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    29 de setembro de 2025, segunda-feira
    Atualizado em 24/10/2025 02:41:00
  


SET.
29
HOJE NA;HISTóRIA
39

PROJETO COMPARTILHARCoordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueirawww.projetocompartilhar.org SL 4º, 465, 3-3, Manoel Pacheco Gatto, com 31 anos em 1713, fº de outro de igual nome e Francisca da Costa, foi casado com Izabel Gonçalves da Silva, falecida em 1736 na Cotia, fª de Tomé Gonçalves Malio e de Francisca da Silva Teve (CO de SP) os 3 fos seguintes:4-1 Sargento Mor Antonio Pacheco da Silva4-2 Manoel4-3 Thomé Subsídios à Genealogia PaulistanaRegina Junqueira A ASCENDÊNCIA MATERNA DO SARGENTO MOR ANTONIO PACHECO E SILVA FRANCISCA DA SILVA, filha de Gonçalo Lopes e Catarina da Silva, falecida com testamento e inventariada a partir de 23 de setembro de 1691, foi casada duas vezes:Primeiro com FRANCISCO BARBOSA REBELLO, filho de Thomé Rebello Carneiro e de Catharina Barbosa (SL. 9º, 64 Cap. 4), com inventario aberto aos 22-10-1685 (SAESP não publicados), do qual teve cinco filhos citados em seu testamento e inventário: 1 Catarina Barbosa, casada com João Vidal de Siqueira, testamenteiro de sua sogra, e tutor dos cunhados (SL. 7º, 500, 2-5)2 Pascoa Barbosa, em 1691 estava casada com Francisco Ferreira de Sá (SL. 1º, 103, 3-8)3 Frei Urbano Barbosa, nascido por 1676 (SL. 1º, 103, 3-8)4 Capitão Jacintho Barbosa Lopes, nascido por 1681, casado com Catarina de Campos (SL. 1º, 103, 3-8 )5 Faustino Barbosa Lopes (SL. 1º, 103, 3-8) Francisca casou em segundas com Tomé Gonçalves Malio (ou Malho) de quem teve a filha única:6 Izabel Gonçalves da Silva, No Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo existe o processo matrimonial com a dispensa de consangüinidade de 4º grau para que Manoel Pacheco Gatto e Izabel Gonçalves da Silva pudessem se casar, corrido em abril de 1716. Ouvidas as testemunhas, apurou-se que Manoel descendia de João Paes pois seu pai Manoel Pacheco Gatto era filho de Ana da Veiga e esta filha de João Paes.Por sua vez Izabel era filha de Thomé Gonçalves Malio, este filho de Baltazar Gonçalves Malio, cuja mãe seria Maria Paes, irmã de João PaesNa verdade, conforme inventários disponíveis neste site, o Capitão João Paes foi filho e não irmão de Maria Paes, irmão sim de Jeronima Fernandes, mulher de Baltazar Gonçalves Malio, ambos pais de outro Baltazar Gonçalves Malio. Desta forma fica documentada a ascendência de Izabel Gonçalves da Silva, mãe do Sargento Mor Antonio Pacheco e Silva, tronco dos chamados “Pachecos de Itu”, conforme segue: 1- IZABEL GONÇALVES DA SILVA, nascida por 1685, com mais ou menos seis anos na abertura do inventário materno, casada com dispensa de consaguinidade com Manoel Pacheco Gatto. Izabel faleceu em 1736 na Cotia, com inventário do 1º Oficio, SAESP série não publicada.2- TOMÉ GONÇALVES MALIO, ausente quando morreu sua mulher, cujo inventário foi aberto e conduzido pelos genros da falecida. No inventário de sua sogra Catarina da Silva, foi citado a comparecer em juízo para representar a filha, pois sua mulher já tinha falecido.3- FRANCISCA DA SILVA inventariada em 1691 por seus genros, teve de seu segundo marido uma única filha, Izabel, citada em seu testamento e arrolada em seu inventário.4- BALTAZAR GONÇALVES MALIO, nascido por 1621. Em 1659 declarou ter 38 anos (inventário de Rafael Dias Roldão, SAESP Vol 6º neste site). Casou com mais ou menos 22 anos na Sé de São Paulo em Janeiro de 1643 com Domingas de Abreu (1º lv de casamentos).5- DOMINGAS DE ABREU, na dúvida porque a dispensa matrimonial não nomeia a mãe de Tomé. Foi primeiro casada com Antonio da Silveira. Aos 25-5-1643, Baltazar Gonçalves Malio, casado com a viúva de Antonio da Silveira, pede para que se fizer partilhas entre sua mulher e o filho desta, declarando que ela não queria mais ser tutora por estar novamente casada. (SAESP 11º neste site).Seu segundo casamento com Baltazar Gonçalves Malio durou mais de 40 anos, pois até circa 1690 batizavam juntos netos em Santo Amaro, conforme se vê no primeiro livro de batizados dessa freguesia.Pela cronologia estimada, Tomé nasceu durante a vigência deste casamento e, caso não seja filho de Domingas, seria bastardo.

