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A arte sacra no concelho de Campo Maior : inventário artístico da Arquidiocese de Évora / coord. Maria do Céu Ramos ; coord. cient. Artur Goulart de Melo Borges ; texto Rui Rosado Vieira ; rev. de bibliografia e textos David Nunes, Maria José Barril ; fot. Carlos Pombo Monteiro ; trad. Sintraweb. - Évora : Fundação Eugénio de Almeida, 2013. - 103, [1] p. a 2 colns : il. ; 26 cm. - Ed. bilingue em português e inglês. - Bibliografia, p. 101-103. - ISBN 978-972-8854-59-1

mencio ()

    2013
    Atualizado em 05/11/2025 05:49:01
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JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
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1974), situada dentro do Castelo, por ordem do Bispode Ceuta, Fr. Henrique de Coimbra. Este religiosofranciscano, o primeiro missionário a celebrar uma missaem terras do Brasil e confessor de D. João II, fora nomeadopor D. Manuel I para Bispo de Ceuta e confirmado em30 de Janeiro de 1506, por bula do Papa Júlio III. Da suaadministração episcopal destacam-se a reintegração deOlivença no Bispado de Ceuta, em 1512, através de acordocelebrado com o Arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa,e a promoção da mesma para residência e sede da Diocesecom a edificação do Paço Episcopal, do Tribunal, doAljube e a construção da igreja de Santa Maria Madalenade Olivença, para Catedral do Bispado (Rodrigues 2005).O presente Santoral, obra de Juan de Peñalosa, umdos ilustres “maestro scriptor de libros” de Badajoz, foielaborado, no ano de 1533, para dar maior decoro nacelebração comunitária do Ofício Divino e festividades docalendário litúrgico, conforme impunha a observância dasdeterminações das Constituições diocesanas e o regimentodo coro das igrejas onde houvesse obrigação da reza coral.Nesse mesmo ano Juan de Peñalosa encontrava-se tambéma ultimar para o Cabido da sua cidade três passionários e “losevangelios Liber generationis”. Estas obras e um Leccionario,mandado fazer no ano de 1535, deviam ser de “buena letray punto en pergamino”, como se pode observar através doesmero ornamental das letras capitulares. (Rodríguez;Vizuete 1998)Composto por antífonas e hinos das festas e comuns dossantos revela-nos, todavia, uma forte adesão pelas devoçõesfranciscanas que se manifestam nas antífonas das festas dosseus principais veneráveis como São Francisco, Santa Clarae Santo António, que se devem à presença do convento deSanto António, fundado em 1494, em Campo Maior, e ainvocação de Santa Clara para orago da primitiva igreja(Louro 1974).Este santoral, escrito em letra gótica libraria, comnotações musicais quadradas em pentagrama vermelho,revela-se, no conjunto notável de obras de Juan de Peñalosa,muito parca de requinte como se observa na única letrainicial, de tradição mudéjar, da antífona dedicada à Festado Apostolo Santo André “Unus ex duobus qui secuti suntdominum erat Andreas frater Simonis Petri Alleluya”. DN [p. 26]

CALENDAR OF SAINTS(Page 26)Leather, parchment, boardH. 55 cm x W. 38 cm x D. 6.5 cmCM.SE_Liv.01Parish of Nossa Senhora da ExpectaçãoCampo MaiorFrom the parish of Nossa Senhora da Expectação in Campo Maiorcomes this codex of a Calender of Saints, in parchment, made for Francisco Paez, cantor of Ceuta and abbot of the church of São Salvador,in the bishopric of Badajoz, for the original parish church of CampoMaior (Louro 1974), situated within the Castle, by order of the Bishopof Ceuta, Henrique de Coimbra. This Franciscan, the first missionaryto celebrate mass in Brazil and confessor to João II, had been appointed Bishop of Ceuta by Manuel I and was confirmed on 30 January1506, by a bull issued by Julius III. His tenure as bishop led to the reintegration of Olivença into the Bishopric of Ceuta, in 1512, throughan agreement with the Archbishop of Braga, Dom Diogo de Sousa,and the promotion of Olivença as residence and seat of the Diocese,with the building o the Bishop’s Palace, the Court, the Aljube and thebuilding of the church of Santa Maria Madalena de Olivença, as thecathedral for the Bishopric. (Rodrigues 2005)This Calendar of Saints, by Juan de Peñalosa, one of the illustrious“maestro scriptor de libros” of Badajoz, was made in 1533 to bring greater decorum to the communal celebration of the Divine Office and thefeast days on the liturgical calendar, as required by observance of thestipulations of the diocesan constitutions and the rule for the choir inchurches where there was an obligation to sing prayers. In that sameyear Juan de Peñalosa was also finishing for the Chapter in his owncity three passion books and “los evangelios Liber generationis”. Theseworks and a Lectionary, made in 1535, were to be of “good lettering andpunctuation on parchment”, as can be seen in the ornamental perfectionof the chapter initials. (Rodríguez; Vizuete 1998)Comprising the antiphons and hymn for feast days and commondays of the saints, it reveals however a strong attachment to Franciscandevotions as shown in the antiphons for the feast days of the mainfigures in the Franciscan movement, St Francis, St Clare and St Anthony, due to the presence of the convent of Santo António, foundedin 1494 in Campo Maior, and the invocation of St Clare as patron ofthe original church (Louro 1974).Among the notable works by Juan de Peñalosa, this calendar ofsaints, written in textualis script, with square notation on a red staff,is rather lacking in refinement, as reflected by the single initial letter,of Mudejar tradition, for the antiphon dedicated to the Feast of theApostle St Andrew “Unus ex duobus qui secuti sunt dominum erat Andreasfrater Simonis Petri Alleluya”. DN [p. 87]



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EMERSON


01/01/2013
ANO:160
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]