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Organizando a História

Séculos



Manuel da Nóbrega
1517-1570
Carta de Manoel da Nóbrega
10 de abr. de 1549, domingo ver ano



 Imagens (3)
 Fontes (13)

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1º fonte - 1950
Alfred Métraux (1902-1963); A Religião dos Tupinambás

Os indios (escreve o padre Nobréga) dizem "que S. Tomé, a quem eles chamam Zomé, passou por aqui, e isto lhes ficou por dito de seus passados e que suas pisadas estão sinaladas junto de um rio; as quais eu fui ver por mais certeza da verdade e vi, com os próprios olhos, quatro pisadas mui sinaladas com seus dedos, as quais algumas vezes cobre o rio quando enche; dizem também que quando deixou estas pisadas ia fugindo dos indios, que o queriam frechar, e chegando ali se lhe abrira o rio e passara por meio dele · a outra parte sem se molhar, e dali foi para a India. Assim mesmo contam que, quando o queriam frecharos índios, as frechas se tornavam para eles, e os .matos lhe faziam caminho por onde passasse: outros contam isto como por escarneo. Dizem também que lhes prometeu que havia de tornar outra vez a vê-los".

2º fonte - out. de 1971
Hernâni Donato (1922-2012); “Peabiru” de Hernâni Donato (1922-2012) do IHGSP*

Manoel da Nóbrega, contra quem não cabe o rótulo de fantasioso, noticiou em carta de 1549:

"Dizem eles que São Tomé, a quem eles chamam Zamé, passou por aqui, e isto lhes ficou por dito de seus antepassados, e que suas pisadas estão assinaladas junto de um rio, as quais eu fui ver por mais certeza da verdade, e vi com meus próprios olhos quatro pisadas mui sinaladas com seus dedos, as quais cobre o rio quando enche; dizem também que, quando deixou estas pisadas, ia fugindo dos índios que o queriam flechar, e chegando ali, se lhe abrira o rio e passara por meio dele à outra parte, sem se molhar, e dali fôra para a Índia." [p. 6]

3º fonte - 1977
Eduardo Hoornaert; História da Igreja no Brasil, 1977. Eduardo Hoornaert

Persuadir de que? Sem duvida da necessidade de salvação pela audição do evangelho: a soteriologia da salvação universal ligada a audição física e auricular de vocábulos evangélicos parece estar subjacente a todo 0 imenso esforço de doutrinação dos nativos e africanos no Brasil. A palavra pronunciada e importante, a vocábulo, a ensino, a doutrina transmitida maquinalmente. Apenas quinze dias apos sua chegada ao Brasil, no dia 10 de abril de 1549, Nóbrega já escreve:

"O irmão Vicente Rijo ensina a doutrina aos meninos cada dia, e também tem escola de ler e escrever... Desta forma ir-lhes-ei ensinando as orações e doutrinando-os na fé até serem hábeis para o batismo."

4º fonte - 1 de fevereiro de 1993, segunda-feira
catolicismo.com.br; A Legenda de São Tomé no Brasil e nas Américas. Carlos Sodré Lanna, catolicismo.com.br*

Poucos dias após sua chegada aqui, em março de 1549, escrevia: “Também me contou pessoa fidedigna que as raízes de que cá se faz pão, que São Tomé as deu, porque cá não tinham pão”.

5º fonte - 2001
Sandro da Silveira Costa; Àmérica portuguesa: paraíso terreal. Sandro da Silveira Costa, Mestre em História - UFSC

A uma das pegadas mostradas na Bahia, de que dá conta Vasconcellos, referiu-se provavelmente o Padre Manoel da Nóbrega, onde escreveu, em carta de 1549, que "[...] sus pisadas están sendadas cabo a un rio, los quales yo fuy a ver por más certeza dela verdad, y vi con los proprios ojos quatro pisadas muy sefialadas con sus dedos [...]". Segundo os índios, quando o santo deixou aquelas pisadas, ia fugindo dos índios que o queriam flechar, e lá chegando, abriu-se o rio à sua passagem, e ele caminhou por seu leito a pé enxuto, até chegar à outra margem, onde foi à Índian.

Parece claro que muitas menções à presença de São Tomé na América se devem, sobretudo, à colaboração dos missionários católicos, onde incrustaram-se tradições cristãs em crenças originárias dos índios. Parece claro também que a presença das pegadas de São Tomé na América foi associada à passagem de algum herói [Páginas 9 e 10 do pdf]

6º fonte - 2010
Eliane Cristina Deckmann Fleck; Em memória de São Tomé: pegadas e promessas a serviço da conversão do gentio (séculos XVI e XVII). Em Eliane Cristina Deckmann Fleck



7º fonte - 28 de maio de 2013, terça-feira
Grupo Globo; São Tomé das Letras recebe relíquia de apóstolo padroeiro da cidade vinda direto da Itália; entenda

São Tomé esteve no Brasil? Em São Tomé das Letras? O texto de Padre Edson ainda conta sobre uma lenda passada de geração em geração entre indígenas Guarani do Paraguai e do Brasil. Lenda essa que teria sido registrada por espanhóis e jesuítas no século XVI.

