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autor:11/12/2023 15:30:11
Indígenas questionam tradicional apelido "Bugre" do Guarani. Marcos Guedes, Folha de São Paulo

mencio ()

    26 de setembro de 2020, sábado
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  
  
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SET.
26
HOJE NA;HISTóRIA
32

Graciela é Guarani, com muito orgulho, mas não é bugre. Ela é um dos muitos indígenas brasileiros com aversão à palavra que os torcedores do Guarani gritam, também com orgulho, enquanto cantam seu hino: “Avante, avante, meu Bugre”.

Graciela Guarani, 34, conhece a origem do vocábulo. Mesmo que não conhecesse, teria percebido que não se trata exatamente de um elogio ao crescer em Mato Grosso do Sul, habituando-se a ouvir construções como “bugres sujos”, “cabelo de bugrinha suja” e similares.

“A palavra bugre é racista e sempre vai ser, por ser um termo que grande parte da sociedade perpetua para condicionar o ser originário como inferior”, diz a produtora cultural. “É vil, racista, muito cruel. É usado para nos desumanizar, a partir do momento em que nos consideram sem alma, selvagens e pagãos."

O povo indígena guarani se espalha por cinco países da América do Sul —Brasil, Argentina, Bolívia, Uruguai e Paraguai. No total, são mais de 280 mil pessoas, cerca de 85 mil delas no Brasil, segundo o Mapa Guarani Continental, de 2016. A população se concentra principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

Para essas pessoas, lutar contra o uso do termo "bugre" e contra sua normalização sempre foi difícil, mas uma esperança surgiu nos movimentos antirracistas desencadeados neste ano, principalmente a partir da morte do negro George Floyd. Nos Estados Unidos, onde ele foi asfixiado pelo joelho de um policial branco, veio à superfície uma série de questionamentos.

Um deles era referente ao nome do tradicional time de futebol americano da capital, Washington Redskins, ofensivo aos povos indígenas da América do Norte. “Red skin”, ou “pele vermelha”, já foi o termo usado para designar o escalpo, o couro cabeludo, arrancado do crânio dos indígenas mortos no período em que seu extermínio era política governamental.

Havia recompensa para quem entregasse “red skin”, como comprovam documentos dos séculos 18 e 19.

Pressionado também por patrocinadores, o Washington Redskins, após longa e determinada recusa em lidar com o tema, finalmente topou mudar de nome. Na temporada recém-iniciada, a equipe vem atuando provisoriamente como Washington Football Team, enquanto discute a identidade que assumirá.

No Brasil, não há contestação ao Guarani Futebol Clube, fundado em 1911 como Guarany Foot-Ball Club. O nome da equipe campineira foi escolhido por causa de Carlos Gomes, célebre compositor nascido em Campinas –autor da ópera “O Guarani”, baseada no livro homônimo de José de Alencar.

O que os indígenas questionam é o apelido Bugre.

“Bugre seria o mesmo que chamar alguém de selvagem. É uma palavra usada no sentido pejorativo, para ofender um indígena. Qualquer um que chama um indígena de bugre está o ofendendo da forma mais desumana”, diz Kellen Natalice Vilharva, 25, outra que se irrita com o apelido do campeão brasileiro de 1978.

“Infelizmente, a forma de que o Brasil foi invadido, com as terras indígenas roubadas, tem consequências até hoje. Bugres, preguiçosos, invasores e várias outras palavras se usam comumente, e as pessoas nem sabem o que elas significam, não têm ideia do que há por trás”, acrescenta a bióloga, jovem liderança da etnia guarani kaiowá.

Os torcedores do Guarani, em sua vasta maioria, também não têm ideia. A construção do apelido Bugre foi feita por associação ao nome do time, usado quase como um sinônimo. Não foi como Porco ou Urubu, xingamentos transformados em identidade pelos torcedores de Palmeiras e Flamengo, respectivamente, como mecanismos de defesa.

Não há dúvida, porém, de que a carga semântica da palavra seja historicamente negativa.

“De fato, ‘bugre’ é um termo pejorativo (‘rude’, ‘primário’, ‘incivilizado’, ‘selvagem’), associado aos povos nativos pelo colonizador português. O primeiro registro do termo no português do Brasil é de 1771. Tem origem na palavra francesa ‘bougre’, por sua vez derivada do latim medieval bulgarus (no sentido de ‘búlgaro’, ‘herético’, ‘sodomita’)”, explica Thaís Nicoleti, consultora de língua portuguesa da Folha.

