21 de fevereiro de 1656, segunda-feira Atualizado em 24/10/2025 03:11:42
• Fontes (1)
•
•
•
Fontes (1)
FEV.
21
HOJE NA;HISTóRIA
53
PROJETO COMPARTILHARCoordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueirawww.projetocompartilhar.org SL. 2º, 552, 1-6 Luzia Leme foi casada com o Capitão-mor Governador Pedro Vaz de Barros, fal. em 1644. Tit. Vaz de Barros.errata geral vol 9: § 6, onde diz Tit. Vaz de Barros leia-se: Tit. Pedrosos Barros. SL. 3º, 442,O Capitão-mor Governador Pedro Vaz de Barros faleceu com testamento em 1644 e foi casado com Luzia Leme, falecida em 1655, f.ª de Fernando Dias Paes e de Lucrecia Leme. V. 2.º. pág. 552. Teve, naturais de S.Paulo:
Cap. 1.º Valentim de Barros Cap. 2.º Antonio Pedroso de Barros Cap. 3.º Luiz Pedroso de Barros Cap. 4.º Pedro Vaz de Barros Cap. 5.º Fernão Paes de Barros Cap. 6.º Sebastião Paes de Barros Cap. 7.º Jerônimo Pedroso Cap. 8.º Lucrecia Pedroso de Barros
Subsídios à Genealogia Paulistana (Bartyra Sette) 1- Valentim de Barros, SAESP vol. 15º, neste site.2- Antonio Pedroso de Barros, inventário anexo ao de Luzia Leme abaixo, e também, SAESP vol.20 e Maria Pires de Medeiros, SAESP vol. 42º, ambos neste site.4- Pedro Vaz de Barros, nascido por 16235- Fernão Paes de Barros, nascido por 16326- Sebastião Paes de Barros, nascido por 1635 e SAESP vol 18º, neste site7- Jeronymo Pedroso, já falecido em 29-11-16558- Lucrecia Pedroso de Barros casada com Antonio de Almeida Pimentel SAESP vol. 15º, neste volume. Nota: inventários SAESP, neste site, de:Fernão Dias, vol. 1ºLucrecia Leme, vol. 14º LUZIA LEMEInventário e Testamentoanexo o de ANTONIO PEDROSO DE BARROS SAESP vol. 15, fls. 407 a 467Inventário 21-2-1656Local: vila de São Paul, em pousadas da defunta Luzia Leme.Juiz dos Órfãos: Dom Simão de ToledoEscrivão dos Órfãos; Luiz de Andrade.Avaliadores: Manuel Alvres de Sousa e Manuel de Aguiar..Declarante: Capitão Pedro Vaz de Barros, filho da defunta Título dos filhos:- Valentim de Barros, já defunto seus filhos órfãos a saber: Fernando e João cujas idades consta no inventário de seu pai.- Antonio Pedroso de Barros, já defunto, seus filhos órfãos em seu lugar a saber: Pero, Antonio, Ignez, Luzia, cujas idades consta no inventário de seu pai.- Luiz Pedroso, ausente, casado com Leonor de Siqueira.- Lucrecia Pedroso, já defunta.- Pedro Vaz de Barros, de 37 anos.- Fernão Paes de Barros, de idade 23 anos.- Bastião Paes de Barros, de idade de vinte ------- TESTAMENTO Em nome (...)Aos 29-11-1655 eu Luzia Leme, faço este meu testamento:Encomenda a alma.Rogo a meus filhos Pedro Vaz de Barros e Fernão Paes de Barros queiram ser meus testamenteiros.Meu corpo será sepultado no convento de Nossa Senhora do Monte do Carmo no cruzeiro.Acompanhamentos e missas.Declaro que fui casada com o capitão Pedro Vaz de Barros, já defunto, de quem tive sete filhos machos e uma femea a saber: Jeronymo Pedroso, Valentim de Barros; ----- Pedroso de Barros; Luiz Pedroso de Barros, Pedro Vaz de Barros, Fernão Paes de Barros, Sebastião Paes e Lucrecia Pedroso.Declaro que dos sobreditos meus filhos Jeronymo Pedroso morreu sem herdeiro; Valentim