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Rede Colméia
Laelso Rodrigues completa 91 anos. Barbosa Nunes, Grão-Mestre Geral Adjunto do Grande Oriente do Brasil, redecolmeia.com.br

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    30 de março de 2020, segunda-feira
    Atualizado em 20/01/2026 19:06:16



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MAR.
30
HOJE NA;HISTóRIA
57

Hoje dia 30 de Março, é aniversário do irmão LAELSO RODRIGUES (90 anos) SUA VIDA SUA OBRA – 64 ANOS DE MAÇONARIA, Grão Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil no período: 17 de março de 2001 a 2008, Data de Nascimento: 30 de março de 1932, Naturalidade: Sorocaba (SP).Progenitores: Augusto Rodrigues e Hilda da Silva Rodrigues.Profissão: Contador, empresário Data de iniciação: 27 de março de 1957, Loja de iniciação: Loja Perseverança nº 0199, Companheiro, em 18 de agosto de 1957; Mestre, em 28 de outubro de 1957, nosso irmão Laelso Rodrigues exerceu, na Loja, os cargos de Hospitaleiro, Tesoureiro-Adjunto, Mestre de Banquete, Terceiro-Esperto, Tesoureiro, Primeiro Vigilante e Venerável.

Carismático e dedicado, também nas oficinas filosóficas exerceu diversas cargos, hoje em 2020 ele é o Venerável Mestre da Loja PIII.Campanha pela Amazônia

Para o ex-Soberano Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, há muita coisa a ser feita, ainda, pelo País. “Nós temos vários problemas, como a violência e as drogas. A Amazônia também precisa ser cuidada. Vamos lançar uma campanha para discutir esse assunto com todas as Lojas Maçônicas”.

Uma vida dedicada à Maçonaria

Durante a cerimônia, que marcou o 60 anos de maçonaria de Laelso Rodrigues, o orador do evento, expressou os princípios filosóficos do Soberano Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, nos seus 60 anos dedicados à Maçonaria. Durante o discurso destacou a trajetória de Laelso Rodrigues em Sorocaba:

“Li e aprendi o que o livro ensinou, que a terra onde vivo a história criou. Ah, se a história servisse ao tempo que hoje transcorre. Vamos ver, viver. Vamos reviver! Quanta coisa que no tempo se perdeu. Se perdeu, podemos encontrar, mostrar. Que o homem que faz a história de agora, é o homem que fez a história de outrora.

Se assim é, devemos começar nossa história em 30 de maio de 1940. Dia em que, aos 66 anos, Winston Churchill tornou-se primeiro ministro inglês, pronunciando um discurso de apenas uma linha: ‘nada posso oferecer além de sangue, cansaço, lágrimas e suor’.

Mas, disse que Hitler seria derrotado. Apenas um homem de idade avançada e praticamente só, com uma única e terrível missão: enfrentar a formidável máquina de guerra que a Alemanha havia montado.

Naquele mesmo dia, na pacata Sorocaba, aquela era uma noite nem tão importante. Algo e nada, ao mesmo tempo, acontecia. E, por isso, ninguém acreditaria, que o velho prédio da rua Ubaldino do Amaral serviria de palco para um acontecimento, que mudaria a história da Loja Maçônica Perseverança III.

Naquela noite, no casarão, onde a PIII funcionou até 1955, uma cerimônia marcava o ingresso do jovem Augusto Rodrigues dos Santos, então, um simples funcionário da Companhia Light, no quadro de membros da oficina.Da vida maçônica do irmão Augusto, pouco se sabe; apenas o que as fichas registram. Os registros dizem, que ele deixou a Perseverança antes de ver o seu filho, do casamento com dona Ilda Neli, ingressar naquele distante 27 de abril de 1957.

Seu filho, um jovem humilde, mas, dotado de enorme boa vontade, era, então, apenas um contador, formado pela Escola Técnica do Comércio, graças a uma bolsa de estudos da Prefeitura de Sorocaba. Certamente, ninguém imaginou que aquele jovem magro, de voz mansa, iria trilhar uma fértil carreira como executivo de diversas empresas. Ninguém via nele o vice-presidente da Moto Peças Transmissões S.A., por exemplo.

