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Séculos



“Cachoeira de Itapururanga, município de Sorocaba”, Jornal Ave Maria
1 de dez. de 1907, domingo ver ano



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 Fontes (26)

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Desde o "Descobrimento" os europeus buscavam Sabarabuçú, a montanha onde localizava-se a Paraupaba, uma "Lagoa Dourada". Luís Castanho de Almeida (1904-1981); ““Memória Histórica de Sorocaba”, parte I 337, 338 e 339]

Em 1587 D. Francisco de Souza encontrara-se em Madrid com Gabriel Soares de Souza, irmão de Pero Coelho de Souza que procurava prata e outro na lendária Sabarabuçú, tendo falecido na volta cem léguas da capital. De posse to roteiro do irmão, Gabriel, tentouem 1591. D. Francisco, tomara posse de Governador nesse mesmo ano e em 1592 auxiliou Gabriel Soares a reconstituir a expedição, na qual Soares também morreu. Todos iam morrendo no sonho da Sabarabuçú, como repete em ritornello Paulo Setúbal. Em 14 de outubro de 1597 D. Francisco enviou outra expedição no rastro de Gabriel Soares. [9049]

A expedição era composta de 700 portugueses e 2000 nativos. Para se ter ideia, 4 anos depois, São Paulo/SP para 308, portantoum acréscimo de 80% numa década

Martim Correia de Sá (1575-1632)Filho de Salvador Correia de Sá, O Velho (1538-1631) e Inês de Souza, seu filho Salvador Correia de Sá e Benevides (1594-1688)

Salvador Correia, a quem se deve a oficialização dos esforços anteriores, tem retrato verdadeiro, mas não se pode reduzir a um esquema único o motivo da fundação de Sorocaba.." [9049]

Fazia parte dessa expedição outro personagem incrível, Anthony Knivet (1560-1649), que assim como seu relato, também é omitido na História de Sorocaba, um pirata inglês dá mais algumas informações sobre essa expedição. [p. 26888]Sem precisar a data, diz que teve lugar uns que esteve nove meses no sertão com Martim de Sá e onze meses entre os índios.

se encontram os índios que empregam ouro nas suas linhas de pescar (...) sendo o metal encontrado na terra preta (...), de uma montanha seca chamada Etepararange. (...) donde Martim de Sá voltou, foram encontradas pepitas de ouro, pedaços de cristal e pedras coloridas de azul. Knivet continuou passando por Itapusik chegando a montanha de todos los metales.

A qual Teodoro Fernandes Sampaio (1855-1937) identificava como o morro de Araçoiaba, em São Paulo, no qual sertanistas mineiros haviam encontrado ouro e prata.

A coincidência dos três nomes nvem a ser de tal ordem que se mostre inaceitável admitir a coexistência toponímica, ainda mais num núcleo tão pequeno, como o de São Paulo quinhentista, torna-se realmente extraordinário não admitir.

Itapusik ou Itapucu satisfaz um problema ainda mais persistente; Itavuvu ser Itapebussu.

Apesar de investigações cuidadosas e de minuciosos exames locais, até agora não se sabe onde tal vila foi situada, ou mesmo se foi situada; o rio Piratininga jamais foi identificado, e com esse nome talvez não tivesse existido rio algum.

Piratininga (nenhuma etimologia satisfatória para essa palavra), era uma região situada no planalto. A Câmara da Vila de S. Paulo, que às vezes se denominava “S. Paulo do Campo”, “S. Paulo de Piratininga”, “S. Paulo do Campo de Piratininga”, concedeu datas de terras em “Piratininga, termo desta vila” no “caminho de Piratininga”, “indo para Piratininga”, “no caminho que desta vila vai para Piratininga” etc. (Atas da Câmara de S. Paulo, vol. 3.º, pág. 168, Registro Geral, vol. 1.º, págs. 10, 72, 88, 98, 100, 108, 129, 283). [27813]

fonte - 1 de dezembro de 1938, quinta-feiraInstituto histórico e geográfico de São Paulo; Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume XXXV*Por isso, não é bem uma mudança de pelourinho que se efetua em 1661. é a criação de uma vila de Sorocaba, independente das outras duas. é a elevação oficial a vila de um povoado que existia desde 1645, com a consequência infalível de apressar, numa terceira transmigração, a vinda dos últimos povoadores do Itavovú, que em 1700 e poucos é uma simples fazenda onde mora o parnaibano Luiz Castanho de Almeida, neto do homônimo explorador de Goiaz.

