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Atlas Escolar de Sorocaba - História, Geografia e Ambiente

mencio ()

    2020
    Atualizado em 24/10/2025 02:40:50
  
  
  


JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\hoje\01-01total.txt

A cidade de Sorocaba possui seu próprio hino, como um dos símbolos de identificação de seus habitantes, que compartilham o mesmo espaço. A letra é de Benedito Cleto e o arranjo musical de Ruth Camargo Fernandes.

O Hino retrata a sua importância histórica e suas realizações. O decreto Nº 2.823, de 31 de dezembro de 1976, oficializou o Hino a Sorocaba.

I

Saudamos-te, querida Sorocaba,
Com muito júbilo e acendrado amor;
desde a selva selvagem, o índio e a taba,
teus feitos cantaremos teu valor.
Às fraldas norte da Paranapiacaba,
tu te elevas Rainha d’esplendor,
e ao pé do morro d‘Ouro, o Araçoiaba,
és pioneira paulista do interior.
Ó Sorocaba, cantamos triunfantes,
bravos, heróis, cantamos teus pioneiros;
Cidade, és filha e mãe de bandeirantes,
com muito orgulho, a "Terra dos Tropeiros".
Tu és, ó Sorocaba, uma das molas
deste grande São Paulo glorioso,
cidade do Trabalho e das Escolas,
dos Liberais de brio belicoso.
Com teus arranha-céus, ao alto evolas
todo o ideal de um povo laborioso,
e o potencial fabril que hoje controlas
é o signo de um Brasil mais poderoso.

.II

Tu, Sorocaba, marchas, "pari-passu"
com tuas irmãs, ao lado das primeiras,
Marchas tu com São Paulo no compasso.
Já desde os áureos tempos das bandeiras.
Fostes terra de peões, campeões do laço;
Com suas tropas, com suas famosas feiras;
hoje és comércio, indústria, torres de aço,
Tudo é teu sangue, nas veias brasileiras.
Ó Sorocaba, cantamos triunfantes,
bravos heróis, cantamos teus pioneiros;
Cidade, és filha e mãe de bandeirantes,
com muito orgulho, a "Terra dos Tropeiros".
Pela alvorada, a orquestra dos apitos,
O operário marcha ao seu mister fabril
e os homens da palavra e dos escritos,
da ciências, em teu progresso atuantes mil;
às escolas a colher frutos benditos,
a juventude marcha varonil,
O Saber e Labor marcham contritos,
em prece a Deus, pela Pátria - Brasil.
[p. 11]

PRESENÇA DO HOMEM BRANCO

A primeira presença do homem branco na região de Sorocaba está atrelada à exploração de ferro do Morro do Araçoiaba (ou de Ipanema), na região da Fazenda Ipanema, no atual município de Iperó.

Um bandeirante português chamado Afonso Sardinha, conhecido como o “velho”, e seu filho, paulista e mameluco, Afonso Sardinha, “o moço”, entre os anos de 1589 e 1592, seguindo a trilha indígena (Peabiru), procuravam ouro no Morro do Araçoiaba.

Nesse morro, eles encontraram ouro em quantidade insuficiente, mas que se compensava qualquer sacrifício. Encontraram também minério de ferro (magnetita) e óxido de ferro em abundância e de fácil exploração, no vale do rio das Furnas. Assim, os Sardinhas construíram dois fornos pequenos estilo catalão, porém, estes não tinham capacidade para transformar o ferro completamente do estado sólido para líquido. No entanto, este podia ser trabalhado. Essa atividade acabou atraindo mais pessoas, dando início, assim, à criação de um povoado.
Sem dúvida a descoberta de minério de ferro no Morro do Araçoiaba foi importante e chamou a atenção do Governador Geral Dom Francisco de Souza, que para lá se deslocou e constatou a possibilidade de produção de ferro, sendo na oportunidade presenteado pelos Sardinhas com um dos fornos. Com a finalidade específica de mineração ferrífera o Governador Geral erigiu a povoação à condição de Vila de Nossa Senhora do Monte Serrat. Entretanto, a euforia durou pouco, pois apesar de intensas tentativas de exploração do minério de ferro, sua produção não trouxe os resultados esperados. De forma que estes mineiros resolveram abandonar a vila e o local de exploração, trocando-o por outro na região do Itavuvu. [p. 18]

DO POVOADO AO MUNICÍPIO

Na região atualmente ocupada pelo município de Sorocaba, houve dois povoados que não prosperaram.

