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Autor/fonte: Francisco de Assis Carvalho Franco
“Os companheiros de D. Francisco de Souza”. Francisco de Assis Carvalho Franco (1886-1953)

    1929
    Atualizado em 28/11/2025 22:39:55

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Gabriel Soares de Sousa e Belchior Dias Moréa

Ao partir do Reino, em Março de 1591, deixou d. Francisco de Sousa assentada a nomeação de várias auxiliares mineiros que deviam alcança-lo no Brasil. Foram assim assinados os alvarás transferindo o castelhano Agostinho de Soutomaior, de provedor das minas de Monomotapa, para o mesmo cargo nas do Brasil (26 de março de 1591) e na mesma data, a de certo Christovam, lapidário de esmeraldas. Mais tarde, teve alvará de nomeação, para feitor das minas de ferro, João Corrêa (5 de novembro de 1591), que, um ano após, tinha seus ordenados estipulados num alvará, encontrado-se ainda no Reino, com mais empregados destinados ás minas referidas, aguardando ordens de partida.

Dessas nomeações se deduz que a Côrte andava naquela época bastante preocupada com as possíveis riquezas minerais do subsolo da nova terra descoberta. De fato, ali andava desde 1584, como arauto das riquezas do Brasil, Gabriel Soares de Sousa, senhor de engenho na Bahia. Pelo alvará de 13 de dezembro de 1590, tivera permissão para "prosseguir nos seus descobrimentos além do Rio de São Francisco, atendendo ao trabalho e despesas que tinha tido nesse negócio."

Requeria concessões e privilégios afim de revelar á Corôa uns fabulosos tesouros de prata nos sertões bahianos. Foi ele um dos nobres que ficaram na Bahia, da arribada de Francisco Barreto, que havia sido governador da Índia e ia á conquista de Monomotapa (1567). [p. 1]

Diogo Martins Cam era um sesmeiro do Irajá, que havia anteriormente penetrado no recesso baiano, a mando de d. Francisco de Sousa, na demanda inútil da Serra Resplandescente. Ora, sua incumbência se restringia a seguir a mesma rota de Antonio Dias de Adorno.

É sabido que esse sertanista, buscando a serra legendária, atalhara para a serra dos Aimorés, seguindo a diretriz do rio Caravelhas - e penetrara assim no denominado sertão das esmeraldas. Desse ponto, alongando-se pelo sertão a varando o território de Minas atual e parte do da Bahia, foi chegar doente junto a Jequiriçá, no próprio engenho de Gabriel Soares de Souza em 1574.

Antonio de Proença, bastante distinguido pela amizade de d. Francisco de Sousa, era moço da câmara do infante d. Luis e natural de Belmonte. Foragira para o Brasil porque no Reino raptara de certo mosteiro uma religiosa, por questões de amores.

Foi homem de considerável fortuna e prestígio em São Paulo e notável pela soma de serviços que prestou ao governo desta Capitania.

Casou-se em Santos, com d. Maria Castanho, natural de Monte-Mór-o-Novo (1565). Em 1575 bateu-se em Cabo-Frio contra os franceses e tamoios. Em 1580 foi capitão-mór de São Vicente e meirinho do sertão (1581); juiz da Câmara de São Paulo (1582-1587); vereador da Câmara de São Paulo (1584, 1591, 1593, 1597); ouvidor e auditor da Capitania de São Vicente, com residência em São Paulo (1601); capitão da vila de São Paulo na ausência de Diogo Arias de Aguirre (1602).

Em 1585 fez parte da expedição chefiada por Jeronimo Leitão, a qual se dirigiu por via marítima á Paranaguá, donde regressou no ano seguinte com numerosa presa. Era fidalgo, com brasão d´armas, tendo obtido várias sesmarias, residindo de preferência em sua fazenda localizada no atual bairro do Ypiranga. Faleceu nesse local, no ano de 1606.

Seu filho Francisco de Proença foi um dos maiores sertanistas do tempo, tendo também sido distinguido com a amizade e cargos públicos por d. Francisco de Sousa. Após a sua entrada com Diogo Martins Cam, tendo então como chefe do bando a Diogo Gonçalves Laço, o velho, tornou a penetrar na Capitania do Espirito Santo, em demanda da serra de Mestre Alvaro (1598).

