. * (paginas em contrução) Página Inicial | Contacto Pessoas CostadosFontesGeneal.Paulistana. p. 180/181 Antonio Leme *(neto)* Ilha da Madeira - Portugal ? + ?PaisPai: Martim Leme * * ?Mãe: Maria Adão Ferreira *CasamentosCatharina de Barros * * ?FilhosAntão Leme * (?) * esposa de Antão LemeNotas Biográficas*ANTONIO LEME* Filho de Martim Leme e Maria Adão Ferreira. Viveu muito abastado em sua quinta, que depois se chamou, dos Lemes, na Freguesia de Santo Antonio do Campo, junto a cidade do Funchal. Casou-se com Catharina de Barros, a qual instituiu o morgado na villa da Ponta do Sól na dita ilha, filha de de Pedro Gonçalves da Camara e de Izabel de Barros, neta paterna de Pedro Gonçalves da Camara e de Joana d‘Eça, esta filha de João Fogassa e da camareira- mór da rainha D.Catharina de Austria, mulher de D. João III; bisneta do segundo capitão do Funchal, João Gonçalves da Camara, fidalgo da casa real,que foi tido em alta estima pelo rei, por grandes serviços que lhe prestara na tomada de Cepta e de Arzila, e de Maria de Noronha, (com quem se casou em Cepta) filha de dom João Henriques, por este, neta de dom Diogo Henriques, conde de Guijon, que foi filho natural de dom Henrique, rei de Castela; terneta do primeiro capitão do Funchal, João Gonçalves Zargo e de Constança Rodrigues de Almeida (filha de Rodrigues Annes de Sá), os quaes com seus filhos ainda menores em 1420 foram povoar a Ilha da Madeira do qual foi o descobridor e capitão o dito Zargo, com propriedade da metade dela por consessão de el-rei. Foi neto paterno de Antonio Leme e bisneto de Martim Leme, por este 4* neto de Martin Lems cc Joanna Barroso que de Flandres passou a Portugal.trabalhos genealógicos sobre esse clã:1)Antonio (ou Anton) Lem2)Martim Lem3)Louis Lem (Luiz)Conforme citam, Martin Lem (Martim Leme I) passou a Portugal por causa do comércio e se estabeleceu em Lisboa. Ele foi mangnânimo de tal modo dedicado ao engrandecimento deste reino que montou por sua conta uma ursa (ou charrua) e nela mandou o seu filho Antônio Leme com vários homens de lança e espingardas a auxiliar a expedição de El-Rey D. Affonso, no ano de 1643 numa luta contra os mouros na África. Em recompensa “El-Rey” o tomou como fidalgo de sua casa.Porem teve com Leonor Rodrigues, dama solteira da corte, os seguintes filhos:1- Antônio Leme;2- Luiz Leme;3- Martim Leme, que se tornou Cavalheiro da Câmara do Imperador Maximiliano I;4- Rodrigo Leme ( sem geração)5_ Catharina Leme que se casou com Fernão Gomes da Mina, e depois em segundas núpcias com João Rodrigues Paes; e6- Maria Leme, que se casou com Martim Diniz em Lisboa.Outra definição encontrada na internet muda a sequência e alguns dados desses filho de Martin Lem (Maerten Lem) com Leonor Rodrigues: (Costado de Eanes)1-Luis Leme que quando o pai voltou para Bruges em 1466, foi em sua companhia e morreu jovem e sem descendência.2-ANTÔNIO LEME3-Martin Leme "O Moço" (dúvida) (* 12.11.1450 em Lisboa e + em Funchal-Ilha da Madeira) que foi com seu irmão e seu pai para Flandres e de lá voltou com Antônio para a tomada de Arzila e Tanger em 1471. Em 1483 com o mesmo irmão Antônio, foram se estabelecer na Ilha da Madeira na industrialização e exportação de açucar. Lá, em Funchal, veio a se casar com Maria Adão Ferreira, filha