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Duplicação e melhoria até o litoral: entenda 5 pontos da concessão da Rota Sorocabana. saopaulo.sp.gov.br/spnoticias

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    5 de julho de 2024, sexta-feira
    Atualizado em 14/10/2025 15:00:36
•  Fontes (1)
  
  
Fontes (1)


JUL.
05
HOJE NA;HISTóRIA
62

A concessão rodoviária da Rota Sorocabana vai beneficiar moradores de 17 cidades da região sudoeste do estado. O projeto prevê ampliação, operação e manutenção de 460 quilômetros de rodovias, incluindo trechos rurais operados atualmente pela ViaOeste e estradas sob gestão do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP). O Governo de São Paulo aprovou na quarta-feira (3) a modelagem final e autorizou a publicação do edital de concessão.

Estão previstas diversas intervenções e obras para melhorar rodovias do interior paulista, como duplicação de pistas, criação de faixas adicionais e correções de traçado. “Recebemos também muitas sugestões nas consultas e audiências públicas que ajudam a melhorar as vias e reduzir os acidentes. São intervenções importantes que irão aumentar a segurança”, afirma o secretário de Parcerias e Investimento, Rafael Benini.

O investimento previsto é de R$ 8,7 bilhões em 30 anos de concessão. Serão realizadas duplicação, implantação de faixas adicionais; novas passarelas, mais acostamentos e pontos de ônibus.

A previsão é que o edital de concessão seja publicado pelo Governo de São Paulo em julho.Entenda abaixo cinco pontos da concessão da Rota Sorocabana:

Melhoria das rodovias no interior

O projeto Rota Sorocabana abrange 460 quilômetros de rodovias e atravessa 17 municípios do estado de São Paulo: Alumínio, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Cotia, Ibiúna, Itu, Juquiá, Mairinque, Piedade, Pilar do Sul, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo, São Roque, Sorocaba, Tapiraí, Vargem Grande Paulista e Votorantim.

“É uma oportunidade de a gente usar o trecho que já tem um tráfego conhecido para realizar investimentos em locais que não tinham tanta atenção. São obras muito importantes que vão trazer muito desenvolvimento para regiões que não viam esse nível de investimento”, reforça o secretário de Parcerias e Investimento, Rafael Benini.

Uma das melhorias previstas é a conclusão da duplicação da rodovia Bunjiro Nakao (SP-250), nos trechos entre Vargem Grande e Ibiúna e Ibiúna até Piedade. Em Sorocaba, a mesma via deve receber uma correção de traçado, que vai possibilitar mais segurança.

A rodovia João Leme dos Santos (SP-264) também vai ganhar duplicação no trecho de salto do Pirapora. Na região de Sorocaba, a rodovia Raposo Tavares (SP-270) ganhará faixas adicionais, assim como no trecho de ultrapassagem entre Piedade e São Miguel Arcanjo da rodovia Antunes Soares (SP-079). No local, transitam muitos caminhões carregando eucalipto, o que dificulta o trânsito em via simples. A rodovia SP-075 (conhecida como Castelinho) em Sorocaba, também irá receber mais uma faixa entre os quilômetros 0 e 6,5. Assim como na Castello Branco (SP-280), entre os quilômetros 54 e 79.

Nova rota para o litoral

O projeto Rota Sorocabana vai realizar intervenções na rodovia Antunes Soares (SP-079), que liga Salto a Juquiá. O objetivo é deixar o trecho de serra, entre Tapiraí e Juquiá, mais seguro para o motorista descer para o litoral sul de São Paulo. A via é pouco utilizada pelos motoristas em razão da falta de faixas para acostamentos e trechos de muitas curvas.

A concessão vai permitir a construção de faixas adicionais na subida, acostamento, rampa de escape e melhorias na iluminação. No trecho, também será construído um contorno na cidade de Juquiá, no trecho urbano da rodovias SP-079, que faz ligação com a rodovia Régis Bittencourt.

Convênio com os municípios

O projeto Rota Sorocabana prevê a criação de convênios com os municípios para realização de obras em trechos municipais dentro da concessão. É o caso da ponte da cidade de Juquiá, que atualmente está com o tráfego de caminhões limitado, sem passagem de pedestre. O trecho será reformado por meio de um convênio com a prefeitura e devolvido à administração do município.

Em Vargem Grande Paulista, outro convênio firmado com o município visa a implantação de uma avenida marginal municipal. Em São Roque e em Ibiúna, será implementado o contorno viário a partir de vias municipais já existentes.

Pedágio

O projeto Rota Sorocabana contará com o sistema automático livre, pagamento da tarifa de maneira 100% automática (sistema free flow), que permite cobrança mais justa em relação ao trecho percorrido. As vias atualmente sob concessão da ViaOeste terão as praças de pedágios convertidas em pórticos. O novo contrato permitirá redução na tarifa quilométrica atual, além de diminuir o tempo de viagem e a emissão de dióxido de carbono.

Transparência

Durante o período de consultas e audiências públicas da Rota Sorocabana, realizadas entre março e abril deste ano, foram enviadas 458 contribuições referentes ao projeto. Dessas, 78% tiveram acolhimento total ou parcial.

As sugestões de aprimoramento partiram em sua maioria da sociedade civil (288 contribuições), seguida de autoridades públicas e empresas diversas. Entre os principais temas recebidos estão os acessos e duplicações de vias, a criação de ciclovias e distribuição dos pórticos na malha rodoviária.

Programa de Parcerias de Investimentos

O projeto do Lote Nova Raposo faz parte do programa estadual para ampliar as oportunidades de investimento, emprego, desenvolvimento socioeconômico, tecnológico, ambiental e industrial em São Paulo. Ao todo, são 24 projetos qualificados e uma carteira de mais de R$ 270 bilhões.



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 Fontes (1)

 1° fonte/1943   

Jornal A Cruz. Uma página do Exmo. D. Jaime Camara
Data: 1943

Em 1551 chegaram a Santa Catarina os primeiros jesuítas, mandados pelo Padre Nóbrega e chefiados pelo Padre Leonardo Nunes.

Os cariós tinham fama de ser os mais inclinados para o cristianismo. Não recebendo novos missionários (os primeiros haviam perecido) iam a São Vicente buscar a instrução e o batismo.




[28225] Jornal A Cruz. Uma página do Exmo. D. Jaime Camara
18/07/1943


EMERSON


05/07/2024
ANO:859
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]