O primeiro povoado foi denominado Vila de Nossa Senhora do Monte Serrat e foi fundado em 1599 aproximadamente. Esse povoado localizava-se no morro de Araçoiaba (situado no atual município de Araçoiaba da Serra, atualmente denominado Morro Ipanema). A sua fundação ocorreu para viabilizar a busca por ouro e em especial a produção do ferro em suas terras. Como o ouro não foi encontrado e a produção do ferro não era satisfatória, a vila entrou em decadência e seus habitantes mudaram-se para a região de Itapeboçu ou Itavuvu, dando início a um segundo povoado. Este segundo povoado foi chamado de Vila de São Filipe, em homenagem ao rei espanhol Filipe que também foi rei de Portugal (1580-1640). Esta vila, fundada em 1611, também teve vida curta.

Em 1654, um bandeirante, já citado, conhecido como capitão Baltazar Fernandes, fundou o povoado de Sorocaba. Para tanto, ele trouxe consigo a sua família de Santana de Parnaíba, 400 arcos (escravos indígenas), gado e animais domésticos. Construiu a sua casa às margens do córrego Lajeado, além de uma ponte sobre o rio Sorocaba que permitia o acesso ao oeste de São Paulo. Foi responsável pela construção, no alto da colina, da hoje Igreja de Santa Ana junto ao Mosteiro São Bento, na época dedicada a Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba. Todas essas ações foram essenciais para a formação do município de Sorocaba, no sentido de concentrar a população, antes esparsa por toda região, ao redor da Igreja de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba.[p. 21]TROPEIRISMOO tropeirismo é uma atividade econômica, social e cultural que predominou na região centro-sul do Brasil, por volta do final do século XVIII. Essa atividade emergiu após o bandeirismo e coexistiu com os períodos da mineração, do açúcar e do café que aconteceram em quase todas as regiões brasileiras.Assim, o Tropeirismo é o resultado da transformação do período que o precedeu, o bandeirismo. Naquela época, séc. XVII e XVIII, os bandeirantes direcionavam suas expedições na busca de índios, minerais preciosos, culminando com a descoberta de ouro na região das Minas Gerais. Consequentemente, esta corrida em direção às minas provocou inúmeros problemas para os sertanistas, tais como, a violência, a dificuldade de transporte e escassez de alimentos e animais Para agravar ainda mais esta situação, havia o impedimento da Metrópole de se criarem animais e de serem estabelecidas lavouras naquela área.Assim, tornou-se primordial garantir o abastecimento dos mineradores por meio do transporte de mercadorias, bem como a condução do ouro extraído para o Rio de Janeiro. Num primeiro momento, a solução encontrada foi o uso de “carregadores humanos”, que “se alugavam por 16 a 20 mil réis”, gastando de três a quatro meses por viagem. Além destes, se utilizavam também escravos negros ou indígenas. Contudo, este meio de transporte revelou-se ineficiente e passou-se a considerar o emprego de animais mais adequado para a tarefa: as mulas. No Sul do Brasil, desde que as Missões Jesuíticas foram destruídas, existia uma grande quantidade de animais, gado vacum, muar e cavalar, que viviam soltos nas pradarias. Essa região, pelas suas próprias peculiaridades, era uma área criatória natural. Assim, para realizar tanto o transporte destes animais do Sul para as minas, bem como para o comércio de mercadorias, surgiu a figura do Tropeiro. [p. 22]

GEOLOGIA E RECURSOS MINERAIS

A geologia é a ciência que estuda a crosta terrestre. Mas, essa ciência, também, se preocupa com a estrutura, formação e alterações que ocorreram na Terra desde a sua origem até os dias atuais.

A geologia do município de Sorocaba é caracterizada por rochas mais antigas (granitos e quartzitos), rochas de idade intermediária (arenitos) e rochas mais recentes (aluviões). Com base no mapa ao lado, os quadrantes: norte, noroeste, sudoeste e boa parte do nordeste do município de Sorocaba são formadas por arenitos, sendo também encontradas aluviões que seguem o leito do rio Sorocaba e seus afluentes. Ao sul nota-se a presença de quartzito. A leste e a sudeste encontram-se granitos e quartzitos. Desta forma, a maior parte do município é composto por arenitos.

Os Recursos Minerais são concentrações de minérios que possuem um valor econômico. Eles são classificados em metálicos (ferro, alumínio, ouro etc.) e não metálicos (brita, areia, argila dentre outros).

O município de Sorocaba, em função de suas características geológicas, possui grande potencial em recursos minerais não-metálicos que são empregados na construção civil, como por exemplo a exploração de brita e areia. A pedreira Júlio&Júlio e Cia Ltda e a Pedreira Cantareira Ltda. (Grupo HOLCIN – Brasil) exploram granito com a finalidade de transformá-lo em brita, que é usada em vários tipos de obras, como na pavimentação e conservação de rodovias e ferrovias, fundações de casas e prédios etc. Já a Extrabase – Extração, Comércio e Transportes Ltda lida com extração de areia na margem direita do Rio Sorocaba. As areias são bens minerais e [p. 53]



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EMERSON


01/01/2020
ANO:285
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]