de Adão Gonçalves Ferreira (o primeiro homem a nascer na Ilha da Madeira) e de Beatriz Peres Esteves (Brites Pires) os quais, por parte de outro filho, João Adão "O Velho"..4- João Leme, nascido em Lisboa a 20.11.1459 e falecido em Funchal/Ilha da Madeira, sem descendência.5- Rodrigo Leme nascido em Lisboa a 20.11.1460 e falecido ainda criança.6- Catarina Leme nascida e falecida em Lisboa casada em primeiras núpcias com Fernão Gomes de Mina e em segundas núpcias com João Rodrigues Paes, filho de Paio Rodrigues Paes e de Isabel ANES, com geração em Portugal de ambos os casamentos.7- Maria Leme nascida em Lisboa onde também faleceu em 1460, solteira.Nossa geração Luso-Brasileira continua aqui com Antônio Leme. Mas uma confusão com os nomes das esposas desse e de outro Antônio Leme nos deixa sem certeza da veracidade dos dados.Antonio Leme acima, filho de Maeten Lem (Martin Lem ou Martim Leme) e Leonor Rodrigues teria se casado com um mulher de nome Catharina de Barros, que aqui denomino como Catharina I.NOTA:Catharina de Barros I – na definição de Martin Romano:Hay alguna confusion con su descendencia, dado que hay varios Martin Leme y Antonio Leme, hijos uno de otros... y dos Antonio Leme, casados con una Catharina de Barros... pero por las fechas de nacimiento, esta Catharina de Barros solo puede ser consuegra del Martin Leme b. 1450...
.....................................................................Antônio Leme, acima, filho de Martim Leme (Maerten/Martin) e Leonor Rodrigues teria nascido em Fuentes de Maya, Galícia por volta de 1440 ou 1450, e fora morador de Bruges onde fora criado e educado como flamengo, o que justifica o apelido a ele dado como Antônio Leme, o flamengo.Mais tarde teria ido para Lisboa para cuidar dos negócios da familia e por ordem de seu pai Maeten Lem teria lutado em Marrocos contra os mouros, conforme já citado acima; “comandou um urca, embarcação de guerra que fora preparada em Bruges com recursos dos Lem para lutar junto a expedição comandada pelo rei D.Afonso V e seu filho, futuro sucessor D. João III para ocupar as fortalezas de Arzila e Tanger, bases da pirataria moura. Por esse feito, Antonio Leme foi armado cavalheiro da casa de D.João III, o que foi confirmado pelo Rei D.Afonso V. (Como se vê a história se repete, pairando mais dúvidas).Esse Antônio Leme tivera um único filho: MARTIM LEME.Mas outra fonte cita os seguintes filhos:Martin LemeLeme Leme (?)Pedro LemeLeonor LemeAntonia Leme casada com Pedro Afonso de AguiarAleixo LemeRuy LemeMartim Leme, filho do Fidalgo Antônio Leme, se casara com Maria Adão Ferreira, filha de importante família da Ilha da Madeira,tendo o filho Antônio Leme, nascido em Funchal, Ilha da Madeira em 1471.Desse Martim Leme há uma citação de uma carta de recomendação do infante e duque Dom Fernado, Senhor da Ilha da Madeira, à Câmara de Funchal, por onde passou em 1483, vindo a falecer naquela vila, onde deixou dois filhos:1)Antônio Leme2)João Leme.Antônio Leme, o madeirense, se casa na ilha com Catharina de Barros, que classifico aqui como Catharina de Barros II, que alguns citam uma ascendência constestada com os pai que na realidade poderiam ser de Catharina de Barros I casada com o galego Antônio Leme, conhecido como “o flamengo”.