6- Gonçalo Lopes

7- Catarina da Silva (SAESP vol 23º, com subsídios sobre o casal e sua família, neste site)

8- Baltazar Gonçalves, o moço, ou Malhador, ou ainda Mallo e Malho, conforme se lê no inventário de seu genro Rafael Dias, SAESP vol 6º, neste site. Nasceu por 1573 e viveu por quase 90 anos. Foi morador de Santo Amaro onde tinha sítio vizinho de Cornélio de Arzão e próximo à fabrica de ferro de Santo Amaro. (Teria seu apelido derivado da profissão de forjador, malhador de ferro?). Foi irmão de Braz Gonçalves o moço, este filho de Braz Gonçalves, tronco do apelido na Genealogia Paulistana de Silva Leme.

Em 1603 estava no sertão com seu irmão Braz e um tio também chamado Baltazar Gonçalves. (inventário de Braz SAESP 26º, neste site). Em 5 de janeiro de 1630 (testamento de sua mulher) estava no sertão em companhia de Manoel Preto. Aos 29-8-1633 assinou em “cruz” no inventário de Jerônima – Baltazar + Gonçalves Malio.

9- Jeronima Fernandes (Inventário SAESP vol 23º com subsídios neste site)

10- Pedro Domingues, falecido com testamento que recebeu o “cumpra-se” aos 14 –11-1633. (SAESP vol 9º neste site)

11- Madalena Fernandes, irmã de Estevão Fernandes que por ela assinou no inventário de Pedro Domingues e tia de Pascoal Dias Rodrigues. Em junho de 1642, depondo no pedido de emancipação de Manoel Domingues, filho de Madalena, Estevão declarou ter mais de 50 anos, nascido portanto por 1590. Na mesma ocasião, Rafael de Oliveira, o velho, e Antonio Martins (cunhado de Manoel), declararam serem parentes do justificando. Madalena morava em Uruaí, reduto dos descendentes de João Ramalho.12/13- PEDRO LOPES PELICÃO e sua mulher FRANCISCA GONÇALVES (BOGOCIOVAS, Marcelo Meira Amaral, Arvore de Costado de Nereu Ramos, Revista ASBRAP 2º)14/15- COSME DA SILVA e sua mulher ISABEL GONÇALVES (inventário de Catarina da Silva)16- BRAZ GONÇALVES (SL 1º, 22, Cap 4º) foi casado com Margarida Fernandes, filha de Fernão Álvares e Margarida Marques, mas não há documentação para garantir que Baltazar Gonçalves Malho seja filho de Margarida.18- André Fernandes19- Maria Paes (inventário em SAESP vol 4º. neste site) FRANCISCA DA SILVAInventario e testamento Ano: 1691SAESP, não publicadosConsultado e resumido por Regina Junqueira no Centro de História da Família da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Estaca São Paulo Inventário: AberturaLocal: São PauloData: 5-10-1691Declarante: João Vidal, testamenteiro TESTAMENTOData: 23-9-16(90?) - Abertura e citações pias- pediu para ser sepultada na Igreja de São Francisco da Vila de São Paulo, envolta do habito da mesma religião.- “Peço e rogo a meu genro João Vidal de Siqueira e a Francisco de Sá” que sejam seus testamenteiros.- Deixou missas para o anjo de sua guarda, outras invocações e ”pela alma do defunto meu marido Francisco Barbosa”.A seguir:“Declaro que fui casada em face da Igreja com o defunto Francisco Barbosa” e nomeia os filhos deste casamento:Catarina BarbosaPáscoa BarbosaUrbano BarbosaJacinto BarbosaFaustino Barbosa“(ilegível) meu marido Thomé Gonçalves Mallio (ilegível) uma filha por nome Isabel, os quais todos são meus herdeiros”.-Declara um lanço de casas “nesta vila” e os “negros” que possuia.Por ela assinou Antonio de Lima, a rogo, aos 23-9-16(90?) CUMPRA-SE: 22-3-1691 Seguem recibos relativos ao cumprimento das disposições testamentárias assinados por João Vidal e Francisco Frª, como testamenteiros da defunta Francisca da Silva. Filhos do primeiro matrimonio1- Catarina Barbosa casada com João Vidal2- Páscoa Barbosa, casada com Francisco Frª3- Urbano Barbosa, 14 anos4- Jacinto Barbosa, 10 anos5- Faustino Barbosa, (?) anosTodos pouco mais ou menos Do segundo matrimonio6- Izabel de 6 anos Curador dos órfãos: João Vidal Seguem as avaliações, tomada e pagamentos de dinheiro a ganhos e quitações como a seguinte: “Quitação que dá João Vidal de Siqueira ao Capitão Francisco de Camargo Santamaria como procurador de seu cunhado Faustino Barbosa Lopes”. Há um processo para recebimento da legítima do Frei Urbano Barbosa Ao fim há uma petição do Capitão Mor Jacinto Barbosa Lopez para comprovação de sua filiação e a de sua mãe onde depõem várias pessoas, declarando o mesmo que Manoel Vilella: Manoel Vilella, mercador, 60 anos, sabe que o Capitão Mor Jacinto Barbosa Lopez é filho legitimo do Capitão Francisco Barbosa Rebello e Francisca da Silva, esta filha legítima de Gonçalo Lopes e Catarina as Silva. Obs: O inventário de Francisco Barbosa Rabello está no SAESP, Ordem 495, Cx 18, Doc 13, série não publicados.Foi aberto aos 22-10-1685 e nele consta o seguinte recibo:“Recebi do Captam Gonsalo Lopes que pagou por seu genro Francisco Barbosa...”

