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Dargent Leilões
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mencio ()

    7 de maio de 2019, terça-feira
    Atualizado em 25/11/2025 03:41:11




MAI.
07
HOJE NA;HISTóRIA
46

INFORMAÇÕESLOCAL: Campinas - SPDIA DO LEILÃO: 7/5/2019 - Mais informaçõesBRIGADEIRO RAFAEL TOBIAS AGUIAR OST IMPORTANTE OBRA RETRATANDO O BRIGADEIRO TOBIAS AGUIAR EM RARA (A ÚNICA CONHECIDA) REPRESENTAÇÃO AINDA JOVEM DESSE VULTO IMPORTANTE DA HISTÓRIA BRASILEIRA. TOBIAS AGUIAR È REPRESENTADO COM TRAJE DE GALA DE OFICIAL DO EXÉRCITO IMPERIAL. FIVELA DO CINTURÃO OSTENTA LINDO BRASÃO IMPERIAL. RICA MOLDURA RECOBERTA EM OURO. ESSE RETRATO TOMOU PARTE NA DECORAÇÃO DO SALÃO DE RETRATOS, UM DOS TRÊS SALÕES CONTÍGUOS QUE CONSTITUIAM OS AMBIENTES SOCIAIS DO PALACETE DA MARQUESA QUE EM SUA ÉPOCA FORAM O CENTRO DA VIDA SOCIAL PAULISTANA. BRASIL, PRIMEIRA METADE DO SEC. XIX. 88 X 70 CM. NOTA: RAFAEL TOBIAS DE AGUIAR era um paulista de cepa. Rico sorocabano, politico influente em toda Província de São Paulo. Era filho, neto e bisneto de comerciantes de gado. Pela imensa riqueza tinha a alcunha de "Reizinho de São Paulo". Quando Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, voltou para São Paulo no final de 1929, grávida de sua última filha com Dom Pedro I e expulsa da da corte por seu antigo amante, encontrou em São Paulo um ambiente dividido entre marquesistas e anti marquesistas. Para alguns ela era a moça do Imperador e para outros a filha de São Paulo que fez brilhar sua terra. O Brigadeiro Tobias Aguiar era do grupo dos anti marquesistas ferrenho inimigo de Domitila. Tal a implicância com a Marquesa que teria até apelidado uma escrava fujona e problemática como Domitila. Mas se a Marquesa derreteu o coração do Imperador, como não poderia fazer o mesmo com o coração do Reizinho de São Paulo? Já em 1832 sua implicância abrandou, talvez conhecendo a figura cativante, as reservas tenham se dissipado. O fato é que já em 1833 os dois aparecem juntos como padrinhos de batismo de uma criança. No mesmo ano o Brigadeiro já havia passado a administrar os bens da Marquesa e em 1834 tiveram o primeiro filho juntos. Nascido no dia quatro de outubro de 1795,Rafael Tobias de Aguiarera proveniente de Sorocaba. Seus pais, Antônio Francisco de Aguiar e Gertrudes Eufrosina Aires, eram fazendeiros e possuíam um enorme patrimônio. Rafael passou apenas sua infância na cidade natal, logo foi para São Paulo, onde iniciou seus estudos e foi colega de escola doPadre Diogo Antônio Feijó. Após concluí-los, não tardou muito também para iniciasse sua vida pública como representante da comarca de Itu, aos 26 anos de idade. Foi sua responsabilidade participou da escolha dos deputados brasileiros do Estado de São Paulo que integraram as Cortes Gerais e Constituintes de Lisboa. Anos depois, em 1824 foi eleito membro do Conselho da Província de São Paulo. Na época do fico, em 1821, ele foi um dos que contribuiram enviando tropas fiéis a Dom Pedro I. Armou a própria cussta mais de 100 homens e marchou com eles para o Rio de Janeiro. Chegou a contribuir com 12 contos de réis (uma grande fortuna) para a causa da independência do Brasil. Tobias era tão rico que não apenas uma vez emprestou dinheiro para cobrir as finanças do tesouro da província sem cobrar juros. Pagou por suas expensas inclusive o salário dos servidores do Estado na impossibilidade da máquina pública assumir o compromisso. Foi ele a fundar o Gabinete Topográfico que seria o embrião da Escola Politécnica de São Paulo. Além disso, também foi nomeado pelo imperador Dom Pedro I para o Conselho de Estado, órgão criado após a dissolução da Assembleia Constituinte. O principal objetivo dessa autarquia era elaborar a primeira constituição do país. Rafael Tobias de Aguiarse envolveu muito com a vida pública e se tornou um dos grandes líderes liberais da primeira metade do século XIX. Sua carreira se desenvolveu com muita rapidez, em pouco tempo ele se tornou conselheiro do governo provincial. Este