D. Francisco não se demorou em fazer seguir uma expedição á serra da Mantiqueira, que Anthony Knivet designa como "um sítio chamado Itapusik" e que evidentemente é como uma erronia de Itapucú, que ele, em outra parte da narrativa, assinala como Itapuca, querendo dizer monte de pedras compridas, trecho da Mantiqueira que é hoje o Pucú ou Pedra do Pecú, por onde, dois anos antes, passara a malograda expedição de Martim de Sá, em perseguição dos tamoyos. Anthony Knivet, que já estivera no lugar, teve ordem de seguir na expedição, a qual mui provavelmente se meteu a caminho de novembro e dezembro de 1599.

itáberábossú itá + beráb + ossú. “Itá” é pedra, “beráb” é brilhante e “ossú” é grande, penedo resplandecente, serra fulgida, montanha-grande-que-resplende você diz - exatissimamente!

Também encaixa na cronologia dos fatos. As primeiras referências a certos “montes de Sabaroason”, vem de 1598, de onde ummameluco teria extraído amostras de metal que, sendo levadas à Bahia, motivaram a vindado governador, D. Francisco de Sousa, a São Vicente.Carvalho Franco[24343]

Castanho de Almeida

Em outubro de 1598, sonhando em atingir Sabarabuçú como pela retaguarda, e avantajando em demasia a pequena mineração dos Sardinha, crendo fazer da capitania de São Vicente um novo Perú, embarcou para o sul, com uma comitiva de soldados portugueses e nativos mansos para o transporte de pessoas e cargas e os primeiros trabalhos, não sem enviar antes, como administrador das minas, Diogo Gonçalves Laço, que chegou à vila de São Paulo em 13 de maio daquele ano. [9049]

A História oficial de Sorocaba:Do Rio de Janeiro, D. Francisco foi à vila de São Vicente, na qual chegou em março de 1599. Da vila litorânea, o governador rumou para São Paulo atravessando a Serra do Mar, chegando em 5 maio com grande comitiva, dia 23 do mesmo mês parte para a região de Sorocaba, chegando em "Itapevucú" em 3 de junho, onde encontrou Afonso Sardinha, o Velho (1531-1616) e onde passa 4 meses.Teria fundado um povoado chamado Nossa Senhora de Montserrat, e transferido-o em 1611 para o Itavuvu, chamando-o São Felipe.

Assim narrado por José Monteiro Salazar (1927-2013) em "Araçoiaba & Ipanema" (1997):

Enfim, partiu D. Francisco para as minas de Araçoiaba. Imagine-se uma viagem que hoje em dia pode ser feita de carro em uma hora e meia e que, naquele tempo, durava em média, segundo cronistas antigos, cerca de 18 dias!

Mas a grande e brilhante comitiva, pois só de soldados havia trezentos e mais "gente de marcação da Armada que trouxe dito Senhor" -

(...)No dia 3 de junho de 1599, acompanhado de grande e imponente séquito, constituído de fidalgos coloridamente trajados, técnicos, os soldados de infantaria já mencionados e numerosos nativos domésticos, entrava D. Francisco de Souza no povoado, fazendo reboar as montanhas com o éco de suas músicas marciais, trombetas e tambores.

E foi recebido regiamente por Afonso Sardinha, não obstante a pobreza de suas instalações no vilarejo de Itapebussu. Parece que d. Francisco gostou da recepção, ou dos ares, ou ficou influenciado pela "febre" do ouro e pedras preciosas e, na falta deles na exploração do ferro, pois demorou-se em Araçoiaba, relativamente bastante tempo. Eis que, chegado a 3 de junho ainda há atos dele em novembro. Teria ficado pelo menos uns 4 meses."
[25788]

Outro trecho do relato de Knivet entre março e julho de 1599 don Francisco ainda procurava Sardinha.

