26 de outubro de 2025, domingo Atualizado em 31/10/2025 00:04:51
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HOJE NA;HISTóRIA
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Maria Ribeiro Valente Nascida cerca 1688 - Sorocaba, SP, BrasilFalecida PaisAntonio Valente Do Canto ca 1662-Antonia Rodrigues ca 1662-
Casamento(s) e filho(s) Casada a 5 de junho de 1708 (terça-feira), Sorocaba, SP, Brasil, com João De Oliveira Falcão ca 1689- tiveram - Antonia Oliveira - José De Oliveira Falcão ca 1718- - Joanna Maria Moreira - João De Oliveira Falcão, filho - Domingos De Oliveira Falcão - Francisco De Oliveira Falcão, neto - Antonio De Oliveira Falcão - Simão De Oliveira Falcão - Francisca De Oliveira ca 1725- - Maria De Oliveira - Luzia De Oliveira - Izabel De Oliveira 1731- - Ignácia De Oliveira - Rosa De Oliveira
IrmãosFeminino Izabel RodriguesMasculino José Álvares Rodrigues ca 1684-Feminino Maria Ribeiro Valente ca 1688-Masculino Simão Álvares RodriguesMasculino Félix Rodrigues Valente ca 1703-Feminino Luzia RodriguesMasculino Antonio Álvares Rodrigues
João De Oliveira Falcão (João De Oliveira filho)filho PaisJoão De Oliveira Falcão ca 1689-Maria Ribeiro Valente ca 1688- Casamento(s) e filho(s)Casado a 11 de maio de 1745 (terça-feira), Araçariguama, SP, Brasil, com Potência Leite /1731- tiveramFeminino Anna Leite De OliveiraFeminino Maria Leite ca 1757-Masculino José Leite De Oliveira IrmãosFeminino Antonia OliveiraMasculino José De Oliveira Falcão ca 1718-Feminino Joanna Maria MoreiraMasculino João De Oliveira Falcão, filhoMasculino Domingos De Oliveira FalcãoMasculino Francisco De Oliveira Falcão, netoMasculino Antonio De Oliveira FalcãoMasculino Simão De Oliveira FalcãoFeminino Francisca De Oliveira ca 1725-Feminino Maria De OliveiraFeminino Luzia De OliveiraFeminino Izabel De Oliveira 1731-Feminino Ignácia De OliveiraFeminino Rosa De Oliveira
Antonia Oliveira Nascida - Cotia, SP, Brasil PaisJoão De Oliveira Falcão ca 1689-Maria Ribeiro Valente ca 1688- Casamento(s) e filho(s)Casada a 16 de junho de 1728 (quarta-feira), Sorocaba, SP, Brasil, com Pedro Da Fonseca Ribeiro tiveram - Rita Da Fonseca Ribeiro - Maria Da Assumpção, neta - Anna Da Fonseca - José Da Fonseca - Pedro Da Fonseca Ribeiro, filho - Domingas Da Fonseca Ribeiro - João Da Fonseca Ribeiro, neto - Antonia Moreira Da Fonseca ca 1742- - Ana Da Fonseca ca 1750-
IrmãosFeminino Antonia OliveiraMasculino José De Oliveira Falcão ca 1718-Feminino Joanna Maria MoreiraMasculino João De Oliveira Falcão, filhoMasculino Domingos De Oliveira FalcãoMasculino Francisco De Oliveira Falcão, netoMasculino Antonio De Oliveira FalcãoMasculino Simão De Oliveira FalcãoFeminino Francisca De Oliveira ca 1725-Feminino Maria De OliveiraFeminino Luzia De OliveiraFeminino Izabel De Oliveira 1731-Feminino Ignácia De OliveiraFeminino Rosa De Oliveira
João Da Fonseca Ribeiro Nascido - Cotia, SP, Brasil Casamento(s) e filho(s)Com Maria Da Assumpção †ca 1733 tiveramMasculino Manuel Da Fonseca Pereira ca 1710-Masculino Pedro Da Fonseca RibeiroFeminino Catharina Ribeiro †1743
Pedro Da Fonseca Ribeiro Nascido - Cotia, SP, Brasil PaisJoão Da Fonseca RibeiroMaria Da Assumpção †ca 1733 Casamento(s) e filho(s)Casado a 16 de junho de 1728 (quarta-feira), Sorocaba, SP, Brasil, com Antonia Oliveira tiveramFeminino Rita Da Fonseca RibeiroFeminino Maria Da Assumpção, netaFeminino Anna Da FonsecaMasculino José Da FonsecaMasculino Pedro Da Fonseca Ribeiro, filhoFeminino Domingas Da Fonseca RibeiroMasculino João Da Fonseca Ribeiro, netoFeminino Antonia Moreira Da Fonseca ca 1742-Feminino Ana Da Fonseca ca 1750- IrmãosMasculino Manuel Da Fonseca Pereira ca 1710-Masculino Pedro Da Fonseca RibeiroFeminino Catharina Ribeiro †1743
