19 de julho de 2010, segunda-feira Atualizado em 30/10/2025 00:22:13
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HOJE NA;HISTóRIA
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O primeiro Extra Hipermercados de Sorocaba foi instalado no prédio da antiga Fábrica de Tecidos Santa Rosália no dia 18 de julho de 2000, com a presença do então presidente do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, conforme matérias publicadas à época.
Naquele momento, o diretor executivo de Hipermercados do grupo, Luiz Fazzio, afirmara que o Pão de Açúcar havia chegado para ficar e se expandir na cidade. Além da proposta de abertura de novas unidades, havia a promessa de que o Extra do Santa Rosália iria contar com salas de cinema, algo que nunca foi concretizado.
UM POUCO DA HISTÓRIA
A marca EXTRA nasceu da necessidade que o Grupo Pão de Açúcar tinha de reformular e modernizar o conceito de sua rede de hipermercados Jumbo, presente no mercado desde 1971. Eram grandes lojas, com amplo estacionamento, comercializando produtos alimentícios e não alimentícios, que vendiam de alface a helicóptero.
A primeira unidade do EXTRA foi inaugurada no ano de 1989 na cidade de Campo Grande (Mato Grosso do Sul) no mesmo local onde antes operava uma loja do Jumbo, uma experiência que se estenderia a todos os outros hipermercados do grupo nos anos seguintes.
Em 1990, antigos hipermercados Jumbo, em São Paulo, Paraná e na cidade de Belo Horizonte, foram adaptados à nova filosofia e passaram a ser denominados EXTRA. Em novembro deste mesmo ano foi inaugurado o EXTRA na cidade de Campinas, que construído especialmente para este fim, marcou uma segunda geração de hipermercados.
EXTRA passou a ser a única bandeira de hipermercados do Grupo Pão de Açúcar em 1993, quando a marca Jumbo foi oficialmente extinta. Em 1997 o EXTRA João Dias, inaugurado no ano anterior, passou a funcionar 24 horas por dia, sendo o primeiro hipermercado do Brasil a ter este horário de funcionamento, facilitando assim a vida dos consumidores, que podiam ter a possibilidade de fazer compras a qualquer hora do dia ou da noite.
Ainda neste ano, com a aquisição do hipermercado Freeway no Rio de Janeiro, a bandeira EXTRA representou o primeiro passo do Grupo neste segmento em terras cariocas. Foi sob a bandeira EXTRA que, no ano de 2000, pela primeira vez o Grupo Pão de Açúcar lançou uma linha de produtos com marcas próprias. Esta linha contava aproximadamente 200 produtos, que incluía itens perecíveis, mercearia e bazar; sendo hoje conhecida como Qualitá.
As farmácias próprias, batizadas de DROGARIA EXTRA, foram implantadas em 2001, no interior de duas lojas dos hipermercados em Mauá e Taboão, com o intuito de oferecer mais serviços aos clientes.
Pouco depois, em 2002, a rede de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, Eletro, passou a operar sob a bandeira EXTRA ELETRO, agregando ainda mais força ao nome EXTRA HIPERMERCADOS.
No estacionamento do EXTRA de Mogi das Cruzes, na grande São Paulo, foi inaugurado em 2004, o primeiro POSTO EXTRA, com bombas eletrônicas de combustível e equipamentos de última geração, ecologicamente corretos, licenciados e certificados pela Cetesb.
Pouco depois, em 2005, foi inaugurado um novo conceito da loja EXTRA ELETRO, na cidade de Sorocaba: o de oferecer soluções integradas para a casa, de móveis a equipamentos como eletrodomésticos e produtos eletrônicos.
Em 2007, a marca expandiu sua atuação. Além de responder pelo formato de hipermercados dentro do Grupo Pão de Açúcar e pelas lojas de eletroeletrônicos, com a rede EXTRA ELETRO, passou a assinar um novo formato de supermercados com o EXTRA SUPERMERCADO, que trazia a proximidade de uma loja de bairro e um sortimento alimentar completo.
O segmento de lojas de conveniência ou proximidade passou a ser atendido com a marca EXTRA FÁCIL, disponível inicialmente somente no estado de São Paulo. Em 2010, a empresa iniciou um plano estratégico que modificaria a forma de como a marca Extra era aplicada em suas lojas.
Esse plano consistia em transformar os hipermercados em uma das bandeiras da marca; assim, passaram a se chamar EXTRA HIPER. Já no ano seguinte, reformulou seu conceito de lojas de proximidade, iniciando assim o processo de conversão do formato Extra Fácil para MINIMERCADO EXTRA.
Mais recentemente um dos principais triunfos da marca foi a expansão dos supermercados de bairro: o MINIMERCADO EXTRA (anteriormente chamado Extra Fácil). Com a intenção de suprir uma demanda por mercados mais próximos e compensar a queda na visitação aos grandes supermercados, o formato obteve um rápido sucesso entre os consumidores.
Além disso, outra iniciativa importante foi a evolução do portal extra.com de simples varejista para um shopping virtual, modelo semelhante ao que faz a americana Amazon.
Comprovando o pioneirismo do Grupo, o EXTRA foi a primeira rede do varejo a oferecer, em 2012, um sortimento alimentar e não alimentar em um mesmo canal de compra: nascia assim o serviço Extra Delivery.
Com o intuito de atender a todas as necessidades da família em um único canal da internet, a empresa inovou mais uma vez e lançou o Shopping Mercado Extra o primeiro e único que reúne em um mesmo site ofertas de diferentes lojas com inúmeras opções de produtos e praticidade no momento do pagamento, disponível no mesmo endereço.
A rede construiu sua história de sucesso baseada em grandes ofertas, que servem de verdadeiros atrativos para os consumidores; facilidade de pagamento; e economia na compra.
As promoções da rede variam de uma ocasião para outra, sendo que as datas comemorativas oferecem vantagens especiais aos consumidores. Além disso, a rede disponibiliza o CARTÃO EXTRA, que oferece benefícios ilimitados, incluindo o desconto de 25% na primeira compra, sem taxa de anuidade, várias datas de pagamento para o cliente escolher e até 40 dias para pagar; e o CLUBE EXTRA, introduzido em 2014 como um clube de vantagens, válido tanto para as lojas da rede quanto para o comércio eletrônico, que oferece benefícios diversos e vantagens exclusivas aos seus membros, através do acúmulo de pontos para trocar por vales compra, acesso a customização de ofertas, produtos e serviços, além de descontos exclusivos e participação preferencial em todas as ações realizadas pela marca.
Santa Rosália de Palermo* Data: 01/01/1624 Créditos/Fonte: pt.sacredsites.com 01/01/1624
ID: 4027
EMERSON
19/07/2010 ANO:148
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Sobre o Brasilbook.com.br
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]