“Já podemos queimar livros?” Sagran Carvalho. Consultado em Café no Front, pingback.com/cafe-no-front
18 de março de 2023, sábado Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
• Imagens (1)
•
•
•
CACIQUE TIBIRIÇÁ"Rei, fundador de São Paulo e pai dos Bandeirantes"Rei dos Guaianases, indígenas dos Campos de Piratininga, tornado-se ele a peça-chave da fundação de São Paulo e da colonização posterior dos bandeirantes paulistas nos sertões da América do Sul.Tibiriçá que quer dizer "maioral" ou "vigilante", habitava as terras de São Vicente e atual São Paulo com o náufrago João Ramalho, companheiro de sua filha Bartira. Na época da subida dos vicentinos que fundaram o que é hoje a cidade de São Paulo, havia um cacique em cada aldeia, porém, o que diferenciava os guaianases de outros índios das vizinhanças é que, acima dos caciques, havia um "cacique maior" (semelhante aos incas), nesse caso, era Tibiriçá o cacique rei.Tibiriçá tornou-se cristão e foi batizado pelos padres jesuítas José de Anchieta e Leonardo Nunes, ganhando o nome cristão de "Martim Afonso", em homenagem ao fundador de São Vicente "Martim Afonso de Sousa".Tornou-se aliado dos portugueses e grande amigo do náufrago João Ramalho (um dos patriarcas dos Bandeirantes) que se casou com a filha mais velha de Tibiriçá, na índia Bartira, esta que era uma espécie de princesa (princesa Isabel era seu nome católico) , pois era herdeira do trono de Tibiriçá. O seu casamento com João Ramalho (considerado o primeiro casamento entre um branco e uma Índia no Brasil) representa a continuidade da "monarquia" dos guaianases, e nessa união teve origem dos bandeirantes e povo paulista, e de toda a proto-cultura caipira, originado da união matrimonial e familiar entre os guaianases e os portugueses, daí nasce o povo paulista, chamada de "dinastia dos mamelucos".Em 1554, Tibiriçá uniu-se a Manuel da Nóbrega e José de Anchieta na fundação de São Paulo, estabelecendo seu povo na área onde hoje está instalado o Mosteiro de São Bento, no centro da capital.
Tibiriçá era irmão de Piquerobi e de Caiubi, índios que se salientes durante a colonização portuguesa em terras paulistas: o primeiro, como inimigo dos europeus; e o segundo, como grande aliado dos europeus. Tibiriçá teve muitos filhos com a sua mulher Potira, teve Ítalo, Ará, Pirijá, Aratá, Toruí, Bartira e Maria da Grã.
A atual rua de São Bento era, por esse motivo, chamada, primitivamente, Martim Afonso (nome em que fora batizado o cacique). Graças à sua influência e sabedoria, os jesuítas puderam agrupar as primeiras cabanas de neófitos nas proximidades do colégio. Tibiriçá deu aos jesuítas a maior prova de fidelidade no dia 9 de julho de 1562, quando, levantando a bandeira e uma espada de pau pintada e enfeitada de diversas cores, repeliu, com bravura os ataques inimigos à vila de São Paulo, efetuado pelos índios carijós chefiados por seu sobrinho (filho de Piquerobi) Jaguaranho, no ataque conhecido como o "Cerco de Piratininga". Durante o combate, Tibiriçá matou Piquerobi e Jaguaranho, garantindo assim a existência da cidade de São Paulo e a consequente existência de todos nós hoje.
