1874 com Guilhermina Marcondes Coelho. Comerciante e pecuarista, tornou-se um dos maiores latifundiários, proprietário de duas fazendas, uma na Limeira e outra no Campo do Meio. Deixou seu nome à localidade de Muliterno. Faleceu na sua Fazenda de Limeira em 18-10-1913, com 64 anos de idade, deixando os filhos: César (com 38 anos); Ernestina (36, c.c. Francisco Dias de Morais, pais de Demétrio, Sílvio, Carlos, Lauro e Felipe, este, muito viajado, morreu em Sorocaba); Tito Lívio (34, c.c. Generosa Rodrigues da Costa, ambos muito religiosos); Felipe (32, c.c. Carolina Müller); Sílvio (27, c.c. Jesus Ferreira da Silva); Juvenal Otacílio (23, pai do Dr. Cezar); Amadeu (21 c.c. Ambrosina Ferreira); e Nestor (12 c.c. Erecina da Costa e Silva, pais de Ubirajara e Inah Muliterno Corrêa).JOSÉ CASTELLANO, italiano de Nápoles, ex-seminarista, emigrou do Paraná para Lagoa Vermelha em 1887; alfaiate; casou com Madalena Loureiro de Melo, tendo os filhos: Susana Niniche (c.c. Trajano Machado), Névio (pai do ex-Prefeito Adão Castellano) e Domingos (18931922). Casou em 2ª núpcias com Elisa Moojen (1874-1916), tendo os filhos: Flávio; Nívio; Arícia; Agar (1910-1922); Aricina; Aurora Castellano Mambrini, viúva, residente em Flores da Cunha. José Castellano, que faleceu em 1950, foi Conselheiro Municipal, Funcionário da Coletoria Estadual, Tesoureiro da Prefeitura. Dr. NlVIO CASTELLANO, nascido em 23-6-1907, c.c. Eliza Moojen Castellano, tendo os filhos: Dr. José Carlos (advogado e oficial legislativo, c.c. Eunice Mello Castellano), Iara (c.c. João Carlos Silveira, inspetor do Banco do Brasil), Rosa Maria (c.c. Luiz Antônio Bonotto Tramontini, pecuarista e granjeiro); é uma das [p. 78]figuras de maior relevo na Vida cultural, política e social do município; advogado atuante durante muitos anos; secretário da Prefeitura durante 20 anos; Vereador em quatro legislaturas, tendo sido presidente da Câmara e Secretário do Conselho Municipal; presidente e secretário de extinto Partido Social Democrático; Prefeito interino e a seguir nomeado; historiador apaixonado, tendo proferido grande número de palestras de cunho histórico, sendo publicada a que proferiu em 10-5-1977, por ocasião do 96° aniversário da segunda criação do município; é autor de "Efemérides Vermelhenses”, a sair, notável contribuição à História de Lagoa Vermelha. Em 1981 foi premiado com a comenda “Osvaldo Vergara”, outorgada pela OAB-RS.

FRANCISCO GENTIL (1857-1938) teve seu sobrenome Gentilli adulterado no processo de naturalização; descende de família nobre da Itália donde emigrou novo estabelecendo-se primeiramente em Bento Gonçalves e daí para Lagoa Vermelha, casando em 1885 com Maria Dias de Morais, tendo 14 filhos, criando-se nove: Sílvia c.c. Álvaro Schmidt; Constância c.c. Vidal Ribeiro; Amélia c.c. Aparício Marques da Silveira; Francisca c.c. Procópio Pereira de Andrade; Elvira c.c. Domingos Bazzo; Antonieta c.c. Fernando Ducroquet; Mário, solteiro; Eugênia c.c. Hélio Willig; Antônio c.c. Hilda de Quadros. Marceneiro, fabricante de móveis do mais alto estilo da época; carpinteiro, construiu várias dezenas de casas; comerciante durante muitos anos; pecuarista e agricultor, proprietário de numerosos lotes na zona urbana e suburbana, indo do atual prédio dos Correios até perto do Lajeado dos Ivos; Juiz de Paz; Vereador eleito em 1891. Proprietário da fonte da Bica, cujo tanque, de autoria de Pedro Campana, foi construído em 18-2-1938, quatro dias antes de sua morte, ocorrida em 22-2-1938. Em 1935 celebrou festivamente suas bodas de ouro, cercado de sua numerosa descendência.FAMÍLIA NICOLODI deslocou-se para cá por volta de 1892: Maximino; Maria c.c. Jorge Hemmerle; Carolina c.c. Pedro Fidélis [p. 79)





ANO:167


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Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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