Antonio Leme, que teve larga descendência de sua mulher Catherina de Barros filha de Pedro Gonçalves da Clara, e de sua mulher Izabel de Barros; a qual instituiu um morgado na vila da Ponta do Sol, que possuem os descendentes de sua filha D. Leonor Leme; e seu filho Pedro Leme, instituiu outro na freguezia de S. Antonio, junto a esta Cidade, com obrigação de se conservar esta apellido nos administradores dele. (compilado do texto original de Martin Romano). E, Martin Lem (pai de Antônio e outros) decidiu voltar para Bruges, na Bélgica e lá ocupou altos cargos locais e, depois se tornaria um dos nomes mais cogitados da política, das finanças e do militarismo dos países baixos.A filiação dessa Catharina, contestada por alguns, nos diz que ela descendia de Pedro Gonçalves da Câmara e de Izabel de Barros......Antão Leme,filho de Antônio Leme e de Catarina de Barros, em algumas citações. E, filho apenas de Antônio Leme com mulher desconhecida em outras.Antâo Leme é a continuidade da sucessão desses Leme, embora também há aqui um ponto polêmico: historiadores acreditam que esse filho de Antônio Leme teria nascido antes do casamento dele com Catharina de Barros e portanto não seria descendente dela. Mas a maioria das árvores de família o citam como filho de Antônio e Catharina.Naqueles tempos, o filho mais velho herdava tudo: os títulos e os bens do pai. Os demais ficavam “a ver navios”(usando a expressão portuguesa), o que na realidade não acontecia pois esses deserdados é que saiam mar aberto rumo a uma oportunidade que o Brasil representava com tantas promessas. Por esse motivo, Antão Leme veio para Capitania de S.Vicente entre os anos de 1532 e 1544 para tocar os negócios da família no negócio de açucar. Diz a história que ele já veio viúvo de seu casamento em Funchal e carregava nas bagagens várias mudas de cana de açúcar tiradas da Ilha da Madeira com as quais Martim Afonso de Souza iniciou a implantação dessa cultura em nosso país (l500-1571).Antâo teve um único filho:Pedro Leme, ou pelo menos é o único citado nos registros.E, chegando à Colônia foi nomeado Juiz Ordinário de sua Câmara em 1544. *A implantação dessa cultura, no país se deu talvez com a parceria com um empresário flamengo, Erasmus de Rotterdam, razão da escolha do nome da primeira industria de açucar em S.Vicente, o “Engenho de S.Jorge dos Erasmos” (conforme anotações de Martin Romano)Pedro Leme nasceu em Funchal em 1515 e faleceu em S.Paulo em 1592 com 77 anos de idade. Casou-se três vezes:1)Com Izabel Paes (natural de Abrantes(PT), no continente;2)Com Luzia Fernandes, natural da Ilha da Madeira;3)Grácia Rodrigues de Moura, também de Funchal, Ilha da Madeira.Com a primeira esposa teve o filho Fernando Dias Paes, que recebera o mesmo nome do avô materno, tio de João Pinheiro, Desembargador do Paço. Falecendo sua primeira esposa, Pedro Leme retorna à Ilha e lá se casa com Luzia Fernandes com que teve a filha Leonor Leme. Depois, víuvo pela segunda vez se casa com Grácia Rodrigues de Moura, com que teve Antônia Leme, nascida entre 1590 e 1592 na Vila de S.Vicente.Pedro veio para o Brasil na companhia de sua filha Leonor Leme, que na época já era casada com Braz Teves (ou Esteves)LEONOR LEME SE CASA COM BRAZ TEVES.NOTAS: O genealogiasta Pedro Taques afirma ainda que Leonor Leme veio em companhia de seus pais da Ilha da Madeira, e já era casada em 1550 com Braz Esteves, morador da vila de São Vicente. E conforme acentua este autor “na mesma vila viveram muitos anos, abastados com lucros do engenho de