Quatro meses depois que chegara o governador geral a São Vicente, teve meu amo que fazer ali. Acompanhei-o. Quando chegamos, achava-se o governador a 50 léguas, em um lugar no interior, onde lhe constava haverem muitas minas de ouro. Não tendo achado, porém, coisa que pagasse o trabalho, despachou gente mais para o sertão em busca de um sítio chamado Itapusik. Como eu conhecia esse lugar, tive ordem do governador geral para seguir para ali.

De fato, como escrito acima, Martim Correia de Sá não chegou a Itapusikprévio do local*jun. de 1590 ver ano [24343]

segundo informa Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777) -“Estando em Biraçoyaba, passou ordem, datada de 2 de agosto, ao provesor Braz Cubas, para fazer cobrar 200$000 do fiador dos flamengos João Guimarães e Nicolau Guimarães, para as despezas que estavam fazendo com a gente do trabalho, com que se achava naquelas minas e com os soldados de infantaria que o acompanhavam.” [24418]

Fica expostopróprio epitaphio gravado na em cobre na sepultura de Braz é ainda uma prova a oferecer veracidade da descoberta, por elle, (ancisco Lobo : Obr. dl. Braz Cubas 30 do precioso metal :

"S. a de Braz Cubas, Cavalheiro Fidalgo da Casa de El-Rey. Fundou e fez esta Villa, sendo Capitão, e Casa de Misericórdia no anno de 1543. Descobriu ouro e metaes anno de 1560. Fez fortaleza por mando d. El-Rey D. João III. Falleceu no annò de 1597.

Brás Cubas (1507-1592), além de hexavó de Taques

Informa ainda Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777) que, "por mandado de D. Francisco, de 20 de setembro de 1599, recebeu Diogo Sodré, almoxarife, o Pagador D’Armada e que veio para as minas de ouro e prata o dito Senhor, seis contos, 129.509 mil, que estavam no almoxarifado da Fazenda de Santos, carregados em receita ao almoxarife dela, João de Abreu, dos direitos da Urca nomeada "Mundo Dourado", para pagamento dos soldados e manejo das fitas minas". [25788]

Por fevereiro, talvez de 1609, no porto de Santos arribara o Mundo Dourado, grande urca de Amsterdam, cujo capitão, Lourenço Bicár, alegando as suas crenças cristãs e os seus intentos comerciais, requereu licença para descarregar e vender mercadorias que levava.Despachado favoravelmente o Mundo Dourado fundeou e, depois de pagos os direitos reais, entrou a negociar com os moradores de Santos.Dizem que mais tarde, tomando inquirições, d Francisco de Sousa viera a saber que essa nau, separada por tormentos de uma armada que fóra ao Estreito de Magalhães, a pilhar carregamentos vindos do Peru, aportara apenas para esperar as companhias.

Tem mais sentido

Chegado aqui, logo de transportou - outubro de 1599 - para Biraçoyaba e Caativa, com ensaiadores, mineiros, fundidores. [26849]

D. Francisco nomeia Antonio de Proença capitão da gente a cavalo na vila e nas entrada ao sertão15 de out. de 1599, sexta-

Não apareceu prova de que fosse o Cap. mor Antônio de Proença genro de Mestre Bartolomeu; pelas datas, poderiam ter parentesco em Portugal.




1º fonte - nov. de 1599
A expedição de Salvador, Martim de Sá e o pirata Anthony Knivet, enviada por D. Francisco de Souza*



2º fonte - 1751
“Dicionario Portuguez-Brasiliano e Brasiliano-Portuguez”, Frei Onofre



3º fonte - 1755
Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777); História da Capitania de São Vicente

Sorocaba foi fundada em 1670 pelo paulista Baltazar Fernandes, irmão dos povoadores das vilas de Parnaíba e Itu, com seus genros André de Zuniga e Bartolomeu de Zuniga, cavaleiros da província do Paraguai das índias de Castela. Eles construíram em sua própria fazenda a igreja matriz, casa de conselho e cadeia, assim a Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba foi elevada a vila por provisão do capitão-mor loco-tenente donatário Francisco Luís Carneiro de Sousa, Conde da Ilha do Príncipe.