L. 1º, 22, 1-1 - Braz Gonçalves, o moço, fallecido em 1603 no sertão, foi casado com Catharina de Burgos, fallecida em 1634, com testamento (a qual foi casada 2.a vez com João Gomes de Meirelles) (1) f.a de André de Burgos e de Maria Rodrigues. Teve (C. O. S. Paulo) os seguintes f.os:

2-1 Bartholomeu Gonçalves

2-2 Braz Gonçalves

2-3 Margarida Gonçalves

2-4 André Gonçalves

2-5 Gabriel Gonçalves

(1) Catharina de Burgos deixou de seu 2.o marido João Gomes de Meirelles q. d.: 2-1 André de Burgos, falecido em 1629 casado com Catharina de Oliveira. Sem geração (C. O. S. Paulo). Subsídios à Genealogia Paulistana (Bartyra Sette e Regina Junqueira) Em relação a descendência deste Braz, Silva Leme confundiu vários homônimos, conforme se vê nos inventários. 1. Bartolomeu Gonçalves (2-1), casado três vezes, não foi filho de Braz Gonçalves e Catarina de Burgos, mas sim outro, muito mais velho, proveniente da Capitania do Espírito Santo, inventariado em 1612, (SAESP vol 7º neste site), homônimo do filho primogênito de Braz, o moço. 2. André de Burgos, citado por Silva Leme como filho de João Gomes Meirelles, é o mesmo André Gonçalves 2-4, filho de Braz Gonçalves, o moço e Catarina de Burgos. Foi enteado e não filho de João Gomes. Tanto André como seu irmão Gabriel chamavam o padrasto de pai, provavelmente porque foram por ele criados desde pequenos. Catarina de Burgos não teve geração de seu segundo marido. (SAESP vol 7º neste site), e inventário de André (SAESP vol. 7º neste site).

3. Braz Gonçalves, casado com Maria Delgado a velha (SL 1º, 24, 2-2), não foi filho de Braz, o moço e Catarina de Burgos. Braz Gonçalves, filho de Catarina, foi o casado com Inocência Rodrigues (SAESP vol. 26º neste site), filha de Manoel Fernandes Gigante e Agostinha Rodrigues, esta falecida em 1633 (SAESP vol. 9º neste site). 4. Margarida Gonçalves (2-3) casou aos 4 de fevereiro de 1620 no RJ (PFRJ-Rheingantz vol. 2º) com Manoel Álvares Preto, filho de Antonio Álvares e Joana de Reboredo. Teve os 3 primeiros filhos batizados na Sé do Rio de Janeiro.4-1 Bartolomeu, batizado aos 27 de outubro de 1620;

4-2 Maria, batizada aos 20-1-1622

4-3 João, batizado aos 24-3-1625

4-4 Antonio Álvares
4-5 Brás Gonçalves, já falecido em 1682, deixou a filha natural Margarida Gonçalves, criada pela avó paterna, que requer a herança paterna (SAESP vol. 26º neste site).
4-6 Joana de Reboredo.

