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Autor/fonte: Afonso d´Escragnolle Taunay
Historia Geral das Bandeiras Paulistas Escrita á vista de avultada documentação inédita dos arquivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes Tomo Sexto - Ocupação do Sul de Motta Grosso - Agrande jornada Esmeraldina de Fernão Dias Paes - Pesquiza Infructifera da prata - A connquista do Nordeste e a "Guerra dos Barbaros".

    1930
    Atualizado em 29/11/2025 18:01:39

Fontes (0)


Para o estudo das primeiras entradas na Vaccaria ha alguns documentos mais interessantes do que precisos, a troca de cartas entre D. Carlos Morphy, Capitão General do Paraguay e D Luiz Antonio de Souza, Morgado de Matheus, Capitão General de São Paulo, a propósito da ocupação do sul mato grossense na fronteira do Iguatemy. [Página 7]

Irônico lhe repontava D. Carlos Morphy, a lhe falar nessa "figurada posesion ante DIluviana que V. S. pretende teman los Paulistas em virtude de su siempre frequentada Navegacion". E categórico afirmava:

"Todos los Cosmographos y Historiadores que han escrito en aquelos tiempos sobre las Conquistas de estas Americas, convienen unanimes en el Derecho de España al Pais de Xerez y Territorios de la Ciudad Real del Guayrá que los Paulistas Mamelucos destruiron en sus inbasiones del siglo passado. Aora no se que antiguidad guerra V. S. asignar a la posesion que gosa hoy el dicho Alvares en su Camapõa, Jurisdicion de Xerez; me persuado que no esforsará en para cilisar-la (sic) con los tempos muitos antiguos de Navegação".

Há evidente erro do copista.Respondendo-lhe, fez D. Luiz Antonio uma exposição com pretenções eruditas e recheiada de erros e infantilidades. Mas no tempo mais não se poderia exigir.O que nos interessa é a parte referente ás expedições ao sul mato grossense em fins do século XVII.Começa a censurar seu correspondente a pouca civilidade: "V. S. me promete que ha de dar-me un plato de gusto, mas não encontro ele; na sua carta só vejo as azedas palavras de uma mal sazonada e falsa impostura que notoriamente me ofendem, o que deixarei sem resposta tratando somente do que puramente pretende a defensa do claro direito e da justa posse que eu entendo tem El Rey meu Senhor e Amo, em as terras de que se trata."

Logo depois acrescenta:

"Pelo contrário, os Portugueses tinham toda a perfeita notícia e posse das ditas terras, como mais claramente se patenteia, quando pelas historias do Paraguay e deste Brasil, se lê que os antigos mamelucos, que hoje são os Paulistas, naturais desta Capitania de São Paulo, desde o século quinhentos, e princípio de seiscentos, e por todo ele se acham fazendo frequentes entradas destes sertões, como testificam irrefragáveis monumentos, de que se vê sem a menor contradição ou duvida que sempre os conquistaram, amansaram e dominaram as nações de nativos habitadores deles, assim antes como depois da gloriosa aclamação do Senhor Rey D. João o 4o., de feliz memória, porque sempre destruirão, arrasarão e o combaterão tudo o que se opunha á sua passagem e lhes parecia ser estranho nos referidos sertões com aquelas mesmas invasões que V. S. confessa em um dos capítulos desta sua carta de 18 de setembro de 1770, a que estou respondendo, pois não, podiam causar as destruições que V. S. assinala sem estranhar-se muito em os ditos sertões, os quais muitos anos ainda depois destes sucessos eram incógnitos aos Geógrafos Espanhóis, como se lê em Medrano.

Estas expedições continuaram sempre em todos os tempos e em todos os Governos desta Capitania, porque nunca deixarão os sertanistas paulistas, de tempos mui antigos emté o presente, de correr e vadiar todas as companhas e navegar todos os Rios dos sertões de que estou tratando, como pretendo provar, com alguns dos mais notórios e inegáveis sucessos acontecidos neles, de que existem os documentos e memórias autênticas nesta Capitania, como também nessa Província do Paraguay.

Deixando outros muitos fatos que podia trazer, referirei somente aqueles de que ainda não hão de estar nessa Província esquecidas as memórias.Entre estas, parece-me que não serão ignoradas as grandes expedições de Francisco Xavier Pedroso, morador da Vila de Parnahyba, acontecidas nos anos de 1670 e seguintes, o qual depois de dominas muitas nações de nativos brabos entrou com mão armada a Cidade de Assunção do Paraguay e agregou grande número de nativos á sua vizinhança de sorte que, vindo sobre ele o Governador da Cidade de Currientes, sobre nome Andino, com força de armas e muita gente, os Paulistas se fizeram fortes em uma mata, donde fizeram fogo tão vivo e tão terrível sobre ele que com perda de oitocentos homens o fizeram retirar."

