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Genealogia Tropeira - Vol 2

mencio ()

    2008
    Atualizado em 31/10/2025 14:43:47
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JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\hoje\01-01total.txt

Em 24/XII/1776, o Capitão Paulino Ayres de Aguirre e o sargento-mor Manuel Joaquim da Silva e Castro fazempetição às autoridades judiciais da Vila Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga referente à arrematação por3:622$000 (três contos, seiscentos e vinte e dois mil réis) pagáveis em 2 prestações anuais da Fazenda Boa Vista deBotucatu, com todos os seus pertences. Esta foi dos extintos jesuítas. A autuação de posse foi elaborada em 10/I/1777 eencontra-se no AFI.

No inventário do Cel . Paulino Ayres de Aguirre, falecido em 1798, constam esses bens de raiz cujas divisas sempre foram o Rio Guareí, o Rio Paranapanema e a Serra de "Ínhumbi" (é exatamente assim que a palavra entre aspas está escrita no documento);

a) Fazenda Santo Inácio (Itapetininga) com todos os seus pertences. Nesta, entra uma casa co parede de mão, coberta de telhas com 6 portas e 2 janelas e com alguns paióis com cobertura de palha avaliada em 14$000. Desta fazenda fazem parte também um campo de criar, com terras lavradias avaliado em 250$000 e um campo de criar com matos lavradios denominado Capela Velha avaliado em 100$000 com estes pontos de referência:Ribeirão do Jacuí-mirim e Rio Guareí (parte de cima),

b) Fazenda Botucatu (Itapetininga) com todos os seus pertences.Avaliação: 3:200$000. As propriedades a) e b) ficaram com a viúva-inventariante Maria de Nazareth do NascimentoLima. Pelo menos a propriedade b) foi por ela possuída através de licitação ocorrida em 06/VII/1799 com a presença detodos os herdeiros, do curador de menores e de interessados nesta. Em 29/XII/1799, Maria de Nazareth do NascimentoLima vendeu por 8:800$000 para Américo Antonio Ayres, filho do Cel. Paulino Ayres de Aguirre, as FazendasReunidas Santo Inácio e Boa Vista de Botucatu ou Aterradinho de Botucatu, ou somente Botucatu ou somenteAterradinho, ambas no termo da Vila de Itapetininga. O negócio foi realizado na Vila Nossa Senhora da Ponte deSorocaba e a escritura encontra-se no Livro de Notas do mencionado ano às fls 37v e 38. (Livro Guareí - Silvio Vieira de Andrade) [p. 52]

POVOAMENTO DE LAJES (. Cônego Luiz Castanho de Almeida)

Segundo recenseamentos do Arq. Pub. do S. Paulo

1. O capitão-mor regente e fundador, Antônio Correia Pinto de Macedo, tinha 60 anos de idade em 1777. Em 1759 casara-se em Parnaíba com Maria Benta Rodrigues, filha do alferes Baltazar Rodrigues Fam, natural de Barcelos e de Isabel da Rocha do Canto, que vem mencionada na Genealogia Paulistana, titulo Maciéis, vol. XIII, 196. Pais do capitão-mor, que era Português, de S. Tome do Corrilão, vila da Ponte de Lima foram Luiz Correia Pinto e Antônia de Sousa Macedo. Sem geração.

2.O sargento-mor Antonio Rodrigues de Oliveira tinha 57 anos em 1777. Era oprimeiro filho de Baltazar Rodrigues Fam e Isabel da Rocha do Canto, acima.Casaram-se os pais em 1719, segundo Silva Leme, loco cit., e ele nasceu cm 1720,segundo o recenseamento manuscrito que consultamos no Arquivo Público de’ S.Paulo. Era, pois, cunhado do Povoador. Casara-se em Parnaíba com Isabel Antoniade Oliveira, filha do capitão-mor Rafael de Oliveira Leme e Bárbara Garcia, aqueleem titulo Hortas,- esta filha de Manuel Garcia Bernardes e Maria de Lima, tituloCarrascos.

Silva Leme descobriu 6 filhos do sargento-mór Antônio Rodrigues de Oliveira,dos quais só um, Albano José de Oliveira, nasceu em Lajes, mas acompanhou ospais de volta a Parnaíba, o que se deu antes de 1792.