Foi casado a primeira vez com d. Izabel Ribeiro, falecida em 1627, e a segunda vez com d. Mécia Bicudo. Exerceu os cargos de alferes da vila de São Paulo (1609), juiz da Câmara de São Paulo (1609-1619) e vereador da mesma (1637). Teve importante fazenda na Borda do Campo, limítrofe com as terras de seu pai. Faleceu em 17 de junho de 1638. [Os companheiros de D. Francisco de Souza, 1929. Francisco de Assis Carvalho Franco (1886-1953). Páginas 10 e 11]

Sebastião de Freitas veio com d. Francisco da Metrópole, tendo tomado parte na expedição de Gabriel Soares de Sousa (1591). Natural de Alagôa, da cidade de Silves, no Algarve, filho de Manuel Pires, passou, logo após o fracasso do senhor de engenho bahiano, para a Capitania de São Vicente, tendo se casado com d. Maria Pedroso, filha de Antonio Rodrigues de Alvarenga, tronco dos Alvarengas de São Vicente.

Exerceu os cargos de almotacel (1596-1598), juiz da Câmara (1600), vereador (1604-1609) e capitão da vila de São Paulo: a primeira vez por provisão de 22 de junho de 1606 e a segunda vez pela provisão datada de 12 de janeiro de 1609. Obteve várias dadas de chão, e uma sesmaria concedida pelo capitão-mór Pedro Vaz de Barros. Por alvará de 6 de junho de 1600, foi armado cavaleiro por d. Francisco de Sousa e nesse documento se faz referência aos serviços que prestara.

Assim, no ano de 1594, acompanhou ao capitão-mór Jorge Corrêa ao sertão - "desta Capitania a dar guerra ao inimigo, tendo vindo a esta vila de São Paulo a dar-lhe guerra e pô-la em cêrco. E no ano de 1595 acompanhou o capitão Manuel Soeiro ao sertão todo o tempo que lá andou e, no ano de 1596, acompanhou ao capitão João Pereira de Sousa ao sertão com sua pessoa e escravizados a uma guerra que para bem da dita Capitania foi dar; e, no ano de 1599 acompanhou ao capitão Diogo Gonçalves Laço, indo de socorro desta vila de São Paulo para o porto e vila de Santos a um rebate que houve de quatro velas inimigas que ali andavam e alí assistiu todo o tempo que o dito capitão esteve até se tornar para esta vila. E, outrossim, me acompanhou com suas armas e escravizados ao descobrimento das minas de ouro e prata e mais metais á serra de Biraçoiaba e ás mais partes por onde andei e, depois disto, me acompanhou até o porto e vila de Santos, indo eu de socorro por ter novas andarem na ilha de São Sebastião quatro velas inimigas..."

Sebastião de Freitas parece ter falecido depois da expedição de ataque ao Guairá (1628).

Antonio Knivet engajou-se como marujo de Thomas Cavendish, que com cinco velas saiu em agosto de 1591 do porto de Plymouth, afim de recomeçar nos mares do Novo Mundo a sua guerra de corso. Dirigiu-se para as Canarias, atravessou o Atlântico e dai veio em direitura ao Cabo Frio, onde capturou um navio mercante, cujo piloto, Gaspar Jorge, deu informações sobre a costa brasileira. Fez em seguida Cavendish seguir para o porto de Santos, a nau vice-almirante Roebuck, com seu comandante de nome Cocke, e outra nau, as quais, desembarcando gente, tomaram o povoado em 25 de dezembro de 1591. Cavendish então também ali veio desembarcar, demorando-se até fevereiro do ano seguinte, tendo feito o saque da vila, incendiando e matando o quanto pôde.

São conhecidas as demais peripécias de Cavendish, após a sua partida de Santos. Abandonado na ilha de São Sebastião com vinte e oito de seus companheiros que pereceram exceção de Henrique Barraway, foi Antonio Knivet aprisionado pelos portugueses, que o levaram para o Rio de Janeiro, onde ficou prisioneiro e servo do governador Salvador Corrêa de Sá. Ai tomou Knivet parte em diversas expedições para captura de selvícolas, tendo também feito parte na grande entrada de Martim de Sá, em outubro de 1597. Nessa expedição tomaram parte 700 portugueses e 2000 nativos, seguindo como capitão da vanguarda o velho João de Sousa. Segundo alguns historiadores, as regiões percorridas foram trechos dos atuais Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, sendo que a bandeira, tando começado na costa de São Sebastião, terminou na aldeia de Peruhibe.