Como o leitor viu da leitura dos capítulos antecedentes, a cronologia do morgado de Matheus deixava bem a desejar; não só não foi em 1670 que se deu a incursão de Pedro Xavier como as perdas de Don Juan ai estão prodigiosamente exageradas. Nem Pedroso Xavier atacou e expugnou a Assunção, como Andino não era de todo governador de Corrientes. [Páginas 8 e 9]

Continuava D. Luiz Antonio:

"Hé também memorável a outra expedição de Francisco Dias Mainardos, que pouco mais ou menos pelos mesmos anos conquistou os Gentios habitados dos Rios Jaguary ou Avinheima, Amambahy e os Povos chamados Gualachos."

Quer nos parecer que ela ocorreu nas vizinhanças de 1680. Falando deste Francisco Dias Mainardos escreve Basílio de Magalhães:

"Mainard é como vem na citada carta, e Mainardos é como grafa o Dr. Washington Luis; Mainardi escrevem Taques e Silva Leme os quais, entretanto, nada dizem desta façanha e apenas informam que Francisco Dias Mainardi era filho do italiano Thomé Dias Mainardi e de Maria Leme, casados em 1635, D. de Vasconcelos, atribui aos Mainardis, estabelecidos em São Paulo e Minas origem escocesa e fidalga, dando-os como descendentes dos condes de Marnart."

Na citação documental de Basílio de Magalhães ha um engano de imprensa. Deve-se ler XXXV, p. 1, página 84.

Há também a reparar que o original da carta do Morgado de Matheus traz Mainardos e não Mainard como afirma o doutor escritor a quem induziu em engano um erro de cópia de Azevedo Marques. Escrevendo á vista do texto dos Documentos Interessantes, reproduziu Washington Luis o nome tal qual ali se acha.

Pouco fala Pedro Taques de Francisco Dias Mainardi; "casou em Ytú com... Era filho de Thomaz Dias Mainardi, natural do reino de Piza (sic!) da cidade de Florença" escreve o nosso linhagista, filho de Bartholomeu DIas (provavelmente algum português de passagem pela Toscana) e Isabel Mainardi. Este Thomaz Mainardi casou-se em São Paulo no ano de 1635 com Maria da Silva Leme, filha de Aleixo Leme e Ignez Dias. A citação de Diogo de Vasconcelos não sabemos de todo o que a abone mas dela duvidamos bastante.

Ao explicar a genealogia de Francisco Dias Mainardi, escreve Antonio Piza uma série de erros, pois afirma que Pedro Leme, o Torto, era filho de Leonor Leme e Braz Esteves, quando os pais deste famoso sertanista foram Domingos Leme da Silva e Francisca Cardoso.

Era o Torto neto de Pedro Leme e bisneto de Leonor Leme e Braz Esteve. Há aliás nas notas de Piza numerosas cincadas e algumas graves. Basta lembrar a sua teimosia em querer estabelecer a dualidade de pessoas "entre o português Antonio Raposo Tavares do socorro a Pernambuco e o paulista Antonio Raposo, destruidor do Guayrá."

Continuando a descrever as bandeiras de Iguatemy relatou o Morgado de Matheus:

"Pelos anos de 1680, o Monjolo de São Paulo com a sua Bandeira entrou pelo rio Jaguary ou Avenheima e correndo as campanhas que rega o Rio Cochym até o RIo Batetey dali passou o Rio Cachy e correndo todas as terras até o Amambay e Guatemy, dali por vários casos que lhe aconteceram se passou refugiado ao Paraguay, onde viveu muitos anos".

A este propósito comenta Piza muito procedentemente:

"Houve com certeza erro na cópia do nome deste bandeirante porquanto na história de São Paulo e nas notas genealógicas das famílias da capitania o nome Monjolo é inteiramente desconhecido.

Na vila de Parnahyba havia uma importante família Monjellos, a que naturalmente pertencia o sertanejo aqui mencionado por D. Luiz Antonio.

Mais ou menos no tempo indicado pelo capitão general vivia em Parnahyba João Monjollo, casado com Catharina Pinheiro e tendo duas filhas, a saber: Maria, que foi casada com Luiz Pedroso de Alvarenga, da notável família Alvarenga, e falecida em 1718, e Mariana Pinheiro, casada em 1699 com Simeão Alvares.

