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Marcelo Meira Amaral Bogaciovas
A família Amaral Gurgel (revisão crítica e contribuições genealógicas), publicado na edição comemorativa do Cinquentenário do Instituto Genealógico Brasileiro - Marcelo Meira Amaral Bogaciovas

mencio (14)

    1991
    Atualizado em 21/01/2026 20:33:18



JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\hoje\01-01total.txt

A família Amaral Gurgel (revisão crítica e contribuições genealógicas), publicado na edição comemorativa do Cinquentenário do Instituto Genealógico Brasileiro - Marcelo Meira Amaral Bogaciovas- Os irmãos Mello

22:29 AAA •= [SCRIBD]4GPesquisarQEdição Comemorativa do Cinqüentenário do IGB100faleceu nas minas do Maranhão, em Goiás, para onde havia passado com seu marido. Ela foi batizada a 19-ABR-1705 (fls. 371) na Sé de RIS São Paulo, onde se casou a 24-JUN-1723 (24) com o português ROPAULO CARLOS DE FRANÇA, também conhecido como PAULO CORREA DA FRANÇA e ainda como PAULO DA FRANÇA SOT- TOMAYOR, nascido na cidade de Ceuta (Norte da África) e filho de José Cabral de França e de sua mulher D. Bernarda de Vera Bacel- lar, e talvez parente do Servo de Deus frei Antonio de Santana Galvão, cujo bisavô era natural da cidade de Tânger, vizinha de Ceuta, como nos ensina o genealogista Helvécio de Vasconcellos Castro Coelho. Em 1737 (29) já era falecida D. Escolástica com os seguintes filhos (não mencionados por Silva Leme):CAYspis N2) JOSÉ, nascido cerca de 1725.SAS N3) INÁCIO, nascido cerca de 1733.

F10)D. ISIDORA DO AMARAL, nascida cerca de 1707, talvez em São Paulo, onde se casou cerca de 1725 com JOSÉ GONÇALVES RIBEIRO, depois JOSÉ DOS REIS RIBEIRO. D. Isidora faleceu a -NOV-1749 em São Paulo, sem testamento, sendo inventariada em São Paulo, com o auto sendo feito a 05-MAR-1750 (29). Foram paisnhec60 de:

(OIN4)MARIA LEME DO AMARAL, ou MARIA RIBEIRO DO AMARAL. Nasceu cerca de 1726 em São Paulo, sendo já em 1750 casada com LOURENÇO LEME DE SIQUEIRA, também natural de São Paulo (Genealogia Paulistana, VII, 496), com geração. Lourenço foi morador em sua fazenda, "da ponte", junto ao rio Tietê, com cultura de cana-de-açúcar para destilação de aguar- dente. Ela ainda vivia em 1786 em São Paulo, já viúva. Foram pais, que se descobriu, de:DENO JEDRob shiomaBn7)Capitão LUCIANO DO AMARAL GURGEL, que se casou em 1791 em Itapetininga com MARIA DOS SANTOS, com geração.ONAM moo

Bn8)D. MARIA DE SÃO BOAVENTURA DO AMARAL E SILVA,s bonsou MARIA POLICENA, natural de São Paulo, que se casou pela primeira vez com JOSÉ FRANCISCO DE MORAES NAVARRO (adiante citados em BN 14), segun- da vez a 16-SET-1783 em Lages (fls. 22-v), matriz de NS. dos Prazeres, com o alferes JOSÉ RAPOSO PIRES, também natural de São Paulo, viúvo de Francisca Car- A doso Bueno, e filho de Estevão Furquim de Camargo Bueno e de Branca Raposo Pires, e terceira vez com o licenciado JOÃO DAMASCENO DE CORDOVA, que segundo Licurgo Costa (38), nasceu cerca de 1743 em Santos, deixou a carreira eclesiástica antes de ser or denado, foi sargento-mor das ordenanças da vila de Lages, tendo sido ainda músico e compositor. Deste terceiro casamento houve geração.