Porém, foi na Comissão Municipal de Desenvolvimento Industrial, cuja presidência assumiu, em 1972, que sua marca de empreendedor rendeu os maiores frutos para a comunidade sorocabana. Foi dessas mãos que brotou um plano de crescimento da cidade, responsável pela implantação de mais de uma centena de indústrias, na então criada Zona Industrial de Sorocaba.

Companheiro, em 18 de agosto de 1957; Mestre, em 28 de outubro de 1957, nosso irmão Laelso Rodrigues exerceu, na Loja, os cargos de Hospitaleiro, Tesoureiro-Adjunto, Mestre de Banquete, Terceiro-Esperto, Tesoureiro, Primeiro Vigilante e Venerável. Carismático e dedicado, também nas oficinas filosóficas exerceu diversas cargos.Ao homenageado, couberam as mais honrosas condecorações outorgadas aos maçons, além de diversas outras condecorações, como as medalhas do Mérito Militar, os graus de Cavalheiro e Oficial, dentre outras.

Nas honrarias concedidas a ele pela Ordem, certamente a maior foi sua eleição para o cargo de Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil. Primeiro, em 2001, em eleição indireta, para completar o mandato do antigo Grão Mestre, Francisco Murilo Pinto, falecido no exercício do cargo.

Posteriormente, pelo sufrágio dos irmãos, ele foi reconduzido ao Grão-Mestrado, juntamente com o sapientíssimo irmão Marcos José da Silva, seu adjunto. Antes de ser eleito Grão Mestre, Laelso Rodrigues havia sido deputado federal e, na Assembléia Federal Legislativa Maçônica, teve a chance de exercer os cargos de Membro da Comissão de Orçamento e Finanças e Membro da Comissão de Relações Públicas.

Instituidor da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), em 1963, adquiriu, com mais 20 irmãos, as ações do Jornal Cruzeiro do Sul S.A., as quais foram doadas, em 1964, para a criação da FUA. Presidiu a diretoria-executiva por duas vezes, e foi presidente do Conselho Superior. Certa vez, ele mesmo disse: ‘cuidada com amor, a sementinha, então lançada à terra, cresceu. E é hoje, felizmente, árvore copada, com que faz sombra aos ideais de desenvolvimento, nos mais necessitados de auxílio.

Vale lembrar que sua dedicação ajudou a levar o jornal Cruzeiro do Sul a estar hoje, entre os maiores jornais do País; e a Fundação Ubaldino do Amaral, com seus recursos financeiros, a ser proprietária e mantenedora do Colégio Politécnico de Sorocaba, que fornece ensino gratuito e de qualidade a jovens carentes da comunidade sorocabana.

Primeiro presidente da diretoria-executiva da Fundação Cultural Cruzeiro do Sul, mantenedora da Rádio Cruzeiro do Sul, ele priorizou a aquisição de todo o equipamento, a fim de torná-la uma das emissoras mais informatizadas do País. No Lar e Escola Monteiro Lobato, uma de suas paixões, Laelso Rodrigues foi presidente por três vezes. Em sua última gestão, construiu o salão de festas, com 2,5 mil metros quadrados, destinado a garantir a manutenção de suas atividades.

Não só apoiando, mas trabalhando efetivamente, teve, em dona Leda Terezinha Rodrigues já no oriente eterno, uma companheira inigualável. Com ela, não só partilhou suas alegrias e tristezas, mas, também, teve dois filhos: Márcia e Marcos. E não se cansa de repetir:

“As tarefas diárias ocupam meu tempo, mas, o pouco que fico com minha família, vibro. Esse sentimento me revigora”. De Ubaldino de Amaral a Laelso Rodrigues.Por Barbosa Nunes

Entre os anos 1869 e 2013, centenas de maçons concorreram incomparavelmente em ação construtiva da história de Sorocaba. Inicialmente, 28 fundando a Loja Maçônica “Perseverança III”. Entre eles, Ubaldino do Amaral, um dos 24 semeadores que plantaram uma boa semente que ao nascer resultou numa trincheira do idealismo atravessando os anos, firmando-se no conceito maçônico paulista e brasileiro. Após, outros 22, já em 1963, criaram a Fundação Ubaldino do Amaral, o único vivo hoje, Laelso Rodrigues.Ao longo de todos estes anos nunca desanimaram, enfrentaram forças poderosas e as vezes muito resistentes. Hoje a Loja “Perseverança III” integra a história da notável cidade de Sorocaba. História de liberdade, de luta em favor dos menos favorecidos. Sem excesso de reconhecimento, é indispensável à cidade e seu povo. Pedaço da história de Sorocaba. Leia mais

Representando o Grande Oriente do Brasil e o seu Grão-Mestre Geral, Marcos José da Silva, estive no dia 29 de julho, na sessão magna de comemoração dos 144 anos da Loja, instalada em prédio próprio de 8 andares, no centro da cidade, ocupando dois pavimentos.

