24 de agosto de 2025, domingo Atualizado em 01/11/2025 00:40:45
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AGO.
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HOJE NA;HISTóRIA
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Manuel Alves de Lima Género MasculinoNascimento: estimado entre 1773 e 1893 Família imediata: Filho de Joaquim Manuel Alves e Manoela Umbelina Dias de ToledoMarido de Olympia Alves de LimaIrmão de Eliza Ambrozina Alves de Moraes; Zulmira Alves Lima e Joaquim Alves de LimaAdicionado por: Toledo em 23 de fevereiro de 2012Administrado por: Ana Toledo - Curadora e Marcelo Dias de Toledo
Manoela Umbelina Dias de Toledo Género FemininoNascimento: estimado entre 1801 e 1861 Família imediata: Filha de João Dias de Aguiar e Gertrudes de Almeida LimaEsposa de Antonio José Teixeira de Toledo e Joaquim Manuel AlvesMãe de - Eliza Ambrozina Alves de Moraes; - Zulmira Alves Lima; - Joaquim Alves de Lima - Manuel Alves de Lima
Irmã de Gabriellina Dias de Aguiar Toledo; Genoveva Dias de Aguiar; Augusta Dias de Aguiar; Manuel Dias de Aguiar; Gertrudes Carolina Dias de Aguiar; Antonio Dias de Aguiar; Izabel Emidia Dias de Aguiar e Maria Dias de ToledoAdicionada por: Ana Estela em 26 de Junho de 2012Administrada por: É.B.P.P.S., Mattan Segev-Frank e Ana Estela
João Rodrigues de Aguiar Género MasculinoNascimento: estimado entre 1680 e 1740 Paranapanema, Paranapanema, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 1772Família imediata: Filho de Aleixo Rodriguez e Josepha Leite de MirandaMarido de Maria Theresa de AlmeidaPai de Capitão André Dias de Aguiar e Isabel Maria DNA Markers: A2detailsAdicionado por: Marcelo Dias de Toledo em 24 de agosto de 2009Administrado por: Marcelo Dias de Toledo, Ligia Prouvot e Vicente Luis da Costa Carvalho Vidigal
Capitão André Dias de Aguiar Inglês (padrão): André Dias de AguiarGénero MasculinoNascimento: circa 1740Porto Feliz, State of São Paulo, Brazil (Brasil) Família imediata: Filho de João Rodrigues de Aguiar e Maria Theresa de AlmeidaMarido de Genoveva da Luz CardosoPai de Maria Teresa Dias de Toledo; Antonio Dias de Toledo; Counselor Manoel Dias de Toledo; Mathias Dias de Toledo; João Dias de Aguiar; José Dias de Toledo; Francisco Dias de Toledo; Domingos Dias de Toledo; André Dias de Toledo e Maria Theresa de Almeida LimaIrmão de Isabel Maria Adicionado por: Adolpho Gordo em 5 de março de 2008Administrado por: Cláudio Guedes e 5 outros
Genoveva da Luz Cardoso Género FemininoNascimento: estimado entre 1744 e 1778 Porto Feliz, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: circa 1835Família imediata: Filha de José de Toledo Piza e Izabel de Toledo PizaEsposa de Capitão André Dias de AguiarMãe de Maria Teresa Dias de Toledo; Antonio Dias de Toledo; Counselor Manoel Dias de Toledo; Mathias Dias de Toledo; João Dias de Aguiar e 5 outrosIrmã de José de Toledo Piza; Antonio de Toledo Piza; Salvador de Toledo; Francisco de Toledo; Maria de Toledo; Escholastica de Toledo; Manoel de Toledo; Izabel de Toledo Piza; Joaquim de Toledo Piza e Ana da Silva de Toledo PizaDNA Markers: A2detailsAdicionada por: Adolpho Gordo em 5 de março de 2008Administrada por: Adolpho Gordo e 5 outros
José de Toledo Piza Género MasculinoNascimento: estimado entre 1698 e 1758 Sao Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 1801Araritaguaba, São Paulo, BrasilLocal de enterro: São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de Estanislau de Toledo Piza e Maria da Luz CardosoMarido de Izabel de Toledo PizaPai de José de Toledo Piza; Antonio de Toledo Piza; Salvador de Toledo; Francisco de Toledo; Maria de Toledo e 6 outrosIrmão de Simão de Toledo RodovalhoMeio-irmão de Bento; Branca de Toledo e Maria de ToledoAdicionado por: Adolpho Gordo em 19 de fevereiro de 2008Administrado por: Adolpho Gordo e 7 outros
