 | | Alfredo Ellis Júnior |
“O bandeirismo paulista e o recuo do meridiano”, Alfredo Ellis Júnior (1896-1974)É muito sabido que d. Francisco de Mascarenhas, conde da Torre, almirante da poderosíssima esquadra de trinta e três grandes navios, encarregada da restauração do Brasil, nordeste, ocupado pelo batavo de Nassáu, tendo perdido, na travessia oceânica, muita gente da sua infantaria e tendo conhecido, ao chegar a Bahia, a fama dos sertanistas paulistas, como homens de grande audácia e valor, além da grande prática no devassamento dos sertões, e que, na capitania de São Vicente e São Paulo se podiam levantar cerca de 300 soldados aguerridos e experimentados, a três de fevereiro de 1639 enviou a Salvador Corrêa de Sá uma provisão ordenando o levantamento de soldados, nessa capitania de São Vicente e São Paulo, podendo o dito Salvador Corrêa de Sá, acabada a guerra, premiar aos voluntários desse alistamento, com cargos e serventias vitálicias da capitania, onde eram moradores.