Entretanto, no título Alvarenga, da Nobiliarchia Paulistana, não se encontra a menor referência a esta família Monjelos e á expedição feita por um dos seus membros aos sertões de Mato Grosso e ao Paraguay o que aliás não quer necessariamente dizer que tivesse havido omissão, pois a referência pode ter sido feita em algum dos muitos capítulos que se perderam da grande obra de Pedro Taques".

Parece-nos positivo que este Monjolo deva ser Mongelos e não passe de outro indivíduo diverso de Juan Mongel Garcez o intitulado médico castelhano navarrês de Pamplona, que por [Páginas 10 e 11]

Estava organizada a grande expedição esmeraldina. Imenso despendera o seu propulsor. Mais de seis mil cruzados declarou a Câmara de São Paulo o que hoje se traduziria por uns quatrocentos contos seguramente. Seis ou sete,entendia a Câmara de Parnahyba.

Ao partir para o sertão, afim de angariar elementos propusera de todo o seu gado, certificava o padre Domingos Dias, reitor do Colégio jesuítico de São Paulo, a 18 de novembro de 1681. "Ouvi dizer a pessoas muito fidedignas e totalmente desinteressadas que vendeu o ouro e a prata do uso da casa que era grande, com que a deixou em miserável estado de pobreza, havendo-se criado em grande largueza e opulência". [p. 84]

CAPITULO XIIItinerarios attribwidos a Fernão Dias Paes. — Hypotheses deDerby, Calogeras e Basilio de Magalhães. — Informaçãode Borges de Barros. — O caminho provavel de FernãoDias. — As principaes figuras da bandeira. — MathiasCardoso, Garcia Rodrigues Paes e Manuel de Borba Gato.Procurou Derby identificar o itinerario da grande expe-dição. Acceita ix totfum o veridicto de Southey, que aliás sebaseou num escripto de Pedro Dias Paes Leme, neto do gran-de sertanista e datado de 1757. (cf. Rev. Inst. de S. Pavu´o,V, 261).“Para a manutenção da expedição e como provisão paraa volta Fernão Dias estabeleceu postos, ou, pelo menos, plan-tou roças, em diversos pontos que vêm enumerados pelo his-toriador Southey, baseado num escripto de 1757 de PedroDias Paes Leme, neto do explorador.Estes pontos são: Vituruna, Paraopeba, Sumidouro doRio das Velhas, Roça Grande, Tucambira, Itamerendiba, Es-meraldas, Matto das Pedrarias e Serra Fria, e por elles é pos-sivel restauurar de modo relativamente satisfactorio o seu iti-nerario”.Vituruna, entende Derby, é evidentemente o Ibituruna, noRio das Mortes, perto da sua confluencia com o Rio Grande,logar onde Glimmer, no seu dizer, (cf. Rev. do Inst. de SãoPaulo 4, 340) encontrou grande aldeia de indios, os mesmos[p. 94]

Entendemos contudo forçada a aproximação entre os dois itinerários, o de 1601 e o de 1673. Na sua ânsia pela fixação toponímica chega Orville Derby (1851-1915) a não achar “de todo despropositada a hipótese de que a aldeia de Ibituruna haja sido a que os emissários de Martim Afonso em 1531 tenham visitado”. [Historia Geral das Bandeiras Paulistas, 1930. Afonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958). Página 95]

Casara-se Fernão Dias Paes, já velho, com uma rapariga mais moça do que ele 34 anos, Maria Garcia Rodrigues Betimk ou Betim, nascida em São Paulo, a 16 de dezembro de 1642, filha de um personagem paulista de prol, potentado em arcos, Garcia Rodrigues Velho.

Esta Maria, como escreve Silva Leme (cf. Gen. Paul., 7, 452) vinha a ser filha de Geraldo Betting o mineito trazido para o Brasil por D. Francisco de Souza, em companhia de Jacques de Oalte, e holandes de Duysburgo na Gueldria. Mas pela mãe, Custódia Dias, tinha sangue nativo por Custódia, irmã dos três famosos Fernandes, André, Balthazar e Domingos. Descendia portanto de Tibyriçá. [Historia Geral das Bandeiras Paulistas Escrita á vista de avultada documentação inédita dos arquivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes Tomo Sexto - Ocupação do Sul de Motta Grosso - Agrande jornada Esmeraldina de Fernão Dias Paes - Pesquiza Infructifera da prata - A connquista do Nordeste e a "Guerra dos Barbaros", 1930. Afonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958); Páginas 100 e 101]

Um dos seus principais cabos e desertores foi Mathias Cardoso, aliás pouco afeiçoado á pesquisa de minerais e sobremodo inclinado ao bárbaro sport do descimento de nativos. Era o que explicariam os camaristas de Taubaté em sua certidão de 21 de outubro de 1681 (A. M. e U., 2461) assinado por grandes nomes das expedições como Domingos Rodrigues do Prado e João Gago da Cunha.