assucar, chamado de São Jorge dos Erasmos” .Luiz Gonzaga da Silva Leme, outro genealogista, acrescenta que Braz Esteves e o sogro, Pedro Leme, eram proprietários do citado engenho. No entanto, David Ferreira de Gouveia não concorda, alvitando que seriam talvez técnicos associados industrialmente. Ainda segundo este historiador, há uma ligação profunda com os administradores do engenho de S. Jorge dos Erasmos, com negócios de açúcar e provavelmente no fim da vida exportavam, vendiam ou faziam contrabando de açúcar para o Prata ou Perú .Braz Esteves “depois se passou com seus filhos para a vila de São Paulo, onde fez o seu estabelecimento, e foi uma das primeiras pessoas da governança desta republica”. Do seu matrimónio com Leonor Leme nasceram cinco filhos, na vila de São Vicente. Um deles, Pedro Leme, ocupou todos os cargos da república, tendo uma sua trineta, Rosa Leme do Prado, também conhecida como Rosa Maria do Prado, é uma das avós da Família Silva Lemes de Campanha e Cambuquira, conforme se comprova a seguir, irmã que era de Maria Leme do Prado, esposa do madeirense Tomé Rodrigues Nogueira do Ó, ambas com grande descendencia não só em nossa região como também em outros lugares do Estado de Minas Gerais, Estado de S. Paulo e sabe Deus onde mais.
Essa historia continua.......Pedro voltou à Ilha da Madeira, com o seu filho Fernando. Na ilha Pedro se casou em segundas núpcias com Luzia Fernandes. E, dessa nova união nasceu a filha Leonor Leme.
Em 1550, Pedro, a filha e o genro se mudam para o Brasil. Considerado pela sua fidalguia ocupou cargos na capitania conforme se pode atestar pelo texto abaixo:
“...e veio a fazer assento na vila, capital de São Vicente; onde desembarcou (...) e ali foi estimado, e reconhecido com o carater de fidalgo. Foi pessoa da maior autoridade na dita vila; e com a mesma se conservaram seus netos. Ali justificou Pedro Leme a sua filiação e fidalguia, em 2 de Outubro de 1564, perante o desembargador Braz Fragoso, provedor-mor da fazenda e ouvidor geral de toda a costa do Brasil”
Diz Pedro Taques que ele quer justificar,“que é filho de legitimo matrimonio de Antão Leme, natural da cidade do Funchal, na ilha da Madeira, o qual Antão Leme é irmão direito de Aleixo Leme, e de Pedro Leme, os quais todos são fidalgos nos livros de el-rei, e por tais são tidos e havidos, e conhecidos de todas as pessoas que razão tem de o ser; e outro sim são irmãos de Antonia Leme, mulher de Pedro Affonso de Aguiar e de D. Leonor Leme, mulher de André de Aguiar, os quais outro sim são fidalgos, primos do capitão donatario da Ilha da Madeira”.
Pedro Leme, foi o primeiro povoador da Fazenda de Santana. Em 1575, participou nas lutas contra os tamóios aldeados em Cabo Frio (Rio de Janeiro), em 1585, foi juiz ordinário em Santos e, no mesmo ano, participou, com o capitão-mor Jerónimo Leitão, numa entrada aos Carijós.
Pedro Leme I faleceu em 1600Nascido em Funchal/Ilha da Madeira emigrou para São Vicente/São Paulo/, antes de 1540 em companhia de sua filha Leonor e de seu genro Braz Teves (ou Esteves) que era artífice carpinteiro e plantador de cana com seu sogro Pedro.
CasamentosAntonio Leme *(neto) * ?FilhosAntão Leme * (?) * esposa de Antão LemeNotas Biográficas*CATHARINA DE BARROS* Veja ascendentes dela descritos em Biografia de seu marido, Antonio Leme.Notas* In genealogia Paulista p. 180. consta o nome de seu pai como. João Gonçalves da Camara, aqui na base de dados do geneall, consta como João Gonçalves da Clara.(?)
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]