'10 - -01/01/1996 Wildcard SSL Certificates
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
Registros (89)Cidades (36)Pessoas (46)Temas (99)
As populacoes indígenas do Rio Grande do Sul vistas pela etno-historia: Os Kaingáng, os Charrua/ Minuano, os Guaraní

mencio ()

    1996
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  
  
Fontes (0)


JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\hoje\01-01total.txt

uma sociedade em conjunto como se vê para o Combate de Dayman quando"crianças participavam na confecção de flechas" num esforço desesperadode guerra nos idos de 1831, ao tempo de Don Fructuoso Rivera.Levados pelo constante confronto com o sistema colonizador, seriaimpróprio não referirmos as mudanças quanto ao instrumental de guerramesmo que conservassem muitos dos seus. Outros aspectos da CulturaCharrua/Minuano são tratados em capítulo a parte -Enfermidades. morte,luto e crenças. Nele, especialmente aqueles ligados às suas crenças,chamam a atenção pela "quase inexistência de uma religião organizada",mas sim pela crença em qualquer tipo de superstição. Nesta ou nestas, o"feiticeiro" era a culminância do poder espiritual. Esta característicaexplicaria a dificuldade Charrua/Minuano em assumir o cristianismo, tentadopelos missionários jesuítas e de outras ordens religiosas. Contrapondo-sea isto, nos impacta a beleza de seus ritos funerários distintos para os doisgrupos e de modo especial no que diz respeito ao sepultamento e ao lutocomo um acentuado respeito hierárquico.Ultimam cada unidade estudada as referências bibliográficas da formacomo já é peculiar aos nossos trabalhos. Fechamos esta Monografia sobreos Charrua/Minuano à maneira de conclusão com algumas interrogaçõesque deixamos parà os Pesquisadores que nos continuarem. Resumidamentesão: Por que os Charrua/Minuano não foram incorporados mais rapidamenteao contexto colonial? Por que os índios conseguiram uma incorporaçãoapenas periférica? Por que, finalmente, não aceitaram o aldeamento que lhesfora proposto?Para as mesmas, anotamos nossas respostas à maneira de hipóteses,de trabalho e não raro de meras reflexões.Para os GUARANÍtemos Lideranças indígenas no começo das reduçõesjesuíticas da província do Paraguay também publicada pela RevistaPesquisas, Antropologia nº 47, 1992; é a terceira monografia sobre. aspopulações indígenas do Rio Grande do Sul. Consta de 197 páginas, váriosmapas e uma tabela.Nesses mapas, mostramos não apenas as reduções como também todaa movimentação das mesmas durante os 150 anos de atuação missionáriajesuíta. Na tabela fazemos uma relação nominal dos 149 "caciques"biografados, sua área ou áreas de atuação e não raro suas funções tambémcomo "chefes religiosos".De início, num estudo baseado especialmente nas Cartas Ânuas, numaabrangência de 1609 a 1637, além da consulta a muitos estudiosos da culturaguarani, pretendiamos destacar apenas as "lideranças Indígenas" ao tempoda Conquista. Levados pelo afã de uma colocação mais pormenorizada,mudamos nossa ótica de ação porque, como também dizemos na Introdução,A história das Missões Guarani, fundadas pelos jesuítas na Bacia do Rioda Prata, Antiga Província do Paraguay, já foi contada inúmeras vezes: doponto de vista político, econômico, religioso, social. Nossa intenção não érepetí-la sob esses aspectos, mas olhar para as lideranças indígenas na [p. 14 do pdf]

das forças antagônicas. Finalizamos este ítem com a colocação de Macielde Lorenzana S.J. que bem sintetiza a situação: "La razón de estar esta jentetan temerosa y costar tanto a reducirse es el persuadirse que ser cristianono es otra cosa sino hacerse ellos y sus hijos y sus pobres haciendasesclavos de los espaiioles; todo está en las violencias que han experimentadodespués que vinieron los espaiioles a esta tierra, sin haber quien volviasepor ellos, porque está tierra está siempre casi sin Prelado ... ".

Fundações na Frente Missionária do Guayrá. Seus líderes abrange dois ítems A Terra e sua História que conta a situação do Guayrá hoje pertencente ao Paraná atual. Nela distinguimos Terras de Tayobá, a oeste do estado, cujo chefe principal tem o mesmo nome em decorrência de sua atuação na área; Terras de Tibaxiba e Terras de Maracayú no alto Paraná fronteira do rio lguaçu na qual, entre outros problemas poderíamos lembrar a polêmica em torno da extração da erva-mate. Todas as três áreas têmimportância renomada nos envolvimentos que resultaram nas Reduções da Frente Missionária do Guayrá sobre a qual discorremos sob o título As Reduções e caciques do Guayrá. Contamos, de forma resumida e de acordo com as informações, o histórico de cada uma das 11 Reduções fundadas entre 1610 e 1630.

Destacamos em especial as duas primeiras, Nuestra Seiiora dei Loreto sobre o Rio Paranapanema e San lgnacio dei Guayrá, sobre o seu afluente, o Pirapó. Foram fundações dos padres Masseta, Cataldino e Montoya em 1610, foram as melhor organizadas, as mais populosas e as únicas que subsistem à destruição do Guayrá quando são transferidas para a Argentina, integrando a Frente Missionária doUruguay com os nomes de Nuestra Seiiora dei Loreto e San lgnacio, Miní. Elas resumem praticamente toda a história do Guayrá, desde a sua instalação como Frente Missionária até a sua derrocada final, que pode ser lida também através da história dos dez caciques ou lideres biografados, cujos nomes vêm expressos nos textos.

Tratamento igual recebem as demais Reduções com seus líderesconforme constam em mapas específicos com suas localizações segundoHernandez 1933.Historiamos com a mesma metodologia as outras Quatro FrentesMissionárias; do Paraguaycom suas 10 Reduções e seus 9 caciques; FrenteMissionária do ltatim com aproximadamente 9 Reduções além dos Povoadosdo lpané e lbu com relação de aproximadamente 20 caciques. FrenteMissionária do Uruguay com 26 Reduções concentradas, parte à margemocidental e parte à margem oriental do Rio Uruguay, seu histórico, semprerespeitando ambas as situações geográficas que nos permitem contartambém a história de seus líderes em número superior a 70 indivíduos comatuação funcional múltipla e em diferentes frentes missionárias, conformetabela incisa ao final do texto com o Apêndice.Para todas as cinco Frentes Missionárias, além das indicaçõesbibliográficas pertinentes, ilustramos com Mapas (Mapa 3) da localização das [p. 20 do pdf]



\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\3163icones.txt


EMERSON


01/01/1996
ANO:89
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]