"Deixaram-no os homens da sua tropa principalmente o Capitão Mathias Cardoso de Almeida em quem mais se confiava o qual com interesse de conquistas bárbaros para seu serviço particular se apartou com outros de sua fausão como com efeito conduziu depois por duas vezes quantidade de gentio bárbaro para sua casa e serviço por conhecer do dito governador ata´hava seus desígnios por serem prejudiciais aos descobrimentos a que andava."

Assim á sua vida de caçador de nativos mais duas façanhas novas ajuntara Mathias Cardoso, resultantes da expedição esmeraldina.

Grande fora de suas refregas, conta-nos a patente de "Mestre de Campo e Governador absoluto da guerra dos Bárbaros" que a 3 de abril de 1690 lhe passou o Arcebispo da Bahia, Dom Frei Manuel da Ressurreição, Governador Geral interino do Brasil (cf. Borges de Barros: Bandeirantes e sertanistas bahianos, p. i78):

"Naquele sertão de Sabarabussú teve vários encontros com os Bárbaros e uma batalha em que houve muitos feridos de parte a parte até os desbaratar e tomar-lhes os mantimentos".

Acrescenta a patente que Mathias após esta vitória "formou logo arraial no dito Serro, com diversas plantas e criações levadas da vila de São Paulo."

Dera até assistência ao seu grande chefe "mandando conduzir mantimentos ao mesmo governador, cujas tribos estavam com ânimo de se voltarem para a mesma Vila (a de São Paulo) oprimidas da fome e esterilidade daquele sertão."

Afirma o Arcebispo que a separação de Mathias se dera em 1680 depois de sua assistência com o governador durante seis anos. E assim mesmo regressara a São Paulo com licença de Fernão Dias Paes e por doente "a livrar a via do perigo em que se achava gravemente enfermo, em parte tão remota.

A partir ainda deixara a Fernão "quinze escravizados seus, por serem dois naturais do mesmo Serro e importantes ao descobrimento das esmeraldas."

Que haverá de fidedigno nestas expressões? É visível que a informação, nela contida, deve ter sido em grande parte sugerida pelo sertanista. A outra versão, a dos parentes de Fernão Dias Paes se mostra bem pouco amistosa para com Mathias Cardoso.

Mas não só Mathias e os dois capelães abandonaram o seu grande chefe, continuou a deserção de muitos mais dos companheiros de jornada, desesperados por voltarem á vida civilizada.

No documento de 27 de março de 1681,ha este respeito preciosas referências do próprio Fernão. Numa de suas irradiações do Sumidouro, ao regressar a um de seus pontos de parada, constatou que se haviam ido dali "Manuel da Costa com seus camaradas, os capitães Manuel de Góes e João Bernal com suas tropas, diziam-lhe que também o capitão Balthazar da Veiga, no que não cria, e o bastardo Belchior da Cunha." [Páginas 110 e 111]

A primeira nova da morte de Fernão Dias Paes nos dá um documento de 26 de junho de 1681 em que vemos perante Dom Rodrigo Castelo Branco comparecer Garcia Rodrigues Paes no "arraial de São Pedro em os matos de Paraíbipeva" e nas pousadas do Administrador Geral.

Exibiu a Dom Rodrigo, ao seu lugar-tenente Mathias de Cardoso e ao escrivão da Administração João da Maia, umas pedras verdes as quais disse serem esmeraldas que o Governador Fernão Dias Paes, seu pai, que Deus houve, havia mandado "tirar de uns cerros que antigamente tinham tirado os Azeredos em reinos dos patachós as quais ditas esmeraldas as fizesse presentes á Sua Alteza por duas vias para que no reino se viesse se tinham dureza e fineza e que entretanto vinha em resposta do dito senhor administrador mandasse tomar posse em nome de Sua Alteza dos ditos cerros adonde se tiraram as ditas plantas digo pedras para que nenhum pessoa pudesse ter direito nelas visto que ele dito have-las manifestado nesta administração para que o dito administrador desse conta a Sua Alteza de como ele dito as manifestava." (cf. Reg. Geral da Câmara de São Paulo, 3, 308). [Historia Geral das Bandeiras Paulistas Escrita á vista de avultada documentação inédita dos arquivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes Tomo Sexto - Ocupação do Sul de Motta Grosso - Agrande jornada Esmeraldina de Fernão Dias Paes - Pesquiza Infructifera da prata - A connquista do Nordeste e a "Guerra dos Barbaros", 1930. Afonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958). Página 128]

