15 de janeiro de 2026, quinta-feira Atualizado em 15/01/2026 22:31:18
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HOJE NA;HISTóRIA
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O incidente de OVNI de Travis Walton foi um suposto sequestro alienígena do trabalhador florestal americano Travis Walton por um OVNI em 5 de novembro de 1975, enquanto ele trabalhava nas Florestas Nacionais Apache-Sitgreaves perto de Snowflake, Arizona. Walton permaneceu desaparecido por cinco dias e seis horas.[1] Após dias de busca com cães farejadores e helicópteros, Walton diz que reapareceu na beira de uma estrada perto de Heber, Arizona.
O caso Walton recebeu grande publicidade e continua sendo uma das histórias de abduções alienígenas mais conhecidas, enquanto os céticos científicos consideram a estória uma farsa.
Reivindicações de abdução
De acordo com Walton e vários outros membros da equipe madeireira em que ele trabalhava, em 5 de novembro de 1975, ele estava trabalhando na Floresta Nacional Apache-Sitgreaves, perto de Snowflake, Arizona. Enquanto andava em um caminhão com seis de seus colegas de trabalho eles supostamente encontraram um objeto em forma de disco pairando sobre o solo a aproximadamente 34 metros de distância, fazendo um zumbido agudo.
Walton afirma que depois que ele saiu do caminhão e se aproximou do objeto, um feixe de luz apareceu de repente da nave e o deixou inconsciente. Os outros seis homens ficaram assustados e supostamente foram embora. Walton afirmou que acordou em um quarto semelhante a um hospital, sendo observado por três criaturas baixas e carecas. Ele alegou que lutou com eles até que um humano usando um capacete levou Walton para outra sala, onde ele desmaiou, quando três outros humanos colocaram uma máscara de plástico transparente sobre seu rosto. Walton afirmou que não se lembra de mais nada até que se viu caminhando por uma estrada cinco dias depois, com o disco voador partindo acima dele.[2][3]
Repercussão
Nos dias que se seguiram à alegação de OVNI de Walton, o The National Enquirer concedeu a Walton e seus colegas de trabalho um prêmio de 5 mil dólares estadunidenses pelo "melhor caso de OVNI do ano" depois de terem passado nos testes de polígrafo administrados pelo Enquirer e pela Aerial Phenomena Research Organization (APRO).[3][4] Walton, seu irmão mais velho e sua mãe foram descritos pelo xerife do condado de Navajo, Arizona como "estudantes de longa data de OVNIs".[5] O ufólogo Jim Ledwith disse afirmou que “por cinco dias, as autoridades pensaram que ele havia sido assassinado por seus colegas de trabalho, e então ele foi devolvido. Todos os colegas de trabalho que estavam lá, que viram a espaçonave, todos fizeram testes de polígrafo e todos passaram, exceto um, e esse foi inconclusivo.”[6]
Os céticos incluem a história como um exemplo de um embuste OVNI promovido por um circo midiático crédulo com a publicidade resultante explorada por Walton para ganhar dinheiro. O pesquisador de OVNIs Philip J. Klass, que concordou que a história de Walton era uma farsa perpetrada para ganho financeiro, identificou muitas discrepâncias nas contas de Walton e seus colegas de trabalho. Depois de investigar o caso Klass relatou que os testes do polígrafo foram "mal administrados", que Walton usou "contramedidas no polígrafo", como prender a respiração, e que Klass descobriu um teste anterior reprovado administrado por um examinador que concluiu que o caso era uma decepção.[7][8][9][10][3]
O escritor científico e cético Michael Shermer criticou as afirmações de Walton, dizendo que "acho que o polígrafo não é um determinador confiável da verdade. Acho que Travis Walton não foi abduzido por alienígenas. Em ambos os casos, o poder de enganar e enganar a si mesmo é tudo o que temos. precisamos entender o que realmente aconteceu em 1975 e depois."[4]A psicóloga cognitiva Susan Clancy propôs que Walton provavelmente foi influenciado pelo filme de televisão da NBC The UFO Incident, que foi ao ar duas semanas antes de sua alegada abdução e dramatizou as alegações de abdução alienígena de Betty e Barney Hill.
A história de Walton compartilha a semelhança com outras alegações de abduções alienígenas que são feitas depois que essas histórias aparecem em filmes e na TV. Clancy observou o aumento geral nas alegações de abduções alienígenas após a exibição de The UFO Incident e cita as conclusões de Klass de que "depois de ver este filme, qualquer pessoa com um pouco de imaginação poderia se tornar uma celebridade instantânea", concluindo que "uma dessas celebridades instantâneas foi Travis Walton."[11]
Em 1978 Walton escreveu o livro The Walton Experience detalhando suas afirmações, que se tornou a base para o filme Fire in the Sky, de 1993. A Paramount Pictures decidiu que o relato de Walton era "muito confuso e muito semelhante a outros encontros próximos televisionados", então eles ordenaram que a roteirista Tracy Tormé escrevesse uma história de abdução "mais chamativa e provocativa".[12]Walton tem aparecido ocasionalmente em convenções de OVNIs ou na televisão. Ele patrocina sua própria conferência de OVNIs no Arizona chamada "Skyfire Summit".[6]
Em 12 de março de 1993, no dia de lançamento de Fire in the Sky, Walton e Mike Rogers apareceram no programa da CNN Larry King Live, que também contou com Philip J. Klass.[13][14]
Trinta anos após o lançamento do livro Walton apareceu no game show da Fox The Moment of Truth e foi perguntado se ele foi de fato abduzido por um OVNI em 5 de novembro de 1975, ao qual ele respondeu "sim", uma resposta que o show declarou falsa.[15][16]Michael Shermer, que se sentou no painel do episódio, posteriormente escreveu sobre sua experiência. Ele destacou a falta de confiabilidade da poligrafia, comentou sobre seu uso neste caso e concluiu que "o poder do engano e do autoengano" é tudo o que é necessário para explicar este caso.[4]
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]