Bn9) Capitão LUÍS ANTONIO DO AMARAL GURGEL, natural da freguesia da Sé. da cidade de São Paulo, em cuja matriz foi batizado a 22-DEZ-1763. Casou-se a 13-AGO- 1799 na vila de Itu, em casa, no oratório do reverendo Antonio Francisco da Luz com D. CONSTANTINA PINA MARIA DA LUZ, nascida na vila de Itu e batizada na matriz da vila de Porto Feliz a 03-ABR-1785, filha de pais incógnitos, tendo sido exposta em casa de Gertrudes Furquim da Luz e educada em casa de Escolástica Maria da Silva. Foram moradores na vila de Itu. Do casal nasceram (que se descobriu):

Reverendo padre Félix (Antônio) Amaral Gurgel nasceu a 30 de maio de 1802 em Itu. Habilitou-se "de genere et moribus" em 1822 (processo n° 2-62-1279 no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo). Foi professor de Gramática Latina na vila de Itu, tendo ainda residido na freguesia de Indaiatuba.

Tn2) D. GERTRUDES DO AMARAL GURGEL casou-se a 13-FEV-1830 (livro no 9, fls. 16) na matriz de Itu (vide Genealogia Paulistana, VIII, 547) com MANOEL VIEIRA PINTO FERRAZ, filho do alferes Manoel Vieira Pinto e de D. Maria Leite de Arruda.

Tn3).eabnTn4)mulher de FRANCISCO MANOEL DE CARVALHO, nascido cerca de 1810 em Itu, onde vivia em sociedade na administração de um engenho... mulher de MANOEL JOSÉ DE CAR VALHO, nascido cerca de 1812 em Itu, sendo morador na freguesia de Capivari de Cima, onde vivia de suas lavouras.Tn5) LUÍS ANTONIO DO AMARAL GURGEL, nascido eng Bucerca de 1817 em Itu, onde vivia solteiro em 1842 BUOAR AV com uma sociedade em uma loja de fazendas.H6) FÉLIX DO AMARAL GURGEL, nasceu cerca de 1730. Morador shem Campinas. Casou-se primeira vez com MARIA ALVES CAR- abe DOSO, com geração. Casou-se segunda vez em 1778 com ESCOLÁSTICA DE GODOY.MA

5) Capitão-mor BENTO DO AMARAL GURGEL ANNES, antes BENTO RIBEIRO DO AMARAL. Conforme se vê no processo de dispensa matrimonial promovido em 1760 (39), nasceu em São o Paulo, no sitio de Emboaçava, sendo batizado a 11 de setembro de 1730 na Sé, matriz da cidade de São Paulo, e sendo de vinte e quatro ou vinte e cinco anos passou para a vila de Santos, onde se demorou quinze dias, indo depois para Paranaguá, onde ficou seis dias, e dali subira para a vila de Curitiba, onde permaneceu um mês, e de Curitiba fez viagem pelo sertão para a freguesia de NS. da Conceição dos Campos de Viamão (atual Viamão, RS.), nos quais campos permaneceu perto de cinco anos, de onde veio outra vez pelo sertão para esta cidade de São Paulo havia já um ano (corria o ano de 1760). Sua noiva, D. CATARINA SOARES DE JESUS FRAGOSO, era natural de Taubaté, em cuja matriz de São Francisco das m-Chagas foi batizada a 02-AGO-1743 (livro no 7, fls. 66-v), sendo meia-irma do tenente Bento Soares da Motta (casado com Domingas Leite), dos primeiros moradores de Lages, o qual ali faleceu a 17-MAIO-1801, e era filha de Álvaro Soares Fragoso e de sua mulher Catarina Garcia de Unhatte, já defuntos em 1760.

Bento do Amaral passou para Lages, recebendo carta patente do governador D. Luis Antonio de Souza BotelhoMourão, morgado de Mateus, a 05-AGO-1768 em São Paulo, de capitão de auxiliares de cavalo do sertão das Lages (40). Com a morte de Antonio Corrêa Pinto, e ouvida a Câmara de Lages, que atestou os serviços que havia feito a Sua Mages- tade, recebeu a 07-JAN-1786 patente (41) de capitão-Mor regente da vila das Lages e sertão de Curitiba.