A 3 de setembro de 1681 expedia Diogo PInto do Rego, capitão maior e governador das Capitanias de São Vicente e São Paulo um bando a propósito da descoberta atribuída a Fernão Dias Paes.

"Porquanto por notícia certa que tenho haver descoberto Fernão Dias Paes as minas de esmeraldas, onde foi enviado por Sua Alteza, que Deus guarde, vindo a dar parte ao dito senhor faleceu da vida presente deixando as notícias de amostrar de tais esmeraldas com que estão hoje públicas e se saber certamente onde é a paragem delas com que facilmente se poderá ir a elas, e tirarem-se quantidade o que será em grande prejuízo da fazenda real e para se atalhar este dano em nome do príncipe nosso senhor ordeno e mando a toda a pessoa de qualquer qualidade que seja não faça jornada áquela paragem."

Tão importante era o caso que três dias depois mandava a Câmara de São Paulo afixar o bando do capitão-mór. A 8 de setembro de 1681 passava Dom Rodrigo "del Serton del Sumidoro" uma atestação interessante, a Garcia Rodrigues Paes, contando que visitara o arraial de Fernão Dias e recebera de seu filho pedras verdes que tinha como esmeraldas. [Página 129]

Sobre a tragédia que o vitimou comenta Basílio de Magalhães em sua Expansão geográfica.

Seguindo a trilha do "caçador de esmeraldas" o fidalgo encontrou-se, no arraial do Paraopeba, com Garcia Rodrigues Paes, que trazia para a terra natal os ossos do pai e as pedras verdes. Ali, a 26 de junho daquele ano, fez entrega ao superintendente régio, não só das roças que a expedição de 1674-1681 plantára sertão em fóra, como também dos seixos reputados preciosos, que o administrador enviou imediatamente ao soberano.

"Prosseguindo em sua derrota, provavelmente para atingir ao depósito das esmeraldas, D. Rodrigo de Castello Branco, não foi além do Sumidouro, onde, conforme Taques (Informação, 64) "faleceu" no ano de 1682. Sabe-se, porém que a morte do fidalgo espanhol ocorreu em fins de 1681 e foi devida a um ato de violência praticado por Manuel de Borba Gato - fato que se atribui também a um dos pagens ou escravizados deste famigerado paulista. O próprio Taques, em sua Nobiliarchia, refere por menor esse delito".

E realmente conta a Nobiliarchia que Garcia Rodrigues Paes, como vassalo fiel ás ordens do príncipe, não só entregar ao fidalgo castelhano as pedras achadas pelo pai como "todos os arraiais, feitorias, roupas e celeiros de mantimentos que tinha feito seu pai".

E acremente (Rev. Inst. Bras., 23, 2, I62) acrescente o autor linhagista:

"Depois que chegou D. Francisco, voltou Garcia Rodrigues para o seu arraial do Sumidouro, ao qual chegou depois disso D. Rodrigo a tomar posse dele e dos mais arraiais que lhe havia oferecido; e também tomou posso em nome de Sua Alteza de todas as serras, das quais o governador Fernão Dias havia extraído as esmeraldas. Isto foi o que unicamente obrou D. Francisco todo o tempo que lhe durou a vida, o mês de setembro ou outubro do ano (...)" [Página 211]



Admite Coriolano de Medeiros uma migração parahybana para terras de São Paulo, tangida pela terrível seca que durante vários anos calcinou todo o Nordeste a ainda durava em 1654. Mas a notícia desta migração é totalmente fantasiosa. Por ela contudo não é responsável o escritor parahybano que se abeberou á turvíssima fonte das informações de um italiano o Dr. Emmanuel Lomonaco, autor de certa obra: Usi e costumi del Brasile.