de Barros foi inteirado do que lhe ficou por morte de seu pai, por ele ser morto seus filhos herdarão na parte do que por minha morte - o que lhes couber; Antonio Pedroso de Barros se lhe dará por minha morte não só o que lhe tocar mas tudo o que por morte de seu pai lhe coube o que tudo se entregará a seus filhos por ele ser morto o sobredito meu filho; Luiz Pedroso já lhe tenho dado o que lhe coube por morte de seu pai e por minha morte se lhe dará o que lhe tocar; declaro que minha filha Lucrecia Pedroso já está inteirada do que lhe coube por morte de seu pai e se lhe deu fora isso seu dote de casamento --- que a ela lhe tocam se darão a sua filha.Declaro que os mais filhos que são Pedro Vaz de Barros, ------ Paes de Barros, Sebastião Paes ainda não ---------- de suas legitimas e assim se lhes darão.(...) pelo padre frei Angelo dos Martyres religioso de Nossa Senhora do Carmo provincial desta vila e convento dela. Frei Angelo dos Martyres.Declaro que minha terça depois de cumpridos meus legados o que restar se reparta igualmente por meus herdeiros.Aprovação: 1655Cumpra-se São Paulo 22-11-1655 - como vigário Lobo.Cumpra-se são Paulo --- novembro 655 - Antonio ------- Avaliações, bens no sitio dos Pinheiros, sitio na paragem Itacoatiara 10-10-1656 - Curador a lide dos órfãos que ficaram de Antonio Pedroso de Barros: Alferes Francisco Rodrigues Penteado.10-10-1656 - Curador a lide da órfã Maria, filha de Antonio de Almeida Pimentel: João Leite. Citados para partilhas:João Leite procurador a lide da órfã Maria, filha do defunto Antonio de Almeida Pimentel: pelo qual foi dito que não queria nada.-ao alferes Francisco Rodrigues Penteado- Pedro Vaz de Barros- Fernão Paes de Barros- Bastião Paes- Leonor de Siqueira- a Dom Francisco de Lemos como procurador de Dom João Matheus Rendon tutor e curador dos órfãos filhos que ficaram de Valentim de Barros.Pelos quais me foi dito que queriam herdar Monte liquido 1:080$650 para partir entre seis herdeiros.quinhões, entre eles:- que coube a Luiz Pedroso de Barros, o qual foi entregue a sua mulher Leonor Siqueira. Recibos e quitações.(e4ntre eles)fls. 453: recebi do acompanhamento no enterro de Luzia Leme, convento de Santo Ignácio hoje 21-11-1655 - o mestre de estudo Antonio Pinto. fls. 461/462- Por Luiz Pedroso de Barros não encontrar-se em lugar certo e não poder ser citado, para se fazer as partilhas foram inquiridas as testemunhas abaixo sobre o fato:Aos 18-9-1656 foram apresentadas para inquirição:1- Luiz Dias Setuval, morador nesta vila de São Paulo, de 46 anos, pouco mais ou menos. (...).2- Pantaleão de Sousa, morador nesta vila de São Paulo, de 33 anos, (...).3- Diogo Ferreira, morador nesta vila de São Paulo, de 27 anos, (...).4- Antonio Pardo, morador nesta vila de São Paulo, de 41 anos, (...).5- João de Campos Carvajal, morador nesta vila de São Paulo, de 44 anos,. (...). SL. 2º, 128, 1-5 Maria Pires de Medeiros casou-se em 1639 em S. Paulo com Antonio Pedroso de Barros, f.o. do governador da capitania de S Paulo, Capitão-mór Pedro Vaz de Barros e de Luzia Leme. Com geração em Tit Pedrosos Barros.