Estanislau de Toledo PizaGénero MasculinoNascimento: 1693Sao Paulo, BrasilFalecimento: Sao Paulo, BrasilLocal de enterro: Sao Paulo, BrasilFamília imediata: Filho de Simão de Toledo Piza, neto e Francisca de Almeida TaquesMarido de Maria da Luz Cardoso e Isabel BarbosaPai de Simão de Toledo Rodovalho; José de Toledo Piza; Bento; Branca de Toledo e Maria de ToledoIrmão de Floriano de Toledo Piza; Bento de Toledo Piza; Caetano de Toledo Piza; Anna de Toledo Piza; Maria Pedroso de Toledo; Branca de Toledo Piza; Bernarda de Toledo Piza e Mariana de Toledo PizaAdicionado por: Adolpho Gordo em 19 de fevereiro de 2008Administrado por: Adolpho Gordo e 4 outros
Simão de Toledo Piza, neto MP Género MasculinoNascimento: 1658São Paulo, São Paulo, BrasilFalecimento: 18 de Fevereiro de 1749 (90-91)São Paulo, São Paulo, BrasilLocal de enterro: Ordem Terceira do Carmo, São Paulo, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de João Vaz Cardoso e Ana Ribeiro RodovalhoMarido de Francisca de Almeida TaquesPai de Floriano de Toledo Piza; Bento de Toledo Piza; Estanislau de Toledo Piza; Caetano de Toledo Piza; Anna de Toledo Piza; Maria Pedroso de Toledo; Branca de Toledo Piza; Bernarda de Toledo Piza e Mariana de Toledo PizaIrmão de Mecia Vaz Cardoso; João Vaz Cardoso; Vasco Fernandes Rodovalho; Christovão da Cunha; Sebastião Fernandes Correa; Pantaleão Pedroso de Toledo; Francisco de Freitas de Toledo; Maria Pedroso; Ana Ribeiro Rodovalho; Catharina de Freitas de Toledo; Andreza de Toledo; Manoel Pedroso de Toledo e Joana Maria de ToledoAdicionado por: Adolpho Gordo em 24 de agosto de 2009Administrado por: Marcelo Dias de Toledo, Adolpho Gordo e Ana Toledo - CuradoraComissariado por: Ana Toledo - Curadora
Maria da Luz Cardoso Género FemininoNascimento: estimado entre 1670 e 1730 Família imediata: Filha de José de Góes Cardoso e Maria de AlmeidaEsposa de Estanislau de Toledo PizaMãe de Simão de Toledo Rodovalho e José de Toledo PizaIrmã de Ângela de Góis De Almeida; José Jacinto Flores e Joana de Almeida GoisAdicionada por: Adolpho Gordo em 19 de fevereiro de 2008Administrada por: Adolpho Gordo e 4 outros
José de Góes Cardoso Inglês (padrão): José de Góis CardosoGénero MasculinoNascimento: estimado entre 1654 e 1690 Família imediata: Filho de Manuel de Góis e Maria da Luz CardosoMarido de Maria de AlmeidaPai de - Ângela de Góis De Almeida; - Maria da Luz Cardoso; - José Jacinto Flores - Joana de Almeida Gois
Irmão de Manuel de Góis Cardoso; Isabel Cardoso; Ana de Góis; Maria da Apresentação; Maria de Góis; Francisca Cardoso; Josefa de Góis Cardoso e Gabriel de Góis CardosoAdicionado por: Adolpho Gordo em 19 de fevereiro de 2008Administrado por: Adolpho Gordo, Ana Toledo - Curadora, Marcelo Dias de Toledo e Vicente Luis da Costa Carvalho Vidigal
Antônio Lourenço MP Inglês (padrão): Antonio Lourenço CamachoGénero MasculinoNascimento: circa 1584São Paulo, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 1658 (69-78)São Paulo, SP, BrasilFamília imediata: Filho de Domingos Luís, o Carvoeiro e Ana CamachoMarido de Mariana de Chaves e Isabel CardosoPai de Maria Leme de Chaves; Ana de Chaves; Domingos Luís Leme, fundador de Guaratinguetá; Antonia de Chaves; Antonio Cardoso; Mécia Cardoso; Feliciano Cardoso; Antonio Lourenço Cardoso; Maria da Luz Cardoso; Manoel Cardoso; Francisca Cardoso e Gaspar Vaz Cardoso« menosIrmão de Leonor Domingues; Ines Camacho; Domingos Camacho, o Moço; Domingas Luís; Bernarda Luis Luiz Camacho; e Miguel LuísAdicionado por: HPR em 19 de Setembro de 2007Administrado por: Lucia Koch e 23 outrosComissariado por: Ana Toledo - Curadora
Ana de Proença Género FemininoNascimento: estimado entre 1653 e 1677 Família imediata: Filha de João Pires Rodrigues, o Pai da Pátria e Branca de AlmeidaEsposa de João Gago PaisMãe de João Gago Pais, o Moço; José Pompeu Pais e Maria de AlmeidaIrmã de Francisca de Almeida Taques; Pedro Taques Pires; Francisco de Almeida Lara; Lourenço Pires; João Pires Rodrigues; Salvador Pires de Almeida; Maria de Lara; Mecia Rodrigues; Isabel de Almeida; Ana Maria de Almeida e José Pires de AlmeidaAdicionada por: Gilberto Silva Lemes em 8 de Setembro de 2007Administrada por: Nádia Moller Costa da Silva e 5 outros
