26 de março de 2019, terça-feira Atualizado em 01/09/2025 06:07:49
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HOJE NA;HISTóRIA
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Como um menino de Passos de Minas Gerais, foi morar na favela, integrou o movimento black, montou rádio, e ajudou a construir a cultura periférica, sempre com uma visão crítica dos processos que acontecem no Brasil. E se reconhece negro, muito para além de ser um descendente de africanos, mas vivendo todas as formas de cultura negra. Salloma Salomão não se lembra de ter professores negros em nenhuma das instituições de ensino, se formou como professor de História e vai quebrando paradigmas.Os amigos do meu pai, alguns, eram congadeiros. Meu pai era presbiteriano, mas ele tinha amigos macumbeiros, congadeiros, da umbanda, do samba, enfim. Então, uma dessas pessoas era um velho, um senhor, já, com uma idade avançada, chamado Feliciano, que era, enfim, um chefe de Maçambique ou Moçambique. E esse homem brincava com a gente, falava as palavras dos antigos, cantava umas cantigas e era amigo do meu pai. E moravam nesse mesmo bairro, no bairro da Penha.Meu pai era carpinteiro. Era lavrador e carpinteiro. E ele foi trabalhar na obra junto com o amigo dele, que era um mestre de obras, um preto carioca. Não sei se fluminense ou carioca, mas que mudou lá pra Passos e os dois se tornaram bastante amigos e era capoeirista e era compositor, enfim, tocador de berimbau e que esse senhor levou meu pai pra trabalhar nessa obra. Mas a minha relação com essa obra é menos por conta do meu pai e mais por conta dos meus irmãos que, quando eu devia ter uns seis anos ou sete, talvez, sete pra oito porque eu já sabia ler, eles foram montar uma peça de teatro no que seria hoje a garagem dessa igreja. E usavam esse espaço e ficavam lá ensaiando e a gente, que era pequeno, ficava assistindo. Então, mais por isso que eu me lembro da igreja e menos de ter ido com meu pai. Mas de ir provavelmente fosse domingo de tarde, sábado de tarde, algum dia assim de folga que eles ficavam lá horas lendo texto do Guarnieri e do Boal. Mais tarde fui descobrir o que era o texto do Guarnieri e Boal.Você vê uma pá de gente preta em um lugar, conversando, convivendo, construindo, elaborando, ensaiando, passando várias vezes o mesmo texto. Eu tive memória de fragmentos do texto e das canções até bem recentemente. Mas acesso ao texto eu só fui ter depois de adulto. Mas eu tinha memória de fragmentos, das cenas, do texto. Então, a minha primeira noção de que um bando de gente junta em torno de alguma ideia podem fazer coisas.Nunca tive professor negro. Nunca tive um professor negro. Desde a infância, até o ensino superior. Nunca tive um ou uma professora negra. Embora elas pudessem, até, existir. Na primeira escola, por exemplo, tinha professora negra. Mas nas outras escolas, nenhuma. Até o doutorado, não havia negros professores. Mas ainda falando sobre essa ideia dos blacks, né? Eu não fiz muita distinção, mas uma coisa é ser negro, né? Pra ser negro basta você ser descendente de africano, né? Mas o movimento black é afirmar-se negro, tornar-se negro. Que é um debate sobre identidade. Mas uma identidade que, pra ela se fazer no mundo, precisa cavar espaço. Ela precisa interditar os discursos vindos de fora, e criar espaço pra um discurso de dentro. Do nós. Então, ser black, naqueles anos, nos anos 70, a mim parecia ser mais do que negro em todo seu orgulho. Então, quando víamos os meninos indo para o baile e, nessa época, a gente ia só nos bailes de fundo de quintal e esses estavam indo para o baile de salão. Esses estavam indo paras o baile de estádio. E o baile de estádio e o baile de salão era uma multidão de negros e negras. Onde a beleza estava no corpo, na dança, no movimento, na linguagem, no palavreado, no que falar, em quais palavras usar pra comunicar um estado de espírito. . Então, descobrir a negritude é algo além de ser negro. Eu sei de onde eu venho. Eu sei quem são os meus ancestrais. Eu sei qual a minha história. Eu sei qual é a história do meu povo. E tenho direito a um lugar no mundo.E isso se desdobra em outras formas de ser negro, mas nenhuma é inautêntica. Todas são autênticas. Mesmo quando sob influência de cultura que vem dos Estados Unidos. Porque nós somos negros, mas não somos negros estadunidenses. Nós somos outra