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autor:29/12/2023 07:52:36
“Ulrico Schmidl no Brasil quinhentista”. Sociedade Hans Staden

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    1942
    Atualizado em 31/10/2025 18:04:40
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JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
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Ulrico Schmidl no Brasil quinhentistaO chefe que estava na vila, chamava-se João Ramalho(41). A este pov ... (41•) João Ramalho - F: Johann Reinme·He; N: Jean Rei11uille;. Angelis: Juan ...Redalyc.org

O chefe que estava na vila, chamava-se João Ramalho(41). A este pov.oado eu ... Angelis: Juan de Reinville; Mondschein: Reinville; E: Kaiiuunelle; vide.

Todos nós sabemos que ao tempo do governador d. Luis de Céspedes y Xeriá, em 1628, os moradores de São Paulo se serviam da via fluvial do Tietê para atingir o Guairá e daí, Assunção. Na documentação paulista a primeira referência que dela encontramos data certamente de 1602, quando, com respeito à bandeira de Nicolau Barreto, que vencera o "caminho do Piquiri", houve a alegação de que "uns dez ou doze homens que estavam em seu seguimento, mudaram de viagem e se foram pelo Anhembí abaixo". (Ata, II, 114-130).

A caravana de Nicolau Barreto, como temos notícia, fora organização de d. Francisco de Souza, o encantado do ouro e da prata e que, muito embora não mais fosse governador-geral do Brasil, conservava-se no entanto, como simples particular, na vila bandeirante, aguardando a volta daquele sertanista enviado em demanda da prata dos serranos.

Decorrente desses fatos foi a presença em São Paulo dos emissários do Paraguai, no ano seguinte de 1603, vindos de Vila Rica do Espirito Santo, a mandado de d. Antonio de Añasco e que tiveram entendimentos com d. Francisco de Sousa.

A todos então "pareceu bem pelo proveito que se esperava deste caminho se abrir e termos comércio e amizade por sermos todos cristãos e de um rei comum".

Acreditamos que aqui se tratava da via do Tietê, pois o antigo caminho aberto para o Guairá, aquele que buscava as cabeceiras do rio Paranapanema e depois o curso dos rios Tibagí, Ivaí ou Piquirí, esse da ha muito tinha relativa segurança e não carecia das precauções mandadas tomar por d. Francisco de Sousa e executadas pelos camaristas de Piratininga. Ao demais é sabido que esse fidalgo governador, tendo para isso se cercado de engenheiros e práticos topógrafos, desenhou outras vias para atingir de São Paulo mais rapidamente outros pontos onde era fama existirem metais preciosos e haja vista nesse sentido de ter se servido do vale do rio Paraíba para atingir o platô acidentado das Minas Gerais. (Atas, II, 136-138) [“Ulrico Schmidl no Brasil quinhentista”, 1942. Sociedade Hans Staden. Páginas 9 e 10]

Entendemos assim muito plausível a tese aqui defendida pelos senhores Kloster e Sommer de que desde o século XVI se conhecia no Paraguai, como comunicação mais pronta para alcançar o litoral vicentino, o caminho que tinha como ponto de referência o rio Tietê.

Batem-se esses dois cientistas para que Ulrico Schmidl tivesse tido a primazia do seu trajeto, não aceitando que o seu percurso fosse o da única via admitida pelo senso da época para o acesso entre o vale do Paraguai e o litoral atlântico, isto é, o caminho de pé posto que partindo das margens do rio Paraná, vinha ter às cabeceiras do rio Tibagi e que aí se tripartia - uma ponta seguia para Santa Catarina, outra vinha ter a Cananéa e a última finalmente, tomando para o nordeste, espontava nos campos de Piratininga. Teodoro Sampaio foi quem revelou essa vereda, dizendo que os nativos a denominavam Peabirú.

O itinerário de Ulrico Schmidl revelado no presente trabalho, extingue a uniformidade dessa afirmativa. Aliás, os autores ressalvam que o caminheiro germânico após chegar à foz do rio Tietê, no Paraná, não seguiu o seu curso, rio acima, atendendo não só às dificuldades naturais certamente conhecidas, como a insegurança das regiões marginais, habitadas por tribos sobremodo hostis.