José Antunes Paes Nascido - Sorocaba, SP, Brasil PaisAntonio Antunes Paes, filho 1717-1779Josefa Quitéria De Oliveira Leme ca 1718-1755/ Casamento(s) e filho(s)Casado a 18 de agosto de 1790 (quarta-feira), Sorocaba, SP, Brasil, com Maria De Jesus Do Espírito Santo tiveramMasculino Manuel Antunes Maciel ca 1791-Masculino Antonio José Antunes ca 1792-1867Masculino Salvador Antunes Da Costa †1883
Salvador Antunes Paes Nascido cerca 1750 - Sorocaba, SP, BrasilFalecido a 5 de outubro de 1830 (terça-feira) - Laguna, SC, Brasil, com cerca de 80 anos PaisAntonio Antunes Paes, filho 1717-1779Josefa Quitéria De Oliveira Leme ca 1718-1755/ Casamento(s) e filho(s)Casado a 25 de maio de 1777 (domingo), Lages, SC, Brasil, com Francisca De Moura ca 1755-ca 1781 tiveramFeminino Custódia Maria Antunes ca 1778-Feminino Josefa Francisca De Jesus ca 1779-Masculino Silvano Antunes ca 1780-Casado cerca 1781, Laguna, SC, Brasil, com Quitéria Maria De Souza ca 1762-1852 tiveramMasculino Antonio ? ca 1782-Masculino Manuel Antunes De Oliveira ca 1783-ca 1833Feminino Anna Maria ? ca 1785-Feminino Felismina ? ca 1787-Feminino Antonia Maria De Jesus 1788-ca 1862Feminino Maria Antonia De Jesus 1788-Masculino José Antunes Do Livramento ca 1790-/1863Masculino Joaquim Antunes De Oliveira ca 1796-1879Feminino Escholástica Maria Antunes ca 1797-1852Feminino Cândida Maria Da Conceição 1806-1860Masculino Salvador x 1806-Feminino Delphina Quitéria De Jesus 1808-ca 1915Masculino João Antunes Teixeira ca 1811-1878Feminino Maria Quitéria De Jesus 1819- IrmãosFeminino Antonia Leme Barbosa 1740-Masculino Vicente Antunes Ferreira Maciel ca 1741-Masculino João Lourenço Corim ca 1743-Masculino Marcelino Antunes Paes Maciel ca 1745-Feminino Maria AntunesMasculino Salvador Antunes Paes ca 1750-1830Masculino José Antunes Paes
Antonio Antunes Paes(Antonio Antunes filho)filhoNascido - Sorocaba, SP, BrasilBaptizado a 28 de fevereiro de 1717 (domingo) - Sorocaba, SP, BrasilFalecido a 23 de maio de 1779 (domingo) - Sorocaba, SP, Brasil, com cerca de 62 anos PaisAntonio Antunes Maciel ca 1685-ca 1745Maria Paes Domingues ca 1689- Casamento(s) e filho(s)Casado a 23 de maio de 1737 (quinta-feira), Sorocaba, SP, Brasil, com Josefa Quitéria De Oliveira Leme ca 1718-1755/ tiveram Feminino Antonia Leme Barbosa 1740- Masculino Vicente Antunes Ferreira Maciel ca 1741- Masculino João Lourenço Corim ca 1743- Masculino Marcelino Antunes Paes Maciel ca 1745- Feminino Maria Antunes Masculino Salvador Antunes Paes ca 1750-1830 Masculino José Antunes Paes
IrmãosFeminino Maria Moreira Maciel 1712-1788Masculino João Antunes Maciel 1713-Masculino Brás Antunes Maciel 1714-Masculino Antonio Antunes Paes, filho 1717-1779Feminino Anna Barbosa Antunes Maciel ca 1719-1760Feminino Joana Garcia Maciel /1720-1766Feminino Rita Antunes Maciel Antonio Antunes MacielNascido cerca 1685 - Sorocaba, SP, BrasilFalecido cerca 1745 - Sorocaba, SP, Brasil, com cerca de 60 anos PaisJoão Antunes Maciel 1642-1728Joanna Garcia Carrasco ca 1644- Casamento(s) e filho(s)Casado a 8 de fevereiro de 1713 (quarta-feira), Sorocaba, SP, Brasil, com Maria Paes Domingues ca 1689- tiveramFeminino Maria Moreira Maciel 1712-1788Masculino João Antunes Maciel 1713-Masculino Brás Antunes Maciel 1714-Masculino Antonio Antunes Paes, filho 1717-1779Feminino Anna Barbosa Antunes Maciel ca 1719-1760Feminino Joana Garcia Maciel /1720-1766Feminino Rita Antunes Maciel IrmãosMasculino Gabriel Antunes Maciel ca 1672-Masculino João Antunes Maciel, filho ca 1674-ca 1726Masculino Miguel Antunes Maciel ca 1677-ca 1726Masculino Felipe Antunes Maciel †ca 1759Feminino Anna Maria BarbosaFeminino Maria Antunes Maciel †1750Feminino Margarida Fernandes, bisnetaMasculino Antonio Antunes Maciel ca 1685-ca 1745Feminino Joana Garcia ca 1690-
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]