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    1768
    Atualizado em 25/02/2025 04:46:53
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JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\hoje\01-01total.txt

Ouvimos de pessoas autorizadas, com quem entretemos relações, que os documentos existentes nos arquivos dos cartórios e da igreja remontavam somente ao ano de 1768, visto terem sido queimados propositalmente os papéis do cartório naquele ano e por ter havido posteriormente um incêndio no arquivo eclesiástico.

Do primeiro fato consta nos livros da câmara municipal terem sido os papéis queimados por ordem do ouvidor geral Pedro Unhão do Castel Branco; porém, em relação ao incêndio do arquivo eclesiástico, ainda não encontramos provas.

Em diversos autos velhos há alegações de haverem sido queimados títulos e outros papéis, não somente pelo ouvidor geral acima citado, como também pelo corregedor Antonio Luiz Pelleja e o doutor Manoel de Mello Godinho o Mano, cujos fatos são afirmados por testemunhas e os mesmos autos vistos pelos ouvidores em exercício.

Em vista disto é claro que os arquivos existentes aqui não podem fornecer dados tão completos como se não tivessem sido destruídos propositalmente; contudo, entre os livros e autos encontramos documentos, como sejam: concessões de sesmarias, traslados de testamentos, inventários, etc., que são de grande valor histórico.

Um destes documentos assim encontrados, é uma folha de um antigo livro de notas onde foi traslado um termo de arrendamento de trezentas braças de terras no rocio da vila de Nossa Senhora das Neves de Iguape, a Paulo de Veras, passado no dia 16 de junho de 1602.

Este termo de arrendamento refere-se a terras situadas no rocio da antiga vila, que foi edificada em frente á barra de Capara. Como documento autêntico da existência de conselho da câmara da vila de Iguape em época tão remota, junto como anexo no. 1 uma cópia fotográfica do traslado do termo de arrendamento.

Relativamente a este documento que foi encontrado no arquivo do cartório pelo distinto tabelião capitão Francisco Firmino Pontes de Oliveira, há uma coincidência tão notável que durante muito tempo não quisemos utilizá-lo; ao mesmo tempo não podíamos ter a menor dúvida sobre ser este documento autêntico ou de ser a data claramente escrita:

Aos dezesseis dias do mês de junho de mil seiscentos e dois anos, como também de serem bem legíveis os nomes: Phelliph Per.a. Nunes Escrivão da Câmra, Bernardo da Cunha de Carvalho, Manoel pr.a. da Silva, Manoel da Silva, Manoel da Costa, Bertholomeu Francisco e Paulo de Veras. [Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume X, 1905. Página 4, 9 do pdf]

A coincidência que notamos é que, no ano de 1702, havia pessoas na vila de Iguape com nomes iguais aos citados neste termo de arrendamento. Para desfazer esta dúvida, examinamos bastantes documentos e chegamos á conclusão que o aforamento de terras a que o termo refere foi efetuado no ano indicado, como demonstramos.

Em 1602 existia em Iguape um Philip Pereira Nunes, casado com Anna Furtado, filha de Nuno Chaves, tando ele um filho do mesmo nome; mas não podemos ainda saber qual dos dois, pai ou filho, serviu como escrivão da Câmara. Paulo de Veras, o arrendatório, era casado com Maria Pereira, filha de Philip Pereira Nunes e de Anna Furtado.

De Bernardo da Cunha de Carvalho, filho de Domingos Rodrigues da Cunha, encontramos pequenas referências: numa questão de terras no ano de 1631, ele serviu como testemunha e nos autos se diz: "de idade que diz ser de sessenta e dois anos pouco mais ou menos".

Existia um Manoel da Costa, pai de Manoel da Costa, casado com Anna Nunes Chaveiro e avô de Manoel da Costa que casou com Anna Maria das Dores, sendo que este último assinou o termo de doação de terras para a vila de Iguape no dia 2 de julho de 1679.

Bartholomeu Francisco era pai de Francisco Gonçalves e avô de Bartholomeu Gonçalves, que no ano de 1667 requereu a entrega de terras cedidas condicionalmente á Câmara no lugar da vila velha, como consta no documento no. 17 que acompanha o "Esboço histórico da fundação de Iguape".