Cometendo a mais grosseira das cincadas confunde o Dr. Lomonaco Parnahyba, a 36 quilômetros de Sorocaba, com Parahyba do Norte. Ao falar da fundação de Sorocaba, realizada pelo parnahybano Balthazar Fernandes, também chegando Balthazar Fernandes Ramos, filho de Manuel Fernandes Ramos, o Povoador, e fundador de Parnahyba, deixou o Dr. Lomonaco esta preciosidade: [Página 271]



Sorocaba/SP
Afonso d´Escragnolle Taunay
54 anos
Caminho do Mar
1876-1958-
Sabarabuçu
1876-1958-
Léguas
1876-1958-
Gentios
1876-1958-
João da Rocha Pita
1876-1958-
Jerônimo Ferraz de Araújo
f.1737
Itu/SP
f.1737
Grunstein (pedra verde)
f.1737
Garcia Rodrigues Velho
330 anos
Luís Gonzaga da Silva Leme
78 anos
Custódia Dias
349 anos
Caeté/MG
1581-1650-
Bituruna, vuturuna
1581-1650-
André Fernandes
352 anos
Domingos Fernandes
353 anos
Taubaté/SP
1577-1652-
Serra de Jaraguá
1577-1652-
Serra de Ibituruna
1577-1652-
Santana de Parnaíba/SP
1577-1652-
Orville Derby
79 anos
Paranaguá/PR
1851-1915-
Pedro Taques de Almeida Pais Leme
216 anos
Afonso VI
287 anos
Balthazar Fernandes
353 anos
Rodrigo de Castelo Branco
Rio Amambahy
-
Redução de Santa Tereza do Ibituruna
-
João de Mongelos
-
Francisco Pedroso Xavier
295 anos
Manuel de Borba Gato
281 anos
Gerhart Bettinck
355 anos
Mathias Cardoso de Almeida
n.1605
Martim Afonso de Sousa
430 anos
1º visconde de Barbacena
320 anos
Maria Garcia Rodrigues Betting
288 anos
Maria Riquelme de Gusman
Maria Betting
312 anos
Fernão Dias Paes Leme
322 anos



Historia geral das bandeiras paulistas: escripta á vista de avultada documentação inédita dos archivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes
Data: 01/01/1930
Créditos/Fonte: Afonso de E. Taunay
Página 39


ID: 12349


Historia geral das bandeiras paulistas: escripta á vista de avultada documentação inédita dos archivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes
Data: 01/01/1930
Créditos/Fonte: Afonso de E. Taunay (1876-1958)
Página 94


ID: 11126


Historia geral das bandeiras paulistas: escripta á vista de avultada documentação inédita dos archivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes
Data: 01/01/1930
Créditos/Fonte: Afonso de E. Taunay
Página 155


ID: 12078


Historia Geral das Bandeiras Paulistas
Data: 01/01/1930
Créditos/Fonte: Afonso de E. Taunay
Escripta á vista de avultada documentação inedita dos archivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes Tomo Sexto - Occupação do Sul de Matto Grosso - Agrande jornada Esmeraldina de Fernão Dias Paes - Pesquiza Infructifera da prata - A connquista do Nordeste e a "Guerra dos Barbaros". Página 184


ID: 11922


Historia Geral das Bandeiras Paulistas
Data: 01/01/1930
Créditos/Fonte: Afonso de E. Taunay
Escripta á vista de avultada documentação inedita dos archivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes Tomo Sexto - Occupação do Sul de Matto Grosso - Agrande jornada Esmeraldina de Fernão Dias Paes - Pesquiza Infructifera da prata - A connquista do Nordeste e a "Guerra dos Barbaros". Página 185


ID: 11919


Historia Geral das Bandeiras Paulistas
Data: 01/01/1930
Créditos/Fonte: Afonso de E. Taunay
Escripta á vista de avultada documentação inedita dos archivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes Tomo Sexto - Occupação do Sul de Matto Grosso - Agrande jornada Esmeraldina de Fernão Dias Paes - Pesquiza Infructifera da prata - A connquista do Nordeste e a "Guerra dos Barbaros". Página 186


ID: 11920


Historia Geral das Bandeiras Paulistas
Data: 01/01/1930
Créditos/Fonte: Afonso de E. Taunay
Escripta á vista de avultada documentação inedita dos archivos brasileiros, hespanhoes e portuguezes Tomo Sexto - Occupação do Sul de Matto Grosso - Agrande jornada Esmeraldina de Fernão Dias Paes - Pesquiza Infructifera da prata - A connquista do Nordeste e a "Guerra dos Barbaros". Página 187


ID: 11921



EMERSON


01/01/1930
ANO:110
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]