'10 - -01/01/1993 Wildcard SSL Certificates
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
Registros (85)Cidades (0)Pessoas (0)Temas (0)

autor:10
Raio-x do Brasil

mencio (1)

    1993
    Atualizado em 24/11/2025 01:23:28




JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\hoje\01-01total.txt

Homem na Estrada" é uma canção do grupo brasileiro de rap Racionais MC‘s. Composta por Mano Brown, foi lançada em 1993 no LP Raio X Brasil.

Um homem na estrada recomeça sua vida.Sua finalidade: a sua liberdade.Que foi perdida, subtraída;e quer provar a si mesmo que realmente mudou,que se recuperou e quer viver em paz, não olharpara trás, dizer ao crime: nunca mais!

Pois sua infância não foium mar de rosas, não.Na Febem, lembranças dolorosas, então.Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim.Muitos morreram sim, sonhando alto assim,me digam quem é feliz,quem não se desespera, vendonascer seu filho no berço da miséria.Um lugar onde só tinham como atração,o bar e o candomblé pra se tomar a benção.Esse é o palco da história quepor mim será contada....um homem na estrada.

Equilibrado num barranco umcômodo mal acabado e sujo,porém, seu único lar, seu bem e seurefúgio.Um cheiro horrível de esgoto no quintal,por cima ou por baixo, se chover será fatal.Um pedaço do inferno, aqui é onde eu estou.Até o Ibge passou aqui e nunca mais voltou.Numerou os barracos, fez uma pá de perguntas.Logo depois esqueceram, filha da puta!Acharam uma mina morta e estuprada,deviam estar com muita raiva."Mano, quanta paulada!".Estava irreconhecível, o rosto desfigurado.Deu meia noite e o corpo ainda estava lá,coberto com lençol, ressecado pelo sol,jogado.O Iml estava só dez horas atrasado.Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim,quero que meu filho nem se lembre daqui,tenha uma vida segura.Não quero que ele cresça com um "oitão"na cinturae uma "Pt" na cabeça.E o resto da madrugada sem dormir, ele pensao que fazer para sair dessa situação.Desempregado então.Com má reputação.Viveu na detenção.Ninguém confia não....e a vida desse homem para semprefoi danificada.Um homem na estrada...Um homem na estrada..Amanhece mais um dia e tudo é exatamente igual.Calor insuportável, 28 graus.Faltou água, já é rotina, monotonia,não tem prazo pra voltar, hã!já fazem cinco dias.São dez horas, a rua está agitada,uma ambulância foi chamada com extrema urgência.Loucura, violência exagerado.Estourou a própria mãe, estava embriagado.Mas bem antes da ressaca ele foi julgado.Arrastado pela rua o pobre do elemento,o inevitável linchamento, imaginem só!Ele ficou bem feio, não tiveram dó.

Os ricos fazem campanha contra as drogas e falam sobre o poder destrutivo dela. Por outro lado promovem e ganham muito dinheiro com o álcool que é vendido na favela.

Empapuçado ele sai, vai dar um rolê.Não acredita no que vê, não daquela maneira,crianças, gatos, cachorros disputam palmo a palmo seu café da manhã na lateral da feira,Molecada sem futuro, eu já consigo ver, só vão na escola pra comer,Apenas nada mais, como é que vão aprender sem incentivo de alguém, sem orgulho e sem respeito,sem saúde e sem paz.

Um mano meu tava ganhando um dinheiro,tinha comprado um carro,até rolex tinha!Foi fuzilado a queima roupa no colégio,abastecendo a playboyzada de farinha,Ficou famoso, virou notícia, rendeudinheiro aos jornais, ham!, cartaz à policiaVinte anos de idade, alcançou os primeiroslugares... super-star,notícias populares!Uma semana depois chegou o crack,gente rica por trás, diretoria.Aqui, periferia, miséria de sobra.Um salário por dia garante a mão-de-obra.A clientela tem grana e compra bem,tudo em casa, costa quente de sócio.A playboyzada muito louca até os ossos!Vender droga por aqui, grande negócio.Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim,Quero um futuro melhor, não queromorrer assim,num necrotério qualquer, um indigente,sem nome e sem nada,o homem na estrada.

Assaltos na redondeza levantaram suspeitasLogo acusaram a favela, para variarE o boato que corre é que esse homem estáCom o seu nome láNa lista dos suspeitosPregada na parede do bar.

A noite chega e o clima estranho no arE ele sem desconfiar de nada, vai dormir tranquilamente. Mas na calada, caguetaram seus antecedentes. Como se fosse uma doença incurável. No seu braço a tatuagem "DVC", uma passagem, 157 na lei, no seu lado não tem mais ninguém.

A justiça criminal é implacável. Tiram sua liberdade, família e moral, mesmo longe do sistema carcerárioTe chamarão para sempre de ex-presidiário.