Segundo Licurgo Costa (42), tomou posse do cargo de capitão-mor a 29 maio de 1787. Em Lages foi proprietário da fazenda do ablon Bonsucesso, com criação de gado.

Casou-se segunda vez, já idoso, a 4 de abril de 1796 em Lages (43), na sua igreja matriz de NS. dos Prazeres, com D. GENOVEVA RAQUEL DE FON- TOURA, nascida cerca de 1778 em Vacaria (RS), filha do capitão Miguel Pedroso Leite, natural de São Paulo e falecido a 27-MAIO-1811 em Porto Alegre com 85 anos de idade e de sua mulher Inocência Maria Pereira Pinto, batizada a 06-JAN- 1750 no Rio Grande, na sua matriz de São Pedro, e falecida a 08-NOV-1804 no Rio Pardo (44). Bento do Amaral veio a falecer a 08-JUN-1812 (45) e D. Genoveva a 22-ABR-1815 (46), ambos em Lages.SABI maobsolamoo BYTTb

De sua primeira mulher, Catarina Soares de Jesus Fragoso, descobri os seguintes filhos:

Bn10)D. MARIA JOAQUINA DO AMARAL GURGEL, nascidacerca de 1770, talvez em Lages, onde se casou na matriz a 31-DEZ-1784 (fls. 37 e 37-v) com BALTAZAR JOAQUIM DE OLIVEIRA, tenente de milícia da cavalaria da vila de Lages, da qual foi juiz ordinário. Baltazar nasceu cerca de 1757 em Santana de Parnaíba e era filho de Antonio Rodrigues de Oliveira, um dos fun- dadores de Lages e seu primeiro sargento-mor, e de sua 062 mulher Isabel Antonia de Oliveira, esta cunhada de An- tonio Corrêa Pinto (de Macedo), capitão-mor fundador de Lages. Com geração.He tupo

Bn11)D. MARIA INÁCIA DO AMARAL GURGEL, nascida cerca de 1771, talvez em Lages, onde se casou na matriz, no mesmo dia de sua irmã, a 31 de dezembro de 1784 (fls. 37-v) com seu concunhado ANTONIO RODRIGUES DE OLIVEIRAang oboedebesto 2[p. 20]

04:50Edição Comemorativa do Cinqüentenário do IGB4G#ARJOTMOR JARAM FAM (lê-se Fão), nascido cerca de 1759 em Parnaíba. en cbasilad obrise Seria o que aparece no Boletim do Instituto Histórico e RTB-MATE 8.0 Geográfico Paranaense, vol. 46, na página 21 ? Tiveram geração.ambo (a5 sbibele! RAOREMJA?seol mioprol Bn12)D. MARIA, batizada a 09-FEV-1774 na matriz de Lages.mão abrobnelog meto! anon sionebrogen lewmA ob dinsordenanças de LagesBn13)D. MARIA, batizada a 06-AGO-1775 na matriz de Lages. ARUOTHO Bn14)Sargento mor JOÃO ANNES DO AMARAL GURGEL ovsad omilu eias nasceu em Lages, sendo batizado na matriz a 19-DEZ- JARAMA 00 ATTO 1776 (fls. 32-v). Foram seus padrinhos José Francisco Botanal ob de Moraes Navarros e sua mulher Maria Policena do Amaral e Silva. Recebeu patente de ajudante das ordenanças de Lages a 21-JUL-1789, de capitão das ordenanças a 09-AGO-1799, e depois de sargento-mor por patente de 11-AGO-1806 (47), de cuja vila de Lages seu pai ainda era capitão-mor. Foi casado com D. BÁRBARA DA FONTOURA, irmã inteira da segunda mu- lher de seu pai, filha do capitão Miguel Pedroso Leite e de Inocência Maria Pereira Pinto, cuja D. Bárbara em 1805 estava ausente para Viamão, conforme os censos de Lages, existentes na Divisão do Arquivo do Estado de São Paulo.ARUOTMOR JARAMARAJIR98-0025 mos alus 082 me usoulst onJARBn15)D. ANA, batizada a 04-JUN-1778 na matriz de Lages. De sua segunda mulher, D. Genoveva Raquel da Fontoura, teve o capitão-mor Bento do Amaral:cindoe auBn16) BENTO, nascido cerca de 1797. lambo IstemA Bn17) JOSÉ, nascido cerca de 1798.as fubetom3206 (8plus62 obbPanABn18)D. EMÍLIA, nascida cerca de 1799.Bn19)D. MARIA GENEROSA DO AMARAL FONTOURA nasceu cerca de 1800 em Lages. Casou-se com UBALDINO BENEVENUTO DE TOLEDO RIBAS, primo irmão da mar- quesa de Santos, sem geração, segundo Silva Lemeen I go shame (vide Genealogia Paulistana, V, 505).[p. 21]