Pesquisei o significado da palavra “sorocaba”, e encontrei que ela vem do tupi, “soroc” (rasgar) e “aba” (lugar), “terra rasgada”, simbolizando a entrada da colonização pelos bandeirantes.
Imenso foi o prazer de reencontrar o Grão-Mestre Geral Honorário do Grande Oriente do Brasil, Laelso Rodrigues, muito saudável e alegre. Ser humano que presidiu a instituição Grande Oriente do Brasil, durante 7 anos, administração que integrei com honra e dedicação, exercendo a Coordenação Nacional do Programa Maçonaria a Favor da Vida – Contra as Drogas e Secretaria Geral de Interior e Relações Públicas.

O evento presidido pelo Venerável Mestre José Delfino Feliciano Filho, homenageou com gratidão as entidades administradas pela Loja “Perseverança III”.

Associação Protetora dos Insanos de Sorocaba – 95 anos de existência, que presta grandioso serviço na saúde, administrando 5 CAPs; Vila dos Velhinhos de Sorocaba – 79 anos, que acolhe 251 idosos.

Fundação Ubaldino do Amaral – 49 anos, que edita diariamente o Jornal Cruzeiro do Sul.

Liga Sorocabana de Combate ao Câncer – 38 anos.Fraternidade Cruzeiro do Sul – 34 anos.

Fundação Cultural Cruzeiro do Sul – Rádio Cruzeiro FM – 18 anos e a Fundação Educacional Politécnica de Sorocaba – Colégios Politécnico e Monteiro Lobato, que atendem gratuitamente a 1310 jovens, selecionados através de critérios socioeconômicos, com assistência integral e sem custos.

Na mesma ocasião foi inaugurada a “Vitrine Filatélica Maçônica”. Mostra permanente de selos comemorativos de “Vultos da Maçonaria Brasileira”, concessão e entrega de medalhas em homenagem aos maçons João Luis Monteiro, Lauri Lopes e Carlos Hingst Corrá.

Conheci mais de perto a célula social beneficente e educacional, que resiste com o mesmo vigor e cresce a cada ano no aspecto maçônico e administrativo, especialmente atingindo altíssimo conceito como instituição séria e exclusivamente voltada para a prática social. Ao ser fundada em 31 de julho de 1869, nasceu com o binômio: LIBERDADE/EDUCAÇÃO, preservado até os dias de hoje.

Suas instituições têm papeis preponderantes no desenvolvimento político, econômico, cultural e social, com destaque para a Fundação Ubaldino do Amaral, atualmente presidida por Laelso Rodrigues.Em 1963 adquiriu o histórico jornal “Cruzeiro do Sul”, fundado em 12 de junho de 1903. Hoje, órgão de divulgação da cidade e região, com parque gráfico moderno, mais de 300 funcionários, editado diariamente, com 28 mil exemplares de segunda a sábado e 32 mil aos domingos, em sistema de assinatura e entrega em domicílio.Fui presenteado com a obra de José Aleixo Irmão, intitulada “A Perseverança III e Sorocaba” em 6 volumes, narrando com documentos, detalhes e muitos registros, a história da Loja desde o ano de 1869.

Ubaldino do Amaral foi um dos fundadores da Loja “Perseverança III”, idealizador e incentivador da chamada “sociedade emancipadora”, desenvolvida dentro e principalmente fora da Loja, através dos seus meios de projeção que prosperavam socialmente e no fundo da alma de todos.

Ubaldino do Amaral, foi líder abolicionista, e republicano, que após a Proclamação da República exerceu no novo regime funções da maior relevância e integrou a diretoria de várias organizações, apoiadas pelos maçons da época, como a Estrada de Ferro Sorocabana.

