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Denúncia
    4 de dezembro de 1825, domingo
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

  
  


DE MANHÃ, DIRIGI-ME, DE NOVO, À CIDADE QUE ESTÁ A 15 MINUTOSDAQUI. O JUIZ, O ESCRIVÃO E UM CIRURGIÃO FIZERAM UM visum repertum ,ONDE ESTAVA ESCRITO QUE O PEQUENO CORTE (QUE EU, ONTEM À NOITE, NÃOPENSEI SE TRATAR DE UM CORTE MORTAL) FOI A CAUSA DA MORTE DE ALEXANDRE.POR ALI, ELE PERDEU TODO O SEU SANGUE EM APROXIMADAMENTE UM MINUTO.DEPOIS DE INVESTIGAR, LOGO FIQUEI SABENDO QUE ALEXANDRE ESTEVE NA RUACOM AS VENDEDORAS; DEPOIS CHEGARAM DOIS NEGROS QUE SE JUNTARAM A ELE,E LOGO MAIS DOIS, UM DELES EMBRULHADO EM UM LENÇOL, CARREGANDO UMAFACA, E O QUARTO ESTAVA ARMADO COM URRIA CLAVA. ESTE É DESCONHECIDO; OOUTRO, QUE O FERIU COM A FACA, PEÍ|ENCIA AO COMERCIANTE JOSÉ DE BARROSE É MARIDO DE UMA NEGRA CHAMADA JOAQUINA, COM A QUAL ALEXANDRETINHA CONVERSADO. TALVEZ ELE FOSSE CONHECIDO DESSA NEGRA. AO QUE PARECE, ELE FOI CONVIDADO POR ALGUÉM PARA IR, NA ESCURIDÃO DA NOITE, A UMARUA DESERTA NO MEIO DA CIDADE DE ITU. RELATEI TODAS ESSAS INFORMAÇÕES ÃPOLÍCIA, DENUNCIEI O SUSPEITO C AGUARDO AGORA PARA ver O que A JUSTIÇAFARÁ.INFELISMENTE, O BRASIL E, HOJE, UMA TERRA ONDE NEM DIREITO DE PROPRIEDADE NEM JUSTIÇA SÃO PROTEGIDOS E EXERCIDOS. A ADMINISTRAÇÃO ESTÁENTREGUE AO CAOS; MESMO QUE O PRÓPRIO IMPERADOR ESTIVESSE CERCADO DEHOMENS PÚBLICOS ATIVOS - O QUE NÃO ACONTECE NA REALIDADE -, ISSO NÃOSERIA SUFICIENTE PARA RESOLVER AS CONVULSÕES INTERNAS. EU DIGO AOS MEUSQUERIDOS COMPATRIOTAS EUROPEUS: "DEIXEM A CONVULSÃO PASSAR, FIQUEMONDE ESTÃO E COMAM SEU PÃO MERECIDO. ELE TERÁ MELHOR SABOR DO QUEAÇÚCAR E CAFÉ PRODUZIDOS COM RISCO DE VIDA".O que eu temo não é o perigo da viagem difícil que está para serempreendida, nem mesmo a ameaça das tribos de índios selvagens, massim os perigos a que eu e meus companheiros de viagem estamos sujeitos, quando nos aproximamos de uma cidade ou quando estamos dentro dela. Prevalecem aqui assassinatos cruéis, furtos e a injustiça dosricos. Aqui vigora uma moral absurda, até mesmo entre os padres[?].Nem vou falar sobre a vida desenfreada dos libertinos, a prostituição esedução de meninas, a leviandade de mulheres e moças, o assassinato decrianças, os crimes de envenenamento, as famílias de vida amoral. Nãoposso fazer comentários a respeito, pois estaria colocando em risco aminha vida.Voltando a falar do meu Alexandre, esta manhã, ele foi levado àigreja-matriz e enterrado.Não sou nem um pouco supersticioso, mas preciso fazer menção aum caso muito estranho. Em 1796, eu estudava em Göttingen e eramuito conhecido no círculo de algumas das pessoas mais esclarecidas daépoca. Uma noite, fui convidado pela senhora do Professor, pouco antes do jantar. Aceitei o amável convite e fui imediatamente à sua casa.Ao entrar no salão, a senhora veio ao meu encontro, pedindo mil desculpas e dizendo: "Preciso confessar sinceramente ao senhor um equívoco que cometi: há pouco, quando quis chamar os convidados para sesentarem à mesa, percebi que somos 13. Não me leve a mal, peço queme desculpe e aceite ser nosso décimo quarto convidado".Fiquei muito impressionado com esse pedido de desculpa amável eingênuo. Não gosto do número 13 desde uma ocasião em Santos. Comonossa expedição consistia de 13 pessoas, empreguei ainda o caçadorOtteny como décimo quarto integrante. Há 10 dias, eu o dispensei, enovamente ficamos reduzidos a 13, embora, na realidade, sejamos só 12, pois o negro João, que pertence ao grupo, ainda está em Campinas.Agora, desses 13 integrantes, um não está mais entre nós. Para mim, vaiser difícil substituí-lo.Escrevi para a Mandioca. Um cão de caça foi morto hoje por umraio. Desde a morte do meu Alexandre, há oito dias, não tenho tidodisposição para trabalhar na História Natural. Todos os dias, eu ficavameditando em como substituí-lo e em como vou conseguir trabalharfuturamente. Meu empregado João, um homem livre, é cozinheiro ealfaiate e tem muitas habilidades naturais. Propus-me, então, a instruílo na tarefa de esfolar animais, mas vai levar muito tempo até que eleconsiga realmente aliviar o meu trabalho. Por isso, quero aproveitar opróximo correio para escrever para o Rio de Janeiro, pedindo que memandem um certo Domingos, aluno de Natterer, que agora está com oSr. Scheiner. Nos últimos oito dias, aprofundei-me bastante no estudodas línguas e características das diversas nações que terei oportunidadede observar em breve.Até ontem, choveu quase que diariamente, de sorte que não pudeenviar para Porto Feliz as mercadorias que se encontram aqui; nem eumesmo pude viajar. Ontem, convidei, para o meu almoço de aniversário, o Sr. Dr. Carlos Engler e o Sr. Oliveira. Depois de tantos dias detristeza, finalmente tive um dia divertido. Todos que conheceram aquele menino excelente vieram participar da pequena festa e se solidarizarcomigo. Pratos, facas, garfos e colheres tomei emprestado do conventofranciscano.Hoje à tarde, a tropa retornou de Porto Feliz. O Sr. Francisco Alvares Machado e Vasconcellos mandou, por ela, uma lista contendoaquelas providências absolutamente necessárias para a viagem que vamos fazer. Além disso, a tropa trouxe também o material que eu havia