Fazem-no por isso seguir, daquele ponto em diante, pelas terras entre o referido Tietê e o rio Paranapanema, para desse modo alcançar Botucatú e vir daí pelos caminhos clássicos até São Vicente.

Recomendamos porém uma maior atenção para muitos dos fatos a que os autores dão modernas explicações, afim de serem desfeitas as objeções que por ventura possam ser antepostas às suas interpretações. O desinçamento das margens do rio Tietê, começou somente trinta anos depois de viagem de Schmidl, por iniciativa do fidalgo Jerônimo Leitão.

As suas bandeiras levaram então tudo de roldão, com aquela tremenda energia dos lusos quinhentistas. Tão memoráveis ficaram, que os castelhanos, em documento de 1611, fazendo referência ao Guairá, lembravam ainda a passagem daquele temível capitão-mór vicentino. [“Ulrico Schmidl no Brasil quinhentista”, 1942. Sociedade Hans Staden. Página 11]

Ele cita um aldeamento tupí Kariesseba, por onde passou, uma nação Wiessache, que habitava as margens de um rio Urquaie, e, finalmente, um povoado nativo Scherebethueba, que poderia ser o antigo lugar Geribatiba, situado a margem do rio, atulamente denominado Jurubatuba, na proximidade do atual Santo Amaro.

O rio Urquaie, citado no mesmo contexto, passou a ser considerado como sendo o grande rio Uruguai do Brasil meridional, contribuindo essa interpretação mais ainda, para que se procurasse o tão falado itinerário de Schmidl na região dos posteriores Estados de Paraná e mesmo Santa Catarina, antes de fazer o viajante chegar à extremidade Sudoeste do atual Estado de São Paulo.

Pelo que vai aqui exposto, julgamos ter esclarecido o quanto divergimos daquela concepção. Não é nas margens do rio Uruguai do Brasil meridional que vamos acompanhar a caravana de Schmidl, e sim nas margens do Anhembí ou Tietê, do mesmo rio ao qual caberia um papel histórico de alta importância, quando, cerca de meio século após, os bandeirantes paulistas haviam começado a estender cada vez mais as suas expedições para o interior. [Ulrico Schmidl no Brasil quinhentista. Sociedade Hans Staden, 1942. Página 38]

Supomos-nos transportados para um lugar, onde o rio toma, em certo ponto, o rumo Oeste, mais ou menos no lugar, posteriormente, surgiria Porto Martins. Não haveria extranhar, se os habitantes dessa zona se servissem, para dominar o rio, de um nome diferente do que se dava ao curso inferior; [Página 39]

(...) entre Weittaca de Hans Staden e o Wiessache de Ulrico Schmidl.

Cabe aos etnologistas a tarefa de verificarem, se, realmente, em meados do século XVI, a tribu dos Guaiatacás possa ter vivido no curso médio do rio Tietê, e, ainda, se a informação de Schmidl e a interpretação aqui exposta se coadunam com o que sabe sobfre a população nativa da Capitania de São Vicente.

Julgamos possível que este modo de ver forneça novo elemento para enriquecer o conhecimento da população aborígene paulista. Se, aliás, se pudesse comprovar terem os supostos Guaiatacás pertencido ao grupo dos Guaianás, oferecer-se-ia, talvez a possibilidade de interpretar o nome do rio Urquaie, citado por Schmidl.

Por, vários pesquisadores consideram os atuais Kaingangs como grupo remanescente dos Guaiatacás. Na língua daqueles, o rio é chamado: goio, palavra que em bastante assonância (semelhança ou igualdade de sons em palavras próximas) com a segunda parte de: Urquaie.

Na época em que os índios botocudos (da nação macro-jê) rondavam as cercanias da foz do rio Itapocu desde os tempos do século XIX, chamaram o local pelo termo Goio Tuié (Goio = água e Tuié = velha), ou seja, "água velha" (uma alusão ao que seria antigamente um canal antigo entre a lagoa de Barra Velha com o mar).[carece de fontes]

Se, aqui, nos esforçamos por projetar alguma luz sobre a significação do problemático "Bieasie" de Schmidl, palavra que não denominava lugar, mas sim uma tribo, e cuja grafia melhor seria Wiessache, senão mais corretaainda Wiettache, foi porque o pesquisador paulista Dr. Gentil de Assis Moura atribuiu não pequena importância ao ponto "Bieasaie" de Schimdl.