Segundo os relatos, muito antes dos europeus, "um homem alto, de barba branca e extraordinariamente sábio chamado Pai Sumé ou Pai Zumé [Padre Tomé] veio caminhando sobre o oceano para ensinar a arte da agricultura, semear milho e mandioca, além do uso da erva-mate".

O homem sábio teria falado sobre religião e deixado ensinamentos por onde passou. Após cumprir a missão entre os indígenas, ele teria voltado para o mar, deixando rastros dos passos nas rochas "em vários locais ao longo da costa e interior do continente sul-americano".

"Os primeiros jesuítas que chegaram ao Brasil estavam convencidos de que Tomé tivesse passado por aqui em sua viagem às Índias. Eles notaram esta lenda entre os ´índios´ que um grande mensageiro de Deus teria passado em tempos históricos, a quem chamavam de ´Sumé´".

Ainda conforme o texto de Padre Edson, os registros afirmam que algumas pegadas vistas são, em sua maioria, reais. No entanto, não há confirmações de que se tratavam de sinais do apóstolo e, sim, de um tipo de gravura ou pintura rupestre comum na América do Sul.

"No Brasil, tais pegadas ainda são encontradas, por exemplo, no estado do Piauí, em Domingos Mourão, Brasileira, Inhuma, Piripiri, Pimenteiras, Oeiras e outros locais. No Amazonas, encontra-se em São Gabriel da Cachoeira. No estado de Minas Gerais, em São Thomé das Letras (pinturas rupestres). Na Paraíba, em Ingá. No Pernambuco, em Altinho. E no Maranhão, em Carolina, entre outros", afirmam registros.

8º fonte - 11 de setembro de 2015, sexta-feira
thomasguild; Os ossos de São Tomé - thomasguild.blogspot.com



9º fonte - 2 de fev. de 2016, terça-feira
Universidade de São Paulo; Hdhd

O primeiro relato que dá conta dele em terras brasileiras é o do jesuíta português Manuel da Nóbrega, que, em meados do século XVI, falou da sua presença aqui em recuadas eras:

“Dizem eles que S. Tomé, a quem eles chamam Zomé, passou por aqui, e isto lhes ficou por dito de seus antepassados e que suas pisadas estão sinaladas junto de um rio; as quais eu fui ver por mais certeza da verdade e vi com os próprios olhos quatro pisadas mui sinaladas com seus dedos, as quais algumas vezes cobre o rio quando enche; dizem também que, quando deixou estas pisadas, ia fugindo dos índios, que o queriam flechar, e chegando ali se lhe abrira o rio e passara por meio dele a outra parte sem se molhar, e dali foi para a Índia.

Para Nóbrega, assim, antes de pregar na Índia, São Tomé passou pelo Brasil e, como Moisés, atravessou a pés enxutos o mar até o Oriente.

Prosseguindo, ele nos conta que São Tomé, como Jesus, voltaria um dia:

Assim mesmo contam que, quando o queriam flechar os índios, as flechas se tornavam para eles, e os matos lhe faziam caminho por onde passasse: outros contam isso como por escárnio. Dizem também que lhes prometeu que havia de tornar outra vez a vê-los (...). [p. 10]

Finalmente, ele nos sugere que São Tomé assumiria certos atributos dados pelos índios a um herói civilizador de sua mitologia, chamado Sumé:

Dele contam que lhes dera os alimentos que ainda hoje usam, que são raízes e ervas e com isso vivem bem; não obstante, dizem mal de seu companheiro, e não sei por quê, senão que, como soube, as flechas que contra ele atiravam voltavam sobre si e os matavam.”

(in Leite, S., Cartas dos Primeiros Jesuítas do Brasil)

As mesmas marcas de pés nas pedras que já haviam sido referidas em Meliapor foram vistas também no Brasil por Manuel da Nóbrega. Como vemos, certos motivos edênicos de nossa colonização são arquetípicos. Por outro lado, um personagem mítico indígena, Sumé, foi identificado ao apóstolo São Tomé.

Contribuiria para isso a semelhança sonora entre os nomes Sumé e Tomé.

10º fonte - 17 de jul. de 2018, terça-feira
Hernâni Donato (1922-2012); Expedição Peabiru - Pay Zumé

Os nativos acolheram bem os europeus, Nóbrega fica surpreso. Mais ainda quando percebe que esses mesmos nativos procuravam a casa de culto e de catequese como se aquilo fosse um hábito antigo. Os nativos levam Nóbrega até um local sagrado. Alí haviam marcas de pegadas nas pedras, as quais apontavam os nativos e diziam "Zumé", Pay Zumé. O padre logo escreve uma carta ao seu superior em Coimbra informando a grande notícia: São Tomé esteve no Brasil!