- Além dos cinco filhos legítimos, teve Braz Gonçalves, o moço, o filho bastardo Baltazar, havido de uma temiminó, a quem legou a terça e recomendou a seu pai. Esse Baltazar tinha um irmão chamado Domingos que Braz primeiro citou como seu filho e depois, pensando melhor, declarou que não reconhecia como tal.

BRAZ GONÇALVES (o moço)Inventário e Testamento SAESP - vol. 26, fls. 5 a 39

Inventário no sertão: 31 de julho de 1603
Declarante: Braz Gonçalves o velho, morador na vila de São Paulo.Juiz: Capitão -mor Nicolau Barreto
Escrivão: Manuel de Soveral.
Inventário de São Paulo: 9 de setembro de 1604
Declarante: a viúva Catharina de Burgos
Juiz: Antonio Rodrigues
Tabelião: João da Costa
Avaliadores: Francisco da Gama

Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil seiscentos e quatro anos em os nove dias do mês de setembro da dita era nos termos desta villa de São Paulo capitania de São Vicente... no termo desta villa aonde chamam Gerabatibe nas casas e fazendas de Braz Gonçalves o moço defunto ... e logo deu juramento dos Santos Evangelhos a viúva Catharina de Burgos... Filhos do defunto:- Bartholomeu, o mais velho- Gabriel- André- Braz- Margarida (seguem-se avaliações, tudo valeu 70$500).

Peças: Vitória Julião, filho de VitóriaUm rapazinho de 8/10 anosEstes da entrada de João PereiraFelipa tapigoam e seus filhos Juliana e AntonioJeronimo marido da dita “Esta casa com plantas e as terras que não são dela” Monte: 70$560 réis assina pela viúva seu procurador João Fernandes. 21-10-1604- curador a lide: João de Santanna. “Vendeu-se a negra Apolonia a Bartolomeu Bueno” (pagou em dinheiro contado) fls. 9: Inventário feito no sertão“Auto de inventário que mandou fazer o capitão-mor deste arraial Nicolau Barreto neste sertão por morte e falecimento de Braz Gonçalves o moço dos bens que se lhe acharam e logo mandou vender Data: 31 julho de 1603. Braz Gonçalves apresentou o testamento do filho ao capitão e pediu que o fizesse cumprir. fls.

11 - TESTAMENTO datado de 29 de junho de 1603 (resumo) Em nome de Deus Amem.(...) eu Braz Gonçalves o moço, (...) roguei a Francisco Nunes Cubas que me fizesse e escrevesse este testamento (...)(encomendações pias).Declaro que sou filho legitimo de Braz Gonçalves e de Margarida Fernandes sua mulher que Deus Haja.Declaro que sou casado com Catharina de Burgos filha de André de Burgos e de s/m Maria Rodrigues e dentre ambos temos os seguintes filhos: Bartholomeu, Gabriel, André e Margarida os quais são herdeiros de minha fazenda.(pedidos de missas)Declaro que sendo casado houve dois filhos de uma escrava minha, um por nome Domingos e outro Balthazar os quais por não serem herdeiros com os outros deixo o remanescente de minha terça (...) Pediu ao pai que fosse curador destes filhos e os forrou por conta da terça.Declaro e deixo por meu testamenteiro e curador de meus filhos a Braz Gonçalves meu pai.Pediu que os filhos fossem entregues ao pai caso a mulher tornasse a casar “assim uns como os outros mando que não se venda o marido da negra de que houve os dois filhos que se chama Paulo e sua mulher Apolonia porque havendo terça eu os forro para que criem e sirvam os ditos meus filhos e não havendo modo com que se forrem servirá na criação aos ditos meus filhos no modo que melhor meu pai ordenar...”Declaro que a meu irmão Domingos Gonçalves devo ....Declaro que sou pago e satisfeito de meu pai da legitima que me coube herdar de minha mãe que Deus tem (...) E assim estou pago da legitima e dote de minha mulher e os curadores que são Antonio de Arruda de meu cunhado ha de (sic) dar quitação das nossas contas do que paguei a Domingos Affonso por conta do inventário e do mais somos safos e a quitação que me ha de dar Domingos Affonso de mim ha de ser de duas patacas.Declaro que Antonio Pinto me deu uma caldeirinha que tenho de nosso serviço e um relicário de prata que ele traz por seu agradecimentode o trazer e fazer gosto nesta entrada do Rio de Guaibihi ....”Mando que se ponha em arrecadação o que se achar meu que meu irmão Balthazar Gonçalves declarará.Declarou mais ele dito Braz Gonçalves testador, que ..... achava não ser seu filho o tomiminó por nome Domingos atrás nomeado ... e havia por revogado o tocante a ele e o deixava por captivo.... e nomeava por testamenteiro a sua mulher Catharina de Burgos com seu pai Braz Gonçalves juntamente. ....... as testemunhas presentes foram Antonio de Andrade e Antonio Pinto e Jorge João e Jorge Rodrigues e Mathias Gomes e Balthazar Gonçalves tio do testador que aqui se assignaram comigo Francisco Nunes Cubas, hoje 13 de julho de 1603. (seguem-se as vendas, recibos, pagamento de dividas escrituradas por “Manoel de Soveral escrivão deste arraial”).