João Pires Rodrigues MP Género MasculinoNascimento: estimado entre 1611 e 1637 São Paulo, BrasilFalecimento: 20 de Agosto de 1708 São Paulo, BrasilFamília imediata: Filho de João Pires de Medeiros e Mécia RodriguesMarido de Branca de AlmeidaPai de Francisca de Almeida Taques; Pedro Taques Pires; Francisco de Almeida Lara; Lourenço Pires; João Pires Rodrigues; Salvador Pires de Almeida; Maria de Lara; Mecia Rodrigues; Isabel de Almeida; Ana Maria de Almeida; José Pires de Almeida e Ana de ProençaIrmão de Antonio Ribeiro; Maria Pires; Mécia Rodrigues; Mécia Pires Rodrigues; Mécia Pires; Ana Pires Rodrigues; Catarina Rodrigues; Margarida Pires Rodrigues; Thomazia Rodrigues; Jerônimo Pires; Maria Rodrigues e Maria Pires RodriguesAdicionado por: Gilberto Silva Lemes em 10 de março de 2008Administrado por: Adolpho Gordo e 6 outrosComissariado por: Ana Toledo - Curadora
Izabel de Arruda Leite Penteado Género FemininoNascimento: 28 de Abril de 1847Falecimento: 02 de Agosto de 1939 (92)Família imediata: Filha de José de Arruda Leite Penteado e Isabel Maria Vaz de ArrudaEsposa de Otaviano Augusto Alves Lima e Antonio Dias de AguiarMãe de - Maria Isabel Alves de Lima; - Octaviano Alves de Lima; - Rosa Alves de Lima Queirós Telles; - Alberto Alves de Lima; - Joaquim Bento Alves de Lima; - Antonio Manuel Alves Lima
Irmã de João de Arruda Leite e Laura Leite PenteadoAdicionada por: Maria Emilia em 5 de outubro de 2008Administrada por: Maria Emilia, Cláudio Guedes e Marcelo Dias de Toledo
José de Arruda Leite Penteado Género MasculinoNascimento: estimado entre 1795 e 1835 Família imediata: Filho de José de Arruda Leite e Rita de Arruda PaisMarido de Isabel Maria Vaz de Arruda Pai de - Izabel de Arruda Leite Penteado;- João de Arruda Leite - Laura Leite Penteado
Irmão de Antonio de Arruda Leite, o Quebra-Panelas; João de Arruda Leite Penteado; Francisco de Arruda Leite; Francisca de Arruda Leite; Gertrudes Leopoldina de Arruda; Maria de Arruda Paes Leite; Joaquim de Arruda Leite e Antonia de Arruda CamargoAdicionado por: Ana Toledo - Curadora em 26 de fevereiro de 2016Administrado por: Ana Toledo - Curadora e Irineu Evangelista de Carvalho, Filho
Antônio Furquim da Luz Género MasculinoNascimento: 17 de Fevereiro de 1658São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: anterior a 1726Família imediata: Filho de Estevão Furquim e Maria da Luz FurquimMarido de Mécia Vaz PedrosoPai de - Antonio Furquim dos Santos; - Escholástica Furquim; - Maria Furquim da Luz; - Arcângela Xavier Pedroso; - Simplício Pedroso Furquim; - Luis Pedroso Furquim - Estevão Furquim de Morais
Irmão de Luiz Furquim; Claudio Furquim da Luz; Maria Furquim; Estevão Furquim da Luz e Anna Maria Furquim Adicionado por: Gileno Caldas Barbosa em 19 de abril de 2009Administrado por: Antônio João Caldas e 8 outros
Arnau de Hollanda Barreto Inglês (padrão): Arnau de Holanda Barreto, I, Sr Eng S JoaoGénero MasculinoNascimento: circa 1579Olinda, Pernambuco, BrasilFalecimento: 20 de Julho de 1654 (70-79) (1645)Família imediata: Filho de Luís do Rego Barreto, I, Sr Eng Maciape e Inês de Góis, Sra Eng MaciapeMarido de Luzia Pessoa, Sra Eng S JoaoPai de Cosme do Rêgo Barros; Luís do Rêgo Barros, Capitão-Mor; Arnau de Holanda Barreto, II; Maria Pessoa do Rêgo; Capitão-mor André de Barros Rego I; Pedro Velho Barreto, Cônego na Sé de Evora; Madalena Pereira; Joana de Goes; Monica Josefa Pessoa de Barros e Brites de GoesIrmão de Francisco do Rêgo Barros, I, Sr Eng. Maciape; João Velho Barreto do Rêgo, Chanceler; Brites de Goes do Rêgo; Inês de Goes; Maria de Holanda; Pedro Velho do Rêgo, Prior de Santarem; Francisco, Frei; Violante de Barros; Bartolomeu do Rego e Luis do Rego Barros, IIAdicionado por: Heinrich van Holand, Baron de Rhenoburg em 19 de janeiro de 2012Administrado por: Claudete Cavalcanti de Araújo e 5 outros
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]