4º fonte - 1763
Bairros existentes em Sorocaba



5º fonte - 1862
Augusto Emílio Zaluar; “Peregrinação pela Província de S. Paulo: 1860-1861”. Augusto Emílio Zaluar (1825-1882)



6º fonte - 19 de dez. de 1875, domingo
Jornal Correio Paulistano; O Relato de Anthony Knivet, Jornal Correio Paulistano

Quando chegamos, achava-se o governador a 50 léguas, em um lugar no interior, onde lhe constava haverem muitas minas de ouro. Não tendo achado, porém, coisa que pagasse o trabalho, despachou gente mais para o sertão em busca de um sítio chamado Itapusik. Como eu conhecia esse lugar, tive ordem do governador geral para seguir para ali.

Encontramos em Itapusik minas não vulgares. Trouxemos uma porção de terra aurífera e vários pedacinhos de ouro, que achamos em lugares lavrados pelas águas. Muito folgou com isso o governador geral; deu-nos pelo achado mais do ele valia, e enviou-o ao rei, a quem requereu permissão para averiguar se essas minas eram lavráveis ou não.

Mandou igualmente 40 mil libras em lâminas de prata preparada na mina de São Paulo a 12 léguas de São Vicente. Quando eu me achava em Itapusik, partiu meu amo para casa. Em consequência de sua retirada, tive de servir como soldado até que partissem navios para o Rio de Janeiro. Servi 3 meses, e fui muito bem recompensado pelo governador, que remeteu-me de novo para meu velho amo.

7º fonte - 10 de out. de 1904, segunda-feira
Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957); “D. Francisco de Souza”. Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957), Jornal Correio Paulistano



8º fonte - 1914
João Ribeiro; História do Brasil, 1914. João Ribeiro

Knivet dá mais algumas informações sobre essa expedição.Sem precisar a data, diz que teve lugar uns que esteve nove meses no sertão com Martim de Sá e onze meses entre os índios.

se encontram os índios que empregam ouro nas suas linhas de pescar (...) sendo o metal encontrado na terra preta chamada Taiaquara, de uma montanha seca chamada Etepararange.

(...)No outro lado do rio havia uma montanha chamada “de todos os metais” que tinha sido visitada por espanhóis e portugueses e onde Pedro de Charamento tinha fincado uma grande cruz com o nome do rei da Espanha que Knivet substituiu pelo da Rainha da Inglaterra. Aí também havia uma pequena igreja com imagens. Julgaram estar em território espanhol do Rio da Prata e daí tomaram caminho para o mar. [Páginas 168, 169, 170 e 171

9º fonte - 1915
Revista trimensal do Instituto Histórico, Geográphico e Etnográphico Brasileiro; Primeiro Congresso de História Nacional: Explorações Geográficas, Arqueológicas e Etnográficas

Pelas narrativas de Knivet se confirma que d. Francisco de Sousa pouco se demorou em S. Vicente. quando veio ao sul, em 1599, a promover a exploração das minas. Em novembro desse ano, quando Salvador Correira chega a Santos, a chamado do governador geral, levando-lhe auxilio de gente e munições para as entradas ao sertão, já o ativo governador estava a muita léguas no interior, distante de S. Paulo, na serra de Araçoiaba, cuja fama, como vimos, a fazia conhecida como montanha de todos os metais.

D. Francisco não se demorou em fazer seguir uma expedição á serra da Mantiqueira, que Anthony Knivet designa como "um sítio chamado Itapusik" e que evidentemente é como uma erronia de Itapucú, que ele, em outra parte da narrativa, assinala como Itapuca, querendo dizer monte de pedras compridas, trecho da Mantiqueira que é hoje o Pucú ou Pedra do Pecú, por onde, dois anos antes, passara a malograda expedição de Martim de Sá, em perseguição dos tamoyos. Anthony Knivet, que já estivera no lugar, teve ordem de seguir na expedição, a qual mui provavelmente se meteu a caminho de novembro e dezembro de 1599.

Knivet não a descreve com as minúcias com que trata de tantas outras em que antes tomara parte; resume-lhe os fatos e muito pouca coisa; diz que se acharam em Itapucú minas não vulgares, e, por prova, trouxeram de lá uma porção de terra aurífera e algumas pepitas de ouro, encontradas em terreno de aluvião, com o que muito se alegrou o governador comunicando o fato para o reino e pedindo permissão para examinar si essas minas eram ou não lavráveis.