Após a expedição de Itapucú, a que já nos referimos, Antonio Knivet regressou para a Europa em companhia de Salvador Corrêa de Sá, em agosto de 1601. De seu compatriota, Henrique Barraway, que o acompanhou em quase todas suas peregrinações, sabe-se que ficou em São Paulo, onde se casou com Francisca Alvares, filha de Marcos Fernandes, e dele procede o apelido de Baruel. Faleceu anos após, na vila de São Paulo. [Os companheiros de D. Francisco de Souza, 1929. Francisco de Assis Carvalho Franco (1886-1953). 28 e 29]

Em 1613 introduziu ele em São Paulo a lavoura do trigo, tendo construído um moinho no Anhangabahú. Teve o encargo, pela Câmara de São Paulo, da reconstrução da igreja matriz da vila. A inquisição colheu-o em suas malhas por pertencer o mesmo á religião reformada. Encarcerou-o durante aos e procedeu ao sequestro de seus bens, que eram, para o tempo, elevados. Não esmoreceu no entanto o rijo flamengo a todas essas vissitudes e faleceu em 1638, deixando outra fortuna que soube angariar pelo seu trabalho e pela sua honestidade. [Página 38]

ainda vivia em São Paulo, pois depoz numa justificação de genere, requerida pelos Pedroso de Barros.

De uns raros documentos, sabemos ainda que d. Francisco de Sousa não havia abandonado a sua miragem da Sabarabossú. Comprova-se com o que abaixo transcrevemos de essencial da carta de el-rei ao governador geral do Brasil, Gaspar de Sousa, datada de Lisboa, a 22 de fevereiro de 1613:

"Eu, el-rei, vos envio muito saudar. Marcos d´Azevedo me fez relação do descobrimento que fez das Esmeraldas, sendo disso encarregado por d. Francisco de Sousa, governador que foi das Capitanias do Rio de Janeiro, São Vicente e Espírito Santo, oferecendo quatro pedras que disse ter tirado das minas dela, nas quais mandei fazer e se achou serem esmeraldas finas... E me representou o dito Marcos d´Azevedo que para as ditas minas se poderem cultivar como convém fazendo-se a jornada á custa da minha fazenda, sendo para ela as esmeraldas, serão necessários mais de dez mil cruzados de despesa. E para a fazer algum particular com a minha ajuda e fazendo-lhe mercês para obrigar aos que quiserem ir em sua companhia e dando-lhe licença para que possam trazer as esmeraldas, pagando os quintos - não faltaria quem se obrigasse a faze-la com quatro mil cruzados para despesas e pela boa informação que tenho do dito Marcos de Azevedo e experiência que ele já tem da matéria, Hey por bem, etc."

A esta diligência se refere frei Vicente do Salvador, dizendo que Marcos Antonio de Azevedo Coutinho, morador no Espírito Santo, fôra levar as amostras dessas esmeraldas ao Reino. Que el-rei o havia recompensado com o hábito de Cristo e lhe prometera dois mil cruzados para que retornasse á serra, o que não tivera efeito por ter falecido o referido colono. De outros documentos se pode inferir que o roteiro de Marcos de Azevedo foi, com pequenas variantes, o mesmo de Tourinho, desde o rio Doce até o Sassuhy. Dai passou ao atual Araunã, chegou depois por terra á lagoa da Água Preta (Vupabossú) e dai, em final, á Serra Resplandecente ou das Esmeraldas.
[p. 40]

A ata da Câmara de São Paulo, de 29 de janeiro de 1611, refere o seguinte:

"...porquanto Francisco Alvares Corrêa que está eleito por eleição para ser procurador é ido fóra da villa e não se sabe aonde, que se ajuntasse algumas pessoas da governança da terra para com eles ditos oficiais elegerem um procurador que sirva em sua ausência e assim acordaram; e outrossim mandaram uma provisão que éra vinda a esta vila do sr. Governador d. Francisco de Sousa sobre o ouro valer por trinta mil réis o marco, que se suspendesse o seu efeito até a vinda do senhor governador por estar de caminho para esta Capitania..."

Das atas seguintes se verifica que a 12 de maio do mesmo ano d. Francisco ainda permanecia no sertão, em companhia de moradores de São Paulo e dos juízes Salvador Pires e Manuel Francisco e que a 5 de junho seguinte esses juízes já haviam regressado, não se falando de d. Francisco. A 12 de junho foi lavrado um termo em como d. Luis de Sousa se havia apresentado, com um codicilo e nomeação, que fizera d. Francisco de Sousa, e para o fim de assumir o governo das Capitanias do Sul.

Vê-se, pois, que, entre 5 e 12 de junho de 1611, d. Francisco de Sousa faleceu, afirmando Pedro Taques que foi a 11. Mas seu falecimento ter-se-ia dado na vila de São Paulo ou no sertão?