coisa. Embora, o que gerou nossa condição global, seja a mesma coisa. O que é essa coisa? É o escravismo e é o tráfico de pessoas africanas. Esse era um sistema mundial, que deu origem ao capitalismo.Eu estava fazendo o mestrado já na PUC, terminando matérias da licenciatura e fiz dois trabalhos com a minha amiga Jaqueline, que é uma menina muito bacana, branca, de classe média alta, tal, mas a professora atribuiu duas vezes notas diferentes pra mim e pra ela, pelo mesmo trabalho. E eu fui falar com a professora e a professora já tinha indicadores problemáticos, por exemplo, debate em aula que ela sustentava que a homossexualidade era doença. Então, tinha algo de um indicador de uma visão conservadora, mas o racismo é vivido, pra mim, como experiência, como essa maneira de produzir, por exemplo, insucesso. Quando ela, pelo mesmo trabalho, dá duas notas diferentes pra eu e uma menina branca, ela está produzindo meu fracasso e ao mesmo tempo produzindo o sucesso da Jaqueline. Não é tão simples assim. Entretanto, quando eu fui falar com ela, ela disse: “Salomão, é que você tem um jeito tão, tão, tão, que eu fiquei com a seguinte impressão: a Jaqueline fazia os trabalhos e você colocava o seu nome”. Porra, passei madrugadas com a menina fazendo o trabalho e a Jaqueline era uma menina muito bacana, mas ao mesmo tempo muito séria. Ela não colocaria meu nome no trabalho se eu não tivesse feito. E detalhe: eu, com muito mais experiência de vida, com muito mais leitura, com muito mais visão de mundo, com muito mais complexidade acadêmica que uma jovem que entrou na faculdade com 18 anos.Olha só, eu fiz várias experiências de teatro, no sentido de procurar uma forma de expressão que fosse além do texto musical e poético. Então, em 83, com uma banda que eu tinha, chamada Circo Nova Essência, fiz uma primeira peça que tinha memórias da minha mãe, da relação que ela tinha com as plantas. Cantigas pra mortos. Essas coisas, nos anos 80. Depois, ainda em 80, fui para um outro formato de banda, que era uma banda de jazz rock, onde eu também introduzi esses elementos, né, lá com essa banda chamada Na Corda Banda. Então, foram dois espetáculos que eu monteiDentro do movimento social, lá na zona sul, houve um tempo em que eu fui voluntário de alfabetização de adultos. Talvez 83. Mas antes disso, quando eu terminei o ensino médio, em 82, eu tentei Fuvest pra História, queria ser professor de História. E talvez a ideia de que ser professor era uma boa atividade ou era uma atividade digna, eu tenha descoberto com a professora Helena. E ser um historiador, talvez, ou um professor de História, eu tenha descoberto com ela.Em 85 eu tinha ingressado como inspetor de alunos, que é um funcionário subalterno qualquer de escola. E um amigo me convidou pra ir fazer um trabalho de musicalização na Febem, que é uma cadeia pra crianças. A sociedade brasileira produziu bastante crianças excluídas e depois precisa prender essas crianças em uma instituição e eles criaram várias instituições municipais, estaduais, federais. Eu fui para uma instituição estadual chamada Febem. E fui trabalhar em uma unidade que era no Tatuapé, com jovens de 14 a 21 anos. E fiquei lá quatro anos, trabalhando.Mas foi importante pra mim, por exemplo, essa experiência de ativista de educação, de fazer greves contra o governo Mário Covas, de ocupar o Palácio dos Bandeirantes, de tomar bomba, de viver aquela adrenalina de movimento social, mesmo, de confronto de rua. Então, de mobilizar, fazer comando de greve, de fazer arrecadação de grana e de recursos para os professores que estavam passando, enfim, mais necessidade do que a gente. De entender um pouco o funcionamento do sindicato dos professores, de entender um pouco dessa política sindical, né? Então, isso foi muito importante, marcante, mas não é um causo, não tem uma historinha, assim, sintética, que revele nada. E também foi importante, assim, entender a relação com os jovens, né? Eu estava amadurecendo, estava deixando de ser jovem pra ser um homem de 30 anos, né? Então, foi importante entender como é a proximidade e distância, como é a relação com o próprio conhecimento, que pode ser uma aventura, que pode ser fascinante ou pode só sinal, horário, sentar, ouvir, escrever, reproduzir, mas que pode ser com perguntas, com música, com dança.
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]