[17/7 23:24] K´s: Produziu em pouco tempo, para o nosso calendário, mais um livro que já é saudado como clássico por gente de peso[17/7 23:25] K´s: Deixa claro isso o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso E a Mary del PrioriEu queria que você me disse o seguinte: você evidentemente reviu com outros olhos e outro instrumental, verdade que pareciam inabaláveis e não são . Eu queria que você dissesse, numa primeira pergunta, resumidamente, [17/7 23:27] K´s: Que trataremos disso no programa[17/7 23:30] K´s: Quais foram as três maiores descobertas, as três descobertas mais surpreendentes que você fez, Porque estudamos na história dos mesmos livros escolares O livro contradiz muito não só o que tem nos livros escolares, mas nas faculdades e até nos cursos superiores de História . Por que? Porque ele não usa, o que é, digamos assim, a coisa mais comum em todas as linhas de historiografia tradicional, que era um conceito chamado de Economia de Subsistência . Isso basicamente era uma noção simples, quer dizer o seguinte: uma sociedade de índio e caboclo não produz riqueza, só consegue produzir o necessário para Subsistir, sobreviver complementa o entrevistador.Essa noção é comum desde o pensador com mais conservadora do século xiv, até o marxista mais radical do século XX. Era um negócio inabalável . E ela fazia com que, quando você fosse fazer uma História econômica, dava que, não tem nada no mercado interno, é tudo muito pobre, no começo só o setor exportador e a produção escravista produziam riqueza.O que que desmentiu isso? Os números. Como é que se chegou a números? Pegando senso, documentação de negócios, de pessoas, inventários, testamentos, atas de câmaras. A documentação existente e processando em banco de dados. Aí se descobriu que o tamanho da economia era muito diferente do que se supunha, imensamente diferentes. Os períodosOs períodos são todos outros nesse livro. Então não é 1, 2, nem 3. Fica tudo meio de ponta cabeça Não porque as pessoas antigamente não gostassem ou não soubessem o que fazer. Faziam o possível para conhecer o Brasil, o melhor que tinham com os instrumentos que tinham. Mas40:02 tupis-guaranis produziam muito excedenteEu tenho de adivinhar agora, esse programa está sendo gravado, eu tenho que adivinhar o que os espectadores te perguntariam a essa altura. Eu acho que vários dele te perguntariam o seguinte: Qual foi o primeiro empresário brasileiro que enriqueceu? Brasileiro não necessariamente, o primeiro empresário que enriqueceu no Brasil?Diogo Alvares Correa, casado com Guaipin-Pará, depois Catharina Paraguassú. Caramuru e Paraguassú. Ele, em 1528, ele era casado com várias mulheres. Antes de começar tudo ele já tinha ido para França. Catharina Paraguassú foi batizada em Ruan, a madrinha era uma nobre, Catharina de Grange, que era mulher do piloto do navio de jack Cartier, que depois descobriu o Canadá.Organizou as coisas e morreu. Quando Thomé de Souza chegou em 1549, ele já estava construindo a igreja da Graça, que é provavelmente a segunda ou e primeira igreja do Brasil, talvez em Cananéia, na Nossa Senhora da Conceição...
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