70 AFFONSO DE E. TAUNAYos futuros Barão de Souza Queiroz, Com. Souza Barros e Barão de Limeira.O tombamento de Itú foi como já dissemos superintendido pelo famoso capitão mór local Vicente Taques, que o assignou como capitão mór commandante; ao gabar-se de que o trabalho fora "fielmente extrahido pelos capitães das ordenanças, commandantes dos bairros da mesma villa (de Itú).Foram arrolados 126 engenhos cerca de 400 lavradores e 3.317 escravos. O mais importante dos lavradores ituanos era o capitão Antonio de Barros Penteado, sogro do Brigadeiro Luiz Antonio de Souza, pae dos futuros Barões de Itú e Piracicaba, sogro do Conselheiro Francisco de Paula Souza e Mello. Possuia cem escravos em sua fazenda dos Campos Elyseos. Sua mulher D. Angela Ribeiro de Siqueira Barros, nos engenhos de Grammado e de S. João tinha outros tantos talvez. Seguiam-se-lhes o tenente Elias Antonio Pacheco (Nossa Senhora do Rosario e Santa Quiteria) com 70 escravos Antonio Leite de Sampaio (S. Antonio) com 76 Ignacio Xavier Paes de Campos (Pirahyba) 60 Ignacio Ferraz Leite Penteado (Pinhal) com 50 Antonio Pacheco da Fonseca (Serra) 50 Felippe de Campos Almeida (Monte Carmello, Capivary) 65. Antonio Correa Pacheco e Silva (Limeira e Santo Antonio do Bom Jardim) 50 João de Almeida Prado (Gloria) 46, D. Gertrudes Celidonio Leite (Itapocú e Rocha) 50 Joaquim Manuel Pacheco da Fonseca (Pirapitinguy) 50 Antonio Pacheco da Fonseca (Serra) 50 etc.O capitão mór recenseador era bem menos abastado do que muitos dos seus recenseados. Assim tinha 38 escravos em seu engenho do Sagrado Coração de Jesus.Em Porto Feliz o numero de fazendeiros importantes era menor do que em Itú. Assim mesmo havia Antonio Francisco Cardoso do Quilombo com 94 escravos, Thomé Fernandes com 88. Em Capivary José Baptista de Oliveira possuia 120 Na Santissima Trindade de Pirapóra hoje Tietê Francisco de Paula Penteado, de Mandyssununga dispunha de 50 escravos.Em Piracicaba havia muitos lavradores de poucas forças. Quem mais se destacava ainda era o Brigadeiro Luiz Antonio de Souza, socio do futuro senador Regente do Imperio Nicolau Pereira de Campos Vergueiro nos engenhos Limoeiro e Taquaral e dono do engenho Monte Alegre e Amaraes com uns cem escravos.Em Sorocaba pouca lavoura grande havia, fazendolas de 20 e 30 escravos e outras de 3 e 5. Era Itapetininga ainda[p. 70]
CAPITULO XIXA administração do Conselheiro Saldanha Marinho (1867 a 1868) — O problema da viação ferrea e de rodagem — A colonização estrangeira e o surto agricola — A exportação cafeeiraO trigesimo quarto presidente de S. Paulo foi o illustre administrador conselheiro Dr. Joaquim Saldanha Marinho (1816-1893) que aliás apenas governou sete mezes, de 24 de outubro de 1867 a 24 de abril de 1868.Pernambucano, deputado geral em 1848, e em 1861, pela provincia natal e a do Rio de Janeiro, onde longamente residira, em Valença, advogado de grande fama, já administrara Minas Geraes durante quase dois annos, de 1865 a 1867. Fôra escolhido senador pelo Ceará mas o Senado lhe annulara a eleição.Em 1870 adheriria aos ideaes republicanos assignando, em primeiro lugar, o manifesto de 3 de dezembro. Mostrou-se Saldanha Marinho grande propulsor do progresso de S. Paulo e só a interferencia para a fundação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro lhe traria a maior consagração ao nome.A 2 de fevereiro de 1868, em vesperas do forçamento de Humaytá, pois, apresentava o seu relatorio á Assembléa Legislativa Provincial.Exprimiu-se com larga e aguda visão, acerca do futuro que a seu ver se antolhava á provincia de S. Paulo.A uberdade do sólo era uma realidade, e nesta realidade todos os bons pensadores baseavam calculos certos da futura grandeza do paiz.Para que o futuro libertasse o Brasil dos males presentes, era indispensavel preparar desde já os meios para da producção de suas terras se colher o maior resultado possivel.Afim de que este lucro fosse realmente maior, vinha a [p. 199]