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autor:25/10/2023 04:01:44
Povo Javaé tenta manter as raízes apesar das mudanças culturais

mencio ()

    23 de setembro de 2015, quarta-feira
    Atualizado em 25/10/2025 18:42:10
  


SET.
23
HOJE NA;HISTóRIA
49

Há uma tribo chamada de Javaé com a presença de índios brancos. É uma das chamadas tribos esquecidas do amazonas cujo nome seria uma corruptela de Yavé, uma tribo de índios brancos que nunca tiveram contato com o branco e outros com feições totalmente diferente dos padrões indígenas.

Os javaé, assim como as carajás e os xambioá, são um dos poucos povos indígenas da antiga capitania de Goiás que sobreviveram às capturas chacinas de bandeirantes, das consequências dos aldeamentos, das epidemias trazidas pelos colonizadores e da crescente invasão dos seus territórios.

Os javaés habitam a região da ilha de bananal às margens do Rio javaés no estado de Tocantins. A palavbra "Javaé" não vem da língua falada por eles e não está em seu "dicionário". Se auto-denominam é o "povo do meio".

Membros da tribo do Javaé desde, tempos memoriais, ostentam uma tatuagem que simboliza o rito da religião semita da circuncisão. São índios que se separaram das suas tradições ancestrais e guarda um segredo sobre suas misteriosas origens.

Os Javaé permanecem mais isolados do que outros povos do interior da ilha de Bananal e na bacia do rio já é que eles habitam ainda como um mistério. Até o fim do século 19 seu contato com os não índios era feito por intermédio de outro, os carajás.

A Dtra. Jane Bichmacher de Glasman, autora do livro "Historia Secreta das Palavras", descobriu nas suas pesquisas que eles se auto-denominam o "povo de fora", seria uma referência à sua ascendência mítica primordial?

Os próprios javaé enfatizam bastante as diferenças e conseguem a si próprios como um grupo étnico único diferente dos seus vizinhos.

O arqueólogo e escritor Marcel F. Hamet declarou sobre as suas expedições a esse território que encontrou tribos que tinha uma aparência muito parecida com a semita, nariz aquilino e olhos claros os lados ou cinza. [1]