Concordamos com o doutor paulista localiza esseponto "Biesaie" também nas margens do Tietê, discordamos, porém, quando assinala na região da atual cidade de Itú. O referido historiador julgou poder equiparar Biesaie à povoação Jabiuba ou Maniçoba, onde o padre Nóbrega exerceru, pelos meados do ano de 1553, sua primeira atividade como missionário no nterior de São Vicente. Ao posterior fundador de São Paulo servira como guia o noviço Antônio Rodrigues que, conforme supunha o Dr.Moura, fora companheiro de Schmidel, pelo que deveria, anteriormente, ter tido conhecimento do lugar Biesaie.

Entretanto, supondo-se esse aldeamento nativo situado no lugar, onde, posteriormente se fundararia Itú, ele não distava 100 léguas de Geribatiba, segundo afirma Schmidl,pelo que deveria, sim, apenas 40 (8, 58); tratamos, aliás em outra parte, de comprovar que não foi Antônio Rodrigues quem acompanhou o straunbinquense. [“Ulrico Schmidl no Brasil quinhentista”, 1942. Sociedade Hans Staden. Página 40]

E foram os paulistas posteriormente talando essas trilhas, de modo que em 1676 um documento oficial de Assunção esclarecia que eram três, largamente usadas:

"la uma por las cabezadas del rio Pirapó, que também se chama Paranapanema e o o Ivaí e Piqueri, atravessando os Pirianes e terras dos infieis Guayanás que tem despobladas os portugueses e cativas suas famílias.

A outra pelo rio Anhemby, que corre por São Paulo, Pernaíba e Itúasú e tomando puerto, entrando no Paraná, em el mismo real que ahora hicieron, em trinta dias marchar por terra rompendo os montes dos caminhos antigos que usava para comunição de aquelas doutrinas com la Ciudad Real de Guayrá.

Y dando la vuelta por el próprio caminho, prosseguir sua retirada, pelos mesmos montes e caminho que agora abrieron e seguem ao Brasil que empiesan de las labores que hicieron y le concluyen em dois meses de tempo, según relação de d. Juan Monjelos, hasta salir á unos campos y de ellos, en quarenta dias, é la villa de Sorocaba, capitania de São Vicente.

Y la tercera, bajando por el referido Anhemby y el Paraná, y tomando puerto á los quarentas dias, em el salto que llamam de Guayrá, machar por la costa dejando en el sus canoas..." (Ulrico Schmidl no Brasil quinhentista, 1941. Sociedade Hans Staden. Páginas 11 e 12) [0]

No Domingos de Ramos, 26 de março de 1553 - perto de Kariessaba
4 dias e noites - Defesa na mata, perto de Kariessaba
6 dias - atravessando matas
4 dias - Estada em Wiessache, perto do Rio Urquaie. [p. 66]

Conforme se vê pelo quadro sinótico acima, Ulrico Schmidl não foi muito pródigo de dados, para quem se proponha re- constituir o itinerário de sua viagem.

Acresce que os nomes vem tão deformados que podem dar origem às mais variadas interpretações. Nas Anotações que anexamos ao texto, à página 80 e segs. encontram-se as dife- rentes formas de leitura.Nota-se, por um simples golpe de vista, a grafia multifor- me e confusa dos mesmos nomes e como, muitas vezes, diver- gem as interpretações. Temos, assim, reunidos todos os dados para entrarmos no estudo dos vários ensaios de interpretação.

1. ITINERARIO SEGUNDO DR. MOURA

O Dr. Gentil de Assis Moura, tendo, em seu trabalho, apre- sentado à reunião do Instituto Histórico de São Paulo, a 6 de junho de 1908, chamado a atenção sôbre a importância da reconstituição de antigas viagens no Brasil, para a história, a etnografia, a geologia e a geografia, êle dá, relativamente à narrativa de Ulrico Schmidl, um breve sumário do desenrolar dos acontecimentos. Acentua tambem que não há fonte mais an- tiga a respeito de uma ligação entre o Paraguai e a zona de São Vicente, fazendo, no entanto, referência a várias expedi- ções que tomaram o rumo inverso, partindo de Cananéa, Pira- tininga e Santa Catarina.

