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Arquivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro
1923, segunda-feira ver ano



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JOSÉ BONIFACIO E MARTIM FRANCISCO — VIAGEM MINERALOGICA229Deste logar, depois de novos rodeios, chegámos ao logar Monserrate. Emquanto nos demorámos em Monserrate, nos occupámos em alguns ensaios no logar chamado Aguda, um pouco acima da povoação e em outro logar do caminho perto do ribeiro. O primeiro deu-nos boa pinta de ouro, o segundo não deu tanto. Porém mais acima experimentámos um cascalho que é o resto e a continuação das famosas minas de outro tempo. A parte superior deu pouco mais, a inferior deu mais, aquella é vermelha, a segunda branca, assim como a pissarra. Continuámos o nosso caminho para o barranco da Lavagem, necessitando abrir caminho atravez do matto. No principio do caminho pesquisámos alguns riachos que desembocam no ribeiro, um dos quaes deu mostras de ouro. Subindo a collina, chegámos ao barranco da Lavagem, especie de canal queparece ter sido feito artificialmente e encaixado entre dous muros levantados sem argamassa. As margens foram em outro tempo exploradas. Passando-as, chegámos a um logar em que se reunem outros tres ribeiros egualmente contidos em muros de pedra ensônça. Deixando os dois da direita, fomos ao da esquerda, onde antigamente se tirou ouro. Aquelles ribeiros nascem na serra de Currendava, que divide as aguas que passámos das da fazenda do Japy.A sua vertente do lado de Monserrate sendo muito aurifera, como vimos, é provavel que o seu cume e a sua vertente da banda do Japy igualmente o sejam, visto ser a mesma a formação. A antiguidade daquelles trabalhos nos parece demonstrada pelo modo porque os regos estão abertos e encaixados, pela direcção das lavras, direcção agora desconhecida na Provincia, e pelas derrubadas que se fizeram naquellas antigas minas, derrubadas presentemente muito altas e que se assemelham amattos virgens.Descemos dalli, seguindo o canal até onde se reunem os ribeiros, passados os quaes, vimos direito um fosso no monte, de mais de tres braças de comprido sobre duas de largura, pelo qual se entrava antigamente em um veio de quartzo que corta o schisto argilloso.Tendo examinado os arredores de Monserrate, voltámos para Penunduba a ver a cava que tinhamos mandado fazer. O desmonte era de quatro palmos, e o cascalho de tres, que deu sufficiente pinta de ouro. O cascalho do contorno não exige, para se aproveitar, que o ribeiro se cave, visto terem as cavas pouca profundidade, e a planicie pouca agua. Dalli fomos á Jundiuvira.Atravessando um monte escarpado e mau, principalmente da parte de Jundiuvira, acabámos finalmente esta jornada, tanto mais trabalhosa, por ser feita com a escuridão da noite, e por caminhosser feita com a escuridão da noite, e por caminhos que se têm como intransitaveis. No dia seguinte, 6, fomos ver um grande córte, pelo qual se quiz encaminhar o Tietê, evitando assim uma grande volta, que elleSe desejar, posso também contextualizar historicamente o trecho — ele é riquíssimo em detalhes técnicos da mineração colonial. [p. 229]

Faz muito pouco tempo que pesquiso e escrevo sobre História. Ainda, sempre procurando o tom e as palavras corretas.

O debate histórico, assim como o político é, na maioria das vezes, fervoroso. Ultimamente a simples publicação de um REGISTRO que exalte os nativos brasileiros tem sido tratada como um ataque aos europeus.

Uma pessoa a qual tem meu total respeito e admiração escreveu: “(...) corrente indigenista do século XX e do que a criação do mito do bom selvagem, no século XVIII”.

Perante a História, minhas opiniões não tem valor, e dificilmente as expresso em textos. Quando faço, faço nos comentários.

Me esforço para escrever baseado registros e principalmente opiniões dos contemporâneos à época.

Como a de José Bonifácio, que esteve na região de Sorocaba em 1820 quando registrou:

"Durante os dois dias que descansamos em Itú, soubemos que alguns habitantes desta vila preparavam uma expedição para ir comprar nativos Caiapós, ás hordas que habitavam as margens do Rio Paraná, vizinhas da embocadura do Tietê.

A sorte daqueles nativos, assim como a dos Guarapuavas, no distrito de Curitiba, merece toda a nossa atenção, para que não ajuntemos ao tráfico vergonhoso e desumano dos desgraçados filhos da África, o ainda mais horrível, dos infelizes nativos, de que usurpamos as terras, e que são livres, não só conforme a razão, mas também pelas leis".





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