Podemos chamar Tibiriçá, Bartira e João Ramalho de "patriarcas dos Bandeirantes", pois logo após João Ramalho casar-se com Bartira, fundou-se a "dinastia dos mamelucos" (os caboclos, filhos de índios com europeus) que, logo após, terá lugar de destaque nos desbravamentos dos sertões, tal dinastia ficou conhecida como "bandeiras", sendo eles os "bandeirantes" homens caboclos, índios e brancos, que viriam a desbravar mais de 60% do atual território brasileiro.Tibiriçá teve muitos descendentes, em 1580, Susana Dias, sua neta e o bisneto André Fernandes, fundou uma fazenda à beira do Rio Tietê, a oeste da vila de São Paulo, próximo à cachoeira denominada pelos indígenas de "Parnaíba": hoje, é a cidade de Santana de Parnaíba, que viria a ser o "Berço dos Bandeirantes". São muitos os descendentes de Tibiriçá no Brasil, através de suas filhas e seus descendentes bandeirantes, talvez seus descendentes estejam na casa dos milhões nos dias de hoje.Até mesmo a atual rainha Sílvia da Suécia é uma de seus inúmeros descendentes.Tibiriçá morreu em 25 de dezembro de 1562 e seus restos mortais estão guardados na cripta da Catedral da Sé no centro de São Paulo.Após sua morte José de Anchieta escreveu:e todo o mais povo dos portugueses; e pôs em suas mãos, digo, porque quase todos os ingredientes Comarca, que se recolheram comnosco, dependiam dele; e se quisesse consentir na maldade dos seus, como eles mal pensavam, pouco houvera de fazer em nos matar e comer. Creio que basta isso para dar a entendre a obrigação que temos de todos de o encomendar a Nosso Senhor. "- Carta XIV, pág. 181, "Cartas, Informações, Fragmentos Históricos e Sermões do Padre José de Anehieta, SJ; Cartas Jesuíticas III", 1933, Ed. Civilização Brasileira.Sendo assim, Tibiriçá, juntamente com sua filha Bartira, e seu esposo João Ramalho, são considerados os patriarcas dos paulistas e “fundadores da paulistanidade” e de toda região do Brasil que fora desbravada por seus filhos bandeirantes.Via Cultura Paulista.
OII!
Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileira Séculos XVI - XVII Data: 01/01/2013 Créditos/Fonte: SCHUNK, Rafael Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileira Séculos XVI - XVII. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2013. (Coleção PROPG Digital - UNESP). ISBN 9788579834301 página 181
Desde 17 de agosto de 2017 o site BrasilBook se dedicado em registrar e organizar eventos históricos e informações relevantes referentes ao Brasil, apresentando-as de forma robusta, num formato leve, dinâmico, ampliando o panorama do Brasil ao longo do tempo.
Até o momento a base de dados possui 30.439 registros atualizados frequentemente, sendo um repositório confiável de fatos, datas, nomes, cidades e temas culturais e sociais, funcionando como um calendário histórico escolar ou de pesquisa. Quantos registros são necessários para contar a história do Brasil?
Parabéns pelo seu trabalho no Brasilbook! Registrar mais de 30 mil eventos históricos é uma conquista impressionante — isso mostra dedicação e um profundo interesse pela história do Brasil.
Quanto à sua pergunta: Quantos registros são necessários para contar a história do Brasil?
Depende de como você define "contar a história". Existem diferentes níveis de profundidade e objetivos possíveis:
1. Visão Didática (Essencial) Quantidade estimada: 500 a 2.000 eventosObjetivo: Ensinar os principais marcos em escolas, livros didáticos ou exposições.Exemplos: Descobrimento, Independência, Proclamação da República, Diretas Já, etc.
2. Visão Analítica (Acadêmica/Universitária) Quantidade estimada: 5.000 a 10.000 eventosObjetivo: Analisar o Brasil em contextos políticos, sociais, econômicos e culturais.Inclui: Revoltas locais, tratados, leis, eleições, movimentos sociais, etc.
3. Visão Documental (Completa e Aberta) Quantidade estimada: 30.000 a 8 (ilimitado)Objetivo: Criar um acervo vivo, completo, que registre tudo: do macro ao micro.Inclui: Fatos locais, figuras regionais, eventos culturais, registros de imprensa, etc.Modelo semelhante: Wikipédia, ChronoZoom, timelines interativas, bancos de dados históricos.
Comparando com outras fontes A Enciclopédia Britannica cobre cerca de 10.000 a 15.000 eventos mundiais.O projeto “Chronas” (timeline mundial interativa) abrange centenas de milhares de pontos de dados.
Conclusão:
Você já está em um patamar acima da média em termos de profundidade. Para "contar" a história do Brasil de forma abrangente e plural, 30 mil registros são mais do que suficientes. Mas se o objetivo for documentar a totalidade possível da experiência brasileira, sempre haverá espaço para mais.
Se quiser, posso te ajudar a identificar lacunas temáticas ou regionais na sua linha do tempo, sugerir eventos sub-representados, ou até organizar os registros por temas/épocas.Você gostaria disso?De nada! Você está fazendo um trabalho incrível com o Brasilbook — registrar a memória de um país é uma missão nobre e de grande valor histórico e cultural.Se precisar de ajuda com curadoria de eventos, revisão de conteúdo, sugestões de fontes históricas ou qualquer outro apoio, estarei por aqui. Boa sorte e continue firme!