 | | Estrada Real, Koboyama |
Estrada Real, KoboyamaA 18 de março imediato declarava D. Rodrigo á Câmara que contava partir no dia seguinte. Perguntaram-lhe os oficiais se ainda lhe faltavam elementos para a jornada
"que eles estavão prontos para todo quanto se oferecesse a bem da dita jornada".
Respondeu-lhes Castel Branco que no Armazém del Rey existiam vinte e duas cargas entregues ao seu tesoureiro. O tenente general que os fizesse combolar (?) a câmara a esta requisitasse a presença de todo comboio de índios.
Pedia ainda D. Rodrigo aos camaristas que enviassem á Câmara de Paranaguá uma carta expedida por sua alteza
"com quitações".
Seu escrivão João da Maia entregou neste momento uma arca de três fechaduras
"em que estavam os livros de sua alteza", um de receita e despesas, rubricado e numerado pelo desembargador Pedro Alvez Secco de Macedo, do Conselho Ultramarino, outros de rol do ponto dos oficiais que trabalharam nas minas, e registro de ordens, de mandados e pagamentos, matrícula da infantaria, registro de cartas e ordens do Príncipe Nosso Senhor, da diligência dos índios em Paranaguá.
Era o seu arquivo até aquela data. Representou a Câmara a "encapacidade" do conselho para o manter a bom recato. Assim buscaria um convento para o guardar. Fechou-se o cofre, cujas três chaves ficaram com o fidalgo e seus dois altos auxiliares, o tesoureiro Manuel Vieira da Silva e o contador Manuel Castanho.
Teria partido D. Rodrigo no dia marcado? É de crer que sim. Deste modo de ver compartilham Ellis e Basílio de Magalhães.