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TV Sorocaba
Conheça detalhes e curiosidades sobre as avenidas Itavuvu e Ipanema. tvsorocaba.com.br

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    18 de maio de 2023, quinta-feira
    Atualizado em 19/12/2025 22:00:42



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MAI.
18
HOJE NA;HISTóRIA
82

Nesta edição do programa Olhe Minha Cidade, o tema não é nenhum bairro de Sorocaba, mas sim duas avenidas muito importantes da cidade, e as principais vias da Zona Norte do município: a Itavuvu e a Ipanema. Por elas passam milhares de veículos todos os dias.

Nem todos sabem, mas foi na avenida Itavuvu que Sorocaba começou. isso de forma simbólica. Um pelourinho foi instalado antes mesmo da fundação da cidade. Foi uma época em que se acreditou que essa região poderia ter ouro e outros minerais, mas nada foi encontrado.

No ponto onde ficava o pelourinho foi fundada a Vila de São Felipe do Itavuvu. O fundador, Baltazar Fernandes, mudou para a região em 1654. Depois de alguns anos, o pelourinho foi transferido para outro local e Sorocaba começou oficialmente.

Itavuvu, que em tupi-guarani significa “lajeado”, a “laje grande”, é uma das maiores avenidas da cidade, com 14 quilômetros. A estrada, que sempre foi usada pelos índios, virou um espaço de comércio, lazer e representa muito para a Zona Norte, que é a mais populosa da cidade. A via corta vários bairros e facilita a mobilidade dos moradores. Só para se ter uma ideia, a estimativa é que 25 mil veículos passem pela Itavuvu todos os dias.

Logo no começo da avenida está o mais antigo espaço de saúde com atendimento 24 horas em Sorocaba. É a unidade pré-hospitalar da Zona Norte. São quase 20 mil atendimentos de urgência e emergência todos os meses. O espaço se tornou uma referência não apenas nessa região, mas em toda a cidade.

Na altura da Vila Angélica fica um dos centros esportivos mais movimentados de Sorocaba. O nome é Dr. Artidoro Mascarenhas, mas todo mundo conhece como Dr. Pitico, nome de um ex-prefeito da cidade.

No espaço são realizadas atividades de várias modalidades esportivas como futebol, futsal, atletismo e até aulas de dança. Tudo isso de graça, basta que a pessoa faça uma inscrição. Além disso, o complexo fica aberto todos os dias para o uso da população. Por exemplo, é possível usar a pista de skate até às nove da noite de segunda a sexta-feira. Também é possível aproveitar um pouco da área verde em família, pois tem espaço de sobra para as crianças se divertirem.

Um dos diferenciais do Dr. Pitico é a pista de skate, que foi a primeira pública da cidade. E por isso reuniu muitos amantes do esporte desde a inauguração.

Ainda na Itavuvu várias lojas e estabelecimentos de serviços estão instalados no shopping da Zona Norte. Entre eles, uma unidade avançada da Unimed, que funciona no piso L1 e conta atualmente com um núcleo de diagnóstico. Lá é possível realizar exames, eletrocardiograma, ecocardiograma e testes ergométricos, além de ultrassonografia, raio X digital e exames laboratoriais. A unidade avançada também conta tem uma farmácia comercial para os clientes, que completa o atendimento do paciente. Uma expansão foi realizada, a área de mais de 560 metros quadrados funciona como um pronto atendimento 24 horas, para o funcionamento da nova área, 100 novos postos de trabalho foram criados.

Saindo do aglomerado urbano, fica uma das unidades do Senai em Sorocaba, que é um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo e o maior da América Latina. Essa é uma das 92 unidades fixas do estado de São Paulo.

São oferecidos vários cursos de qualificação profissional: construção civil, gestão, logística e metalurgia. Tudo em um ambiente de ensino projetado para oferecer capacitação profissional e especialização técnica.

No Senai, existem três tipos de curso. Os livres têm curta duração, voltado para jovens e adultos que visam a iniciação profissional, qualificação, aperfeiçoamento ou especialização. Uma alternativa é o aprendiz Senai, programa gratuito para a preparação e inserção de jovens no mercado do trabalho. Além disso, existem os cursos técnicos para áreas tecnológicas do ramo industrial.

Chegando ao bairro Hebert de Souza, está a base dos bombeiros da avenida Itavuvu. Em um terreno de cerca de mil e quinhentos metros quadrados, a unidade atende toda a Zona Norte. O prédio foi inaugurado em 2018. Ao todo 15 bombeiros trabalham no local e realizam cerca de 270 atendimentos por mês. São duas viaturas, sendo que uma é a unidade de resgate e a outra o caminhão auto-bomba, usado no combate a incêndios.

As avenidas Ipanema e Itavuvu somam os maiores trechos de ciclovia de Sorocaba. Pedalar por lá é bem legal porque são vias planas e arborizadas. Aliás, essas ciclovias estão incluídas no projeto de revitalização anunciado pela prefeitura.

Os 128 quilômetros em toda a cidade devem receber várias melhorias, como nova pavimentação, pintura, acréscimo de produto antiderrapante e poda de árvores no trajeto. A previsão é que tudo fique pronto no fim deste ano. Ao longo das avenidas existem ainda estações do Integrabike, que são bicicletas que podem ser usadas de forma gratuita pelas pessoas, basta que o usuário tenha um cartão usado para o transporte público e faça um cadastro.

E no finzinho da avenida Itavuvu, no encontro com a rodovia Castello Branco está o Parque Tecnológico de Sorocaba. O local é um celeiro de bons projetos. No Parque estão instaladas mais de 30 startups, que são empresas com custo de manutenção baixo, mas com possibilidade de crescer e gerar lucro muito rápido. E tudo alinhada com a tecnologia.

É um investimento do município a médio e longo prazo. Investimento que traz resultados depois de dez anos de existência. Por lá passaram dezenas de novas empresas, que hoje movimentam em Sorocaba mais de 200 milhões de reais por ano. E olha que tem fila de espera para conseguir uma vaga no local.

Praticamente o PTS é um celeiro de ideias, mas até mesmo as mentes criativas precisam descansar. E para isso existe uma sala chamada de descompressão, onde é possível fazer um lanchinho, ver televisão, jogar videogame, ou simplesmente relaxar um pouco antes de retomar o trabalho.

E não para por aí não. Na verdade, o plano é fazer o Parque Tecnológico crescer muito mais nos próximos anos. A ideia é ocupar toda uma área de um milhão de metros quadrados com outras empresas.



Sorocaba/SP
Balthazar Fernandes
1577-1670
Nheengatu
Tupi-Guarani
São Filipe
Vila Carol
Bairro Itavuvu
Avenida Itavuvu
Avenida Ipanema
TV Sorocaba


EMERSON


18/05/2023
ANO:542
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]