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Sorocaba Através da História
Hoje é dia de passar pela a Praça Cel. Fernando Prestes, atravessar a Rua São Bento e conhecer a história do querido Sorocaba Clube, o Palaciano. Sandro Aranha, Sorocaba Através da História

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    16 de outubro de 2021, sábado
    Atualizado em 21/01/2026 22:30:24


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OUT.
16
HOJE NA;HISTóRIA
44

Curiosamente em 10 de março de 1915, inaugurava-se o Sorocaba Club Familiar, na esquina da Rua José Bonifácio com a Rua Barão do Rio Branco, mas infelizmente encontramos poucas informações para confirmar se ele seria a origem do Sorocaba Clube, pois a última noticia encontrada foi de um jogo em 1917, entre o Sorocaba Club X Pindorama em Tatuí.

Chegando a década de 20, um grupo de pessoas descontentes com o rumo que os clubes da época que seguiam, segundo a visão deles, os estatutos e tradições eram ignorados e que os locais se tornaram centros de reuniões politicas com discursos subversivos, anarquistas e revolucionários, decidiram criar um clube que resgatasse esses princípios, liderados pelo senador Dr. Campos Vergueiro.

Além do Dr. Vergueiro no grupo destacava-se: Tobias Avino, Pedro Augusto de Almeida, Ireno Tienghi, Brasilizio Leite, Edgard Sampaio, Persio Madureira, Querubim Rosa, Mauro Pedreshi, Fortunato Amaral, Jorge Moysés Betti, Luiz do Amaral Wagner, mas o total de fundadores chegaria a 180 pessoas, segundo a ata de fundação encontrada pelo presidente atual do clube, Benedito Maciel de Oliveira Filho.

As primeiras reuniões aconteceram na sede do E. C. Sorocabano, na Rua São Bento. Em 3 de novembro de 1926, houve a assembleia para discussão dos estatutos do novo clube que foi presidida por João Clímaco de Camargo Pires e seguida pela eleição da primeira diretoria tendo Campos Vergueiro como seu presidente.

Dessas assembleias foi decidido o nome do clube que homenagearia a cidade, e sendo os sócios em sua maioria católica, foi escolhido como padroeiro do clube, São Paulo, que era o padroeiro do estado paulista. Chegando a um acordo em todas as questões relacionadas à criação do clube, finalmente ele foi fundado em 9 de novembro de 1926.

Depois de visitarem diversos prédios, sem encontrar nenhum que valesse a pena a adaptação, aproveitaram a mudança do E. C. Sorocabano de sua sede na Rua São Bento nº 44, que se transferiu para outro prédio na mesma rua, para comprar e se instalar nesse casarão que era de Gumercindo Gonçalves que acabara de ficar desocupado.

Ema reforma para adequar as atividades do clube e comprou algumas propriedades no fundo do clube que o fez ter acesso a Rua Ubaldino do Amaral. Foi contratada a Casa Alemã, de São Paulo, que mandou seu decorador, Carlos Zoega, que preparar todo prédio, os móveis vieram de uma famosa fábrica de Florianópolis para a inauguração.

Com o prédio pronto podemos nos imaginar passamos pela porta para vento, e vendo o monograma do clube em dourado e ao lado um corredor que leva ao salão de dança e ao fundo a varanda, do lado direito havia a sala de leitura, também chamada de “sala azul” e a esquerda o salão nobre ou “sala vermelha” e dela a entrada para a sala da diretoria. O bar que fica próximo ao terraço era dirigido por Fortunato Amaral e ao fundo um grande quintal.

Depois de alguns adiamentos a inauguração do Sorocaba Clube aconteceu em 25 de junho de 1927, às 21 horas na Rua São Bento nº 44. Os sócios foram recebidos pelo porteiro devidamente uniformizado que se chamava Abrão Almeida Leme, no salão nobre foi colocado um livro de registro de presença para os sócios assinarem. O salão de dança foi preparado com enfeites e iluminação para o baile. Como atrações ser apresentaram a banda de José Maria de Oliveira (Zizinho) e a orquestra local de João Mendes da Cunha Soares, e no quintal do clube as bandas São Luiz, a Santa Cecília e a São Vicente se revezavam nas apresentações. O evento foi calculado com um público de mil pessoas e se estendeu até às 6 horas da manhã E para os sócios que tem filhos e não puderam vir, no dia seguinte aconteceu uma matinê para a família poder participar.