3. Substituiu aquele sargento-mor o seu afim, Joaquim José Monteiro, que em1792 tinha 45 anos de idade, estava casado com Bárbara Garcia Leite, e já tinha afilha Ana Luiza Clara de Barros Leite, com 6 anos de idade, e mais 14 escravos. Nãosabemos porque Silva Leme chamou Bárbara Garcia de Matos. Ana Luiza casou-secom o tenente José Mariano de Oliveira, filho do sargento-mor José de OliveiraBorges e de Francisca Clara de S. Bernardo. Maria Feliciana de Oliveira, filha destecasal, foi a 1a. mulher do major José Joaquim de Andrade. Tiveram outra MariaFeliciana, casada com o lajense João Antonio do Amaral Castro, filho de FranciscoBorges do Amaral Castro e Maria Joaquina Varela (Silva. Leme, VI, 194); As filhasMaria Cândida e Ana Cândida, respectivamente, casaram-se em Sorocaba, ondenasceram, com o Dr. Vicente Eufrásio da Costa Abreu e o Dr. Cândido BarataRibeiro; médico propagandista da República. [p. 73 do pdf]

juiz ordinário e, logo depois, primeiro sargento-mór, também de Lages (cfe. Cap. L1º. deste Histórico da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens). Pais de: F 1 Ana Alves Fea, natural de Araçariguama, que casou aos 26 de abril de1784 em Lagens com Joaquim Rodrigues do Carvalho, natural da ViIa de NossaSenhora das Chagas de Taubaté, filho de Antônio Rodrigues de Carvalho e AnaSoares da Mota;F2 Francisca Pedrosa de Barros, casou a 21 de outubro de 1781, em Lagescom José M. Ferraz35, filho do Antônio Ferraz de Barros e de Thereza Leme;F3 Custódia Maria de Barros Leite36 natural de Araçariguama. Casou, aos 26de julho de I 781 com José Corrêa de Morais Navarros, natural de Taubaté, filho deGaspar Corrêa de Morais e de Maria do Rosário de Jesus, a qual, sendo filha deÁlvaro Soares Fragoso, era irmã de Catarina Soares Fragoso, primeira mulher deBento do Amaral Gurgel Annes (cfe. Artigo XXII (deste Histórico), e de Bento Soaresda Motta (cfe. Cap. XXVI deste Histórico);F4 Luiz Antônio que nasceu no ano de 1775;F 5 Maria Antônia que foi batizada em Lages aos 25 do abril de 1173;F 6 Rita Antônia de Oliveira que foi batizada em Lages aos 18 de julho de1775, casou, no ano de 1795, em Itú com o Alferes Bento Dias de Cerqueira Leite,natural de Cuiabá, filho de Francisco Leite Ribeiro e de Maria Leite de Campos;F 7 Bárbara Garcia de Barros, natural da Vila de Parnaíba, era casada trêsvezes em primeiras núpcias, aos 21 de fevereiro de 1773, em Lages com ManuelBarbosa Franco, natural de Portugal, filho de Antônio Pereira e do Maria Barboza(cfe. Cap. XXV deste histórico ).O tenente Manoel Barbosa Franco e Bárbara Garcia de Barros, sua mulher(Cfr. Cap. XXV) eram legítimos possuidores de uma sesmaria de terras, sitas nolugar chamado RINCÃO DAS CAVEIRAS. Da qual, no dia de finados de 1774,fizeram doação a suas sobrinhas Teresa Barbosa e Maria Barbosa,Em segundas núpcias aos 21 de Fevereiro de 1781, em Lages com JoaquimJosé Monteiro37, segundo sargento-mór de Lages, filho de Manuel Monteiro da Maya35 José Martins Ferraz. Pais de: Evaristo, Fabiano, Maria, Senhorinha, Saturnino (Cônego Luiz Castanho deAlmeida). Ainda tiveram Escolástica, Gertrudes e Ana Senhorinha que c.c. Policarpo Camargo Maria.36Pedro de Barros Leite (M. Duarte), filho de Antônio Bicudo de Barros e de Josefa de Arruda Leite. Possuidor daFAZENDA DA CHÁCARA, no Planalto Rio-grandense, cuja metade vendeu em 1778 a Júlio da Costa Ribeiro. Aoutra metade herdou a filha Inácia Joaquina de Andrade, c.c. Antônio Fernandes de Lima. FAZENDA DOSOCORRO. Em 2ª.s núpcias casou com Gabriel Rodrigues de Campos, filho de Manoel Rodrigues de Jesus.37 Pais de: Ana Luiza Clara de Barros Leite. Esta casou com o tenente José Mariano de Oliveira, filho do sgto-mórJosé de Oliveira Borges e de Francisca Clara de São Bernardo. [p. 94 do pdf]



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Genealogia Tropeira - Vol 2
Data: 01/01/2008
Página 155


ID: 11657


Genealogia Tropeira - Vol 2
Data: 01/01/2008
Página 52


ID: 12494



EMERSON


01/01/2008
ANO:82
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]