Restituído a Salvador Correia, que tornara ao Rio sem aguardar os resultados da expedição de Itapucú, voltou o prisioneiro inglês aos seus misteres antigos, na lavoura da cana. Perece, porém, que pouco tempo se demorou no engenho de açúcar de seu amo, porque foi por este mandado para as bandas da serra dos Órgãos, que o narrador chama Orgelen, talvez acompanhando a Martim de Sá na sua expedição contra os tomiminós do baixo Parahyba. [Páginas 387 e 388] [1]

10º fonte - 1915
Teodoro Fernandes Sampaio (1855-1937); Teodoro Fernandes Sampaio (1855-1937)



11º fonte - 1921
Arquivo Histórico Municipal (SP); Sesmarias de 1602-1642, Publicação Oficial do Arquivo do Estado de São Paulo, impresso pela Tipografia Piratininga



12º fonte - 1934
Paulo de Oliveira Leite Setúbal (1893-1937); "O Romance do Prata" de Paulo Setúbal (Sabarabuçu, serra Sabarabussú)



13º fonte - 1937
Francisco Martins dos Santos; “História de Santos”. Francisco Martins dos Santos



14º fonte - dez. de 1938
Instituto histórico e geográfico de São Paulo; Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume XXXV*



15º fonte - 21 de dez. de 1964, segunda-feira
Luís Castanho de Almeida (1904-1981); “Memória Histórica de Sorocaba: Parte I”



16º fonte - 1969
Arquivo Histórico Municipal (SP); Revista do Arquivo Municipal CLXXVIII (178), 1969. AMARAL, Antonio Barreto. “Afonso Sardinha. Um vereador do século XVI”. Revista do Arquivo Municipal CLXXVIII (178), 1969.



17º fonte - 1997
José Monteiro Salazar (1927-2013); Araçoiaba & Ipanema

Enfim, partiu D. Francisco para as minas de Araçoiaba. Imagine-se uma viagem que hoje em dia pode ser feita de carro em uma hora e meia e que, naquele tempo, durava em média, segundo cronistas antigos, cerca de 18 dias!

Mas a grande e brilhante comitiva, pois só de soldados havia trezentos e mais "gente de marcação da Armada que trouxe dito Senhor" - segundo informa Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777) - "que de Biracoiaba, passou ordem, dada de 2 de agosto de 1599, ao Provedor da Fazenda, fazendo cobrar duzentos mil reais, do fiador dos flamengos, João Guimarães, para as despesas que estavam fazendo com gente de trabalho que com ele se achava naquelas minas, em cujo lavor, estabelecimento houveram despesas e com os soldados de infantaria que o acompanhavam do resto.

Informa ainda Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777) que, "por mandado de D. Francisco, de 20 de setembro de 1599, recebeu Diogo Sodré, almoxarife, o Pagador D’Armada e que veio para as minas de ouro e prata o dito Senhor, seis contos, 129.509 mil, que estavam no almoxarifado da Fazenda de Santos, carregados em receita ao almoxarife dela, João de Abreu, dos direitos da Urca nomeada "Mundo Dourado", para pagamento dos soldados e manejo das fitas minas".

No dia 3 de junho de 1599, acompanhado de grande e imponente séquito, constituído de fidalgos coloridamente trajados, técnicos, os soldados de infantaria já mencionados e numerosos nativos domésticos, entrava D. Francisco de Souza no povoado, fazendo reboar as montanhas com o éco de suas músicas marciais, trombetas e tambores.

E foi recebido regiamente por Afonso Sardinha, não obstante a pobreza de suas instalações no vilarejo de Itapebussu. Parece que d. Francisco gostou da recepção, ou dos ares, ou ficou influenciado pela "febre" do ouro e pedras preciosas e, na falta deles na exploração do ferro, pois demorou-se em Araçoiaba, relativamente bastante tempo. Eis que, chegado a 3 de junho ainda há atos dele em novembro. Teria ficado pelo menos uns 4 meses."