Fundado com iniciativas recreativas e esportivas, mas um pouco depois abandonou os esportes, restringindo suas atividades somente a eventos sociais.

Com o progresso o prédio se tornou pequeno e inadequado e foi decidida em assembleia a construção da nova sede. Em 3 de fevereiro de 1942, foi publicado o edital chamando concorrentes para a sua construção e no dia 7, outro edital para demolição do prédio velho e a compra do material usado ali.

Durante a demolição do velho casarão, o clube ficou temporariamente hospedado no sobrado na esquina da Rua Cel. Benedito Pires e Rua da Penha, onde mais tarde seria a OSE. A construção do sobrado foi feita de maneira rápida e em 20 de fevereiro de 1943, um ano após a demolição, inaugurava-se a nova sede do Sorocaba Clube.

O novo prédio foi inaugurado em 20 de fevereiro de 1943 às 21 Hrs, sendo também inaugurados os quadros de Antônio Pereira Inácio e José Stilitano, beneméritos do clube que discursaram em seguida finalizando a parte solene e iniciando o baile de gala ao som da orquestra Cassino dos Oficiais da Força Policial de São Paulo com transmissão do evento feito pela PRD7.

Com o passar do tempo, o novo prédio construído pelo mestre Tibério da Silva com o projeto da Construtora Celbe, passou a ser chamado de “O Palaciano”, pelas suas características arquitetônicas lembrarem os palácios.

Em 31 de dezembro de 1955, inaugurava-se a ampliação do salão de festas que agora acomodava as mesas paras os sócios dentro do próprio salão com a retirada do mezanino e posteriormente retirada a escadaria original, sendo substituída por uma no canto lateral ao fundo que levava ao salão.

Em 1956 foi construído o telhado frontal, que substituiu os toldos que se posicionavam sobre as portas da sacada. Em 1º de fevereiro de 1969, o Palaciano, inovou quando foi inaugurado em seu andar térreo o “Porão 113”, a primeira boate de Sorocaba.

Em 1976, foi realizada uma reforma onde os arcos da fachada foram padronizados no estilo arquitetônico no interior do prédio, como sala de leitura, secretária, bar, acesso ao salão principal entre outros locais.

A piscina que já constava na planta original do prédio, teve seu projeto atualizado em 1976, se tornou realidade em 1981, durante a gestão do presidente Eurípedes Ramos da Silva, que transformou a área do antigo jardim do fundo, junto com a demolição da grande sala que abrigava a diretoria e a sala de jogos carteados, conhecida como “Senado”, nessa área de lazer haveria piscina, bar e sauna. Essa última etapa, da saúna, embora com caldeira e tudo mais, nunca saiu do papel.

A piscina foi bem utilizada e conservada por um pouco mais de 10 anos, até que foi deixada de lado, mal conservada, abandonada pelos frequentadores e demolida, transformada em um estacionamento. Com o risco de venda em 1995, o prédio foi tombado pelo conselho municipal como Patrimônio Municipal para preservá-lo.

Em 1997, o Sorocaba Clube com muitas dívidas, e com risco de encerrar as atividades, alugava sua sede para eventos de bingo e para o jóquei clube, mas ainda matinha cerca de setecentos sócios.

E uma dessas dividas, era com a Prefeitura, que como precisava de um local bem localizado para realização de eventos culturais, fez uma parceria de 4 anos com o Sorocaba Clube que cedeu o espaço em troca do abatimento de seus débitos, assim o local passou a se chamar “Espaço Cultural Municipal”, essa parceria teve adesão teve uma boa quantidade do público e ajudou o clube a equilibrar suas finanças afastando o risco do encerramento.

Infelizmente o Sorocaba Clube continuou em seu declínio nos anos seguintes, até 2018, com a entrada de uma nova gestão eleita, empenhada em resgatar a imagem célebre do clube quase centenário.

Reformas, restaurações, muita limpeza e a lembrança da história através de salas temáticas e eventos saudosos, são as marcas dessa gestão para o regresso dos sócios e sua preservação para as futuras gerações.



Rua São Bento
Sorocaba Club
Sorocaba Através da História
Sorocaba/SP
Pela primeira vez


EMERSON


16/10/2021
ANO:216
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]