- De Cananéa: Aleixo Garcia, Francisco Chaves, o Padre Leo- nardo Nuñez, os irmãos Pedro Corrêa e João de Souza; De Piratininga: Diego Nuñez, o índio Miguel, Braz Cubas e Luiz Martins;

- De Santa Catarina: Cabeza de Vaca, companheiros de Hans Staden, Juan Salazar.

Procurando obter pontos de referência para o estudo da travessia de Schmidl, o Dr. Moura julga provável fosse um dos companheiros que se juntaram à caravana de Schmidl, no segundo dia da estada em Juerichsabaie, um Antônio Rodriguez de Lisboa. No capítulo II, à página 40, já discutimos as conclusões tiradas dessa suposição. Ruem essas deduções com a prova de que o citado Antônio Rodriguez não pode ter rumado com Schmidl para São Vicente.

No trecho da viagem até o Assunguí, o Dr. Moura faz enveredar a caravana pelo caminho tomado, 10 anos antes, por Cabeza de Vaca com seu grande séquito. Sobre essa expedição, iniciada em 29 de novembro de 1541 na foz do Itapocú, próximo da atual freguesia de Paratí, no estado de Santa Catarina, e levada a bom termo a 11 de março de 1542 em Assunção, existem melhores informações, visto que os pilotos de Cabeza de Vaca determinaram no caminho as posições como em alto mar.

Assunção - Paraguai abaixo até a sua confluência com o Paraná - Paraná acima até a foz od Iguassú - margem direita do Iguassú até a altura do rio Cotegipe - passagem do Pequirí, Cantú e afluentes - através a Serra da Esperança - curso superior do Curumbatí - passagem do Ivaí na região de Terezina - rumo Sub-Oeste pelas cabeceiras do Tibagí até onde se desvia o caminho para Santa Catarina, o mesmo que Cabeza de Vaca veio subindo - para o Oeste, pelas matas do vale do Assungí - povoado dos bilreiros e Kariesseba - atravessando o caminho para Cananéa - deixando o vale do Assunguí, para o Oeste pelos campos de Faxina, Capão Bonito e Itapetininga até a região de São Miguel Arcanjo - encruzilhada do caminho que ligava Cananéa à região de Piratininga - pelos campos de Sarapuí e Sorocaba - Biesaio, mais tarde Maniçoba ou Japiuba, hoje Itú - ao longo do Tietê até a região do rio Jurubatuba - Santo André - São Vicente. [“Ulrico Schmidl no Brasil quinhentista”, 1942. Sociedade Hans Staden. Páginas 67 e 68]

Quanto à rota provável já dissemos o bastante à página 37 e segundo, onde tentamos também dar aos nomes Wiessache e Urquaie uma interpretação que caiba nos moldes desse itinerário. Subdividindo o trecho da foz do Tietê até Geribatiba na proporção dos valores indicados por Schmidl, o lugar Wiessache vem a ficar na região entre Tietê e Paranapanema. As matas "selvagens" ficariam, então, na serra diante de Botucatú, e o Urquaie viria a ser o Tietê, mais ou menos acima de Porto Martins.

Terminada a travessia, Schmidl indica a distância percorrida desde Assunção até São Vicente com 476 léguas. Esses valor parece muito alto, confrontando-o com outros valores encontrados na literatura.

Nos Documentos Interessantes, volume VI, à página 170, indica-se com 250 léguas a distância São Paulo - Iguatemí, 80 léguas a distância distância Iguatemí - Assunção, ao todo, portanto, 350 léguas. É preciso, porém, ter em vista que essas distâncias foram calculadas à base de outra unidade que foi a antiga "legôa" portuguesa de 6,1 kms, de sorte que as 330 léguas corresponderiam a 330x6,1 = 2013kms.

As léguas de Schmidl tinham apenas, 4,5 kms; portanto, as 476 léguas representam 476 x 4,4 - 2094 kms. A diferença de 2094 kms e 2013 kms são 81 kms, corresponde aproximadamente à distância São Paulo - São Vicente, não incluída no valor de confronto (São Paulo - Iguatemí - Assunção). [Páginas 71 e 72]

Erasmo Esquert [Página 81]



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EMERSON


01/01/1942
ANO:92
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]