Há de fato, a cavaleiro do local onde se situam as ruínas dos formos de Afonso Sardinha, no vale das Furnas, um cabeço do Morro Araçoiaba que termina em uma pedra imensa, uma verdadeira laje, longa e chata e, por isso mesmo, no dizer dos nativos "itapevussu", ou seja "pedra longa e chata". Certamente e, como já destacou o Engenheiro-agrônomo Casemiro Junqueira Vilella, homem de grande cultura e muitos estudos que, durante certo tempo, foi Diretor do órgão do Ministério da Agricultura ali sediado, naquele local residiam os que operavam o Engenho de Ferro. Mas, será que a povoação seria alí mesmo? É uma pergunta que fazemos baseados em certas premissas.

1 - D. Francisco de Souza para lá deslocou-se, acompanhado de uma grande comitiva, cerca de quinhentas pessoas. Homem de pompas, acostumado a luxos, encontraria condições de se hospedar decentemente e com conforto em um grupo de casotas, uma espécie de favela, ali existente, pois, mais do que isso, certamente, não haveria por alí na Itapevussú.



18º fonte - 2007
Sheila Moura Hue; As Incríveis Aventuras e Estranhos Infortúnios de Anthony Knivet: Memórias de um aventureiro inglês que em 1591 saiu de seu país com o pirata Thomas Cavendish e foi abandonado no Brasil, entre índios canibais e colonos selvagens



19º fonte - 2010
José Carlos Vilardaga; São Paulo na órbita do Império dos Felipes: Conexões Castelhanas de uma vila da américa portuguesa durante a União Ibérica (1580-1640)



20º fonte - 7 de nov. de 2022, segunda-feira
João Barcellos; “Denominação De Local Nas Origens De Sorocaba Possivelmente Em Hebraico”, 07.11.2022. João Barcellos



21º fonte - 20 de fev. de 2023, segunda-feira
Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia; "Povoadores de SP - Afonso Sardinha" Revista da ASBRAP nº 17, consultado em

Não apareceu prova de que fosse o Cap. mor Antônio de Proença genro de Mestre Bartolomeu; pelas datas, poderiam ter parentesco em Portugal. Num apenso do testamento, declarou Afonso Sardinha que lhe deviam João Batista Málio 80 cruzados e a fazenda “do seu cunhado Antônio de Proença”, falecido, 100 cruzados. Seria o Cap. Mor Antônio de Proença “cunhado” de João BatistaMálio; em outro caso diria “e a fazenda do meu cunhado”.

22º fonte - 2 de mar. de 2023, quinta-feira
Antonio Castanho da Silva e Catarina de Almeida, consultado em freepages.rootsweb.com

Filhos de Antonio Castanho da Silva e Catarina de AlmeidaCaso tenha informações sobre esta família gostaríamos de conhecê-las. Mande-nos um e-mail.01. Antonio Castanho da SilvaQue herdou de seu pai a grande fazenda de Santana de Parnaíba, e ali casou-se com Filipa Gago, filha de Paschoal Delgado Lobo, o moço, e de Anna da Costa. Faleceu com testamento em 1646, e teve uma filha única: Isabel Castanho, que casou-se com Paulo de Anhaya, filho de outro de igual nome, natural do Porto, e de Maria Coelho, e foram moradores de Parnaíba. Cumpre observar que Pedro Taques e Azevedo Marques erradamente escreveram ter sido esta Izabel Castanho casada com seu tio avô, o capitão Balthazar Fernandes, quando é certo que Isabel de Proença, mulher do dito Balthazar Fernandes, era, como declarou ela em seu testamento feito em 1644 em Santana de Parnaíba, filha de João de Abreu e de Izabel de Proença Varella.02. Luiz Castanho de AlmeidaCasado com Isabel de Lara.

23º fonte - 8 de abr. de 2026, quarta-feira
Adolfo Frioli (n.1943); Publicação no Facebook



24º fonte - 21 de abr. de 2026, terça-feira
Tupi E Guarani A Língua Dos Bandeirantes



25º fonte - 22 de abr. de 2026, quarta-feira
Adriano César Koboyama (n.1982); Genealogia de Antonio de Proença (1540-1605): descendentes



26º fonte - 22 de abr. de 2026, quarta-feira
Adriano César Koboyama (n.1982); Genealogia de Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777): antepassados



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