Em relação a Manoel Pereira da Silva e Manoel da Silva, por ora não encontramos outras referências daquela época de 1602, o que não é de admirar visto o estado dos arquivos correspondentes áquela era.

No ano de 1702 existia aqui um Felipe Pereira Nunes, casado com Maria Gonçalves, filha de André Gonçalves e de sua mulher Maria de Pontes, tendo aquele um filho do mesmo nome casado com Maria de Fonseca, natural de São Paulo.

Havia um capitão Bernardo da Cunha de Carvalho, que declarou no seu testamento ser "natural da cidade de Lx.a., filho legítimo de Bernardo da Cunha e Anna Luiza de Souza".

O Manoel da Costa já citado, que assinou o termo de doação de terras á vila de Iguape, foi durante muitos anos provedor das oficinas para a fundição dos quintos reais de ouro e faleceu no dia 31 de janeiro de 1683, deixando um filho do mesmo nome, casado com Maria Nunes, e um neto de igual nome, casado com Maria Gonçalves de Almeida. [Página 5, 10 do pdf]

Existia nesta época um Paulo de Veras, irmão do capitão Diogo Pereira Paes, capitão Severino de Veras, capitão Francisco de Veras e de Antonio Cardozo, filho de Romão de Veras.

Encontramos menção de um Manoel da Silva que nasceu em 1670 mais ou menos e de um Manoel Teixeira da Silva; mas, não consta ter qualquer deles exercido cargos públicos.

Reparando nesta semelhança de nomes, ver-se-há que podia haver dúvida a respeito do dito termo de arrendamento: porém, temos ainda o fato de podermos apresentar os nomes dos vereadores da Câmara do ano de 1702 e que são os seguintes:

André de Souza, Manoel Muniz Claro, Valentim Rodrigues, Francisco de Veras e Salvador Antunes, sendo Pedro Rodrigues Pontes o escrivão da Câmara, cujo cargo ocupou durante alguns anos antecedentes e posteriores àquela data. Parece que em vista do exposto se desvanece qualquer dúvida, e, para demonstrar a clareza da escrita, tiramos uma fotografia do termo, em lugar de simplesmente transcrevê-lo.

Existem muitos outros documentos, com data um pouco posterior, que desvaneceu toda e qualquer dúvida a respeito da falta de verdade das afirmações, há tantos anos aceitas, de ser a vila de Iguape fundada em 1645.

Entre as questões suscitadas por causa de terras, uma das mais interessantes pelo lado histórico local foi começada no ano de 1631, continuada em 1701 e outra vez em 1759. Nos autos encontra-se referência a diversos documentos, como também existem alguns originais, entre outros um que remonta ao ano de 1618 e que é a carta de sesmaria passada em Santos no dia 3 de agosto do mesmo ano, assinado pelo capitão mór Gonçalo Corrêa de Sá.

Na questão do ano de 1701, os interessados diziam que esta carta de sesmaria se achava visada por diversos capitães mores, entre outros: João de Moura Fogaça, Manoel Pimentel e Francisco da Rocha; porém, na parte que ainda existe da dita carta somente podemos ler a concessão e demarcação das terras.

Em 1702 uma das partes alegava que não podia receber justiça pelo fato de serem todas as autoridades da vila aparentadas com seu contendor, mostrando em seu protesto o parentesco que existia.

Por diversas vezes houve questões entre os donos das terras do Porto da Ribeira e a Câmara Municipal e, nesta ocasiões, aparecia sempre o nome de Cosme Fernandes como sendo o primeiro possuidor dos terrenos, ainda que ás vezes as partes confundissem o parentesco que havia entre elas e seus antepassados.

A prole de Bernardo de Chaves era: Antonio Barcellos, Bernardo Rodrigues Bueno e uma filha casada com Bartholomeu Francisco. A prole de Nuno Chaves era: Bernardo de Chaves e uma filha casada com Philiph Pereira Nunes. A prole de Bernardo de Chaves era: Antonio Barcellos, Bernardo Rodrigues Bueno e uma filha casada com Bartholomeu Francisco. A prole de Nuno Chaves era: Bernardo de Chaves e uma filha casada com Philiph Pereira Nunes. [Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume X, 1905. Página 6, 11 do pdf]



\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\27566icones.txt



[27552] Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume X, 1905
01/01/1905


EMERSON


01/01/1768
ANO:40
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]