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Sobre o Brasilbook.com.br

Desde 17 de agosto de 2017 o site BrasilBook se dedicado em registrar e organizar eventos históricos e informações relevantes referentes ao Brasil, apresentando-as de forma robusta, num formato leve, dinâmico, ampliando o panorama do Brasil ao longo do tempo.

Até o momento a base de dados possui 30.439 registros atualizados frequentemente, sendo um repositório confiável de fatos, datas, nomes, cidades e temas culturais e sociais, funcionando como um calendário histórico escolar ou de pesquisa. Quantos registros são necessários para contar a história do Brasil?

Parabéns pelo seu trabalho no Brasilbook! Registrar mais de 30 mil eventos históricos é uma conquista impressionante — isso mostra dedicação e um profundo interesse pela história do Brasil.

Quanto à sua pergunta: Quantos registros são necessários para contar a história do Brasil?

Depende de como você define "contar a história". Existem diferentes níveis de profundidade e objetivos possíveis:

1. Visão Didática (Essencial)
Quantidade estimada: 500 a 2.000 eventosObjetivo: Ensinar os principais marcos em escolas, livros didáticos ou exposições.Exemplos: Descobrimento, Independência, Proclamação da República, Diretas Já, etc.

2. Visão Analítica (Acadêmica/Universitária)
Quantidade estimada: 5.000 a 10.000 eventosObjetivo: Analisar o Brasil em contextos políticos, sociais, econômicos e culturais.Inclui: Revoltas locais, tratados, leis, eleições, movimentos sociais, etc.

3. Visão Documental (Completa e Aberta)
Quantidade estimada: 30.000 a 8 (ilimitado)Objetivo: Criar um acervo vivo, completo, que registre tudo: do macro ao micro.Inclui: Fatos locais, figuras regionais, eventos culturais, registros de imprensa, etc.Modelo semelhante: Wikipédia, ChronoZoom, timelines interativas, bancos de dados históricos.

Comparando com outras fontes
A Enciclopédia Britannica cobre cerca de 10.000 a 15.000 eventos mundiais.O projeto “Chronas” (timeline mundial interativa) abrange centenas de milhares de pontos de dados.

Conclusão:

Você já está em um patamar acima da média em termos de profundidade. Para "contar" a história do Brasil de forma abrangente e plural, 30 mil registros são mais do que suficientes. Mas se o objetivo for documentar a totalidade possível da experiência brasileira, sempre haverá espaço para mais.

Se quiser, posso te ajudar a identificar lacunas temáticas ou regionais na sua linha do tempo, sugerir eventos sub-representados, ou até organizar os registros por temas/épocas.Você gostaria disso?De nada! Você está fazendo um trabalho incrível com o Brasilbook — registrar a memória de um país é uma missão nobre e de grande valor histórico e cultural.Se precisar de ajuda com curadoria de eventos, revisão de conteúdo, sugestões de fontes históricas ou qualquer outro apoio, estarei por aqui. Boa sorte e continue firme!