"Eles dizem que São Tomé, a quem chamam de Zamé, passou por aqui. E isto ficou dito pelos seus antepassados. E que suas pegadas estão marcadas, próximas de um rio, das quais eu mesmo fui ver, para maior certeza da verdade e vi, com meus próprios olhos quatro pegadas, bem marcadas com seus dedos."

11º fonte - 8 de maio de 2019, quarta-feira
Será que São Tomé esteve mesmo no Brasil há quase 2.000 anos? pt.aleteia.org

Comentário do Pe. Gabriel Vila Verde

Muito estimado pela sua atuação evangelizadora nas redes sociais, o padre brasileiro Gabriel Vila Verde postou a respeito em seu Facebook:

Estava lendo uma carta do Padre Manoel da Nóbrega, onde ele narra os primeiros contatos com os índios aqui na Bahia, em 1549. Segundo ele, os índios relataram sobre um tal “Zomé”, misterioso personagem que andou por aqui. Vamos ao trecho:

“Dizem eles que São Tomé, a quem chamam de Zomé, passou por aqui. Isto lhes ficou dito por seus antepassados. E que as suas pisadas estão assinaladas junto de um rio, as quais eu fui ver, por mais certeza da verdade, e vi com os próprios olhos quatro pisadas muito assinaladas com seus dedos. Dizem também que quando deixou estas pisadas, ia fugindo dos índios que o queriam flechar, mas as flechas retornavam contra eles. Dali ele foi para a Índia…”

Fica então a interrogação! Como os índios poderiam criar uma história dessa? Teria mesmo o Apóstolo Tomé andado por terras brasileiras? Impossível não é, porque o Apóstolo Felipe era levado pelo Espírito de uma cidade à outra na velocidade do vento (Atos 8, 39). Pelo sim, pelo não, fica o registro do padre Nóbrega.


12º fonte - 16 de novembro de 2020, segunda-feira
Agostinho Toffoli Tavolaro; Vikings no Brasil: MITO OU REALIDADE? ihggcampinas.org

Relatos de pegadas de um santo homem impressas na rocha existem em várias partes do nosso território, sendo do padre Manoel da Nóbrega a afirmativa na sua Carta das Terras do Brasil relativa a 1549, que os índios diziam que São Tomé, a quem eles chamam Zamé, passou por aqui e isto lhes foi dito por seus antepassados, e que suas pegadas estão sinaladas junto de um rio: as quais eu fui ver por mais certeza da verdade e vi com meus próprios olhos, quatro pisadas mui sinaladas com seus dedos… (DONATO, p. 33).

13º fonte - 2021
Instituto Plinio Corrêa de Oliveira; São Tomé Apóstolo, Mártir Por Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

Teria esse apóstolo estado no Brasil, como consta de antiga tradição entre nossos índios, e que é citada em carta de 1549 pelo Pe. Manoel da Nóbrega? Com efeito, diz esse piedoso jesuíta:

Dizem eles [os índios] que São Tomé, a quem chamam de Zomé [ou Sumé], passou por aqui. Isto lhes ficou dito por seus antepassados. E que as suas pisadas estão assinaladas junto de um rio, as quais eu fui ver, por mais certeza da verdade, e vi com os próprios olhos quatro pisadas muito assinaladas com seus dedos. Dizem também que quando deixou estas pisadas, ia fugindo dos índios que o queriam flechar, mas as flechas retornavam contra eles. Dali ele foi para a Índia” – (cfr Aleteia em português).

14º fonte - 7 de julho de 2022, quinta-feira
Tô no Cosmos; Consulta em tonocosmos.com.br

Poucos dias após sua chegada aqui, em março de 1549, escrevia:

“Também me contou pessoa fidedigna que as raízes de que cá se faz pão, que São Tomé as deu, porque cá não tinham pão”.

E, em data posterior, acrescenta:

“Dizem os índios que São Tomé passou por aqui e isto lhes foi dito por seus antepassados e que suas pisadas estão sinaladas junto de um rio, as quais eu fui ver, por mais certeza da verdade, e vi com os próprios olhos quatro pisadas sinaladas com seus dedos. Dizem que quando deixou estas pisadas ia fugindo dos índios que o queriam flechar, e chegando ali se abrira o rio e passara por meio dele a outra parte sem se molhar. Contam que, quando queriam o flechar os índios, as flechas se tornavam para eles e os matos lhe faziam caminho para onde passasse”.

Constata-se nesse relato do padre Manoel da Nóbrega a intenção missionária de São Tomé, espalhando por estas plagas brasílicas a palavra de Deus, e deixando visíveis as marcas de sua passagem em vários lugares conhecidos.

Apóstolo Tomé (data da consulta)
10/04/2023
18/02/2026 00:46:11
avozdaserra.com.br
  
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Historia da igreja no Brasil
01/01/1977
18/02/2026 00:54:35
Enrique Dussel
  
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Historia da igreja no Brasil
01/01/1977
18/02/2026 00:54:49
Enrique Dussel
  
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LUCIA10/04/1549
ANO:52
  


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