SL. 3º, 444, Cap. 2, Antonio Pedroso de Barros, faleceu em 1652 com testamento(1). Casou em 1639 em S. Paulo com Maria Pires de Medeiros f.ª do capitão Salvador Pires de Medeiros e de Inez Monteiro de Alvarenga, a matrona V. 2º pág.129.Teve 4 f.ºs. legítimos e 4 bastardos:
Subsídios à Genealogia Paulistana (Bartyra Sette) Ver inventário de Maria Pires de Medeiros, falecida em 1651 (SAESP vol. 42 neste site) casada com Antonio Pedroso de Barros, falecido em 1652 (SAESP vol. 20 neste site)O filho:4- Salvador, mudou o nome para Antonio, como se vê no inventário paterno (SAESP vol. 20 neste site).“ fls. 238 Título dos herdeiros - Antonio Pedroso de Barros e não faça duvida chamar-se no inventário Salvador porque mudou o nome em Antonio.” ANTONIO PEDROSO DE BARROS (*)(*) o inventário não está completo, os cadernos descoseram-se, e restam apenas poucas folhas avulsas. SAESP vol. 15, fls. 467 a 474Inventário 20-5-1651Local: vila de São Paulo, em pousadas de Pedro da Silva.Juiz dos Órfãos: Antonio de Madureira Moraes.Escrivão dos Órfãos; Luiz de Andrade.Avaliadores: Francisco Sutil e Manuel Alvres de SousaInventariada: Maria Pires de MedeirosDeclarante: Antonio Pires de Medeiros, irmão da defunta, visto não estar nesta vila o cabeça de casal Antonio --- seu cunhado. Título dos filhos:1- Pedro, de idade de 7 anos2- Ignez, de idade de 5 anos3- Luzia, de idade de 3 anos4- Salvador, de idade de 1 anoTodos pouco mais ou menos. AvaliaçõesBens na vila:- dois lanços de casas nesta vila que são as que se lhe deram em dote, que de uma parte partem com casas de sua sogra Ignez Monteiro e da outra com casas que o dito Antonio Pedroso comprou de Estevão de Brito Cassão.- as casas que comprou Antonio Pedroso de Barros a Estevão de Brito Cassão.- seis braças de chãos nesta vila que de uma parte partem com casas de Francisco Rodrigues Guerra e da outra com casas que ficaram de Pedro Vaz de Barros na rua Direita de Santo Antonio. Notificado o Capitão Pedro Vaz de Barros para comparecer ao sitio que ficou da defunta sua cunhada Maria Pires mulher de seu irmão o capitão Antonio Pedroso de Barros que por estar ausente convem achar-se presente para efeito de se inventariar todos os bens e peças que da dita defunta ficaram e dado caso não se ache o dito capitão seja notificado seu irmão Fernão Paes de Barros. - 20-5-1651 Aos 24-5-1651 Ignez Monteiro mãe da dita defunta e a João Pires Monteiro irmão da defunta e ao capitão Pedro Vaz de Barros irmão do viúvo Antonio Pedroso de Barros para declararem todos os bens. fls. 472 - carta precatória aos juizes ordinários e de órfãos da vila de Angra dos Reis da Ilha Grande, para que seja citado o capitão dom João Rendon de Quebedo como tutor e curador dos órfãos filhos que ficaram do capitão Valentim de Barros e netos da dita defunta o qual vivia em Tacurusaa fora do termo desta vila, para que fosse citado para a partilha dos ditos bens. 18-2-1656
[4122] Inventário e testamento de Luzia Leme, consulta em 20/01/2024
João Mendes de Almeida Data: 01/01/1898 01/01/1898
ID: 13925
“Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX” Data: 01/01/1886 Página 102
ID: 12598
Algumas notas genealógicas Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) livro de familia: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão : séculos XVI-XIX página 330
ID: 11098
“Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX” Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 108
ID: 5824
“Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX” Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 225
ID: 11748
“Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX” Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 227
ID: 11749
“Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX” Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 333
ID: 11320
“Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX” Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: Joa~o Mendes de Almeida (1831-1898) Página 334
ID: 11321
Algumas notas genealógicas Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Algumas notas genealógicas: livro de familia : Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX. Página 332
ID: 11114
“Algumas notas genealógicas” Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) “Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX”. página 336
ID: 6122
“Algumas notas genealógicas” Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) “Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX”. página 335
ID: 6123
“Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX” Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 387
ID: 6203
Algumas notas genealo´gicas : livro de familia : Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, Sa~o Paulo-Maranha~o : se´culos XVI-XIX Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 329
ID: 11242
Algumas notas genealógicas: livro de familia: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 352
ID: 11243
Algumas notas genealógicas: livro de familia: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 228
ID: 11244
Algumas notas genealógicas: livro de familia: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 112
ID: 11464
Algumas notas genealógicas Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Livro de familia: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, Sa~o Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX. Página 118
ID: 11488
Algumas notas genealógicas Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Livro de familia: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, Sa~o Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX. Página 119
ID: 11489
“Algumas notas genealógicas: livro de família: Portugal, Hespanha, Flandres-Brabante, Brazil, São Paulo-Maranhão: séculos XVI-XIX” Data: 01/01/1886 Créditos/Fonte: João Mendes de Almeida (1831-1898) Página 478
ID: 11854
EMERSON
21/02/1656 ANO:25
testando base
Sobre o Brasilbook.com.br
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]