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História do Ensino Industrial no Brasil, 1961. Celso Suckow da Fonseca
1961, domingo ver ano
  
  
  

Assim, ficamos sabendo que a Câmara, a 19 de julho de 1578, determinava que "nenhum tecelão ou tecedeira tecesse pano que não fosse pela marca do mar", três e meio palmos. Era a primeira tentativa entre nós da padronização de tecidos. [Celso Suckow da Fonseca. Página 44]

Na sessão de 15 de abril de 1588, o procurador do Conselho Gonçalo Pires, dizia aos seus companheiros de Câmara: "O povo clamava da pouca justiça, mòrmente se agravava de grande carestia e desordem do mestre ferreiro". Este era Domingos Fernandes, que acabava sendo intimidado a mandar seus aprendizes à vila, a fim de que a Câmara fizesse as diligências necessárias para a apuração do caso. Os aprendizes depuseram esclarecendo que o Mestre ferreiro realmente não obedecia às posturas municipais e que, para dificultar a observação da tabela de preços por parte dos fregueses, a colocara numa haste tão alta que ninguém a poderia ler. E acrescentavam que se alguém protestava contra aquilo, dizia que trouxessem uma escada para facilitar a leitura. As Atas, infelizmente, não nos contam o final do episódio, que revela, entretanto, o senso de humor e as manhas de um velho ferreiro. [História do Ensino Industrial no Brasil, 1961. Celso Suckow da Fonseca. Páginas 45 e 46]

Os sapateiros não concordavam mais, em 1591, com as taxas que vigoravam e que lhes impedia de aumentar os preços. Por isso, dirigiram-se à Câmara alegando que as tabelas correspondentes às suas profissões não haviam sido feitas por "homens entendidos nos ditos ofícios".

A grita parece que era geral, porque a 5 de junho de 1593 a Câmara reunia, sob o pretexto da eleição dos novos juízes de ofício, todos os oficiais mecânicos estabelecidos na vila. A Ata da sessão nos revela seus nomes:

Bartholomeu Bueno e Pedro Leme, representando os carpinteiros; Clemente Alvares, os ferreiros; Pedro Martins e André Gonçalves, os alfaiates; Diogo de Lara e João Cerano, os tecelões; Baltasar Gonçalves, os sapateiros e, enfim, Fernando Álvares, os oleiros. Eleitos, prometeram "trazer rol de tudo à Câmara para por ela se passarem cartas de taxas a cada um dos oficiais". [História do Ensino Industrial no Brasil, 1961. Celso Suckow da Fonseca. Página 46]





“Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil - séculos XVI - XVII - XVIII”
01/01/1954
18/02/2026 01:04:32
Francisco de Assis Carvalho Franco
  
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01/01/1961
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