Um gibão de armas sem mangas vendido a Luiz Huanes – fiador Antonio Pedroso

Dois pratos de estanho a Baltazar de Godoy, fiador Simão BorgesCunhas de cortes a Domingos Gonçalves irmão do defunto abonado pelo curadorUma enxó com seu fuzil a Duarte Machado fiador Geraldo Correa
Vestido de pano a Mathias Gomes, fiador Baltazar Gonçalves o velho
Ceroulas de algodão a Balthazar Gonçalves o velho morador na villa de São Paulo abonado pelo curador
Chapeu pardo a Antonio Pedroso abonado por Paschoal Leite

Meias encarnadas a Paschoal Leite abonado pelo curadorFoice a Paulo Quiu, fiador Geraldo CorreaRede de dormir a Gaspar Sanches, fiador João BernalMantéo de olanda a João Morzillo fiador Sebastião PeresEspada a Balthazar Gonçalves o moço irmão do defunto abonado pelo curador seu pae – ass Balthazar Gonçalves – Braz Gonçalves – Capitão Nicolau BarretoAdaga a Rafael de Proença fiador Sebastião Peres Peças do defuntoTres negros, três negras, duas crianças e um rapaz “magros que estavam como taes como os mais neste sertão...” Fls 21 – Aos 28-10-1604-. apareceu o curador João de Santanna e o procurador da viúva João Fernandes e disseram que “a viúva dera uma negra e um rapazinho que se vendessem por não morrerem antes das partilhas...” E logo á porta do dito juiz (Bernardo de Quadros) e praça do terreiro do mosteiro o dito juiz mandou que o porteiro trouxesse a negra Apolonia e o rapazinho seu filho em pregão para se venderem ... Bartholomeu Bueno que nella lançou trinta mil e vinte réis pagos em dinheiro... Fls 25Aos 11-04-1605 o juiz Bernardo de Quadros deu juramento a Pedro de Moraes e Martim do Prado para avaliarem o negro Paulo. Avaliaram em 20$000.Arrematado por Ascenso Ribeiro por 22$000 João Fernandes procurador da viúva contestou a venda dizendo que o negro valia mais, que se devolvesse o dinheiro e fizesse novo leilão. Braz Gonçalves, curador dos netos, e João de Santana disseram que a venda foi boa e o dinheiro foi gasto no pagamento das dividas do defunto. Quitação de João Fernandes como procurador da mulher de ... de Lara sua cunhada seria um segundo marido, fulano de Lara, da Dgas de Abreu????? Era dela que o tal Fds era procurador! ... confessou João Fernandes procurador da viúva estar pago ... Fl 27-Partilhas, em casa de Maria Rodrigues Fls 35 – Vendeu-se mais um negro marido da negra que se vendeu que veio do sertão por nome Paulo... 13-04-1615 –Auto de fiança que deu Braz Gonçalves o velho neste inventário (fiador Amador Gomes “aqui novamente morador”) 15-04-1620 – “ Vi este inventário que se fez por morte e falecimento de Braz Gonçalves o moço que Deus tem acho ser falecido o curador Braz Gonçalves o velho.........mando seja notificado um parente dos menores mais chegado a quem pertença ser curador,,,” fls. 37:Termo que requereu João de Santanna como procurador do curador Braz Gonçalves - 5-11-1605 vila de São Paulo. Termo de como foi feito curador a Gaspar Gomes neste inventário.Aos 18 de maio de 1613 nesta vila (...) fazia curador deste inventário a Gaspar Gomes aqui morador porquanto correndo alguns inventários achou este desamparado por haver muitos anos que é feito e Braz Gonçalves avô dos órfãos ser homem que nunca aparece nesta vila por ser homem que deve muito .....



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EMERSON


29/09/2025
ANO:853
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]