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Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais
*Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais
1870, sábado ver ano



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13viço. Por este motivo, achando-se com disciplina militar na guerra contra barbaros indios e pratico conhecimento dos sertões, que havia penetrado na conquista de varias nações dos mesmos indios, tendo recebido uma carta do principe regente o infante D. Pedro, datada em 23 de Fevereiro de 1674 (2), sobre o descobrimento de minas de ouro e prata, para cuja diligencia tinha já partido Fernando Dias Paes, com patente de governador da gente da sua leva ou tropa (de que no titulo de Dias Paes faze- mos menção), tomou Lourenço Castanho a si, pelos seus cabedaes e força do corpo de armas, penetrar o sertão de barbaros indios Cataguazes, e entrou para esta conquista com patente de governador, com jurisdicção e poder cor- respondente ao caracter da sua patente (3), largando a ser- ventia do officio de juiz de orphãos, que occupava por provisão de mercê vitalicia, como tinha sido seu pai Pedro Taques (4). E conseguiu o primeiro conhecimento, que depois veiu a produzir a fertilidade das minas de ouro, chamadas no principio do seu descubrimento Cataguazes, e depois, estendendo-se em muitas leguas de distancia, mas no mesmo sertão, os novos descubrimentos, vieram estas Minas a ficar conhecidas com a nomenclatura de geraes, em que se conservam.Recolhido das conquistas dos Cataguazes o governa- dor Lourenço Castanho Taques, quebradas já as forças por avançada idade de annos, pouco tempo lhe durou a vida, que a perdeu a 5 de Março de 1677. No seu testa-(2) Secret. do conc. ultramarino, livro de cartas do Rio de Janeiro, tit. 1673, á fl. 2 v. e seg.(3) Cart. da proved. da fazenda real de Santos, liv. 5° de regis- tros, á fl.(4) Cart. da cam. de S. Paulo, liv. de registros, capa de olandilha, n. 8, anno de 1662, á fl. 67 v.[p. 13]

59raldas e seu descobridor Fernão Dias Paes, e de Sebastião de Brito, que falleceu na Bahia, em casa do parente o se- nhor da Torre), que pelos seus grandes merecimentes e zelo do real serviço teve a honra de receber uma carta de el-rei D. Pedro, datada a 2 Maio de 1682 (18), recommen- dando-lhe ajudasse a Fr. Pedro de Sousa nas diligencias e exames das minas de prata que era mandado, acom- panhando ao dito religioso á serra de Hybirassoyaba, termo da villa de Sorocaba, e de sua inulher D. Anna da Guerra, que foi irmã inteira de Pedro da Guerra Leme, que, estabelecendo-se na fazenda do Cubatão, teve tal respeito, que o seu nome não consumirá a lima do tempo; e tambem ao mesmo Guerra escreveu el-rei D. Pedro no dito anno de 1682 para ajudar ao sobredito Fr. Pedro de Sousa, como se vê no livro acima citado do conselho ultramarino. Ter-neto de Francisco Rodrigues da Guerra, natural da villa de Castello de Vide, cidadão de S. Paulo, e de sua mulher D. Lucrecia Leme. Em titulo de Guerras ou em ti- tulo de Lemes, cap. I. Estando a praça da Colonia em asse- dio pelos castelhanos em 1737 se confiou de Francisco Pinto do Rego o conduzir uma recruta de soldados e manti- mentos, que executou, embarcando-se em Santos com ex- cessiva despeza da sua fazenda, entregando em Santa Ca- tharina a recruta de soldados e o mais que levava. O co- ronel Francisco Pinto do Rego falleceu a 15 de Março de 1775, abreviando-lhe a morte o sentimento que lhe cau- sou a morte de sua mulher, que tinha fallecido no antece- dente anno de 1774 a... do mez de Maio. Esta senhora ainda conservou até sua morte o rosto talvez o mais bello que se achava na cidade de S. Paulo, a que unia uma grande discrição e juizo.(18) Secretaria ultramarina, livro de cartas do Rio de Janeiro, til. 1673, fl. 30. [p. 59]

