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autor:06/02/2024 11:24:48
As 3 batalhas que mudaram a história. nationalgeographicbrasil.com

mencio ()

    28 de julho de 2023, sexta-feira
    Atualizado em 26/10/2025 00:02:09
  
  
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JUL.
28
HOJE NA;HISTóRIA
64

Muitos foram os confrontos entre nações que mudaram o curso dos acontecimentos da humanidade. Algumas guerras se tornaram notórias tanto pela intensidade de seus conflitos bélicos, como pelos efeitos que produziram para países e regiões após seu término.

Uma delas, por exemplo, conhecida como a guerra mais sangrenta da América Latina, resultou no extermínio de quase metade da população de um dos países envolvidos, como contam os historiadores, e teve o Brasil envolvido.

Para relembrar esses confrontos, National Geographic fez uma seleção de três batalhas que mudaram para sempre o destino de alguns de seus envolvidos.1. Waterloo, a derrota de Napoleão BonaparteO fim da era napoleônica na Europa culminou com a derrota das tropas francesas lideradas por Napoleão Bonaparte em 18 de junho de 1815, na chamada Batalha de Waterloo. Um artigo da National Geographic Espanha intitulado "Waterloo, Napoleon´s decisive defeat" (“Waterloo, a derrota decisiva de Napoleão”), conta que o fracasso e a subsequente captura do comandante francês significaram o fim de sua liderança política na região e o domínio da França na Europa. A derrota também foi o pontapé inicial para a disseminação de ideias revolucionárias pelo continente, desencadeando "sentimentos nacionalistas e movimentos anti-imperialistas" contra monarquias e líderes. A Batalha de Waterloo aconteceu após nova tentativa de Bonaparte de retomar o poder. Ele fugiu de seu exílio forçado, na ilha mediterrânea de Elba (hoje território italiano), para onde foi mandado em decorrência do Tratado de Fontainebleau. Cerca de um ano após ter sido exilado, porém, em 20 março de 1815, o líder militar francês voltou a Paris com a intenção de retomar o posto de Imperador, iniciando, assim, um período da história chamado “Governo de Cem Dias”, como conta o artigo National Geographic Espanha. O objetivo de Bonaparte e seus militares era recuperar o poder na região, mas outras nações europeias estavam determinadas a impedi-lo. Por esse motivo, foi criada a aliança conhecida como Sétima Coalizão, composta por tropas do Reino Unido, Prússia, Áustria e Rússia. As tropas britânicas lideradas pelo Duque de Wellington enfrentaram o exército napoleônico nas proximidades do vilarejo de Waterloo, atual Bélgica, onde "não apenas seu avanço seria interrompido, mas seu sonho efêmero de reconstruir seu império", diz o artigo publicado pela editora na Espanha. Finalmente, a vitória da Sétima Coalizão significou a retirada das tropas napoleônicas e a subsequente captura de seu líder, que foi condenado a um segundo exílio na ilha de Santa Helena, onde passou os últimos seis anos de sua vida. (Relacionado: Por que as vítimas do Holocausto são lembradas em 27 de janeiro)2. As invasões dos Estados Unidos no MéxicoNo início do século 19, os Estados Unidos iniciaram uma política expansionista em direção ao sul de seu território, redefinindo a fronteira que separava o estado norte-americano de seu país vizinho, o México. Um artigo intitulado "The American Invasion" (“A invasão americana”), publicado pela Secretaria de Defesa Nacional no site oficial do governo mexicano, afirma que a primeira medida que daria início a expansão territorial estadunidense foi a compra da Louisiana, em 1803, e a assinatura do Tratado de Adams-Onís com a Espanha, que cedeu a posse da península da Flórida ao estado governo norte-americano.O México, por sua vez, conquistou sua independência em setembro de 1821 e iniciou uma série de negociações com os Estados Unidos para definir os limites territoriais entre os dois países. A primeira disputa territorial entre eles se deu pelo território onde hoje fica o atual estado do Texas. Na época, ele fazia parte do território mexicano pró-independência, de acordo com o governo mexicano, em documento publicado em 2015. Por sua vez, os legisladores do Texas preferiram ser um território independente a ser anexado a qualquer um dos países, de modo que milhares de emigrantes e fazendeiros se estabeleceram pacificamente na província do Texas em 1823.Após quase dez anos de disputas territoriais, o governo mexicano tentou recuperar a "província rebelde", que, segundo o documento, havia sido financiada econômica e militarmente pelo governo dos Estados Unidos para sustentar sua independência até que, em 1845, a república texana foi anexada aos Estados Unidos. Essa derrota na região levou os Estados Unidos a comprar outros territórios que, na época, pertenciam ao México. Assim, três anos depois, por meio de guerras e tratados, os estadunidenses ganharam o controle dos atuais estados da Califórnia, Nevada, Utah, Novo México, Texas, Colorado, Arizona e partes de Wyoming, Kansas e Oklahoma, informa o documento histórico mexicano.3. A guerra mais sangrenta da América LatinaEntre 1864 e 1870, ocorreu na América Latina a Guerra da Tríplice Aliança, tristemente conhecida por ser o confronto mais sangrento e mais longo da história da região, informa o Museo Nacional Casa del Acuerdo, um complexo histórico-cultural do Ministério da Cultura da Argentina. O confronto, popularmente conhecido pelos nomes de Guerra do Paraguai, Grande Guerra ou Guerra de Guasú, opôs os membros da Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai) ao Paraguai. O conflito se transformou em uma guerra de extermínio do povo paraguaio e levou a um colapso demográfico de 60% a 69% de sua população, como explica o Ministério da Argentina. O conflito teve origem em 1863, quando um conflito liberal derrubou o governo federal no território que hoje é o Uruguai. A ação foi comandada pelo general e político uruguaio Venancio Flores, que contou com o apoio do governo brasileiro. Diante do avanço brasileiro em terras uruguaias, um general paraguaio chamado Francisco Solano López se posicionou contra a derrubada e pegou em armas a favor do Uruguai, declarando guerra ao Brasil. Essa decisão, de acordo com um artigo publicado em 2011 pela Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai, foi baseada no medo da ocupação territorial do Paraguai após a intervenção do país vizinho. (Talvez você tenha interesse em: Quanto tempo realmente durou a Guerra dos Cem Anos?) Em 1865, Brasil, Argentina e o novo governo uruguaio assinaram o Tratado da Tríplice Aliança e se comprometeram a derrubar o governo paraguaio. A guerra terminou cinco anos depois com o assassinato do comandante Solano López e a ocupação do Paraguai pelas tropas da aliança. A população paraguaia foi reduzida pela metade dos 500 mil habitantes que possuía no início da guerra e sua economia (majoritariamente agrícola e pecuária) também foi afetada, como conclui o documento do ministério argentino.



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EMERSON


28/07/2023
ANO:542
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]