cargo foi sucedido pelas posições de deputado provincial e deputado geral em várias legislaturas. Dez anos apenas depois de ter iniciado sua vida pública, Rafael Tobias de Aguiar chegou ao respeitável posto de Presidente da Província de São Paulo, o primeiro paulista a ocupar o cargo. (que ocupou por duas vezes, inclusive). Durante o exercício de seus dois mandatos, Rafael ganhou a admiração de todos por conduzir ótimas gestões administrativas e investir o próprio salário em melhorias nas escolas e em obras públicas e de caridade. Sua conduta o rendeu o título de Brigadeiro Honorário do Império, tornando-o, então, conhecido comoBrigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. Foi um dos principais nomes do movimento liberal no século XIX e foi um dos chefes da Revolução Liberal de 1842. Nesta época, uniu-se a seu colega de escola, Padre Diego Antônio Feijó, para combater os conservadores que ganhavam espaço no começo do reinado deDom Pedro II. Os revolucionários mudaram provisoriamente a capital da Província de São Paulo para Sorocaba e formaram um exército de 1500 homens que recebeu o nome de Coluna Libertadora para invadir São Paulo e depor o Presidente da Província,Barão de Monte Alegre. Porém, o movimento foi derrotado pelo então Barão de Caxias que chegou com suas tropas às portas da cidade de Sorocaba fazendo com que Tobias de Aguiar buscasse refúgio no Rio Grande do Sul, junto aos rebelados daGuerra dos Farrapos. O Brigadeiro acabou preso em 1842 e levado para a Fortaleza de Laje no Rio de Janeiro encravada em uma rocha no meio da Baia da Guanabara. A marquesa de Santos, ao saber da sua prisão, partiu para a corte onde, por meio de um procurador, rogou ao imperador d. Pedro II que pudesse viver com o marido na Fortaleza de Laje para cuidar da saúde dele, o que foi concedido. Em 1844 Tobias de Aguiar foi anistiado e o casal retornou para São Paulo, onde foram recebidos como heróis por uma multidão. Como Presidente da Província de São Paulo criou a Guarda Municipal Permanente, que em 1891 virou Força Pública e, na década de 70, Polícia Militar. Também abriu a Estrada da Maioridade ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. Uma de suas frases mais marcantes para falar de sua dedicação à São Paulo era: Servir São Paulo é, sobretudo, antes de tudo e acima de tudo, servir ao Brasil!. O Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, além de político e militar, era também rico fazendeiro em Sorocaba. A ele se deve a criação daqueles vistosos cavalos, pelagem de duas cores, conhecidos como pampas. Quando de sua retirada para o Rio Grande do Sul, no remate doloroso da Revolução Liberal de Sorocaba, em 1842, presenteou certo fazendeiro gaúcho de Cruz Alta com alguns desses cavalos, que se reproduziram e espalharam até o Rio do Prata, formando uma raça cavalar que tomou o nome do criador sorocabano - Raça Tobiana. Tobias de Aguiar morreu aos 63 anos, a bordo de um navio Piratininga, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro quando se dirigia à cidade para procurar tratamento médico. Estava em companhia da Marquesa e de um de seus filhos. Seu corpo, embalsamado e trazido por Domitila para São Paulo, foi sepultado em 26 de outubro de 1857 no jazigo da Ordem Terceira da Igreja de São Francisco. O relacionamento entre Tobias e Domitila foi o mais longo da marquesa, durando 24 anos ao longo dos quais o casal teve seis filhos, sendo que 4 conseguiram chegar a idade adulta: Rafael Tobias de Aguiar e Castro (1834 1891). João Tobias de Aguiar e Castro (1835 1901). Gertrudes de Aguiar e Castro (1837 1841). Antônio Francisco de Aguiar e Castro (1838 1905). Brasílico de Aguiar e Castro (1840 1891). Heitor de Aguiar e Castro (1842 1846).



Dargent Leilões
Dinheiro$
Campinas/SP



Rafael Tobias de Aguiar, o Brigadeiro Tobias*
Data: 01/01/1827
Créditos/Fonte: D´argent Leilões
Única imagem conhecida dele ainda jovem (bt)(rl) (£)


ID: 6280



EMERSON


07/05/2019
ANO:259
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]