A TV Anhanguera apresenta esta semana uma série de reportagens sobre a preparação dos atletas e das etnias do Tocantins para os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), que serão disputados de 23 de outubro a 1º de novembro, em Palmas. As reportagens são sobre os povos Xerente, Karajás, Javaé e Krahô, apesar dos indígenas desta última etnia terem decidido não participar mais dos JMPI. Por outro lado, os Apinajés confirmaram participação esta semana e também terão a história contada pela emissora. Confira os vídeos:O Deus sol, adorado por civilizações milenares, é um símbolo sagrado para os índios da Ilha do Bananal. O caminho que o astro rei traça no céu desde a alvorada até o pôr do sol é compreendido pelos Javaé como a saga da própria vida. Está entre os extremos do nascimento e até da própria morte. Um ciclo que a natureza, ainda quase intacta da ilha, cumpre todos os dias. A história de um povo que está atrelado à ilha em que vive. Sem viver a lei dos brancos e sim a deles, a da sobrevivência. (Veja acima o vídeo exibido no Bom Dia Tocantins)O pequeno José Daniel, de 5 anos, é quem fica responsável por comandar uma das muitas embarcações. O menino do povo Javaé demonstra habilidade no comando do principal meio de transporte do lugar. "Meu pai me ensinou a conduzir o barco. Ele pesca e eu também já sei pescar."Na aldeia Canoana moram aproximadamente 800 índios da etnia Javaé. Não existe uma data exata de quando eles chegaram na Ilha do Bananal. Os últimos registros mostram que eles migraram do baixo Araguaia por volta do ano de 1500. Para a servidora pública, Antônia Javaé poder viver no lugar é um presente" A gente tem esse privilégio de morar aqui na beira do rio, porque existe facilidade da caça, da pesca. Tudo é mais fácil."Depois de longos períodos de mudanças, devido as invasões de território e aos confrontos com outras etnias, o povo conseguiu se fixar e foi garantindo a resistência ao tempo e as transformações da nova era da tecnologia.Os javaé têm a características de se organizarem em grandes famílias, que incluem genros e netos. A maioria é de pescadores, que sempre vivem do que o rio lhes oferece.Embora hoje tenham as casas permanentes em cima das barrancas do rio, durante o período da estiagem, os javaé passam a maior parte do tempo nas praias, pescando e coletando. Mas essa característica dos primitivos muitas vezes não agrada aos anciãos. "Eu fiquei sozinha aqui. O pessoal foi saindo", conta a lavradora Peresuarana JavaéUm grande destaque dos indígenas é a pintura corporal. A tinta, que é feita de genipapo e carvão, demora a deixar o corpo e normalmente marca quem recebe o registro. Um costume que acabou incentivando o homem branco a usar tatuagens, mais uma tradição repassada pelos indígenas. "Eu acho bem legal. Acho importante para não perder a cultura." diz a estudante Ana Carolina.EsporteDentro de uma tribo Javaé existem muitos contrastes. Uma civilização primitiva, que segundo os indigenistas, só começou a ter contato com os europeus há pouco mais de um século. A educação seja, cultural ou esportiva é sempre o grande sonho para muitos dos indígenas. A arma pacífica para se defender do que há de ruim das influências do homem branco. "Independente de avançar em tecnologia, a gente sempre tem que mostrar as raízes, a nossa cultura, que não pode ser deixada para trás," defende o estudante, Canari Javaé.CulturaOs índios Javaé vivem em uma única aldeia no Tocantins, na Ilha do Bananal, a maior ilha de água doce do mundo. Eles travam uma batalha constante para manter a cultura viva e não abrem mão de manter a língua mãe. (Veja abaixo o vídeo exibido no Jornal Anhanguera 1ª Edição)23/09/2015 12h16 - Atualizado em 23/09/2015 21h05Povo Javaé tenta manter as raízes apesar das mudanças culturaisO contato com os europeus só aconteceu há pouco mais de um século.A TV Anhanguera preparou um especial para mostrar a cultura da etnia.Do G1 TO, com informações da TV AnhangueraFACEBOOKA TV Anhanguera apresenta esta semana uma série de reportagens sobre a preparação dos atletas e das etnias do Tocantins para os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), que serão disputados de 23 de outubro a 1º de novembro, em Palmas. As reportagens são sobre os povos Xerente, Karajás, Javaé e Krahô, apesar dos indígenas desta última etnia terem decidido não participar mais dos JMPI. Por outro lado, os Apinajés confirmaram participação esta semana e também terão a história contada pela emissora. Confira os vídeos:O Deus sol, adorado por civilizações milenares, é um símbolo sagrado para os índios da Ilha do Bananal. O caminho que o astro rei traça no céu desde a alvorada até o pôr do sol é compreendido pelos Javaé como a saga da própria vida. Está entre os extremos do nascimento e até da própria morte. Um ciclo que a natureza, ainda quase intacta da ilha, cumpre todos os dias. A história de um povo que está atrelado à ilha em que vive. Sem viver a lei dos brancos e sim a deles, a da sobrevivência. (Veja acima o vídeo exibido no Bom Dia Tocantins)O pequeno José Daniel, de 5 anos, é quem fica responsável por comandar uma das muitas embarcações. O menino do povo Javaé demonstra habilidade no comando do principal meio de transporte do lugar. "Meu pai me ensinou a conduzir o barco. Ele pesca e eu também já sei pescar."Na aldeia Canoana moram aproximadamente 800 índios da etnia Javaé. Não existe uma data exata de quando eles chegaram na Ilha do Bananal. Os últimos registros mostram que eles migraram do baixo Araguaia por volta do ano de 1500. Para a servidora pública, Antônia Javaé poder viver no lugar é um presente" A gente tem esse privilégio de morar aqui na beira do rio, porque existe facilidade da caça, da pesca. Tudo é mais fácil."Javaés (Foto: Maykon Paiva )O povo javaé demonstra habilidade comembarcações desde muito cedo(Foto: Maykon Paiva/TV Anhanguera)Depois de longos períodos de mudanças, devido as invasões de território e aos confrontos com outras etnias, o povo conseguiu se fixar e foi garantindo a resistência ao tempo e as transformações da nova era da tecnologia.Os javaé têm a características de se organizarem em grandes famílias, que incluem genros e netos. A maioria é de pescadores, que sempre vivem do que o rio lhes oferece.Embora hoje tenham as casas permanentes em cima das barrancas do rio, durante o período da estiagem, os javaé passam a maior parte do tempo nas praias, pescando e coletando. Mas essa característica dos primitivos muitas vezes não agrada aos anciãos. "Eu fiquei sozinha aqui. O pessoal foi saindo", conta a lavradora Peresuarana JavaéUm grande destaque dos indígenas é a pintura corporal. A tinta, que é feita de genipapo e carvão, demora a deixar o corpo e normalmente marca quem recebe o registro. Um costume que acabou incentivando o homem branco a usar tatuagens, mais uma tradição repassada pelos indígenas. "Eu acho bem legal. Acho importante para não perder a cultura." diz a estudante Ana Carolina.EsporteDentro de uma tribo Javaé existem muitos contrastes. Uma civilização primitiva, que segundo os indigenistas, só começou a ter contato com os europeus há pouco mais de um século. A educação seja, cultural ou esportiva é sempre o grande sonho para muitos dos indígenas. A arma pacífica para se defender do que há de ruim das influências do homem branco. "Independente de avançar em tecnologia, a gente sempre tem que mostrar as raízes, a nossa cultura, que não pode ser deixada para trás," defende o estudante, Canari Javaé.CulturaOs índios Javaé vivem em uma única aldeia no Tocantins, na Ilha do Bananal, a maior ilha de água doce do mundo. Eles travam uma batalha constante para manter a cultura viva e não abrem mão de manter a língua mãe. (Veja abaixo o vídeo exibido no Jornal Anhanguera 1ª Edição)ConectadosMesmo isolado em uma ilha, o povo Javaé também não abre mão de ficar conectado com o mundo virtual. Um passo importante no processo de modernização dos indígenas foi a instalação de um centro de inclusão digital. "Está ajudando muito, até mesmo no sentido de guardar a nossa cultura", comenta o professor Edilson Javaé.



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EMERSON


23/09/2015
ANO:152
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]