Luís Augusto De Mola Guisard, 59, também fez esse trajeto histórico ao escrever “O bugre: um João-Ninguém”. Na dissertação de mestrado, o sociólogo foi até os bogomilos –tidos como heréticos por negar os rituais da Igreja Católica no século 9– e traçou o caminho da palavra “bugre” até que ela fosse aplicada aos povos nativos brasileiros.

“Comecei a estudar a etimologia da palavra e percebi que vem de um conceito do infiel moral da Idade Média”, diz o pesquisador. “O bugre é aquele que é infiel moral e é também, quando o colonizador chega aqui, para ele, um infiel do mundo do trabalho.”

Guisard fez um longo trabalho de campo na cidade de Cáceres, em Mato Grosso, onde há uma considerável população indígena. Lá, mesmo com toda a transformação que a palavra sofrera desde os bogomilos, percebeu que ela continuava sendo usada com o cunho agressivo de sempre.

“Aqui, o bugre é gente pequena, que é ninguém, um joão-ninguém”, disse um comerciante entrevistado no trabalho. “Bugre é o nome do cara de beiços grossos, feições grosseiras, às vezes pouca inteligência”, afirmou outro entrevistado, identificado como parte de uma família tradicional local.

Há vários outros exemplos, e tudo o que escutou Guisard foi de encontro ao que havia escrito Gilberto Freyre, em “Casa Grande e Senzala”. No livro de 1933, o antropólogo já tinha observado o evidente caráter pejorativo com que a palavra fora empregada no Brasil.

“A denominação de bugres dadas pelos portugueses aos indígenas do Brasil em geral e a uma tribo de São Paulo em particular talvez exprimisse o horror teológico de cristãos mal saídos da Idade Média ao pecado nefando”, escreveu Freyre. “Para o cristão medieval foi o termo bugre que ficou impregnado da mesma ideia pegajosa de pecado imundo.”

Isso não ficou para trás, como mostrou a pesquisa de Guisard. Se o torcedor do Guarani grita “avante, meu Bugre” sem ciência de toda a carga semântica que carrega o hino, há partes do país em que o tom continua deliberadamente jocoso.

Existe, por isso, um incômodo entre os povos indígenas com o apelido do time campineiro. Ainda que a alcunha não tenha sido criada para atacar, ela machuca.

“O clube carrega o peso de ter no seu nome uma representatividade tão magnífica, que também tenho o orgulho de carregar. Acredito muito que o clube tenha a possibilidade de repensar algumas construções pejorativas e construir de fato um orgulho que não seja à custa de lágrimas de muitos. Ainda acredito na inteligência humana brasileira de conhecer sua história e revolucionar muitos dizeres e construções pejorativas”, aposta Graciela Guarani.

“Querendo ou não, por ter esse nome, o clube carrega uma responsabilidade, leva o nome de um dos maiores povos indígenas do Brasil”, diz Kellen Vilharva. “É mais do que necessário o clube se posicionar. De 1976 a 2020 eles têm usado esse termo pejorativo no hino. Estamos em outra época. Com certeza, deveria mudar.”

O Guarani foi procurado pela reportagem para se posicionar sobre o tema e preferiu não enviar uma resposta.

Longe do estádio Brinco de Ouro, “a nossa taba”, como diz o hino composto por Oswaldo Guilherme há 44 anos, indígenas continuam lutando contra o uso de um vocábulo que os ofende.

Recentemente, Graciela se viu obrigada a intervir em um grupo de WhatsApp quando a palavra foi utilizada. “Ela me corta e me machuca como uma faca”, disse a guarani, tentando ser didática: “É como chamar nossos irmãos negros de macacos”.

Já Kellen se revoltou ao ouvir “boa noite, bugrada” de um colega quando tirava sua carteira de habilitação. Ela hesitou, temendo gerar um mal-estar na turma, porém resolveu explicar o significado da palavra e as possíveis consequências legais em casos de racismo. Não se arrependeu.

“Não ficar calado e ensinar as gerações mais novas é a maneira de quebrar essas ideias.”



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EMERSON


26/09/2020
ANO:285
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]