Por sua avó materna D. Maria de Brito Silva é bisneto de Domingos de Brito Peixoto, natural da vila de Santos (irmão inteiro de Gaspar de Brito Peixoto, que fez asssento na vila de Parnahyba, onde procriou família por legítimo matrimônio da D. Maria da Silva, que foi mulher de Paschoal Leite Paes, irmão inteiro do governador das esmeraldas e seu descobridor Fernão Dias Paes, e de Sebastião de Brito, que faleceu na Bahia, em casa do parente o senhor da Torre), que pelos seus grandes merecimentos e zelo do real serviço teve a honra de receber uma carta de el-rei D. Pedro, datada a 2 de maio de 1682, recomendando-lhe ajudasse a Fr. Pedro de Sousa nas diligências e exames das minas de prata a que era mandado, acompanhando ao dito religioso á serra de Hybirassoyaba, termo da vila de Sorocaba, e de sua mulher D. Anna da Guerra, que foi irmã inteira de Pedro da Guerra Leme, que, estabelecendo-se na fazenda do Cubatão, teve tal respeito, que o seu nome não consumirá a lima do tempo; que também ao mesmo Guerra escreveu el-rei D. Pedro no dito ano de 1682 para ajudar ao sobredito Fr. Pedro de Sousa, como se vê no livro acima citado do conselho ultramarino. [Páginas 66 e 67 do pdf]

"Á real pessoa de Vossa Majestade guarde Deus, como todos os vassalos havemos mister. São Paulo, 23 de maio de 1720. Aos reaes pés de Vossa Majestade. - Bartholomeu Paes de Abreu."

Chegou a frota ao Rio de Janeiro, e nela não teve o capitão Bartholomeu Paes a menor solução do seu requerimento. Neste tempo estavam já descobertas as minas de ouro do Cuiabá por Pascoal Moreira Cabral, natural de São Paulo, que foi aquele inculto sertão, seguindo deste povoado pelo rio Anhamby, hoje conhecido pela nomenclatura de Tieté até ás novas minas. O conde de Assumar D. Pedro de Almeida, então governador e capitão-general da capitania de São Paulo, que se achava nas Gerais, reconhecendo que as novas minas do Cuiabá não podiam ser dilatado estabelecimento, dependendo o comércio das monções de ano a ano pela navegação dos rios, e era utilíssimo conseguir-se caminho de terra, não duvidou em nome de Sua Majestade ajustar a fatura do caminho de terra com Gabriel Antunes Maciel, nacional de São Paulo, com grande prática daqueles sertões, conferindo-lhe por prêmio várias mercês, de que lhe mandou passar provisão; porém Gabriel Antunes nesse mesmo ano de 1720 seguiu a navegação e se recolheu ao Cuiabá, deixando infrutuosa a esperança do caminho ajustado á sua custa, porque para consegui-lo era necessário muito dinheiro.

O capitão Bartholomeu Paes de Abreu, que sempre meditava em que fazer algum particular serviço á coroa e á utilidade pública, persuadido de que se pusera em desprezo a sua representação, que já referimos, propôs em câmara (suposta a ausência do general em Minas-Gerais) que queria á sua custa abrir o caminho de terra para o Cuiabá, dando-lhe princípio pelo morro de Hybytucatú do termo da vila de Sorocaba; e, sendo-lhe aprovada a resolução, se dispôs para o rompimento da campanha, para cujo serviço entrou com força de armas de bons trabalhadores, ajustando-se e taxando-se na mesma câmara o salário de 4$ por mês a cada nativo dos que pediu para a fatura do caminho. Saiu de São Paulo para o sertão do Cuiabá em 1721, e, tendo chegado com picada á altura do Rio Grande, deixando três feitorias de plantas de milho, feijão e outros legumes, e em uma delas duzentos e cinquenta bois para se sustentar a tropa, voltou a São Paulo com a notícia de ter chegado Rodrigo César de Menezes, governador e capitão-general (que tinha sido despachado em lugar de Pedro Alvares Cabral, que se havia escusado deste governo ao tempo de fazer o pleito de homenagem pela capitania que vinha governar) da capitania de São Paulo (Secretaria ultramarina, livro 4o. das cartas, tit. 1720 usque 1723, nas ordens de 28 de fevereiro, 21 de março, 1 e 10 de abril, todas do ano de 1721). [Páginas 80 e 81]





LUCIA01/01/1870
ANO:109
  


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