04:53A •[s]22/38Edição Comemorativa do Cinqüentenário do IGB4Gismo Bn20) FRANCISCO DAS CHAGAS DO AMARAL FONTOURA Hourant nasceu a 04-OUT-1801 em Lages, sendo batizado naebsua igreja matriz a 10-JAN-1802 e faleceu a 31-JAN-1878 em Piracicaba. Casou-se em Cruz Alta (RS) com D. Gertrudes Palmeiro de Andrade Pilar, falecida a 16 de abril de 1886 em São Paulo (SP), filha de Joaquim José Palmeiro e de Inácia Joaquina de Andrade, com geração. Francisco das Chagas e sua mulher foram pais. dentre outros, de UBALDINO DO AMARAL FONTOURA prefeito da cidade do Rio de Janeiro, este último bisavo do genealogista JOSÉ UBALDINO MOTTA DO AMARAL natural e morador na cidade do Rio de Janeiro, a quem devo a gentileza de me fornecer a descendência do segundo casamento do capitão-mor Bento do Amaral Gurgel Annes.

Bn21)D. GENOVEVA RAQUEL DO AMARAL FONTOURA casou-se com VIDAL PINTO DE ALMEIDA PILAR.N7) ANTONIO DO AMARAL, nascido cerca de 1735. Casou-se a 20-JAN-1767 (fls. 253 do livro 1-3-16) na Sé de São Paulo com ROSA BARBOSA DE LIMA, com filho único. Antonio faleceu em 1772 com inventário.N8) ANA DO AMARAL, nascida cerca de 1738. Casou-se cerca de 1763 com PEDRO RODRIGUES DA CUNHA, talvez em São Paulo, onde faleceu em 1764.N9) JOSÉ DO AMARAL GURGEL, nascido cerca de 1740 em São Paulo. Casou-se em 1772 em Santana de Parnaíba, na matriz de Santana, com MARIA DO NASCIMENTO JESUS, sobrinha da primeira mulher do capitão-mor Bento do Amaral Gurgel Annes, nascida cerca de 1750 em Taubaté. Foram moradores em Lages e pais, que consegui descobrir, de:an ARUOTBn22) MARIA, batizada a 02-NOV-1772 na matriz de Lages.olm Bn23)ESCOLÁSTICA, nascida cerca de 1773 em Lages. sve obnubouBn24) ANTONIO, batizado a 13-JUN-1774 na matriz de Lages.AnúncioBaixe para ler sem anúncios#



Ignácia Joaquina De Andrade
Bento do Amaral Gurgel Annes
1730-1812
Catarina Soares de Jesus Fragoso
1743-1801
Cruz Alta/RS
Félix (Antônio) Amaral Gurgel
n.1802
Francisco das Chagas do Amaral Fontoura
1801-1878
Maria Inácia do Amaral Gurgel
Gertrudes Raquel do Amaral Fontoura
Isabel Antonia de Oliveira
Itu/SP
Luis Antonio do Amaral
n.1763
Maria Joaquina do Amaral Gurgel
Vidal Pinto de Almeida Pilar
Gertrudes Furquim da Luz
Marcelo Meira Amaral Bogaciovas
Gertrudes do Amaral Gurgel
Joaquim José Palmeiro
José Raposo Pires
Branca Raposo Pires
1698-1765


EMERSON


01/01/1991
ANO:74
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]