Já em campanha pela libertação dos escravos, Ubaldino do Amaral em plena atividade jornalística, publicou no dia 15 de abril de 1870, um dos muitos artigos que produzia para o jornal “O Sorocabano”, assim se manifestando:

“Nestes dias em que a cristandade comemora o acontecimento mais notável da história, resumindo em breve quadro a vida de Jesus Cristo, desde a entrada triunfal em Jerusalém, até a ressurreição gloriosa, lembra um fato ocorrido no Grande Oriente (Beneditinos) ou seja, a ideia de se formar sociedades que algumas senhoras organizaram no Rio de Janeiro e em São Paulo para libertação de escravas.

Esse acontecimento, de grande alcance social, a nosso ver, não é só a redenção do cativo, para quem chega enfim uma gota do sangue derramado na cruz, senão também a nobilitação da mulher, cuja vida por bem da nossa educação asiática, dividia-se até agora em dois períodos, o das modas e o do beatismo inteligente, que a invasora horda dos jesuítas explora ao seu sabor. Desejamos que os senhores sorocabanos adotem a generosa ideia, fazendo assim entrada na comunhão social de que vivem desterrados.

Oferecemo-lhes nosso fraco auxílio, e pomos à sua disposição as colunas desta folha para quaisquer publicações”.

A Loja “Perseverança III” não somente pregava. Mais do que as palavras, valiam os exemplos e os fatos. Nesse ano, além do trabalho desenvolvido, fora das suas colunas e rapidamente mostrados, prosseguia no auxílio à libertação dos escravos, já agora mais incentivada com o projeto de lei maçônica, apresentado por Ruy Barbosa.Assim é que destinou valores para libertação de escravos, fazendo subscrição para referido fim, inclusive cancelando não se gastar com ceias e banquetes, o dinheiro destinado à “Caixa de Emancipação”, deliberando-se em sessão de 30 de outubro de 1870, a liberdade que se daria a algumas crianças. Foi a primeira loja maçônica a comprar alforrias para os escravos, montando a primeira escola para filhos de escravos, isto cerca de 15 anos antes da libertação oficial.

Faço aqui uma conexão desta maravilhosa história social e maçônica, buscando Ubaldino do Amaral em 1869 e ligando-o com o mesmo valor histórico, dedicação e amor à Sorocaba, ao cidadão admirado por todos os maçons do Brasil, Laelso Rodrigues, hoje dirigindo uma empresa com moderno parque gráfico, novo centro administrativo e de comunicação em condições as mais modernas, que ele foi um dos fundadores em 1963.Ubaldino do Amaral e Laelso Rodrigues, juntos com inúmeros outros maçons, são também heróis e construtores de uma estrutura social que a cidade de Sorocaba não pode prescindir. Hoje 80% do trabalho social, educacional e de saúde de Sorocaba, são dirigidos pela maçonaria, pontuando também de repercussão nacional o Banco de Olhos de Sorocaba, a maior reserva de córneas do país.Vou aprofundar na leitura dos seis volumes intitulados “A Perseverança III e Sorocaba”, para conhecer sua gloriosa história através da obra do maçom José Aleixo Irmão, que junto com Laelso Rodrigues foi um dos 22 que tiveram a visão de instituírem a Fundação Ubaldino do Amaral e adquirir o Jornal Cruzeiro do Sul, que continua comprometido com a liberdade e educação.

Nossas homenagens a estes dois bandeirantes, Ubaldino do Amaral e Laelso Rodrigues.Barbosa Nunes é Grão-Mestre Geral Adjunto do Grande Oriente do Brasil(A: FC | R: CRS) Ao retransmitir esta mensagem favor não retirar os créditos Assessoria de Comunicação da www.redecolmeia.com.br



Sorocaba/SP
Jesuítas
Nheengatu
Escravizados
Jerusalém/MUN
Winston Leonard Spencer Churchill
Rede Colméia
Ubaldino do Amaral Fontoura
1843-1920
Laelso Rodrigues
n.1932
Ferrovias
Jesus Cristo
f.33
Jornal Cruzeiro do Sul
Adolf Hitler
1889-1945


EMERSON


30/03/2020
ANO:285
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]