29 de julho de 2025, terça-feira Atualizado em 29/10/2025 08:59:37
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Maria Páscoa da Silva Falcão Género FemininoNascimento: estimado entre 1620 e 1658 Falecimento: 06 de Outubro de 1674Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de Francisco da Fonseca Falcão e Maria da SilvaEsposa de Antonio de Almeida Cabral Mãe de - Fernando Dias Falcão; - Isabel de Almeida Falcão; - Tomásia de Almeida - Maria Falcão
Irmã de Ana da Silva FalcãoAdicionada por: Evaldo de Almeida Poli em 20 de Junho de 2010Administrada por: Evaldo de Almeida Poli e 5 outros
Isabel de Almeida Falcão Género FemininoNascimento: estimado entre 1648 e 1668 Família imediata: Filha de Antonio de Almeida Cabral e Maria Páscoa da Silva FalcãoEsposa de Paulo de Proença de Abreu Filho Mãe de - Paulo de Proença Falcão; - Maria de Almeida; - Ana de Proença; - Luzia de Almeida; - Escolástica de Almeida; - Rosa de Almeida
Irmã de Fernando Dias Falcão; Tomásia de Almeida e Maria FalcãoAdicionada por: Lucia Koch em 21 de Novembro de 2009Administrada por: Pedro Henrique Calhao e 5 outros
Maria de Almeida Género FemininoNascimento: estimado entre 1670 e 1712 Família imediata: Filha de Paulo de Proença de Abreu Filho e Isabel de Almeida FalcãoEsposa de Simão Francisco Serra Mãe de - Rita Antonia da Silva Serra; - Isabel Francisca Serra - Maria Francisca Serra
Irmã de Paulo de Proença Falcão; Ana de Proença; Luzia de Almeida; Escolástica de Almeida e Rosa de AlmeidaAdicionada por: Marcelo Dias de Toledo em 24 de agosto de 2009Administrada por: Lucia Koch, Cláudio Guedes, Marcelo Dias de Toledo e Marcelo Sampaio Stefani
Rita Antonia da Silva Serra Género FemininoNascimento: estimado entre 1665 e 1765 Piauí, Brazil (Brasil)Família imediata: Filha de Simão Francisco Serra e Maria de AlmeidaEsposa de Antonio Francisco de AndradeMãe de - Paula Joaquina de Andrade; - Francisco Antonio de Andrade; - João Francisco de Andrade; - Antonio Francisco de Andrade; - Senhorinha Antonia da Silva Serra; - Ana Francisca de Andrade - Mariana Antonia
Irmã de Isabel Francisca Serra e Maria Francisca SerraAdicionada por: Marcelo Dias de Toledo em 24 de agosto de 2009Administrada por: Lucia Koch e 4 outros
Tomásia de Almeida Género FemininoNascimento: estimado entre 1626 e 1664 Falecimento: 1707Família imediata: Filha de Antonio de Almeida Cabral e Maria Páscoa da Silva FalcãoEsposa de Manuel Bicudo de Brito Mãe de - José Bicudo de Brito; - Miguel Bicudo de Brito; - Luzia Leme Bicudo; - Isabel Bicudo de Brito; - Tomásia Bicuda de Almeida; - João Bicudo de Brito; - Antonio Bicudo de Brito; - Fernão Bicudo de Brito; - Francisco Bicudo de Brito; - Ana Ribeiro; - Maria Bicudo de Brito - Ana Bicudo de Brito Irmã de Fernando Dias Falcão; Isabel de Almeida Falcão e Maria FalcãoAdicionada por: Evaldo de Almeida Poli em 29 de Julho de 2010Administrada por: João Ernesto Paes de Barros e 5 outros
Simão Francisco Serra Género MasculinoNascimento: estimado entre 1633 e 1713 Lisbon, Lisbon District, PortugalFalecimento: Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de Francisco da Silva e Maria AntoniaMarido de Maria de AlmeidaPai de Rita Antonia da Silva Serra; Isabel Francisca Serra e Maria Francisca SerraIrmão de Antonio Pereira da SilvaAdicionado por: Marcelo Dias de Toledo em 24 de agosto de 2009Administrado por: Marcelo Dias de Toledo, Cláudio Guedes e Marcelo Sampaio Stefani
Paula Joaquina de Andrade Género FemininoNascimento: estimado entre 1744 e 1774 Família imediata: Filha de Antonio Francisco de Andrade e Rita Antonia da Silva SerraEsposa de Floriano de Camargo PenteadoMãe de Rita Antonia da Silva Serra; Eliziario de Camargo Andrade; Francisco José de Camargo Andrade; Álvaro Xavier de Camargo e Silva; Candido José da Silva Serra; e Ana Francisca de Paula Camargo, baronesa de ItatibaIrmã de Francisco Antonio de Andrade; João Francisco de Andrade; Antonio Francisco de Andrade; Senhorinha Antonia da Silva Serra; Ana Francisca de Andrade; e Mariana AntoniaAdicionada por: Lucia Koch em 17 de Novembro de 2009Administrada por: Carla Assenheimer (Curadora) e 5 outros