Não confio na polícia, raça do caralhoSe eles me acham baleado na calçadaChutam minha cara e cospem em mim, éEu sangraria até a morte, já era, um abraço!Por isso a minha segurança, eu mesmo façoÉ madrugada, parece estar tudo normalMas esse homem desperta, pressentindo o malMuito cachorro latindoFim de Semana no ParqueA toda comunidade pobre da zona sulChegou fim de semana todos querem diversãoSó alegria nós estamos no verão, mês de janeiroSão paulo zona sulTodo mundo a vontade calor céu azulEu quero aproveitar o solEncontrar os camaradas prum basquetebolNão pega nadaEstou à 1 hora da minha quebradaLogo mais, quero ver todos em pazUm dois três carros na calçadaFeliz e agitada toda "prayboyzada"As garagens abertas eles lavam os carrosDisperdiçam a água, eles fazem a festaVários estilos vagabundas, motocicletasCoroa rico boca aberta, isca prediletaDe verde florescente queimada sorridenteA mesma vaca loura circulando como sempreRoda a banca dos playboys do guarujáMuitos manos se esquecem na minha não cresceSou assim e estou legal, até me leve a malMalicioso e realista sou eu mano brownMe de 4 bons motivos pra não serOlha meu povo nas favelas e vai perceberDaqui eu vejo uma caranga do anoToda equipada e o tiozinho guiandoCom seus filhos ao lado estão indo ao parqueEufóricos brinquedos eletrônicosAutomaticamente eu imaginoA molecada lá da área como é que táProvalvelmente correndo pra lá e pra cáJogando bola descalços nas ruas de terraÉ, brincam do jeito que dáGritando palavrão é o jeito delesEles não tem video-game às vezes nem televisãoMas todos eles têm um dom são cosme são damiãoA única proteçãoNo último natal papai noel escondeu um brinquedoPrateado, brilhava no meio do matoUm menininho de 10 anos achou o presenteEra de ferro com 12 balas no penteE fim de ano foi melhor pra muita genteEles também gostariam de ter bicicletaDe ver seu pai fazendo cooper tipo atletaGostam de ir ao parque e se divertirE que alguém os ensinasse a dirigirMas eles só querem paz e mesmo assim é um sonhoFim de semana do parque sto antônioVamos passear no parqueDeixa o menino brincarFim de semana no parqueVou rezar pra esse domingo não choverOlha só aquele clube que dahoraOlha aquela quadra, olha aquele campoOlha, olha quanta genteTem sorveteria cinema piscina quenteOlha quanto boy, olha quanta minaAfoga essa vaca dentro da piscinaTem corrida de kart dá pra verÉ igualzinho o que eu ví ontem na tvOlha só aquele clube que da hora,Olha o pretinho vendo tudo do lado de foraNem se lembra do dinheiro que tem que levarDo seu pai bem louco gritando dentro do barNem se lembra de ontem, de hoje e o futuroEle apenas sonha através do muroMilhares de casas amontoadasRuas de terra esse é o morroA minha área me esperaGritaria na feira (vamos chegando!)Pode crer eu gosto disso mais calor humanoNa periferia a alegria é igualÉ quase meio dia a euforia é geralÉ lá que moram meus irmãos meus amigosE a maioria por aqui se parece comigoE eu também sou bam bam bam e o que mandaO pessoal desde às 10 da manhã está no sambaPreste atenção no repique atenção no acorde(como é que é mano brown?)Pode crer pela ordemA número número 1 de baixa renda da cidadeComunidade zona sul é dignidadeTem um corpo no escadão a tiazinha desce o morroPolícia a morte, polícia socorro

Aqui não vejo nenhum clube poliesportivo pra molecada frequentar, nenhum incentivo. O investimento no lazer é muito escasso. O centro comunitário é um fracasso. Mas aí se quiser se destruir está no lugar certoTem bebida e cocaína sempre por perto. A cada esquina 100, 200 metros.

Nem sempre é bom ser espertoSchimth, taurus, rossi, dreyer ou campariPronúncia agradável estrago inevitávelNomes estrangeiros que estão no nosso meio pra matar m.e.r.d.a.Como se fosse ontem ainda me lembro7 horas sábado 4 de dezembroUma bala uma moto com 2 imbecisMataram nosso mano que fazia o morro mais felizE indiretamente ainda faz, mano rogério esteja em pazVigiando lá de cimaA molecada do parque reginaTô cansado dessa porra de toda essa bobagemAlcolismo, vingança treta malandragemMãe angustiada filho problemáticoFamílias destruídas fins de semana trágicosO sistema quer isso a molecada tem que aprenderFim de semana no parque ipêPode crer racionais mc´s e negritude junior juntosVamos investir em nós mesmos mantendo distância dasDrogas e do alcoolAí rapaziada do parque ipê, jd. são luiz, jd. ingá, parque araríba, váz de limaMorro do piolho e vale das virtudes e pirajussaraÉ isso aí mano brown (é isso ai netinho paz à todos)"



São Paulo/SP
Assassinatos
Escolas
Drogas*
Prisões e presídios
Candomblé
Álcool
Pirajussara
Pedro Paulo Soares Pereira
Música
Guarujá/SP
Dinheiro$


EMERSON


01/01/1993
ANO:85
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]