Frei Vicente do Salvador, que bastante estimava d. Francisco de Sousa, a esse tempo se achava na Bahia. Em sua História do Brasil, sobre a morte do mesmo, escreve o seguinte:

"... com uma enfermidade grande que teve na vila de São Paulo, da qual morreu (o governador), estando tão pobre que me afirmou um padre da Companhia que se achava com ele a sua morte, que nem uma vela tinha para lhe meterem na mão, si a não mandara levar do seu convento; mas quereria Deus alumia-lo em aquele tenebroso transe, por outras muitas que havia levado deante, de muitas esmolas e obras de piedade que sempre fez."

A essa versão se opõe um documento do Arquivo Ultramarino de Lisboa. É ele o relatório do governador Antonio Paes de Sande, indicando a el-rei as causas do malogro das pesquisas de minas nas Capitanias do Sul, escrito em 1692. Expõe esse documento que os paulistas se orgulhavam de ter conquistado para si um território extenso, que eles mesmos governavam.

Temiam sobremodo que os representantes da Coroa viessem a saber das riquezas da Capitania - pois tal seria o mesmo que arrancar-lhes das mães o que eles entendiam mui justamente pertencer-lhes.

Consoante esse pensamento, escrevia o governador do Rio de Janeiro:

"... Evidente prova é deste receio o sucesso que teve d. Francisco de Sousa, quando foi áquela Capitania, pois acompanhando os paulistas o mineiros que mandou á serra de Sabarabossú, para saberem a parte donde ela ocultava as minas, depois de achadas, de que se fez aviso ao dito d. Francisco de Sousa, e tiradas muitas cargas de pedra, que o mineiro trazia com grande contentamento, ponderando eles a mesma sujeição, que agora temem seus netos, mataram no caminho ao mineiro, e esconderam as pedras, disseram a d. Francisco que morrera no caminho, e se enganava no que havia escrito a s.s., de que resultou morrer o dito d. Francisco de Sousa em breves dias, e se perpetuar na suspensão, daquelas minas a tradição de as haver muito ricas, e ainda ha poucos anos algumas pessoas que existiam na vila de São Paulo davam notícia da prata que se fundiu das cargas de pedra, que se encobriram, das quais tinha uma Fernão de Camargo e eram suissos os filhos do ourives que fez a fundição." [Páginas 41 e 42]



Sorocaba/SP
Dinheiro$
Santos/SP
Sabarabuçu
Paranaguá/PR
Gabriel Soares de Sousa
1540-1591
Diamantes e esmeraldas
Cornélio de Arzão
f.1638
Salvador Correia de Sá, O Velho
1538-1631
Rio São Francisco
Cabo Frio/RJ
Ipiranga
São Sebastião/SP
Francisco de Assis Carvalho Franco
1886-1953
Francisco de Assis Carvalho Franco
1886-1953
Engenho(s) de Ferro
João Pereira Botafogo
1540-1627
Diogo Gonçalves Lasso
f.1601
Anthony Knivet
1560-1649
Francisco Barreto
1520-1573
Agostinho de Sotomaior
Fernando de Camargo, o Tigre
1595-1679
Felippe Guilhem
n.1487
Diogo Martins Cam
Capitania do Espirito Santo
Diogo "Arias" de Aguirre
1575-1639
Antonio de Proença
1540-1605
Araçoiaba da Serra/SP
Antonio Paes Sande
1622-1695
Antonio Dias Adorno
1535-1583
Diogo de Quadros
Marcos de Azevedo
Tamoios
Sebastião Fernandes Tourinho
Sebastião de Freitas
1565-1644
São Paulo/SP
Rio de Janeiro/RJ
Prata
Pedro Vaz de Barros (Vaz Guaçu - “O Grande”)
1581-1644
Ouro
Gaspar de Souza
Maria Castanho de Almeida
n.1534
Francisco de Sá Proença
1572-1638
Manoel Soeiro
Jorge Correa
João de Matos da Silveira
1540-1597
João Coelho de Souza
f.1574
Jerônimo Leitão
Gerhart Bettinck
1575-1611
Afonso Sardinha, o Velho
1531-1616
Frei Vicente do Salvador
1564-1639
Francisco de Sousa
1540-1611
Monomotapa



Os companheiros de D. Francisco de Souza
Data: 01/01/1929
Créditos/Fonte: Francisco de Assis Carvalho Franco
Página 1


ID: 12941


Os companheiros de D. Francisco de Souza
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Páginas 6 e 7


ID: 12942


Os companheiros de D. Francisco de Souza
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Páginas 8 e 9


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Páginas 10 e 11


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Páginas 20 e 21


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Páginas 38 e 39


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01/01/1929
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Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]