Floriano de Camargo Penteado Género MasculinoNascimento: circa 1762Cotia, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: 12 de Fevereiro de 1838 (71-80)Família imediata: Filho de José de Camargo Pais e Bárbara Pais de BarrosMarido de Paula Joaquina de Andrade e Delfina de Camargo PenteadoPai de Rita Antonia da Silva Serra; Eliziario de Camargo Andrade; Francisco José de Camargo Andrade; Álvaro Xavier de Camargo e Silva; Candido José da Silva Serra; e Ana Francisca de Paula Camargo, baronesa de ItatibaIrmão de Alferes Antônio Pompeu de Camargo Penteado; Bárbara Pais de Barros; José de Camargo Penteado; Ana Esmeria de Camargo; Reducindo de Camargo Penteado; Manoela de Camargo Penteado; Teresa de Camargo Penteado; Gertrudes de Camargo Penteado e Joaquim de Camargo PenteadoAdicionado por: Lucia Koch em 17 de Novembro de 2009Administrado por: Carla Assenheimer (Curadora) e 6 outros
Bárbara Pais de Barros Género FemininoNascimento: circa 1741Santana de Parnaíba, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: circa 1773 (23-40)São Paulo , SP , BrasilFamília imediata: Filha de Antonio Rodrigues Penteado e Rosa Maria da Luz do PradoEsposa de José de Camargo PaisMãe de Alferes Antônio Pompeu de Camargo Penteado; Floriano de Camargo Penteado; Bárbara Pais de Barros; José de Camargo Penteado; Ana Esmeria de Camargo; Reducindo de Camargo Penteado; Manoela de Camargo Penteado; Teresa de Camargo Penteado; Gertrudes de Camargo Penteado e Joaquim de Camargo PenteadoIrmã de Maria Delfina Leite Penteado; José Rodrigues Penteado; Isabel Paes de Barros; Lourenço Justiniano Leite Penteado; Ana Vicência de Barros; Francisco Xavier Leite Penteado; Manoel Rodrigues Penteado; Maria Leite de Barros Penteado; Gertrudes; João Correa de Lemos Penteado; Rosa Maria Leite e Maria Rodrigues PenteadoAdicionada por: Paulo Hermanny Jobim em 21 de Novembro de 2009Administrada por: Lucia Koch e 7 outros
José de Camargo Pais Género MasculinoNascimento: estimado entre 1707 e 1739 Cotia, Cotia, State of São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: circa 1804Família imediata: Filho de Tomás Lopes de Camargo e Paula da Costa Pais Marido de - Bárbara Pais de Barros; - Inácia de Arruda Leite - Luzia Corrêa
Pai de Alferes Antônio Pompeu de Camargo Penteado; Floriano de Camargo Penteado; Bárbara Pais de Barros; José de Camargo Penteado; Ana Esmeria de Camargo; Reducindo de Camargo Penteado; Manoela de Camargo Penteado; Teresa de Camargo Penteado; Gertrudes de Camargo Penteado e Joaquim de Camargo PenteadoIrmão de Rita Maria de Camargo; Benta Paes de Camargo; Inácio de Camargo Pais; Luzia de Camargo Pais; Vicente Ferrer de Camargo; e Francisco de Camargo PaisAdicionado por: Paulo Hermanny Jobim em 21 de Novembro de 2009Administrado por: Lucia Koch e 7 outros
Luzia Corrêa Género FemininoNascimento: estimado entre 1645 e 1705 Família imediata: Filha de Mateus Correia LemeEsposa de Pedro Mello Castanho; Pedro de Leão Gentil e José de Camargo PaisIrmã de Joana Pedroso; Maria Pedroso; Inês Dias; Sebastião Pedroso; Isabel Ribeiro; Domingos Correa Leme e ManoelMeia-irmã de Isabel Correa; João Correa Leme; Maria Leme; Mateus Correa Leme; Antonia Leme; e Inês Garcia CabralAdicionada por: Ana Toledo - Curadora em 5 de Dezembro de 2013Administrada por: Ana Toledo - Curadora
Mateus Correia Leme (Correa Leme) Género MasculinoNascimento: circa 1640São Paulo, São Paulo, Brazil (Brasil)Falecimento: anterior a 1714Itu, Itu, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de Pedro Correia da Silva e Inês Dias de AlvarengaMarido de Maria Mendes CabralPai de Isabel Correa; João Correa Leme; Maria Leme; Mateus Correa Leme; Antonia Leme; Inês Garcia Cabral; Luzia Corrêa; Joana Pedroso; Maria Pedroso; Inês Dias; Sebastião Pedroso; Isabel Ribeiro; Domingos Correa Leme e ManoelIrmão de Luzia Corrêa de Alvarenga; Pedro Correia de Alvarenga; Manuel de Chaves da Silva; Francisco Correia de Alvarenga; Antonio Correia da Silva; João Correia Dias; Estevão Correia Ribeiro e Sebastião Correia da SilvaAdicionado por: Lúcia Pilla em 27 de outubro de 2013Administrado por: Cláudio Guedes, Ana Toledo - Curadora e Pupo Nogueira Neto Octavio, Neto
João Mendes Giraldo Género MasculinoNascimento: estimado entre 1554 e 1614 Falecimento: Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de João Fernandes Giraldo, o velho e Isabel MendesMarido de Maria Bicudo Pai de - Maria Madalena Bicudo; - Pascoal de Flores; - Isabel Mendes e Miguel Gonçalves Correia
Irmão de - Dionísio Fernandes Giraldo; - Salvador Ambrosio Mendes Giraldo; - Maria Fernandes; Barbara Mendes; - Sebastião Mendes Giraldo; - Belchior Mendes Giraldo
Adicionado por: Gilberto Silva Lemes em 9 de Setembro de 2007Administrado por: Carla Assenheimer (Curadora), Nádia Moller Costa da Silva e Cláudio Guedes
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]